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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Da Cidade de Deus para Londres?

Rafaela Silva, que está na briga para ir às Olimpíadas do ano que vem
Dona do melhor resultado do judô brasileiro no Grand Prix de Dusseldorf (Ale), neste último sábado, a jovem carioca Rafaela Silva, campeã na categoria 57kg, foi revelada pelo Instituto Reação, fundado pelo medalhista olímpico Flavio Canto. Localizado na favela de Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, o Instituto Reação representou uma mudança radical na vida de Rafaela. Até os oito anos, ela era muito brigona e seu pai viu no judô uma forma da garota ocupar sue tempo livre.

Campeã mundial junior de 2008, já havia sido campeã da etapa de Madri da Copa do Mundo de 2009. Aos 18 anos, ocupa a 26ª posição no ranking mundial, sem computar o resultado da etapa deste sábado, quando bateu a italiana Giulia Quintavalle, campeã olímpica de Pequim/08, nas semifinais, e a japonesa Kaori Matsumoto, líder do ranking mundial e atual campeã do mundo, na decisão.


Sei não, tá com cara que a Cidade de Deus terá uma representante em Londres, hein?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O palco do Mundial de Atletismo-11


Visão do Estádio de Daegu, na Coreia do Sul, cuja nova pista de atletismo foi inaugurada no último dia 17 de dezembro e receberá o próximo Campeonato Mundial de Atletismo, cuja 13ª edição será realizada entre os dias 27 de agosto e 4 de setembro deste ano. Otimistas, os fabricantes da nova pista, da marca Mondo, acreditam que novos recordes serão estabelecidos neste Mundial e que o novo piso terá um importante papel para isso.

Será que veremos o jamaicano Usain Bolt pulverizar os tempos nos 100 e 200m, como fez em Berlim-2009 e nas Olimpíadas de Pequim-08?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ary Graça não quer largar o osso

Ary Graça, presidente da CBV: em defesa da cadeita cativa dos cartolas

"Coincidentemente, as confederações que têm presidentes há mais tempo no poder são as dos esportes mais conhecidos. Então, não há polêmica." A declaração do presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça, à reporter Mariana Bastos, da Folha de S. Paulo, publicada nesta quarta-feira, mostra de forma clara como funciona a cabeça dos cartolas brasileiros.

Ninguém aqui vai discutir a competência de Graça no comando da CBV, especialmente nos últimos dez anos, período em que a seleção masculiona adulta tornou-se a melhor equipe do mundo, além da feminina ter conquistado a medalha de ouro olímpico em Pequim-08. Sem contar as inúmeras vitórias em competições internacionais nas categorias de base. O vôlei é um case de sucesso no universo esportivo brasileiro.

Isso não significa que o vôlei é imune a erros. Muito pelo contrário. A própria Superliga, lançada com pompa nesta última terça-feira, em São Paulo, é cheia de problemas, com algumas equipes muito fortes, com astros campeões olímpicos e mundias, e outras que sofrem para pagar as contas. Os campeonatos regionais, especialmente em São Paulo, são bizarros.

A questão do continuísmo, tão defendida por Ary Graça, é algo que não combina com o sucesso do vôlei dentro das quadras. O cartola argumenta, dentro de uma lógica totalmente discutível, que a CBV é como uma empresa que dá lucros, e que ninguém manda embora o presidente quando a empresa ganha dinheiro.

O que talvez Ary Graça desconheça é uma palavrinha conhecida, muito em moda atualmente, mas cuja prática é difícil de se implementar: democracia. Não há sucesso completo quando não há troca no poder.


E o pior foram os exemplos citados pelo presidente da CBV à Folha  como casos que justifiquem a longevidade no comando de suas confederações, como Coaracy Nunes (natação), Roberto Gesta de Mello (atletismo), Ricardo Teixeira (futebol) e Alaor Azevedo (tênis de mesa). Exemplos nos quais, com exceção do tênis de mesa, os resultados esportivos até apareceram, mas cujas gestões estão repletas de problemas e, em alguns casos, até denúncias.

Meu caro Ary Graça, por mais que você não queria aceitar, no esporte, assim como na vida, quando não há democracia, alguma coisa está errada.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Vai bem a natação brasileira, hein?

Do blog do nadador Eduardo Fischer

Não sei se de conhecimento de todos que aqui visitam (http://www.eduardofischer.com.br), que a CBDA (Confederação Brasileira de Desportes Aquáticos) tem um grande patrocinador: A EMPRESA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS, que doravante chamaremos apenas por CORREIOS. Esse patrocínio é mantido de há muito tempo e, representa a principal fonte de arrecadação da entidade em apreço.

Essa “parceria” vem ocorrendo mediante a renovação anual, quando os CORREIOS repassam à CBDA uma quantia importante para o custeio dos esportes aquáticos em vários aspectos, incluindo competições e treinamentos.

Esse ano, segundo fontes dignas de crédito, o patrocínio foi da ordem de 5 (cinco) milhões de reais. Uma quantia bastante interessante e importante.

