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sexta-feira, 4 de março de 2011

Fim de jogo!



Era quase uma provocação rotineira a que eu escutava na redação do Diário de S. Paulo: "Pô, Laguna, já que você gosta de cornetar tanto no blog dos outros, por que é que você não faz um blog pra você cornetar à vontade?" Quase três anos e seis meses depois desta frase martelar minha cabeça e me motivar a criar o Blog do Laguna, eis que nesta sexta-feira, 4 de março de 2011, o juiz (no caso, eu mesmo!) dá o apito final da partida.

Que ninguém pense que esta foi uma decisão fácil. Criar um blog - e hoje eu sinto isso na prática - é criar um vínculo difícil de quebrar. Muitos encaram como uma brincadeira passageira, mas estes conseguem manter um blog na ativa por, digamos quatro meses, no máximo. Para mim, era longe de ser uma brincadeira. E em períodos mais conturbados de minha vida profissional, quando parecia que não haveria uma luz no fim do túnel, este blog tornou-se um companheiro inestimável.

Por aqui, recebi a visita frequente de velhos amigos e acabei conhecendo muitos outros, mesmo que virtualmente. Concordando com os meus pitacos, ou discordando veementemente, mas sempre com educação. Tudo bem que de vez em quando aparecia uma besta quadrada para encher o meu saco, mas com estes a resposta era no mesmo nível.

Foram quase 400 mil page views neste período, uma média superior a 5.100 visitantes únicos mensais. Nada mal para quem conseguiu fazer atualizações praticamente diárias, em um blog sem domínio próprio e feito nos tempos livres de jornadas de trabalho nada lights. Mas tudo sempre feito com muito prazer e alegria.

Como já tinha avisado dois posts atrás, comecei nesta semana a orgulhosamente produzir um blog no iG Esporte chamado Espírito Olímpico, que irá tratar de assuntos ligados aos esportes olímpicos e eventos poliesportivos. Desta forma, seria humanamente impossível - e até mesmo editorialmente estranho - atualizar dois blogs com temas tão semelhantes. Por conta disso, resolvi encerrar as atividades do Blog do Laguna.

Depois do Carnaval, ainda sem data definida, para não ficar totalmente órfão das cornetadas (e das Dançarinas da NBA, como alguns já me lembraram), um novo espaço será lançado, com atualizações num ritmo mais light e com uma pegada mais pessoal.

Enquanto isso, vocês podem me acompanhar no Espírito Olímpico , pelo Twitter ou pelo Facebook. Assim que o novo blog for lançado, prometo avisar a todos.

Por enquanto, fica um até breve. E continuem lendo minhas cornetadas (agora olímpicas) lá no iG Esporte.


Valeu, turma!

terça-feira, 1 de março de 2011

Blogueiro em nova casa

Entrou no ar nesta terça-feira o blog Espírito Olímpico, no portal iG Esporte, assinado por este blogueiro. Será um espaço destinado a falar sobre os mais variados esportes olímpicos, além de eventos poliesportivos, como Olimpíadas e Jogos Pan-Americanos. É uma honra e também uma baita responsabilidade contar com um espaço tão valioso para falar sobre as mais varidas modalidades esportivas, ainda por cima em um espaço tão nobre.

O link de acesso é este: http://colunistas.ig.com.br/esportesolimpicos. Conto com a visita de todos vocês

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

É estádio de futebol ou parque aquático?


As imagens não mentem: o Morumbi é o primeiro estádio de futebol do mundo onde além de ver o jogo, o cara pode ter a sorte, em dia de chuva, de assistit a um show de baleias adestradas.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Clássicos do Paulistão continuam sendo
um pesadelo na vida do São Paulo

Crédito: Vipcomm

O molhado e conturbado duelo entre São Paulo e Palmeiras neste domingo, no Morumbi, que terminou empatado em 1 a 1, aumentou a agonia dos tricolores em relação aos clássicos no Paulistão. Já são quase dois anos sem uma vitória da equipe do Morumbi no duelo contra os outros três grandes do futebopl paulista (sorry, amigos e improváveis leitores que sejam torcedores da Portuguesa, mas o time de vocês não faz parte desta lista).

