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terça-feira, 1 de março de 2011

Blogueiro em nova casa

Entrou no ar nesta terça-feira o blog Espírito Olímpico, no portal iG Esporte, assinado por este blogueiro. Será um espaço destinado a falar sobre os mais variados esportes olímpicos, além de eventos poliesportivos, como Olimpíadas e Jogos Pan-Americanos. É uma honra e também uma baita responsabilidade contar com um espaço tão valioso para falar sobre as mais varidas modalidades esportivas, ainda por cima em um espaço tão nobre.

O link de acesso é este: http://colunistas.ig.com.br/esportesolimpicos. Conto com a visita de todos vocês

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Iatismo brasileiro faz seletiva
em dose dupla em Florianópolis

Odile Ginaid, que disputa uma vaga na classe Laser feminina/Divulgação
Nas próximas duas semanas, a praia de Jurerê, em Florianópolis, se transformará no centro brasileiro do iatismo, com a disputa da Semana Brasileira de Vela, a partir desta quarta-feira. Até domingo, será realizada a seletiva para definir a equipe que disputará os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (Mex), a partir de outubro. Entre os dias 21 e 27, ocorrerá a definição da equipe brasileira que tentará vaga para as Olimpíadas de Londres-12, no Mundial de Perth (Austrália), neste ano.

Na primeira semana, as regatas ficam restritas às categorias Hobie Cat 16, Lightning, Snipe e Sunfish (que terá disputas com barcos da classe Laser Radial). Os vencedores destas quatro classes estarão classificados para o Pan. Já as seletivas das classes Laser Standard (masculino), Laser Radial (feminino), RS:X (masculino) e RS:X (feminino), que são olímpicas e pan-americanas, serão disputadas na semana que vem, entre 21 e 27.

No mesmo período ocorrem também as seletivas de mais seis classes olímpicas: Star (masculino), Finn (masculino), 49er (masculino), 470 (masculino), 470 (feminino) e Match Race (feminino).

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Cesar Cielo faz o que a CBDA deveria fazer

Cesar Cielo, ao lado dos nadadores do projeto e as crianças do COTP/Divulgação

Nesta terça-feira, Cesar Cielo fez mais pela natação brasileira do que a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) em mais de 20 anos de "gestão" de Coaracy Nunes Filho. O campeão olímpico dos 50m livre nos Jogos Olímpicos de Pequim-08 anunciou a criação do projeto P.R.O 16 - Projeto Rumo ao Ouro em 2016, gerenciado pelo Instituto Cesar Cielo. O objetivo é colocar nadadores brasileiros em condições de disputar medalhas nas Olimpíadas do Rio, em 2016, repatriando nadadores que antes precisavam se mudar para os EUA, como o própio Cielo fez antes do ouro em Pequim.

O que a CBDA, que há anos recebe generosas verbas públicas, tanto de seu patrocinador (Correios) como das verbas da loterias, não conseguiu montar, Cielo já está colocando em prática. Um grupo de sete nadadores de elite, formado por Cesar Cielo, André Schultz, Leonardo de Deus, Nicholas dos Santos, Henrique Rodrigues, Tales Cerdeira e Vinícius Waked, treinará sob supervisão de Alberto Silva, o Albertinho, um dos principais treinadores do Brasil e que abandonou seu cargo no Pinheiros para ajudar a tocar este projeto.

Os nadadores, que continuarão competindo por seus respectivos clubes, treinarão em São Paulo, na piscina do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP), considerada a principal piscina em distância olímpica do estado. Embora o objetivo seja brihar nos Jogos do Rio, em 2016, o projeto tambémm quer ajudar na preparação deste grupo de elite para o Pan de Guadalajara-11, o Mundial de Xangai-11 e as Olimpíadas de Londres-12.

Será que era tão difícil assim a CBDA ter feito algo semelhante estes anos todos? Faltou boa vontade ou competência? Na minha modesta opinião, faltaram as duas coisas.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

London, London: os atletas brasileiros já classificados para as Olimpíadas de 2012

Neymar comemora um dos gols da vitória sobre o Uruguai/Crédito: Divulgação

Atualizado em 15/02/2011

Total de atletas classificados: 43
 

Hipismo
Modalidade saltos - Equipe (5 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 6/10/2010, ao ficar em quarto lugar durante o Mundial de Kentucky (EUA)

Futebol
Modalidade feminino (18 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 21/11/2010, ao vencer o Chile na decisão do Campeonato Sul-Americano do Equador


Modalidade masculino (18 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 13/02/2011, ao vencer o Uruguai na rodada final do Campeonato Sul-Americano do Peru


Tiro esportivo
Modalidade Pistola 25m feminino - Ana Luiza Mello
Data e local em que garantiu a vaga: 20/11/2010, ao conquistar a medalha de ouro no Campeonato das Américas, no Rio de Janeiro

Modalidade Fossa Olímpica Double - Felipe Fuzaro

Data e local em que garantiu a vaga: 24/11/2010, ao conquistar a medalha dse ouro no Campeonato das Américas, no Rio de Janeiro

Edson Bispo dos Santos é mais um herói
a dar adeus no basquete brasileiro

Algodão, Wlamir, Edson Bispo, Amaury e Blatkauskas: geração de ouro

No final de semana que ficará marcado pela notícia de que Ronaldo anunciará nesta segunda-feira sua despedida do futebol e que os garotos da seleção brasileira sub 20 conquistaram de maneira brilhante a vaga para as Olimpíadas de Londres-2012 e o título do Campeonato Sul-Americano do Peru, um fato praticamente passou em branco da atenção da grande mídia: a morte de Edson Bispo dos Santos, campeão mundial de basquete em 1959 e duas vezes medalhista olímpico, com os bronzes nos Jogos de Roma (1960) e Tóquio (1964).