Esse valor é utilizado também, para o pagamento de uma ajuda de custo mensal aos atletas da seleção principal. Ajuda essa, que já recebi algumas vezes, tendo em vista minha convocação para a seleção principal do Brasil.

O que ocorre é o seguinte: Antes, o critério era esse: TODOS os atletas convocados para a seleção da principal competição do ano, recebiam o incentivo. Aliás, uma idéia inteligente, afinal, tanto se batalha para alcançar a convocação, que nada mais justo do que “dar uma mãozinha” ao atleta.

Para esse ano de 2010, a competição alvo era o Pan-Pacífico. Competição essa que fui convocado e nadei no mês passado.

O problema é que fiquei sabendo que alguns atletas já receberam seus contratos e suas ajudas de custo (6 atletas apenas), mas nada havia chegado até mim. Então resolvi questionar o presidente da CBDA sobre o assunto. E a resposta foi essa: “ - Quem tinha que ganhar já ganhou. Você não vai ganhar nada. O critério que nós nos baseamos não inclui você e alguns outros atletas”.

Questionei sobre o critério convocação e ele disse que não era mais esse. Questionei sobre onde estavam detalhados os critério, e ele me disse que foi uma decisão interna da CBDA sobre o índice técnico.

Ora, será que dos 24 convocados para o Pan-Pacífico, apenas “meia-dúzia” merece a ajuda de custo?! Quando ele diz que eu e alguns outros não se encaixam nos “critérios” ele refere-se a grande MAIORIA da seleção, que era de 24 membros. Será que os 5 milhões não são suficientes para ajudar a todos?! Será que o presidente dos Correios sabe que apenas “meia-duzia” recebe essa ajuda?!

Que critérios são esses???

Depois de eu ter servido meu País e a minha Confederação (CBDA) em 2 olimpíadas, 6 campeonatos mundial, mais de 20 Copas do Mundo, 5 campeonatos Sul-Americanos, ser tratado assim com essa indiferença e descaso me deixa profundamente indignado e desamparado. Queria poder disputar uma vaga em Londres 2012, mas terei condições?!

Será que somente eu penso que isso está errado?!

Em 2006 me machuquei. Venci uma lesão séria, e depois de 2 anos fora da seleção principal, retorno para a mesma em um ano que a natação está em alta e mesmo assim sou ignorado pela minha confederação e deixado de lado!
Assim como muitos outros companheiros, somos deixados de lado pois não nos encaixamos nos critérios por eles definidos... Isso está correto?!

Essa é a postura de um país que vai sediar um Jogos Olímpicos deve tomar?!

Na mesma posição que a minha, existem outros. Mais jovens. Com 21 ou 22 anos. Que em 2016 estarão com 26 ou 27, prontos para disputar uma final... Mas com essa “política” será que eles obterão êxito???

Fica aqui o meu alerta sobre quem está com as rédeas da natação no nosso país. Onde o melhor nadador brasileiro chegou a um pódio olímpico sem a ajuda de sua confederação. E não sou eu quem diz isso... Ele mesmo disse ao voltar de Pequim 2008.

Está na hora de mudar! Está na hora de uma intervenção... Mas parece que sou louco, pois às vezes acho que só eu enxergo isso.

UM ABRAÇO!

FISCHER.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Mundial feminino de basquete: para
a Fiba, Bassul é o técnico do Brasil

Atualizado em 18/09

Post publicado nesta terça-feira pelo Painel do Basquete Feminino, o melhor blog brasileiro sobre a modalidade, traz um erro crasso da Fiba na página oficial do Campeonato Mundial feminino de basquete, que começa no próximo dia 23, na República Tcheca.

Na página destinada à seleção brasileira, aparece como treinador da equipe o nome de Paulo Bassul e não o espanhol Carlos Colinas, o atual comandante da equipe nacional. Justamente Bassul, o treinador que enfrentou o humilhante processo de fritura por parte da CBB, em razão de seu desentendimento com a arrogante e indisciplinada Iziane, a mesma que teve o apoio do senador José Sarney em sua batalha para retornar à seleção brasileira, depois do vexame de se recusar a entrar em quadra no Pré-Olímpico Mundial de Madri, em 2008.

Obs: no sábado, dia 18/09, a Fiba já tinha se tocado da bobagem e corrigiu sua página. Confira neste link.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A prata de Leandro Guilheiro e
o prêmio para a persistência

Leandro Guilheiro exibe a medalha de bronze conquistada nas Olimpíadas de Pequim
"Não só eu, mas todo mundo me cobrava uma medalha em campeonatos mundiais. Já tive resultado em tudo o que é evento e faltava essa." Definitivamente, Leandro Guilheiro merecia há tempos um resultado como esta medalha de prata conquistada nesta sexta-feira, na categoria até 81kg.

Mesmo tendo sido duas vezes medalhista olímpico, o que não é pouca coisa - bronze em Atenas-04 e Pequim-08 -, Guilheiro ainda estava em débito em Mundiais. Havia batido na trave em duas ocasiões. Embora a sonhada medalha tenha chegado, no fundo ele esperava alcançar um resultado ainda melhor.