A última vitória do São Paulo em um clássico válido pelo Paulistão foi em 28/3/2009, quando venceu o Palmeiras por 1 a 0, no Morumbi. De lá pra cá, só frustrações para sua torcida.

Confira abaixo a lista de clássicos que o Tricolor disputou sem conseguir ganhar pelo campeonato estadual:

2009 - Corinthians 2 x 1 São Paulo - semifinal
2009 - São Paulo 0 x 2 Corinthians - semifinal
2010 - São Paulo 1 x 2 Santos - primeira fase
2010 - Palmeiras 2 x 0 São Paulo - primeira fase
2010 - Corinthians 4 x 3 São Paulo - primeira fase
2010 - São Paulo 2 x 3 Santos - semifinal
2010 - Santos 3 x 0 São Paulo - semifinal
2011 - Santos 2 x 0 São Paulo - primeira fase
2011 - São Paulo 1 x 1 Palmeiras - primeira fase

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Juvenal Juvêncio ataca de Mãe Dinah

Crédito: Vipcomm

“A Copa do Mundo vai ser no São Paulo. Porque [o estádio em] Itaquera não sai. Itaquera não tem projeto, não tem estudo do solo, não tem hospital, não tem estrutura”
Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo, ao repórter Levi Guimarães, do iG Esporte, ao comentar sobre as chances da sede paulista para a Copa de 2014 ser a futura arena do Corinthians

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Mudanças à vista!


Moçada,

A partir de março (ou seja, semana que vem), novidades e mudanças por aqui. Mudanças radicais, diria. Aguardem.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O Clube dos 13 serve pra quê, mesmo?



Era uma vez uma entidade que foi criada para representar os grandes clubes de futebol do Brasil e protegê-los dos desmandos e incompetência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Esta mesma entidade criou o campeonato mais bacana na era pré-pontos corridos, a Copa União de 1987, reunindo os 16 principais times do país e que terminou com o timaço do Flamengo de Zico e Bebeto campeão, diante do também excelente Internacional. Esta mesma entidade mostrou firmeza de posição e apoiou a decisão de Flamengo e Inter em não disputar um quadrangular ridículo proposto pela CBF com clubes de menor escalão, num torneio mambembe organizado por ela.


Tudo isso era o Clube dos 13 em sua origem, há quase 26 anos. Passados um quatro de século, o que sobrou daquela entidade que poderia revolucionar o futebol do Brasil, criando e organizando a tão sonhada Liga dos Clubes, tornou-se uma mera agenciadora  de direitos de transmissão. 

E nesta quarta-feira, é capaz que nem mesmo esta função sobre para a entidade, dependendo do resultado das regras das concorrências dos próximos direitos de transmissão do Brasileirão. Especialmente se Corinthians e Flamengo, os dois clubes campeões de audiência, decidirem pular fora do Clube dos 13 e negociarem à parte estes direitos. Ou seja, a possibilidade de um racha na entidade é bem grande.

Triste e patético fim, diga-se de passagem.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Da Cidade de Deus para Londres?

Rafaela Silva, que está na briga para ir às Olimpíadas do ano que vem
Dona do melhor resultado do judô brasileiro no Grand Prix de Dusseldorf (Ale), neste último sábado, a jovem carioca Rafaela Silva, campeã na categoria 57kg, foi revelada pelo Instituto Reação, fundado pelo medalhista olímpico Flavio Canto. Localizado na favela de Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, o Instituto Reação representou uma mudança radical na vida de Rafaela. Até os oito anos, ela era muito brigona e seu pai viu no judô uma forma da garota ocupar sue tempo livre.

Campeã mundial junior de 2008, já havia sido campeã da etapa de Madri da Copa do Mundo de 2009. Aos 18 anos, ocupa a 26ª posição no ranking mundial, sem computar o resultado da etapa deste sábado, quando bateu a italiana Giulia Quintavalle, campeã olímpica de Pequim/08, nas semifinais, e a japonesa Kaori Matsumoto, líder do ranking mundial e atual campeã do mundo, na decisão.


Sei não, tá com cara que a Cidade de Deus terá uma representante em Londres, hein?