Edson Bispo tinha 75 anos e morreu na madruga do último sábado no Instituto Dante Pazzaneze, em São Paulo, após sofrer um enfarte. Seu corpo fopo cremado neste domingo, no Crematório da Vila Alpina. Carioca, nascido em 27/5/1935, Edson Bispo começou a carreira no Vasco e depois atuou no Corinthians, Palmeiras e Hebraica, o último clube onde atuou. 


Como treinador, Edson Bispo dirigiu a seleção brasileira masculina, onde foi campeão pan-americano de 1971, sexto colocado no Mundial de Porto Rico, em 1974 e medalha de bronze no Pan-Americano do México, em 75. Ele era também o técnico na campanha do Pré-Olímpico de 1976, em Hamilton, quando o Brasil ficou fora do torneio olímpico de basquete pela primeira vez na história.


Em dezembro de 2010, durante uma homenagem aos medalhistas das Olimpíadas de Roma, o grande Wlamir Marques (na foto acima, com Edson Bispo) tomou o microfone e deu uma cobrada na Confederação Brasileira de Basquete (CBB). "Estamos morrendo. Não esperem 50 anos para fazer homenagem. Tem de ser de dez em dez anos, no máximo".

Infelizmente, a profecia de Wlamir Marques está se confirmando.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Pan-Americano 2011: rugby brasileiro
em festa. Já o hóquei de grama...

Os jogadores Portugal e Rosa comemoram a vitória sobre a Argentina/Crédito: ZDL
O final de semana trouxe duas cenas bem contrastantes para dois esportes considerados "do baixo clero" do universo esportivo brasileiro. Primeiro, vamos à cena alegre, retratada pela foto acima: a seleção brasileira masculina de rugby derrotou a Argentina pela primeira vez na história da modalidade neste domingo, por 7 a 0, durante o Campeonato Sul-Americano da modalidade, que está sendo disputado em Bento Gonçaves (RS). Melhor ainda é que no dia anterior o Brasil havia garantido sua vaga aos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (Mex), que serão realizados em outubro, após derrotar Paraguai (19 a 10) e Peru (36 a 7).

O feito já pode ser considerado o primeiro resultado efetivo obtido pelo rugby brasileiro desde que passou a contar com o patrocínio do Bradesco, em um projeto de seis anos com a CBRu (Confederação Brasileira de Rugby), visando os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, e que inspirou alguns comerciais de TV bem sacados da Topper, como este abaixo:



A cena triste do final de semana era uma grande bola cantada. No último sábado, a seleção brasileira de hóquei na grama levou uma nova sova de Cuba, desta vez por 8 a 1, no playoff que decidia uma vaga no Pan de Guadalajara e que foi disputado no Complexo Desportivo de Deodoro, na Vila Militar, no Rio. E olha que o Brasil chegou a fazer 1 a 0. Como havia perdido o primeiro jogo por 7 a 1, os brasileiros acabaram eliminados.

Agora a Confederação Brasileira de Hóquei terá mais alguns anos para tentar montar uma equipe minimamente decente e assim procurar não dar vexame nas Olimpíadas de 2016.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Novos tempos do esporte brasileiro fazem
os cartolas perderem a compostura

Magic Paula tem história no esporte brasileiro. Já outros...
Em outubro de 2010, o esporte olímpico brasileiro assistiu a uma espécie de ruptura no desgastado modelo de arrecadação de (parcos) recursos para a preparação de suas equipes e descobrimento de novos talentos. Num projeto inédito, a Petrobras decidiu investir R$ 265 milhões até 2014, atingindo a área de esporte de alto rendimento, social e memória esportiva. 

Os projetos de alto rendimento, que englobarão cinco modalidades (boxe, esgrima, remo, taekwondo e levantamento de peso) ficarão sob responsabilidade do Instituto Passe de Mágica, coordenado por Magic Paula. Já os projetos sociais estarão a cargo de Ana Moser, ex-capitã da seleção brasileira feminina de vôlei, vice-campeã mundial e medalhista olímpica.

A grande sacada deste projeto, além de ter a gerência de duas lendas do esporte do Brasil, é que o dinheiro da Petrobras não passará pelas mãos do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que desde o surgimento da lei dos recursos das loterias Agnelo/Piva, se transformou no grande mecenas do esporte brasileiro, gerando muitos críticas pelos critérios estabelecidos na distribuição destas verbas.