"Num dia em que eu fiz sete lutas, é triste ter morrido na praia. Queria o ouro. Estou chateado, mas com o passar do tempo vou ver que essa medalha é uma conquista realmente importante e que coroou uma boa temporada", completou.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Turquia-2010: Valtinho pede dispensa da seleção brasileira. Cadê a novidade?


Tão certo que todo ano temos Natal, Carnaval e BBB é ler a notícia que o armador Valtinho pede dispensa da seleção brasileira masculina de basquete. E não é que nesta segunda-feira aconteceu isso novamente? Justo no primeiro dia de trabalho da seleção, agora sob o comando do argentino Rubén Magnano, o jogador do Universo/Brasília pediu dispensa do grupo que irá participar do Mundial da Turquia, a partir de 28/8, alegando motivos particulares.

O que causa espanto é que estes "motivos particulares" sempre são alegados nas dispensas de Valtinho. Tudo bem que o sujeito pode estar cansado, discordar da proposta de trabalho do treinador ou mesmo ter um sério problema na família. Cada um sabe onde aperta o calo. Mas é inacreditável que Valtinho esteja sempre envolvido com estes problemas.

A última vez que o armador integrou a seleção brasileira foi no Pré-Olímpico das Américas de 2007, de tão tristes lembranças para o basquete brasileiro, quando a seleção não obteve uma das vagas para os Jogos de Pequim.

Se Valtinho ainda fosse um cabeça-de-bagre, seus recorrentes pedidos de dispensa não seriam lamentados. Mas trata-se de um belo jogador, que pode compor muito bem o elenco da seleção como reserva de Marcelinho Huertas. Mas pelo visto Valtinho precisa resolver seus próprios problemas antes de ter condições de ajudar a seleção brasileira.

Crédito da foto: Wander Roberto/Divulgação CBB

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ufa! Cielo põe o dedo na ferida

Coluna Diário Esportivo, publicada na edição de 7 de maio do Diário de S. Paulo

Deveria constar de alguma cartilha para ídolos do esporte que não basta apenas fazer bem o seu trabalho, ganhar medalhas ou conquistar títulos. No meu mundo ideal, eles não poderiam se omitir em dar opiniões desagradáveis aos cartolas e nem se calar diante de decisões absurdas. Mas enquanto a maioria absoluta destas estrelas opta por manter uma postura alienada, eis que surge o nadador Cesar Cielo para dar uma chacoalhada neste quadro.

O campeão mundial e olímpico dos 50m livre sabe usar como poucos a força de suas conquistas para cutucar a estrutura da natação brasileira e também a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos). Logo depois de ganhar o ouro olímpico em Pequim-08, Cielo declarou em alto e bom som que a entidade que comanda a natação do Brasil pouco contribuiu para o seu sucesso.

Embora tivesse baixado o tom das críticas após brilhar no Mundial de Roma de 2009 — quando ganhou os 50m e 100m livre —, eis que Cielo voltou com carga total este ano. Contundente, bateu forte na decisão da CBDA em escolher a Unisanta para ser a sede do Troféu Maria Lenk. De forma correta e madura, Cielo diz não entender como se abre mão de um complexo aquático moderno como o Maria Lenk, que consumiu milhões de reais para receber as provas do Pan-2007, no Rio. “Algumas vezes, vejo que ainda estamos andando para trás”, disparou.

É somente com atitudes como esta de Cesar Cielo que a arcaica estrutura do esporte brasileiro irá mudar. Vida longa aos rebeldes com causa.

Foto: Satiro Sodré/CBDA

A coluna Diário Esportivo, assinada por este blogueiro, é publicada às sextas-feiras no Diário de S. Paulo

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Do blog do Alberto Murray Neto

Publicado no blog de Alberto Murray Neto - 6/5/10

Afonso Morais, especial para o Congresso em Foco

“Impertinência". "Demanda temerária". "Atitude maliciosa ou, no mínimo, ingênua". "Descabimento”. Foi assim, com essas expressões, que o desembargador Celso Ferreira, da 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, julgou o pedido de apelação do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), presidido por Carlos Arthur Nuzman, no processo em que a entidade move contra os Supermercados Guanabara há quase dois anos e localizado por levantamento do Congresso em Foco.

A ação judicial pretendia vetar a veiculação da campanha publicitária “Olimpíadas Premiadas”, criada pela agência de comunicação Fullpack, contratada pela rede carioca, durante os Jogos O límpicos de Pequim, em 2008. O comercial tinha uma tocha como logomarca e apresentava os irmãos Diego e Danielle Hipólito – da seleção brasileira de ginástica olímpica – como protagonistas.

O processo (de número 0252357-87.2008.8.19.0001) demonstra com clareza o poder absoluto que Nuzman queria ter sobre os símbolos e palavras relacionadas com os Jogos Olímpicos e até onde ele pretendia estender o domínio sobre eles. Na ação, o COB questionou o uso da palavra “Olimpíadas” na propaganda e alegou que “a utilização de qualquer desses símbolos (neste caso, a tocha) depende de prévia e expressa autorização sua (do COB)”. A defesa do supermercado argumentou que “o termo ‘Olimpíada’ integra a história da humanidade há milênios” e não retirou o comercial do ar.