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Os preços dos ingressos para
as Olimpíadas de Londres-12

Você que é fanático por Olimpíadas, prepare o bolso. Não são necessariamente uma pechincha os preços dos ingressos para os Jogos de Londres, no ano que vem. A entrada mais barata, para a maioria absoluta dos eventos, sai por R$ 54,00, referentes aos lugares menos nobres e de eventos eliminatórios. Já para apreciar as provas mais badaladas, o gasto será bem mais salgado. A final dos 100m rasos, no atletismo (que deverá contar com a presença de Usain Bolt), custará simplesmente R$ 1.960,00, no lugar mais caro (e em valores de hoje). A cerimônia de abertura dos Jogos, então, é uma covardia: o bilhete mais caro à venda custa R$ 5.440,00.

Veja a tabela abaixo, com os valores de todas as modalidades do programa olímpico de 2012:






quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A incrível mudança de opinião de
Ronaldo a respeito de Ricardo Teixeira


"Não me importa absolutamente nada ter relacionamento com uma pessoa de duplo caráter"
 Ronaldo Fenômeno, durante a sabatina promovida pelo jornal Folha de S. Paulo, em 15/5/2009, a respeito do presidente da CBF, Ricardo Teixeira


“Tivemos uma relação muito próxima durante muitos anos. Foi um dos melhores presidentes que eu já tive”
  Ronaldo Fenômeno, durante cerimônia em que foi anunciado como embaixador do Comitê Organizador da Copa-214 em São Paulo, a respeito do presidente da CBF, Ricardo Teixeira

Brasil Olímpico (18)

Do jornal O Estado de S. Paulo - edição de 13 de fevereiro de 2011

Potência olímpica? É tarde demais
Meta do COB para o Rio é levar o Brasil ao top 10 no quadro de medalhas. Mas não há tempo para formar campeões do zero

Valéria Zukeran



O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) tem buscado se informar com especialistas sobre o que fazer para tornar o Brasil uma potência olímpica até 2016. Na recente apresentação da mais tradicional equipe de atletismo do País, a BM&F, o diretor, Sérgio Coutinho Nogueira, contou que foi um dos procurados pela entidade. "Eles me perguntaram o que poderia ser feito captar talentos e a criar um campeão para 2016. Minha resposta foi: "É tarde demais". Basta pensar que a Maurren (Maggi) levou 13, 14 anos das primeiras competições até que chegasse ao ouro em Pequim (no salto em distância)."

Em setembro do ano passado, o COB divulgou sua meta para a Olimpíada do Rio: subir do atual 23.º lugar no quadro de medalhas, obtido em Pequim em 2008, para 10.º. É um objetivo ousado se considerado o fato de que o Brasil conquistou 15 medalhas na China (3 de ouro) contra 40 da França, que ficou em 10.º (7 de ouro). Nos bastidores esportivos há consenso de que um país costuma conquistar, em média, metade das medalhas de ouro nas modalidades em que se considera entre os favoritos. A conta do COB é que, dos atuais 8 ouros, o Brasil passe a lutar por 13 em 2016. Porém o plano pode dar errado se outros países progredirem mais.

O cruzamento de informações entre o quadro de medalhas e o programa olímpico de Pequim mostra que as principais conquistas das três maiores potências nos Jogos tiveram origem nas 10 modalidades que mais oferecem medalhas (veja abaixo). A China conquistou ouro em 8 dos 10 esportes mais "medalheiros", enquanto os Estados Unidos ficaram no mais alto do pódio em 7 e a Rússia em 5.

Não fica difícil concluir que, para um país se tornar potência olímpica, será necessário forte investimento nos esportes mais generosos na oferta de ouros. A China percebeu a relação, tanto que, no balanço dos Jogos de 2008, já anunciava o aumento dos investimentos em modalidades que proporcionam muitas medalhas - como, por exemplo, o ciclismo - com o objetivo de aumentar sua hegemonia.

No Brasil. Se tomarmos o exemplo dos campeões olímpicos nacionais, a constatação é de que a observação de Coutinho Nogueira extrapola os limites do atletismo. Em geral, a trajetória da iniciação de um talento até o ouro levou mais de uma década, casos de Robert Scheidt e Cesar Cielo, quando não duas, como com Maurren Maggi e Rogério Sampaio.

