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sábado, 18 de setembro de 2010
Thierry Henry, o trapalhão
Depois, a própria campanha ridícula dos franceses no Mundial, que culminou com a eliminação ainda na primeira fase da competição sem nenhum vitória e somente um ponto conquistado.
Por fim, a transferência para o New York Red Bulls no início da temporada - que se por um lado encheu os bolsos do atacante, também significa claramente o início do fim de sua carreira, porque jogar na MLS é o fim da picada!
Mas não é que o francês conseguiu aprontar mais uma? Na partida diante do Dallas FC, ao comemorar um gol de sua equipe, Henry foi chutar a bola de novo para as redes, mas acabou acertando o pé do goleiro adversário, Kevin Hartman. Com o impacto, Hatman sofreu uma lesão no ligamento do joelho direito e foi substituído.
"Foi estúpido tudo isso", disse Henry, todo sem graça. Ah, jura que foi? Veja o vídeo abaixo e tire suas próprias conclusões.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Coerência não é o forte de Pelé
"Se eu fosse o técnico da seleção, o levaria. Ele (Neymar) tem mostrado que pode estar entre os 23. Não é desculpa ele estar muito novo. Eu, aos 16 anos, já estava na seleção"Pelé, defendendo a convocação de Neymar para a Copa do Mundo da África do Sul, em 2/03/2010
"Se eu fosse o Dunga, ao invés do Neymar levaria o Ronaldinho, que já tem experiência e estava bem"Pelé, cinco meses depois, em 17/08/2010, defendendo a decisão de Dunga em não levar Neymar para o Mundial e mostrando que a coerência não é o seu ponto forte
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Mundial masculino da Turquia
não terá vuvuzelas. Ainda bem
Bem, com a proximidade do início do Mundial masculino de basquete da Turquia, a Fiba não quis correr o risco de tornar os ginásios escolhidos para abrigar o evento numa versão indoor dos estádios sula-fricanos. E em uma comunicado emitido na semana passada, anunciou que as malditas cornetas estão proibidas durante o Mundial.
"Nós queremos que os fã de basquete se divirtam e façam barulho, mas não correndo o risco de estragar a diversão de outras pessoas", afirmou o secretário da Fiba, Patrick Baumann. "Torneios anteriores nos mostraram que podemos ter uma atmosfera de festa e apoio apaixonado mesmo sem a vuvuzela."
sábado, 31 de julho de 2010
Brasileirão-2010 já teve dez mudanças
de treinadores em suas equipes
Fernandes durou pouco mais de um mês no comando do Atlético-GO, forte candidato a voltar para a Série B, de onde saiu no ano passado. Assumiu o cargo em plena Copa do Mundo da África do Sul, em 14 de junho e no final de julho, somente com quatro jogos disputados, foi mandado embora.
Confira aqui o vai-e-vem dos treinadores no Brasileirão-2010.
domingo, 11 de julho de 2010
Casillas e o beijo do título
Espanha amarelona? Nunca mais!
Título justo para a Espanha, que ao derrotar a Holanda na final da Copa do Mundo da África do Sul, tornou-se neste domingo o oitavo pais a conquistar o troféu mais importante do futebol.sábado, 10 de julho de 2010
Uruguai x Alemanha, 40 anos depois...