A entidade pedia também indenização ao supermercado no valor de R$ 25 mil. O comitê perdeu a ação em primeira instância. O COB foi condenado a pagar 10% sobre o valor da causa (R$ 2,5 mil corrigidos) referente às custas processuais e honorários advocatícios.

Em outubro de 2009, o relator da ação, Celso Ferreira, votou contra o recurso e foi acompanhado, por unanimidade, pelos magistrados. No mês seguinte, ratificou sua posição ao negar impedimento judicial apresentado pelo COB contestando a decisão anterior. Insatisfeito com o resultado, o comitê ainda tentou conseguir recurso especial para encaminhar o processo ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, mas também foi indeferido.

Em março deste ano, o desembargador Antônio José Azevedo Pinto, terceiro vice-presidente do TJRJ, não admitiu o pleito alegando falta de razoabilidade por parte do COB e que “o exame das razões de recurso revela que o recorrente pretende, por via transversa, rever matéria de fato discutida na causa e decidida com base nas provas dos autos”. Ainda cabe um último recurso ao Comitê Olímpico Brasileiro. Enquanto recorria, Nuzman tratava também de obter no Congresso as modificações nas leis referentes à organização dos Jogo s Olímpicos, como noticiou com exclusividade o Congresso em Foco.

terça-feira, 2 de março de 2010

Hortência se supera a cada dia e anuncia: ela é quem irá convocar a seleção!

Apenas um comentário a fazer a respeito da ótima reportagem de David Abramvest, publicada na edição desta terça-feira do Diário de S. Paulo: Hortência perdeu completamente o juízo! Simplesmente inacreditável que o presidente da CBB, Carlos Nunes, tenha concordado com tamanha asneira. A cada dia, aumenta a minha decepção com a figura da Hortência cartola. Ah, que saudade da Hortência jogadora...

Técnico vira fantoche

Diretora da CBB, Hortência assegura que será responsável por convocar a seleção

David Abramvezt
davidab@diariosp.com.br

Sem papas na língua, Hortência deixou claro que uma rainha jamais perde a majestade. A ex-jogadora e atualmente diretora da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) será oficialmente responsável por convocar as jogadoras que defenderão a seleção brasileira feminina.

A novidade terá que ser engolida pelo novo técnico da equipe nacional, profissional cujo nome poderá ser anunciado ainda nesta semana. O principal candidato para a vaga — aberta desde a demissão de Paulo Bassul, mesmo após o título da Copa América, no fim de setembro — é o espanhol Carlos Colina, comandante bem conceituado no continente europeu.

“O treinador não convocará o time. Quem fará isso serei eu, com a ajuda do André Alves (diretor-técnico da CBB) e do José Carlos Brunoro (diretor de marketing da entidade). O técnico vai receber a lista e treinar o time, essa é a função dele”, afirmou a corintiana Hortência, ao DIÁRIO, no Navio do Centenário, cruzeiro realizado pelo Timão no último fim de semana para comemorar os cem anos do clube alvinegro.

Vale lembrar que pouco tempo depois de assumir a função de dirigente na CBB, em maio do ano passado, Hortência forçou Paulo Bassul a convocar a ala Iziane, conhecida desafeta do técnico. Tal ato, antes não justificado por ela, agora é compreendido. “Eu já queria implantar isso. Tanto que falei para o Bassul que a Iziane seria chamada e ele aceitou. Não foi queda de braço. Foi uma decisão minha que ele acatou”, relatou.

Planejamento sem técnico
De acordo com a cartola, nas principais seleções da Europa o técnico não centraliza mais o poder. Isso, somado ao fato de Bassul ter fracassado nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 (o Brasil foi o 11 lugar), foi determinante para a escolha de um treinador europeu.

“Na Europa, o técnico não tem mais poder absoluto. Isso precisa acabar aqui. O treinador tem que treinar bem o time na quadra. É uma mudança que vai fazer bem ao basquete brasileiro”, disse Hortência.

A pouco menos de sete meses do Mundial da República Tcheca, a seleção feminina continua sem um comandante. Mas, agora, com as novas diretrizes da CBB, isso parece ser irrelevante. “O planejamento já está todo feito, mesmo sem técnico. Temos condição de ficar entre os quatro melhores do mundo”, fechou Hortência.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Um caso de amor mal resolvido


Coluna Diário Esportivo, publicada na edição de 26 de fevereiro do Diário de S. Paulo

Nos últimos anos, a relação entre Jade Barbosa e a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) tem sido marcada por troca de acusações e muitas polêmicas. Desde o episódio em que o pai da ginasta acusou os médicos da entidade de não tratarem corretamente uma gravíssima contusão no punho direito de Jade, ocorrida durante sua preparação para as Olimpíadas de Pequim-08, o clima com a CBG sempre foi tenso. Nem de longe lembra a lua de mel que a atleta vivia com os dirigentes na época do Pan-Americano do Rio-07, quando ela foi uma das estrelas da competição, ao conquistar as medalha de ouro no salto, bronze no solo e prata por equipe.