Nas confederações, os dirigentes são cautelosos na hora de opinar se é possível revelar e preparar um campeão olímpico em cinco anos. "Nunca podemos descartar a possibilidade do surgimento de um fora de série, mas sabemos que, pelo menos no caso do judô, a base da equipe que representará o Brasil em 2016 já se destaca em Mundiais das categorias de base e começa a disputar vagas nas seletivas para a seleção permanente olímpica principal", observa o coordenador técnico da Confederação Brasileira de Judô, Ney Wilson.

A natação usa estatísticas para fazer a projeção de seus campeões olímpicos em 2016 baseada em uma pesquisa organizada pelo supervisor Ricardo de Moura, que aponta os medalhistas em potencial. Boa parte já compete na categoria adulta.

Nem mesmo esportes no qual os talentos precisam nascer precocemente, como a ginástica, a perspectiva de um campeão em cinco anos é vista com otimismo porque, se é possível termos campeãs com 16 anos, foi por meio de crianças que competiam em média 8 anos antes.

Nas modalidades nas quais o Brasil não tem tradição, como a luta olímpica e o tiro (apesar de o esporte ter proporcionado a primeira medalha olímpica brasileira), isso é considerado impossível. Na luta, ainda há a esperança de captar talentos vindos de outras modalidades. "Talvez seja possível criar um campeão olímpico em cinco anos se ele tiver base de outro esporte de luta, principalmente o judô. Mas acredito que, hoje, 80% da nossa equipe olímpica de 2016 já esteja praticando luta", diz o superintendente da Confederação Brasileira de Lutas Associadas (CBLA), Roberto Leitão.

No tiro a tarefa é mais inglória. Esperanças olímpicas são obra do acaso, como o jovem Felipe Wu, prata nos Jogos Olímpicos da Juventude. Filho de chineses praticantes do tiro, o jovem foi iniciado cedo. "Mas isso é difícil de ocorrer no Brasil. Há preconceito em relação ao esporte. Muitos pais associam o tiro esportivo com violência, apesar de isso estar longe da realidade", garante o assessor da presidência da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo, Ronaldo Silva Freire.

A conclusão ao conversar com técnicos e dirigentes esportivos é preocupante: com exceção de algum talento excepcional, o investimento no esporte desde o anúncio do Brasil como sede olímpica servirá para 2020. A colheita do COB em 2016 será, fundamentalmente, resultado das sementes plantadas nas categorias de base entre 1996 e 2000.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Iatismo brasileiro faz seletiva
em dose dupla em Florianópolis

Odile Ginaid, que disputa uma vaga na classe Laser feminina/Divulgação
Nas próximas duas semanas, a praia de Jurerê, em Florianópolis, se transformará no centro brasileiro do iatismo, com a disputa da Semana Brasileira de Vela, a partir desta quarta-feira. Até domingo, será realizada a seletiva para definir a equipe que disputará os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (Mex), a partir de outubro. Entre os dias 21 e 27, ocorrerá a definição da equipe brasileira que tentará vaga para as Olimpíadas de Londres-12, no Mundial de Perth (Austrália), neste ano.

Na primeira semana, as regatas ficam restritas às categorias Hobie Cat 16, Lightning, Snipe e Sunfish (que terá disputas com barcos da classe Laser Radial). Os vencedores destas quatro classes estarão classificados para o Pan. Já as seletivas das classes Laser Standard (masculino), Laser Radial (feminino), RS:X (masculino) e RS:X (feminino), que são olímpicas e pan-americanas, serão disputadas na semana que vem, entre 21 e 27.

No mesmo período ocorrem também as seletivas de mais seis classes olímpicas: Star (masculino), Finn (masculino), 49er (masculino), 470 (masculino), 470 (feminino) e Match Race (feminino).

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Cesar Cielo faz o que a CBDA deveria fazer

Cesar Cielo, ao lado dos nadadores do projeto e as crianças do COTP/Divulgação

Nesta terça-feira, Cesar Cielo fez mais pela natação brasileira do que a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) em mais de 20 anos de "gestão" de Coaracy Nunes Filho. O campeão olímpico dos 50m livre nos Jogos Olímpicos de Pequim-08 anunciou a criação do projeto P.R.O 16 - Projeto Rumo ao Ouro em 2016, gerenciado pelo Instituto Cesar Cielo. O objetivo é colocar nadadores brasileiros em condições de disputar medalhas nas Olimpíadas do Rio, em 2016, repatriando nadadores que antes precisavam se mudar para os EUA, como o própio Cielo fez antes do ouro em Pequim.