Só que este novo caminho parece que não anda agradando muita gente. Neste sábado, o presidente da Confederação Brasileria de Tênis (CBT), Jorge Lacerda, começou a disparar no Twitter críticas ao projeto da Petrobras e também à Paula e Ana Moser. "Como que uma estatal com a força da Petrobras pode passar uma verba de um esporte por um Instituto particular e não pela Confederação?", disse Lacerda, comentando reportagem da Folha de S. Paulo deste sábado, que tratava dos problemas de distribuição de verba e apoio do COB entre lutadores integrantes da seleção brasileira de taekwondo.

Ana Moser também foi alvo de criticas
Foi então que o cartola perdeu a mão nos pitacos. "É o Instituto Passe de Magica (que recebe a verba da Petrobras). Isso mesmo da sra. Magic Paula. Ela tem um grande conhecimento de Taekwondo. Brincadeira de muito mal gosto", escreveu, para completar em seguida. 

"A Paula como jogadora sem cometarios, foi otima. Mas como dirigente por onde passou não fez nada, pior fez muita besteira. Lembram no ME?", disparou Lacerda. Ele puxava pela memória o episódio em que o então ministro do esporte Agnelo Queiroz foi ao Pan-Americano de Santo Domingo, acompanhado de Paula, então secretária nacional de alto rendimento, com despesas pagas pelo COB. Quando soube do ocorrido, Paula devolveu os valores imediatamente aos cofres públicos e pediu demissão do cargo. Ao contrário de Agnelo.

Lacerda ainda criticou a presença de Ana Moser no projeto. "Pior de tudo que tem também um instituto de uma ex-jogadora de vôlei que tá na mesma situação dentro da Petrobras. Uma vergonha a atitude da PETROBRAS. Tem que apoiar as entidades oficiais. Como diriam "cada macaco no seu galho". O Ministério tá apoiando esta situação? Fica a pergunta."

 O que se extrai de verborragia do presidente da CBT - que ainda usou o Twitter para questionar as críticas deste blogueiro feitas na mesma rede social, perguntando se pertenço a algum instituto ou ONG - é que não passa de uma grande e notória choradeira. 

O problema é que bastou surgir algo ou alguém que quebre o círculo vicioso para que todo mundo caia de pau. Pior ainda foi Lacerda levantar suspeitas a respeito da postura ética e também da competência demonstradas por Paula e Ana Moser em suas carreiras como gestoras esportivas.


Por que ao invés de ficar chorando as mágoas e reclamando dos outros, Jorge Lacerda não trabalha para transformar o tênis em um esporte mais popular e não restrito ainda a uma minoria? 


E uma outra pergunta: quem fez mais pelo esporte do Brasil, Magic Paula e Ana Moser ou Jorge Lacerda?

Nem milagre coloca seleção brasileira
de hóquei no Pan de Guadalajara

Jogadores da seleção brasileira tentam se consolar após a surra cubana

Como já era previsto, a seleção brasileira masculina de hóquei na grama entrou no playoff com Cuba para uma vaga nos Jogos Pan-Americanos de Guaradalajara apenas para fazer figuração. Mas bem que esta figuração poderia ser menos vexatória. Nesta sábado, a partir das 10h, no Complexo Desportivo de Deodoro, na Vila Militar, o Brasil enfrenta Cuba na segunda partida do playoff. O problema para os brasileiros será tirar a diferença do primeiro jogo: 7 a 1 a favor dos cubanos.

Como eu disse aqui alguns posts atrás, não adianta nada o Brasil quewrer bancar de potência olímpica para dar vexames como esse. O time brasileiro não tem qualquer tradição na modalidade, vide o desempenho sofrível no Pan do Rio, em 2007.

Pior, talvez, seja o texto nonsense que está no site da Confederação Brasileira de Hóquei sobre Grama: "A vaga para o Pan 2011 ainda não está garantida por nenhuma equipe, portanto, venha torcer pelo Brasil no sábado às 10h. Participe com sua torcida e ajude o Brasil a conquistar essa oportunidade".

Olha, tem que ter muita torcida mesmo, hein?

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Hóquei brasileiro começa briga para ir ao Pan de Guadalajara. Mas será que deveria?

Lance do amistoso preparatória da seleção contra a equipe do Hurling
A partir desta quinta-feira, mais uma equipe brasileiro tenta garantir sua vaga nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (Mex), marcados para o mês de outubro, de 13 a 30 de outubro. Será a seleção brasileira masculina de hóquei na grama, que disputara um playoff contra Cuba, em melhor de três jogos, por uma vaga no Pan. As disputas acontecerão no Complexo Desportivo de Deodoro, na Vila Militar. Os jogos começarão a partir das 10h e a segunda partida será no sábado (5). Se houver necessidade de um terceiro jogo, ele ocorrerá no domingo (6).


O time brasileiro fez intensa preparação para este playoff, treinando há mais de um mês pelo menos oito horas por dia. Desde a semana passada, a equipe vem disputando amistosos contra o Hurling, time da primeira divisão argentina. 


Mas será que tudo isso vai valer a pena?


Se existe um esporte que realmente não tem tradição alguma no Brasil, este é hoquei na grama. Por mais esforçados e dedicados que sejam os jogadores da seleção, a condição técnica do time brasileira em relação aos rivais é muito inferior.