Após um longo tempo fora de combate, Jade retornou às competições no final do ano passado, durante o Brasileiro por equipes, quando garantiu o título no solo. Pronto, estava aberto o caminho para o seu retorno à seleção brasileira permanente, correto? De forma alguma. Ao divulgar a relação dos convocados para a disputa da Copa do Mundo, a CBG não incluiu o nome de Jade Barbosa na lista. E o motivo é mais uma vez polêmico.

Oficialmente, a Confederação não se manifesta, mas existe um conflito entre os patrocinadores da entidade e da ginasta, que são dois bancos distintos. Enquanto o pai da atleta, César Barbosa, não se entende com a direção da CBG, resta à ginasta aguardar. Considerada uma das maiores revelações da ginástica artística brasileira, Jade está pronta para competir. Pena que os cartolas não estejam permitindo.

A coluna Diário Esportivo, assinada por este blogueiro, é publicada às sextas-feiras no Diário de S. Paulo

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

LeBron James e Kobe Bryant confirmados no Mundial da Turquia. Azar do Brasil

O argentino Rubén Magnano, novo técnico da seleção brasileira masculina de basquete, já deve estar coçando a cabeça de preocupação. Mesmo depois de receber a confirmação que o trio brasuca na NBA, formado por Leandrinho, Ânderson Varejão e Nenê, estará no Mundial da Turquia, Magnano ficou sabendo que os EUA, terceiro adversário da seleção na competição, também estará reforçado. E como!

Nesta última quarta-feira, a USA Basketball confirmou que a seleção americana contará com a presença dos astros da NBA Kobe Bryant (Los Angeles Lakers) e LeBron James (Cleveland Cavaliers, na foto) estarão presentes na preparação da equipe no período 2010-12, englobando neste período o Mundial da Turquia e os Jogos Olímpicos de Londres.

No total, serão nove jogadores campeões olímpicos em Pequim-08 que voltarão a integrar o Dream Team.

Acho que a vida da seleção brasileira não será muito tranquila no dia 30 de agosto, data de EUA x Brasil.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Basquete sob nova direção

Coluna Diário Esportivo, publicada na edição de 29 de janeiro do Diário de S. Paulo


Desde o último dia 22, o basquete masculino brasileiro está sob nova direção. E tudo indica que passará a trilhar um caminho menos sofrido a partir de agora. Se a primeira impressão é a que fica, o argentino Rubén Magnano, escolhido para comandar a seleção até as Olimpíadas de Londres-2012, deixou a melhor imagem possível. Afinal, não é todo dia que se pode ter no banco de reservas um técnico com um título olímpico e um vice-campeonato mundial no currículo, além de ser o responsável pela formação de boa parte da vencedora geração argentina.

Mas é bom ninguém se enganar: não será uma transição tranquila. A chegada de Magnano representará a troca do letárgico estilo mostrado pelos treinadores brasileiros nos últimos anos por algo mais intenso e participativo. E, principalmente, com muita disciplina. O argentino é conhecido por não abrir mão de um comando forte em suas equipes, chegando ao ponto de proibir que seus atletas usem telefones celulares durante as refeições.

A preocupação em acabar com a indisciplina na seleção brasileira já existia sob o comando do espanhol Moncho Monsalve, também adepto da linha-dura. Se por um lado é improvável que se repitam episódios como o vexame protagonizado pela armador Nezinho no Pré-Olimpico de Las Vegas-07 — que então se recusou a entrar em quadra num jogo —, resta a dúvida sobre como as estrelas que atuam na NBA irão reagir diante de um comandante tão rigoroso. Se ganhar a confiança de Nenê, Varejão e Leandrinho, Magnano está feito.

A coluna Diário Esportivo, assinada por este blogueiro, é publicada às sexta-feiras no Diário de S. Paulo

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Novelinha sem graça e cansativa

Coluna Diário Esportivo, publicada na edição de 15 de janeiro do Diário de S. Paulo

Sinceramente, já cansou a minha paciência o interminável impasse que se transformou a definição do nome do técnico da seleção feminina de basquete do Brasil. Até parece que os dirigentes da CBB fizeram algum curso de dramaturgia por correspondência e criaram um enredo longo e enfadonho. Na verdade, o processo de fritura de Paulo Bassul, que até o ano passado era o comandante da equipe, continua em andamento, e pelo andar da carruagem não dá sinais de que terminará tão cedo.

O que mais irrita em toda esta indefinição é a falta de um posicionamento mais firme da Confederação, através da diretora de basquete feminino, Hortência Marcari, e do próprio presidente da entidade, o sempre silencioso Carlos Nunes. No popular, a CBB está em cima do muro, abrindo espaço para que a ala Iziane Marques, que não suporta Bassul, acabe definindo o nome do novo treinador da seleção.

Para quem não se lembra, Bassul e Iziane tiveram um sério desentendimento no Pré-Olímpico de Madri, em 2008, quando a jogadora se recusou a entrar em quadra no jogo contra a Bielo-Rússia e foi cortada. No ano passado, ela foi convocada por Bassul para a Copa América, mas não atendeu o chamado. Em recente entrevista ao DIÁRIO, Iziane disse que se Bassul for dispensado, ela aceita voltar à seleção. É inacreditável que uma jogadora dê uma declaração como esta. É bom lembrar ainda que este ano o Brasil disputará o Mundial da República Tcheca. As perspectivas não são muito animadoras.