O que a CBDA, que há anos recebe generosas verbas públicas, tanto de seu patrocinador (Correios) como das verbas da loterias, não conseguiu montar, Cielo já está colocando em prática. Um grupo de sete nadadores de elite, formado por Cesar Cielo, André Schultz, Leonardo de Deus, Nicholas dos Santos, Henrique Rodrigues, Tales Cerdeira e Vinícius Waked, treinará sob supervisão de Alberto Silva, o Albertinho, um dos principais treinadores do Brasil e que abandonou seu cargo no Pinheiros para ajudar a tocar este projeto.

Os nadadores, que continuarão competindo por seus respectivos clubes, treinarão em São Paulo, na piscina do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP), considerada a principal piscina em distância olímpica do estado. Embora o objetivo seja brihar nos Jogos do Rio, em 2016, o projeto tambémm quer ajudar na preparação deste grupo de elite para o Pan de Guadalajara-11, o Mundial de Xangai-11 e as Olimpíadas de Londres-12.

Será que era tão difícil assim a CBDA ter feito algo semelhante estes anos todos? Faltou boa vontade ou competência? Na minha modesta opinião, faltaram as duas coisas.

O Ronaldo Fenômeno que eu vi

Seria chover na enchente falar da importância desta segunda-feira para a história do futebol brasileiro, com o anúncio do adeus de Ronaldo Fenômeno. Já tem gente boa demais falando sobre isso em tudo quanto é canto na internet, rádios, TVs. Prefiro falar do Ronaldo que eu vi de perto, quando ainda era conhecido como Ronaldinho, com muitos quilos a menos e uma carreira brilhante inteira pela frente.

Em 1996, em Miami, uma das sedes do torneio olímpico de futebol das Olimpíadas de Atlanta, eu vi o então menino Ronaldinho ficar aliviado com o final da novela de sua contratação pelo Barcelona, que aceitou pagar U$$ 20 milhões por um contrato de oito anos a um garoto de 19 anos, que tinha um enorme talento mas ainda era uma promessa. "Será bem melhor viver em Barcelona do que em Eidhoven. Lá era muito frio", dizia Ronladinho, exibindo sem medo todos os dentões.


Naqueles Jogos, vi Ronaldinho começar na reseva de Sávio (!?!?!) e apesar de ter entrado no segundo tempo, não conseguiu evitar a vexatória derrota para o Japão por 1 a 0, na estreia do Brasil nos Jogos. Mas o garoto era bom de  bola mesmo e ganhou a posição de titular diante da Hungria, quando fez o primeiro gol da vitória por 3 a 1. A vontade de jogar era tanta que ele se esqueceu de ir ao banheiro e precisou fazer um xixi básico no meio do campo, antes do jogo recomeçar.


Foi de Ronaldinho também o gol da vitória de 1 a 0 contra a Nigéria, que garantiu o primeiro lugar na primeira fase. E contra Gana, nas quartas de final, ele teve uma atuação de gala, marcando dois gols, um deles maravilhoso, na brilhante vitória de 4 a 2, como confirmam as imagens abaixo:



Mas no dia 31 de julho, nem todo o talento do menino Ronaldinho foi capaz de impedir a inacreditável derrota do Brasil para a Nigéria por 4 a 3, com o gol de ouro de Kanu na prorrogação, após estar vencendo por 3 a 1.  Mas mesmo diante de tamanho vexame, Ronaldinho já mostrava a personalidade que o transformaria num dos maiores de todos os tempos na história do futebol.


Ao saber que Bebeto, então capitão do time, culpou a falta de maturidade de alguns jogadores, que tentaram decidir tudo sozinhos, Ronaldinho não perdeu tempo e disparou: "Acho que faltou um líder como o Dunga, que gritasse com a gente no campo e que comandasse o time", afirmou Ronaldinho.