Para aqueles que têm pouca memória, vale lembrar a ridícula campanha da seleção masculina no Pan do Rio, em 2007, com cinco derrotas em cinco partidas disputadas, um golzinho marcado e 57 gols sofridos. A campanha foi tão bizarra que o Brasil conseguiu perder por 8 a 0 para Antilhas Holandesas.

Por isso, repito a pergunta: será que tanto esforço vale mesmo a pena? Não seria melhor criar uma cultura de hóquei na grama no Brasil e só então tentar vôos mais altos?

Ah, detalhe importante: o Brasil nunca conseguiu derrotar a seleção de Cuba na história.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Acho que Rebeca Gusmão não vai muito com a cara do médico Eduardo De Rose




"De Rose é igual a Judas. Na última vez que nos vimos, ele me me deu um beijo como se nada tivesse acontecido"

Rebeca Gusmão, ex-nadadora, em entrevista à Folha de S. Paulo desta segunda-feira, ao comentar sobre o médico brasileiro Eduardo De Rose, que segundo ela foi um dos responsáveis por sua condenação - e consequente eliminação do esporte - por doping, após ter sido flagrada no exame do Pan do Rio, em 2007.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Os Jogos Pan-Americanos e seu
verdadeiro lugar na história do esporte



O ano de 2011 promete doses cavalares de pachequismo explícito aqui no Brasil. E o motivo disso atende pelo nome de Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. O problema é que o Pan deixou de ter importância faz tempo...Os EUA e o Canadá, as principais potências poliesportivas do continente, há muito deixaram de se lixar com a versão mal-acabada dos Jogos Olímpicos. No Brasil, costuma-se fazer um carnaval exagerado em torno das conquistas pan-americanas, e invariavelmente, no ano seguinte, com a disputa das Olimpíadas, a decepção é enorme, pela falta de resultados expressivos.

Mas análise técnica à parte, o Pan costuma ser uma competição muito bacana. Eu estive em dois deles (Mar Del Plata-1995 e Winnipeg-1999) e você não tem como se encantar com o esforço de cidades, entre as quais algumas delas contam com orçamento apertado para se preparar e receber com dignidade atletas e jornalistas de todo o canto das Américas. O clima entre atletas, imprensa e população local costuma ser sensacional, mesmo nestes tempos de insanidade geral. E nem precisa ser nada vultuoso e exagerado (e superfaturado) como foi no Rio, em 2007, para se organizar um Pan bacana.

Os Jogos Pan-Americanos tiveram seus momentos gloriosos. Um dos recordes mundiais de Adhemar Ferreira da SIlva, no salto triplo, foi obtido no Pan do México, em 1955. Vinte anos depois, João Carlos de Oliveira ganhou o apelido de João do Pulo após cravar o recorde mundial do triplo, novamente no Pan da Cidade do México.

A última grande glória do basquete masculino brasileiro ocorreu num Pan-Americano, em 1987, na cidade de Indianapolis (EUA), quando a seleção de Oscar, Marcel e cia arrasou os EUA - que tinham na época o futuro astro da NBA David Robinson na equipe -, impondo a primeira grande derrota de uma seleção americana de basquete em sua própria casa.


Em resumo, o Pan-Americano não é a oitava maravilha do universo, como o COB ou parte da mídia possam querer mostrar, mas teve seu valor na história do esporte. Trata-se, hoje em dia, de uma competição preparatória para eventos mais importantes, como os Jogos Olímpicos. Os EUA, por exemplo, costumam mandar atletas que pretende aproveitar em competições futuras ao Pan, para ganhar experiência.

Por isso, prepare-se, é claro, para comemorar os feitos dos atletas brasileiros no Pan-Americano de Guadalajara. Mas sem perder a noção real do que está festejando.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Atletismo brasileiro faz pré-seleção de olho no Pan-Americano de Guadalajara

Fabiana Murer já está pré-selacionada para o Pan-11
A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) definiu uma lista de 63 nomes que já estão pré-convocados para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (Mex), em 2011, que será realizado entre os dias 14 e 30 de outubro. Além da pré-lista, a entidade definiu também uma série de eventos preparatórios, com  objetivo de preparar a equipe e conquistar o maiior número de medalhas possívels na competição poliesportiva.

Isso seria fundamental epara melhorar a imagem do atletismo, que nos últimos anos viveu de raros momentos brilhantes (como a bela performance de Fabiana Murer, no salto com vara) e ficou mais em evidência pelos diversos casos de doping.

A paritr de janeiro, os treinadores deverão informar o estágio da preparação de seus atletas à CBAt. A lista será revisada periodicamente pela entidade.