A coluna Diário Esportivo, assinada por este blogueiro, é publicada às sextas-feiras no Diário de S. Paulo

Foto: Paulo Bassul conversa com Iziane, durante o Pré-Olímpico de Madri de 2008
Crédito: reprodução de TV

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A "ajuda extra" que Iziane precisava para retornar à seleção brasileira de basquete

Excelente reportagem publicada no Diário de S. Paulo desta terça-feira, assinada pelo repórter David Abramvezt, exibe com clareza que no braço-de-ferro entre a ala Iziane Marques e o técnico da seleção brasileira feminina, Paulo Bassul, a corda irá arrebentar do lado do treinador.

Iziane conta nada menos do que com o apoio do senador José Sarney em sua batalha para retornar à seleção - desde que para isso Paulo Bassul, com quem se desentendeu no Pré-Olímpico de Madri de 2008, seja retirado do comando da equipe.

As palavras de Iziane são tão fortes que chagam a assustar pela sinceridade. "Minha volta para a seleção e a saída dele representam o melhor para o basquete brasileiro", disse a jogadora ao Diário.

Como a direção da CBB parece compactuar com este processo de fritura explícito a Bassul, parece que a indisciplina e a arrogância de Iziane serão premiadas. Lamentável!


APOSTA NO BIGODE

Com apoio do presidente do Senado, José Sarney, ala Iziane vai ganhando batalha política para derrubar o técnico Bassul da seleção

Iziane, ao lado de José Sarney, ouviu do senador que ele deseja o retorno da ala para a seleção
Crédito: Divulgação


David Abramvezt
davidab@diariosp.com.br

Campeã de audiência no ano passado, a mais conflituosa novela do basquete brasileiro continua pegando fogo em 2010. Agora, o embate entre a ala Iziane e o técnico da seleção feminina, Paulo Bassul, mais do que nunca ganhou contornos políticos. Maranhense como a polêmica cestinha e um dos homens mais poderosos do Brasil, o presidente do Senado, José Sarney, é o novo aliado da atleta que causou um enorme racha na equipe

Firme, Iziane continua dizendo que só voltará à seleção — pela qual não atua desde junho de 2008 — se Bassul não renovar com a Confederação Brasileira de Basquete (CBB).

“Eu encontrei com o Sarney aqui em São Luís, no fim do ano, e ele deseja que eu volte a brilhar na seleção brasileira. Eu falei para o senador que se o Bassul sair, eu vou voltar. Apesar disso, não sei o quanto o apoio dele pode influenciar no meu retorno”, afirmou a jogadora ao DIÁRIO, ontem.

Decisão só em junho
Ícone do esporte maranhense, a atleta de 27 anos é parceira do governo de seu estado no “Liberdade com Basquete”, projeto social recém-lançado que vai ensinar o esporte para crianças carentes de São Luís. Daí vem a sua aproximação política com a família Sarney, em especial com o empresário Fernando, filho mais velho do ex-presidente da República. “Eu nunca fui ajudada em nada por políticos do Maranhão na minha carreira”, defendeu-se Iziane.

Ao ser questionada se com José Sarney ao seu lado a queda de braço com o treinador Bassul será facilmente vencida, a ala disparou: “A questão não é uma queda de braço. Minha volta para a seleção e a saída dele representam o melhor para o basquete brasileiro.”

A próxima convocação da seleção será só em junho, três meses antes do Mundial da República Tcheca. Defensores da craque, o presidente da CBB, Carlos Nunes, e a diretora Hortência terão até lá para definir o que farão com Paulo Bassul, que em 2009 teve que convocar — por imposição —, a camisa 8 para a Copa América. Ela negou o chamado e queimou o filme do comandante. De férias, o técnico não foi localizado para comentar os novos capítulos do folhetim.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Iziane é mesmo um caso perdido

Do blog Painel do Basquete Feminino

Voltar a vestir a camisa da seleção brasileira de basquete. Este é o sonho da ala maranhense Iziane Marques, que está de férias em São Luís. Nesta terça-feira (29), Iziane esteve no programa “Fontenele Comenta”, da Rádio Mirante AM, e deixou bem claro que seu retorno está atrelado à saída de Paulo Bassul do comando técnico.

Para Iziane, as portas da seleção brasileira “estão abertas”, uma vez que Paulo Bassul, pode não renovar seu contrato com a Confederação Brasileira de Basquete (CBB). Se isso se confirmar, aumentariam significativamente as chances da maranhense retornar à seleção.

- A seleção está em aberto. As portas estão abertas. Estou em contato com a diretora da CBB, que é a Hortência, e eu vou ter uma conversa com ela pessoalmente. Provavelmente, acho que as notícias vão ser boas em 2010. Ele [Paulo Bassul] está sem contrato. A seleção brasileira hoje não tem um técnico. A nossa questão está bem definida. Já conversei com a Hortência e deixei bem claro que é uma situação é ruim para todo mundo. Não é uma questão ali de rixa. Pelo jeito que a conversa vai, parece que ele não deve ficar – disse.