Tudo isso que eu contei acima não representou nem 5% do que Ronaldo viria a construir em sua brilhante carreira, que chegou ao fim nesta segunda-feira. Mas posso dizer aos filhos e netos que vi ao vivo despontar um dos maiores craques da história do futebol.


Valeu, Ronaldinho!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

London, London: os atletas brasileiros já classificados para as Olimpíadas de 2012

Neymar comemora um dos gols da vitória sobre o Uruguai/Crédito: Divulgação

Atualizado em 15/02/2011

Total de atletas classificados: 43
 

Hipismo
Modalidade saltos - Equipe (5 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 6/10/2010, ao ficar em quarto lugar durante o Mundial de Kentucky (EUA)

Futebol
Modalidade feminino (18 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 21/11/2010, ao vencer o Chile na decisão do Campeonato Sul-Americano do Equador


Modalidade masculino (18 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 13/02/2011, ao vencer o Uruguai na rodada final do Campeonato Sul-Americano do Peru


Tiro esportivo
Modalidade Pistola 25m feminino - Ana Luiza Mello
Data e local em que garantiu a vaga: 20/11/2010, ao conquistar a medalha de ouro no Campeonato das Américas, no Rio de Janeiro

Modalidade Fossa Olímpica Double - Felipe Fuzaro

Data e local em que garantiu a vaga: 24/11/2010, ao conquistar a medalha dse ouro no Campeonato das Américas, no Rio de Janeiro

Edson Bispo dos Santos é mais um herói
a dar adeus no basquete brasileiro

Algodão, Wlamir, Edson Bispo, Amaury e Blatkauskas: geração de ouro

No final de semana que ficará marcado pela notícia de que Ronaldo anunciará nesta segunda-feira sua despedida do futebol e que os garotos da seleção brasileira sub 20 conquistaram de maneira brilhante a vaga para as Olimpíadas de Londres-2012 e o título do Campeonato Sul-Americano do Peru, um fato praticamente passou em branco da atenção da grande mídia: a morte de Edson Bispo dos Santos, campeão mundial de basquete em 1959 e duas vezes medalhista olímpico, com os bronzes nos Jogos de Roma (1960) e Tóquio (1964).

Edson Bispo tinha 75 anos e morreu na madruga do último sábado no Instituto Dante Pazzaneze, em São Paulo, após sofrer um enfarte. Seu corpo fopo cremado neste domingo, no Crematório da Vila Alpina. Carioca, nascido em 27/5/1935, Edson Bispo começou a carreira no Vasco e depois atuou no Corinthians, Palmeiras e Hebraica, o último clube onde atuou. 


Como treinador, Edson Bispo dirigiu a seleção brasileira masculina, onde foi campeão pan-americano de 1971, sexto colocado no Mundial de Porto Rico, em 1974 e medalha de bronze no Pan-Americano do México, em 75. Ele era também o técnico na campanha do Pré-Olímpico de 1976, em Hamilton, quando o Brasil ficou fora do torneio olímpico de basquete pela primeira vez na história.


Em dezembro de 2010, durante uma homenagem aos medalhistas das Olimpíadas de Roma, o grande Wlamir Marques (na foto acima, com Edson Bispo) tomou o microfone e deu uma cobrada na Confederação Brasileira de Basquete (CBB). "Estamos morrendo. Não esperem 50 anos para fazer homenagem. Tem de ser de dez em dez anos, no máximo".

Infelizmente, a profecia de Wlamir Marques está se confirmando.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Andrés Sanchez, um diplomata!


"Vai tomar no cu, amigo, procura a assessoria de imprensa"

Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, respondendo ao repórter Bruno Winkler, do iG Esporte, ao ser perguntado sobre a saída de Roberto Carlos do clube.

Corinthians, o exterminador de craques



Eis que mais um craque deixa o Corinthians pela portas dos fundos: desta foi o lateral-esquerdo Roberto Carlos, que acertou nesta sexta-feira seu desligamento do clube. Os detalhes podem ser lidos aqui, no relato do companheiro Bruno Winckler, do iG Esporte.