Os 63 atletas (34 no masculino e 29 no feminino) são os seguintes:

MASCULINO

Nilson de Oliveira André - 100m/200m/4x100m
Sandro Ricardo Rodrigues Viana - 4x100m
Carlos Roberto Pio de Moraes Junior - 4x100m
Jefferson Liberato Lucindo - 4x100m
Eduardo de Oliveira Vasconcelos - 400m/4x400m
Hederson Alves Estefani - 4x400m
Fabio Henrique Vedrani - 4x400m
Kleberson Davide - 800m/4x400m
Fabiano Peçanha - 800m
Leandro Prates Oliveira - 1.500m
Marilson Gomes dos Santos - 5.000m/10.000m
Joilson Bernardo da Silva - 5.000m
David Benedito de Macedo - 10.000m
Hudson Santos de Souza - 3.000m com obstáculos
Celso Ficagna - 3.000m com obstáculos
Anselmo Gomes da Silva - 110m com barreiras
Eder Antonio Souza - 110m com barreiras
Mahau Camargo Suguimati - 400m com barreiras
Tiago Florêncio Bueno - 400m com barreiras
Talles Frederico Sousa Silva - Salto em Altura
Fabio Gomes da Silva - Salto com Vara
Augusto Dutra da Silva de Oliveira - Salto com Vara
Mauro Vinicius Hilário Lourenço da Silva - Salto em Distância
Rubens dos Santos Junior - Salto em Distância
Jadel Gregório - Salto Triplo
Hilton da Silva - Salto Triplo
Ronald Odair de Oliveira Julião - Arremesso do Peso/Lançamento do Disco
Wagner Jose Alberto Carvalho Domingos - Lançamento do Martelo
Luiz Fernando da Silva - Lançamento do Dardo
Luiz Alberto Cardoso de Araujo - Decatlo
Anderson Estevão Venâncio - Decatlo
Moacir Zimmermann - 20 km Marcha
Jose Alessandro Baggio - 50 km Marcha
Jean Carlos da Silva - Maratona

FEMININO
Ana Claudia Lemos Silva - 100m/200m/4x100m
Kauiza Moreira Venâncio - 4x100m
Thaissa Barbosa Presti - 4x100m
Rosemar Maria Coelho Neto - 4x100m
Geisa Aparecida Muniz Coutinho - 400m/4x400m
Joelma das Neves Sousa - 4x400m
Jailma Sales de Lima - 4x400m
Barbara Farias de Oliveira - 4x400m
Christiane Ritz dos Santos - 800m
Perla Regina dos Santos - 800m
Zenaide Vieira - 1.500m
Fabiana Cristine da Silva - 5.000m/10.000m
Sabine Letícia Heitling - 3.000m com obstáculos
Zenaide Vieira - 3.000m com obstáculos
Fabiana dos Santos Moraes - 100m com barreiras
Fernanda dos Santos Tavares - 400m com barreiras
Monica Araújo de Freitas - Salto em Altura
Fabiana de Almeida Murer - Salto com Vara
Keila da Silva Costa - Salto em Distancia
Gisele Lima de Oliveira - Salto Triplo
Keely Christinne Pinho Rodrigues Medeiros - Arremesso do Peso
Elisângela Maria Adriano - Lançamento do Disco
Josiane Soares - Lançamento do Martelo
Laila Ferrer e Silva - Lançamento do Dardo
Vanessa Chefer Spinola - Heptatlo
Tânia Regina Spindler - 20 km Marcha
Cisiane Dutra Lopes - 20 km Marcha
Adriana Aparecida da Silva - Maratona
Rosangela Raimunda Pereira Farias - Maratona

sábado, 23 de outubro de 2010

O Rei e o(s) súdito(s)

A esta altura do campeonato, todo mundo já está mais careca do que o José Serra de saber que neste sábado o maior jogador de futebol de todos os tempos - aceitem ou não os argentinos - completa 70 anos de idade. Não vou neste post me meter a besta para falar sobre os feitos e as glórias alcançadas por Pelé ao longo de sua carreira. Tem muita coisa escrita em jornais e nos sites sobre o Rei do Futebol. Prefiro falar de duas experiências pessoais ao me deparar com "Ele" (forma com a qual o antigo narrador Walter Abraão se referia a Pelé).

À esquerda, um foca tentando entrevistar um Rei


A primeira vez em que me deparei frente à frente com Pelé eu era um "foca" - adjetivo que no jargão jornalístico identifica os profissionais recém-formados. Em 1986, trabalhava na revista Placar, logo depois de ter me formado. Num determinado dia, fui escalado para cobrir um evento no qual Pelé estaria presente. Já não faço a menor ideia do que se tratava a pauta e isso pouco importa. Só me lembro que fui até o Hotel Transamérica com a missão de entrevistar Pelé.

Logo descobri que falar com Edson Arantes do Nascimento não era uma tarefa muito fácil. Pelo contrário. Um mundo de gente queria falar com Pelé. e mal ele entrou no salão, lá foi o foca atrás dele, na tentativa destrambelhada de conseguir alguma declaração interessante. Mas nada. Eis que a porto do salão onde ele participaria de um evento fechado se aproximava e nada de conseguir falar com ele. Quando já estava vendo o fracasso chegar e já pensando no tamanho da bronca que iria levar na redação, eis que Pelé me puxou pelo braço e ouviu uma ou duas perguntas (provavelmente idiotas) e me respondeu com paciência. Incrível.