Iziane Marques, que é atleta do Atlanta Dreams, clube que disputa a liga norte-americana da WNBA, considerou como positivo o ano de 2009, apesar de ter ficado de fora da seleção brasileira.

- Esse ano foi ótimo pra mim. Eu fecho o ano com chave de ouro. Eu tive grandes competições. Grande rendimento. Foi um ano de vitórias – finalizou.

Iziane x Bassul
O clima ruim entre o treinador e a jogadora ficou à mostra durante a partida entre Brasil e Bielorrússia, jogo válido pelo Pré-Olímpico de Basquete, realizado em Madri, na Espanha, em 2008. Na ocasião, Iziane discutiu com Bassul e se recusou a entrar em quadra. O resultado da indisciplina da maranhense foi o seu afastamento da seleção brasileira.

Logo após o incidente, Iziane garantiu que não trabalharia mais com o treinador. E parece mesmo que aquela decisão continua a valer. No entanto, a atleta maranhense vê com bons olhos a possibilidade de retornar à seleção, o que significaria assim, a despedida de Bassul do comando técnico da seleção.

Paulo de Tarso Jr
Fonte:
Imirante.com

Comentário: Na boa, gente. Dia 30 de dezembro e ninguém merece mais um capítulo dessa enfadonha novela. Nem essas especulações se Bassul e Moncho continuam. Na minha cabeça, já passou até a (maluca) hipótese de que a CBB ande querendo economizar salário dando esses meses de folga aos seus dois principais treinadores.
Das declarações de Iziane à emissora de rádio, faço duas observações:

(1) Não sei até onde vai esse processo público de fritura de Bassul. Se mantido, como vai ficar perante o universo do basquete e as outras jogadoras ao convocar novamente uma atleta (Iziane) que explicita de forma tão direta assim suas divergências com o treinador? Hortência (com quem Iziane diz que irá se encontrar) apóia essas declarações em forma e conteúdo? Alguém conhece a palavra ‘hierarquia’? Ou Iziane é a dona da CBB, digo, do mundo?

(2) É de se lamentar que o tempo passe e voe, mas nenhuma evolução seja perceptível no comportamento de Iziane. A cestinha é de uma falta de inteligência e de humildade em suas declarações que beiram o absurdo. Com esse comportamento de menina mimada, até onde ela acha que vai? Que ídolo esportivo pode se tornar exemplo ou mesmo vencedor aprisionado a uma visão tão egocêntrica dentro de um esporte coletivo? Parece um daqueles casos patológicos, em que a pessoa carrega sua doentia teimosia até o fim, mesmo que isso signifique a destruição de outros e até a sua própria.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Um ano de belas recordações. E de um pouco de vergonha também


O ano de 2009 está caminhando para o seu final e com ele surge aquela necessidade quase patológica de fazermos um balanço do que ocorreu ao longo de quase 365 dias (sim, ainda falta mais um pouquinho para inaugurar a agenda nova que você ganhou no Natal). E olhe que sobrou assunto no esporte olímpico brasileiro e mundial em 2009.

Sempre iremos lembrar que 2009 foi o ano em que Cesar Cielo tornou-se o homem mais rápido da história da natação. Depois do ouro nos 50m em Pequim-08, Cielo ratificou sua condição de estrela ao conquistar as medalhas de ouro nos 50 e 100m livre do Mundial de Roma. Ainda por cima, quebrou o recorde mundial dos 100m no Mundial e dos 50m agora em dezembro, no E. C. Pinheiros.

O Brasil não se esquecerá de 2009 por ter sido o ano em que o país ganhou a sede dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio, um feito historicamente memorável e de extrema responsabilidade, diante do superafaturado exemplo dos Jogos Pan-Americanos de 2007, também na capital carioca. Este foi também o ano da vergonha para o esporte brasileiro, em especial para o atletismo, com 16 casos de doping, e ainda para a badalada ginasta Daiane dos Santos, que foi flagrada em um exame fora de competição.

Este 2009, em compensação, colocou o nome do carismático jamaicano Usain Bolt na história do esporte, após ele se tornar campeão dos 100 e 200m rasos e recordista mundial nas duas provas, durante o Mundial de Berlim. Ufa, realmente 2009 foi um ano de tirar o fôlego. Boas festas a todos.

Foto: Cesar Cielo comemora. Cena comum em 2009.

O texto acima pertence à coluna Diário Esportivo, que voltará a ser publicada no dia 8 de janeiro de 2010, no Diário de S. Paulo

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Basquete não terá vida fácil

Coluna Diário Esportivo, publicada na edição de 18 de dezembro do Diário de S. Paulo

Nem o torcedor mais otimista poderá dizer que a seleção brasileira masculina de basquete se deu bem no sorteio dos grupos para o Campeonato Mundial da Turquia. Afinal, jamais será uma moleza cair na mesma chave dos Estados Unidos, que terão em quadra simplesmente os profissionais da NBA. Mas, acredite, não há nenhuma razão para jogar a toalha. Se ganhar dos fortes americanos será uma missão impossível, em relação aos demais integrantes do grupo a história é um pouco diferente.