O que me espanta nesta história nem é tanto o seu desfecho, absolutamente previsível após o vexame corintianos ao ser defenestrado pelo limitado Tolima, na fase  eliminatória da Taça Libertadores. O mais impressionante é a facilidade que o Corinthians tem para enaltecer como para demonizar seus jogadores. Em especial, aqueles que são ídolos da galera.


Os exemplos não são poucos: Rivellino, após a perda do titulo paulista de 1974; Edílson, após a derrota para o Palmeiras na semifinal da Libertadores de 2000; Carlitos Tevez, na sequência da eliminação para o River Plate, na Libertadores de 2006; e agora Roberto Carlos, que nem chegou a entrar em campo no desastre diante do Tolima.


Algum gaiato poderá me detonar aqui e dizer que futebol é paixão, que isso é normal, que jogador precisa estar preparado para encarar a pressão, e bláblábláblá...Tudo isso é verdade e existem jogadores perseguidos por suas torcidas em todos os clubes. Só que o Corinthians exagera na dose.


Os mesmos torcedores (pelo menos uma boa parte) que exaltava Roberto Carlos são aqueles que atacaram o ônibus do clube na porta do CT corintiano, no Parque Ecológico do Tietê, no último sábado. Um bando de imbecis, para dizer o mínimo. E enquanto não saber domar esta esquizofrenia, que pode ser chamada também de obsessão pela Libertadores, o Corinthians continuará eliminando seus craques, ao sabor do vento e dos humores da parcela bandida de sua torcida.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Uruguai volta às Olimpíadas
para resgatar a própria história

Jogadores uruguaios comemoram a vaga olímpica, após a vitória sobre a Argentina/Crédito: El País
Em 1928, o arquiteto brasileiro Oscar Niemayer casou-se com Annita Baldo; o músico Glenn Miller mudou-se para Nova York, enquanto o escritor George Owell arrumava as malas em direção à França; Charles Chaplin lançava seu filme "O Circo"; a pintora brasileira Tarsila do Amaral concluia seu quadro "ABAPORU" , para presentear o marido Oswald de Andrade; Getúlio Vargas tomava posse do governo do Rio Grande do Sul; o futuro técnico Rinnus Mitchels nascia na Holanda; o futuro ditador Hosni Mubarak nascia no Egito; e o Uruguai vencia o torneio olímpico de futebol dos Jogos de Amsterdã, na Holanda.

Oitenta e quatro anos depois de tudo isso ter acontecido, o Uruguai estará de volta às Olimpíadas. Ao derrotar a Argentina por 1 a 0, durante o Sul-Americano sub-20 do Peru, nesta última quarta-feira, o futebol uruguaio deu mais um passo em seu renascimento e garantiu uma das duas vagas sul-americanas para o torneio olímpico de futebol dos Jogos de Londres, em 2012. Na verdade, o Uruguai estará  resgatando a própria história, pois foi após conquistar o bicampeonato dos Jogos, em 1924 (em Paris) e 28 (Amsterdã) que a seleção uruguaia ganhou o apelido de Celeste Olímpica.


É sensacional ver este renascimento do futebol uruguaio, que já havia começado em grande estilo com o quarto lugar na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010. O Uruguai é um gigante do futebol sul-americano, só que estava inerte, anestesiado, respirando por aparelhos. O continente sul-americano viveu nos últimos anos exclusivamente da rivalidade Brasil e Argentina. Houve, é claro, um brilhareco aqui e ali de uma Colômbia, de um Paraguai, até do Chile. Mas o futebol sul-americano sem um Uruguai forte não era a mesma coisa.


Que esta classificação para as Olimpíadas de Londres, no ano que vem inspire os bravos jogadores da Celeste Olímpica a tentarem repetir as glórias de seus antecessores. Como as imagens abaixo não deixam esquecer.





 Obs: fonte para os acontecimentos históricos de 1928 - site Ponteiro


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A cornetada de Zezé Perrella no
Corinthians, com sabor de vingança


"Quando não tem apito amigo, fica difícil para eles"

Zezé Perrella, presidente do Cruzeiro, tirando um sarro da eliminação do Corinthians ainda na primeira fase da Taça Libertadores, fazendo uma menção ao polêmico pênalti marcado em Ronaldo no último Corinthians x Cruzeiro, pelo Brasileirão de 2010

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