A outra vez em que presenciei de perto o magnetismo que a figura de Pelé causa nas pessoas ocorreu 11 anos depois. Estava em Mar del Plata, pelo então Diário Popular, cobrindo os Jogos Pan-Americanos. A estrutura parea a imprensa era péssima e a melhor forma de falar com os atletas brasileiros sem ser nos campos ou ginásios era na porta dos alojamentos das delegações, localizados em uma espécie de resort, localizado bem longe do centro da cidade.

Um dia antes da abertura dos Jogos, soubemos que Pelé, então ministro do Esporte no primeiro mandato de FHC, iria visitar o alojamento dos brasileiros. O mesmo prédio que abrigava o Brasil também recbia atletas de alguns outros países. Chile e Honduras estavam no mesmo local, se não me engano.

A segurança argentina estava em polvorosa. O chefe da segurança, um mala sem alça que apelidamos de general Videla (o militar que mais torturou na época da ditadura do país), dizia que ninguém poderia acompanhar a visita de Pelé. Depois de muita negociação e discussão, conseguimos um acordo que um jornalista por veículo poderia entrar no alojamento.

Só que quando Pelé e sua comitiva chegaram ao prédio, o esquema de segurança do Videla foi pro saco. Todos os jornalistas brasileiros entraram no prédio, atrás de Pelé, que sem brincadeira, abraçou a todos, não importantando se era brasileiro ou não. Sempre escutei e li que a presença de Pelé causava uma espécie de comoção coletiva. Naquele dia, vi que não se tratava de um exagero.

Mas a cereja do bolo ainda estava para acontecer. Antes de deixar o local, Pelé, pessoalmente, chamou todos os jornalistas brasileiros para tirar uma foto. E a turma que cobriu aquele Pan-Americano ganhou naquele dia sua medalha de ouro: uma foto ao lado de Pelé. Até o Videla saiu no retrato. Demos esta canja pra ele. Afinal, quando ele poderia tirar uma foto ao lado de um Rei?

Os privilegiados que tiraram a foto com Pelé naquele Pan de Mar del Plata: A partir da esquerda: Heleni Felipe (então no JT), Nicolau Radamés Creti (Diário Popular), Moacir Ciro Martins Jr (Gazeta Esportiva), este blogueiro (Diário), Edgard Alves (Folha de S. Paulo), João Pedro Paes Leme (JB), Renato Ribeiro (O Dia) e o Videla. Agachados, estavamo os fotógrafos brasileiros, Marcos Tristão (Dia) e Marlene Bergamo (Folha de S. Paulo) e mais dois companheiros que infelizmente não reconheço pela foto

sábado, 2 de outubro de 2010

Feliz aniversário do quê, cara-pálida?



Do blog do Alberto Murray

Um Ano de Nada

Há um ano atrás eu escrevi um artigo na Folha de São Paulo entitulado “Uma Grande Hipocrisia”. Expus a minha opinião sobre a escolha de bela Cidade do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2.016, que celebra o seu primeirto aniversário. Em um ano, nada de novo ocorreu no mundo do esporte. Se Vocês virem novamente os vídeos do dia da votação, a cartolagem olímpica e a politicalha afirmaram que “vamos começar a trabalhar assim que desembarcarmos no Brasil.” Não fizeram rigorosamente nada. Nem em obras de infra estrutura, nem na área esportiva. O País continua carente de uma política de esportes de base, de longo prazo. Os pobres do esporte estão cada vez mais pobres, enquanto os ricos mantém sua vida faustosa.

Os triunfos do Brasil, neste ano, continuam sendo em modalidades que já somos relativamente bons há pelo menos quatro décadas. Os esportes de menor expressão continuam de pires na mão. Vejam os resultados inexpressivos que o País obteve nos Jogos Olímpicos da Juventude, havidos no mês passado em Singapura. Essa é a geração que deverá representar o Brasil em 2.016. Alguém acha que em seis anos esses Atletas vão virar grandes campeões? Talvez um, ou dois. Não como decorrência de uma política de esportes. Mas por que serão valores esporádicos, talentos naturais, que serão lapidados, preferencialmente fora do Brasil.

Nuzman continua com sua entendiante catilinária de “vou transformar o Brasil em potência olímpica”. Vai transformar nada. Não tem projeto para isso. Se os tivesse já teria posto em prática.

O Ministério do Esporte segue aparelhado, outro “elefante branco” da burocracia nacional que mais atrapalha do que ajuda.

Para construir-se todas instalações farônicas que o Co-Rio mostrou aos membros do Comitê Internacional Olímpico, teriam que ter começado a trabalhar nisso há um anos atrás. Não vai dar tempo de fazer tudo aquilo. Neste ano, tudo o que ocorreu foi o cancelamento de uma licitação de edital maroto, para a contratação de um escritório de arquitetura. Belo avanço em um ano, para quem prometeu que iria começar a trabalhar “no dia seguinte”. Claro que tem aquele velho truque, que já foi utilizado no Pan Americano. Atrasam as obras o quanto podem, depois vira assunto emergencial e aí dispensam licitações. E a olimpíada acaba saindo ”no tapa”, de afogadilho, como foi o próprio Pan Americano. Brasil, o País da imprevidência.


Legado para o Rio de Janeiro? Ora pinhões! Não haverá nada. Eles não estão preocupados com isso.