A própria Croácia — que ao lado da Sérvia honra as tradições basqueteiras da antiga Iugoslávia — não chega a ser um bicho-papão. Em 2008, o Brasil derrotou os croatas no Torneio de Acrópolis, na preparação para o Pré-Olímpico Mundial. No último Europeu, a Croácia ficou em sexto lugar.

Segunda força europeia do grupo, a Eslovênia (quarta colocada no torneio continental) tem também o DNA do basquete iugoslavo nas veias. Mas não possuí a mesma tradição como país independente, tanto que ocupa o 20º lugar no ranking da Fiba. Porém, se este ranking for tão fajuto quanto o da Fifa no futebol, a seleção brasileira terá problemas diante deles.

Já contra Irã e Tunísia, não há motivo para que os jogadores da seleção percam 15 minutos de sono. Adversário de estreia do Brasil, o Irã não assusta nem sendo o atual campeão asiático. E a Tunísia, terceira no Campeonato Africano, só estará no Mundial porque são 24 vagas. Como diz um amigo meu, este grupo do Brasil tá ruim, mas tá bom.

Foto: A seleção brasileira comemora a conquista da Copa América Pré-Mundial, em Porto Rico
Crédito: Fiba

A coluna Diário Esportivo, assinada por este blogueiro, é publicada às sextas-feiras no Diário de S. Paulo

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O retorno de Jade já é uma vitória

Coluna Diário Esportivo, publicada na edição de 27 de novembro do Diário de S. Paulo

O Centro Poliesportivo de Porto Alegre (RS) acabou sendo escolhido meio ao acaso para presenciar um momento histórico. Após muitas indefinições, brigas e até um pouco de medo, a ginasta Jade Barbosa voltará às competições a partir de hoje. Ela integrará a equipe do Flamengo, que participará do Campeonato Brasileiro de ginástica artística. Será a primeira vez que Jade competirá desde sua participação nas Olimpíadas de Pequim, quando sua performance foi prejudicada por uma grave contusão no pulso direito.

Só o fato de voltar ao esporte já pode ser considerado como uma vitória para a pequena Jade, que emocionou o Brasil durante o Pan-Americano do Rio, em 2007, quando foi ouro no salto e bronze no solo, além de prata por equipes. A contusão de Jade era considerada gravíssima pelos ortopedistas e piorou em razão do descaso da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), cujos médicos não souberam (ou não quiseram?) tratá-la corretamente. Muitos chegaram a decretar o fim de sua carreira.

Ninguém sabe qual o nível em que Jade Barbosa voltará a competir. Talvez nem mesmo ela saiba. Antes do Brasileiro, Jade tinha disputado apenas uma seletiva para voltar a integrar a seleção olímpica permanente e foi aprovada. Mas não se pode cravar que aquela menina, que foi apontada como a maior promessa da ginástica brasileira, retornará como estava há dois anos. De qualquer forma, já é um alento poder falar de Jade Barbosa como atleta e não como uma futura ex-atleta.

A coluna Diário Esportivo, assinada por este blogueiro, é publicada às sextas-feiras no Diário de S. Paulo

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Iziane e a vitória da indisciplina

Coluna Diário Esportivo, publicada na edição de 20 de novembro do Diário de S. Paulo

A informação ainda não é oficial, mas pelo andar da carruagem deverá ser confirmada em breve: Paulo Bassul não continuará no comando da seleção brasileira feminina de basquete, que disputará o Mundial da República Tcheca no ano que vem. Em compensação, a ala Iziane Marques, que protagonizou o maior episódio de indisciplina explícita do basquete brasileiro, ao se recusar a atender um chamado de Bassul e entrar em quadra durante uma partida do Pré-Olímpico Mundial de Madri, em 2008, terá presença assegurada.

A cada dia, fica evidente que Bassul está com os dias contados na Confederação Brasileira de Basquete (CBB). E nem a própria entidade tem se preocupado em fazer segredo disso. Como o presidente Carlos Nunes anda silencioso ultimamente, vem partindo da diretora de basquete feminino, Hortência Marcari, os sinais de que a relação está próxima do fim. Há uma semana, ao ser questionada sobre o caso Bassul, Hortência fuzilou: “A questão do técnico não é para agora”, disparou a cartola.

Além de ser uma baita falta de respeito com um profissional sério como Bassul — se não querem mais contar com o sujeito, por que não falam logo que ele está fora dos planos? —, esta bizarra situação acaba premiando quem na verdade deveria ser punida. A presença de Iziane é uma questão de honra para Hortência, que vem mantendo contatos frequentes com a ala e tentar convencê-la a aceitar uma nova convocação. Sem Bassul, é certo que ela aceitará. Será uma cesta de três pontos da indisciplina.

A coluna Diário Esportivo, assinada por este blogueiro, é publicada às sextas-feiras no Diário de S. Paulo

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