Os mesmo personagens ainda continuam enrolados com os intermináveis processos no Tribunal de Contas da União, para que se tente desvendar onde foram parar os milhões super faturados do Pan Americano do Rio 2.007. É capaz de se chegar em 2.016 e ainda estarmos discutindo a farra do Pan 2.007. Cadê o dinheiro do povo?


Um ano depois da escolha do Rio como sede olímpica, não temos absolutamente nada a comemorar. O Rio e o Brasil merecem gente melhor no comando do esporte brasileiro. Que se preocupe menos com obras mirabolantes e mais com as pessoas, com os Atletas.


Não é por falta de aviso e de sugestões que essa gente do esporte não faz as coisas. Muita gente boa passou este ano inteiro gritando, apontando rumos, buscando soluções. Este Blog, modestamente, tem contribuido com isso. O que não faltam neste espaço são propostas de novos caminhos, sempre lastreados no esporte social, no trabalho de longo prazo. Mas a arrogância e a prepotência da nossa pajelança olímpica é enorme, que eles são incapazes de mudar de rumo.


É a primeira vez em que uma Cidade que sediará Jogos Olímpicos não faz absolutamente nada no ano subsequente à sua escolha. Até parece que aqui temos de tudo, que quase nada precisa ser feito.

Vitamina de sapo preto para a cartolagem do esporte e para os próceres do Ministério do Esporte.

Essa gente não vive pela melhoria do Brasil. São comprometidos com as entidades internacionais a que pertencem. Preferem que o Brasil e o Rio de Janeiro se danem, a correrem o risco de perder uma boquinha em algum órgão internacional qualquer.


Eu já escrevi aqui. É muito mais fácil ceder aos encantos e acenos dos tutancamons olímpicos. Difícil é resistir bravamente. Quem acredita neles, ou é ingênuo, ou está de má fé.

domingo, 15 de agosto de 2010

O primeiro título da era Colinas

Jogadoras brasileiras comemoram o título sul-americano
Se no masculino a conquista do Campeonato Sul-Americano de basquete foi apenas uma espécie de vestibular para os jogadores que ainda sonhavam com uma vaga na equipe que vai ao Mundial da Turquia, a vitória da seleção brasileira feminina no torneio continental da categoria teve um saber bem diferente.

Ao derrotar a Argentina por 94 a 68 em Santiago (Chile), o Brasil conquistou seu 23º título sul-americano e, mais importante, garantiu o primeiro triunfo no currículo do técnico espanhol Carlos Colinas.

Em sua primeira competição oficial como treinador da seleção brasileira, Colinas pôde colocar em quadra boa parte da equipe que disputará o Mundial da República Tcheca, em setembro - com exceção de Iziane e Érika, que estão na WNBA - e massacrou suas adversárias.

Em cinco jogos disputados, ganhou todos, marcado um total de 529 pontos (média de 105,8 pontos por jogo) e sofreu somente 262 (52,4 pontos por jogo). Mas que os números não iludam ninguém, pois o nível técnico dos adversários da seleção neste sul-americano foi sofrível. Só na final que a Argentina deu um pouquinho mais de trabalho às comandadas de Colinas, após vencer o primeiro quarto por 25 a 17. Depois, foi o passeio habitual.

Como cartão de visitas, Colinas acaba deixando uma boa impressão. Além da hegemonia continental garantida, o Brasil ainda se classificou para o Pan-Americano de Guadalajara e para o Pré-Olímpico das Américas, ambos em 2011. Mas é bom Colinas não se animar: até o Mundial, um longo caminho ainda precisa ser percorrido. Vale comemorar, mas sem esquecer que há muito trabalho pela frente.

Crédito da foto: Oscar Rosales/Fiba.com

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ufa! Cielo põe o dedo na ferida

Coluna Diário Esportivo, publicada na edição de 7 de maio do Diário de S. Paulo

Deveria constar de alguma cartilha para ídolos do esporte que não basta apenas fazer bem o seu trabalho, ganhar medalhas ou conquistar títulos. No meu mundo ideal, eles não poderiam se omitir em dar opiniões desagradáveis aos cartolas e nem se calar diante de decisões absurdas. Mas enquanto a maioria absoluta destas estrelas opta por manter uma postura alienada, eis que surge o nadador Cesar Cielo para dar uma chacoalhada neste quadro.

O campeão mundial e olímpico dos 50m livre sabe usar como poucos a força de suas conquistas para cutucar a estrutura da natação brasileira e também a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos). Logo depois de ganhar o ouro olímpico em Pequim-08, Cielo declarou em alto e bom som que a entidade que comanda a natação do Brasil pouco contribuiu para o seu sucesso.

Embora tivesse baixado o tom das críticas após brilhar no Mundial de Roma de 2009 — quando ganhou os 50m e 100m livre —, eis que Cielo voltou com carga total este ano. Contundente, bateu forte na decisão da CBDA em escolher a Unisanta para ser a sede do Troféu Maria Lenk. De forma correta e madura, Cielo diz não entender como se abre mão de um complexo aquático moderno como o Maria Lenk, que consumiu milhões de reais para receber as provas do Pan-2007, no Rio. “Algumas vezes, vejo que ainda estamos andando para trás”, disparou.

É somente com atitudes como esta de Cesar Cielo que a arcaica estrutura do esporte brasileiro irá mudar. Vida longa aos rebeldes com causa.

Foto: Satiro Sodré/CBDA

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sexta-feira, 30 de abril de 2010

O vôlei se rende ao basquete?

No lançamento dos novos uniformes das seleções brasileiras masculina e feminina de vôlei para a temporada 2010, chamou a atenção uma camisa listrada em verde e amarelo, exibidas pelos líberos Escadinha e Fabi.

Agora, será que a CBV bebeu na fonte do basquete? A foto abaixo mostra a seleção masculina de basquete que disputou os Jogos Pan-Americanos de Chicago, em 1959. E a camisa listrada foi a grande marca registrada da equipe que conquistou o bicampeonato mundial em 59 ne 63, além das medalhas de bronze nos Jogos Olímpicos de Roma-60 e Tóquio-64.

Uma estranha coincidência...


sexta-feira, 26 de março de 2010

O confuso retorno de Ricardinho

Coluna Diário Esportivo, publicada na edição de 25 de março do Diário de S. Paulo

Do ponto de vista estritamente técnico, não poderia ser melhor para o vôlei brasileiro a notícia da pré-convocação do levantador Ricardinho para o grupo da seleção brasileira que disputará a Liga Mundial, a partir do próximo mês de junho. É claro que sua presença na equipe só será assegurada definitivamente após uma conversa direta com o técnico Bernardinho. Se forem aparadas todas as arestas de sua polêmica saída da equipe nacional, ocorrida pouco antes da disputa dos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio, Ricardinho estará mesmo de volta à seleção. O que ninguém pode garantir é se internamente, seu retorno está sendo bem recebido pelo grupo.

A tomar como base as declarações de alguns dos líderes da equipe, desde a pré-convocação de Ricardinho, no dia da apresentação certamente haverá um clima de tensão no ar. “Precisamos ver a vontade dele de se ajustar ao grupo”, disse o capitão Giba, em uma nota oficial. “A imagem deixada em 2007 foi que um grupo unido não tolera estrelismos e vaidades”, escreveu o meio Gustavo (que já abandonou a seleção) no Twitter. “Nesse tempo todo (do afastamento) ele não quis nenhuma aproximação e também não sei se vou aceitar essa aproximação tão facilmente”, disparou o meio Rodrigão.

É bom Ricardinho estar preparado. Se por um lado ninguém discute sua condição técnica — é considerado um dos maiores levantadores da história do vôlei —, por outro todos conhecem seu gênio difícil. Pelo jeito, esta novela ainda vai longe.

Foto: Divulgação/CBV

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Um caso de amor mal resolvido


Coluna Diário Esportivo, publicada na edição de 26 de fevereiro do Diário de S. Paulo

Nos últimos anos, a relação entre Jade Barbosa e a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) tem sido marcada por troca de acusações e muitas polêmicas. Desde o episódio em que o pai da ginasta acusou os médicos da entidade de não tratarem corretamente uma gravíssima contusão no punho direito de Jade, ocorrida durante sua preparação para as Olimpíadas de Pequim-08, o clima com a CBG sempre foi tenso. Nem de longe lembra a lua de mel que a atleta vivia com os dirigentes na época do Pan-Americano do Rio-07, quando ela foi uma das estrelas da competição, ao conquistar as medalha de ouro no salto, bronze no solo e prata por equipe.

Após um longo tempo fora de combate, Jade retornou às competições no final do ano passado, durante o Brasileiro por equipes, quando garantiu o título no solo. Pronto, estava aberto o caminho para o seu retorno à seleção brasileira permanente, correto? De forma alguma. Ao divulgar a relação dos convocados para a disputa da Copa do Mundo, a CBG não incluiu o nome de Jade Barbosa na lista. E o motivo é mais uma vez polêmico.

Oficialmente, a Confederação não se manifesta, mas existe um conflito entre os patrocinadores da entidade e da ginasta, que são dois bancos distintos. Enquanto o pai da atleta, César Barbosa, não se entende com a direção da CBG, resta à ginasta aguardar. Considerada uma das maiores revelações da ginástica artística brasileira, Jade está pronta para competir. Pena que os cartolas não estejam permitindo.

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Inesperada (e estranha)
mudança no Comitê Rio-2016

“O Rio 2016 definiu os nomes para a estrutura inicial. Carlos Roberto Osório continuará conosco, contribuindo com sua experiência. Ele apenas sairá de uma função executiva para o Conselho Diretor.”
Carlos Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), explicando a inesperada saída de seu homem de confiança, Carlos Roberto Osório, do comitê organizador dos Jogos Olímpicos do Rio, marcados para 2016.

Oficialmente, Osório deixou o cargo para assumir a nova secretaria municipal de Conservação do Rio, que será criada pelo prefeito Eduardo Paes. Mas sempre é bom lembrar que Osório esteve à frente da organização do Pan 2007, aquele cujos gastos superaram os R$ 3,3 bilhões.

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