Naquele 20 de junho de 1970, Uruguai e México jogaram no Estádio Azteca, diante de mais de 100 mil pessoas. E mesmo desgastados após a verdadeira batalha na semifinal contra a Itália, quando perderam por 4 a 3 na prorrogação, os alemães levaram a melhor e garantiram a terceira posição com uma vitória de 1 a 0, gol de Overath. Confira abaixo:
A ficha do jogo
Alemanha Oc. 1 x 0 Uruguai
20/06/1970 - Decisão do 3º lugar
Local: Estádio Azteca, na Cidade do México
Juiz: Antonio Sbardella (ITA), auxiliado por Abel Elizalde (MEX) e Ferdinand Marschall (AUT)
Público: 104.403
Cartões: Lorenz (ALE); Ubina, Fontes e Montero (URU)
Gol: Overath (ALE), aos 27min do 1º tempo
Alemanha Ocidental
Wolter; Schnellinger (Lorenz), Vogts, Patzke, Fichtel; Weber, Overath, Seeler; Held, Gerd Müller e Libuda (Löhr). Técnico: Helmut Schön
Uruguai
Mazurkiewicz; Ubiñas, Ancheta, Matosas, Mujica; Maneiro (Sandoval), Cortez, Montero Castillo; Luis Cubilla, Fontes (Espárrago) e Morales. Técnico: Juan Eduardo Hohberg
terça-feira, 6 de julho de 2010
O fim do sonho uruguaio
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Os estranhos hábitos de Joachim Löw
domingo, 4 de julho de 2010
Só Freud pode explicar o ódio que o brasileiro sente de Diego Maradona
Do Blog Esporte Fino
Obs: Um texto brilhante, com o qual este blogueiro concorda 100%

Maradona, obrigado por ter incomodado tanta gente chata
Caro Diego, eu não gosto muito deste papo de “carta aberta”. A verdade é que soa meio ridículo, além do mais todo mundo sabe que você nem vai ler este texto…
Mas não encontrei outro modo para falar sobre você do que assim, diretamente.
Hoje você sofreu sua maior derrota no futebol. Imagino que nem a exclusão do grupo que venceu em 78, nem a derrota para os mesmos germânicos em 90 e nem mesmo o afastamento por doping, em 94, tenham doído tanto na sua alma.
Sabe, Diego, aqui no Brasil muita gente soltou rojão e soprou vuvuzelas a cada gol da Alemanha. Somos doutrinados a odiar vocês, argentinos, no futebol.
Muita gente não sabe ao certo nem por quê, mas a TV e o rádio ficam martelando que vocês são arrogantes, desrespeitosos e violentos.
Difícil é vender a verdade: de que tem gente boa e ruim dos dois lados da fronteira. Jogadores indolentes, violentos ou arrogantes vestindo os dois uniformes. Nem vou citar nomes agora.
Aqui no Brasil também adoram te colocar pra baixo porque você usou drogas. É um show de hipocrisia. Como se o vício não fosse um problema de toda sociedade, como se você fosse o único atleta de destaque a cair no pó.
“Ah, mas o Pelé nunca usou drogas”. Problema do Pelé. E pra você, que usou, problema seu. E de mais ninguém.
Eu, particularmente, gosto de você. Porque ao olhar para sua ímpar figura sei o que estou vendo. Um cara cheio de contradições, que equilibra o diabo e o anjinho com esforço. Como todos nós…
Obrigado por fumar charuto à beira do gramado nos treinos. Obrigado pelos beijos nos jogadores, pelo mergulho na grama de terno e gravata.
A Alemanha deu um baile em vocês. Mas você incomodou um bocado esta massa de gente chata e de ideias medíocres, cada vez mais conformadas com este mundo pasteurizado – repleto de “etiquetas corporativas”.
sábado, 3 de julho de 2010
"Felipe Melo Facts" domina a internet

Porém, na "boca do povo", Felipe Melo tornou-se o símbolo desta derrotada seleção de Dunga.
Abaixo, o que de melhor existe na internet sobre o volante da Juventus, criando os "Felipe Melo facts", que são frases e piadas criadas sobre o jogador. Tudo baseado em fatos reais. Eis as melhores da série:
- Por causa do Felipe Melo, os melhores momentos da Copa vão ser editados pelo Tarantino
- As namoradas de Felipe Melo têm medo de pedir carinho a ele. Ele pode entender carrinho
- Milhares de pessoas no mundo deram entrada no hospital após assistir à atuação de Felipe Melo em transmissão 3D
- Felipe Melo não é bom de matemática mas gosta de dividir sem deixar restos
- O cartão de visitas do Felipe Melo é o vermelho
- Após os treinos, alguns jogadores treinam cobranças de faltas, já Felipe Melo treina como cometê-las
- A lenda da mula sem cabeça começou depois de um pé alto de Felipe Melo
- Todas as seleções têm volante... nós temos para-choque
- O saci tinha duas pernas até ser atingido por Felipe Mello
- Felipe Mello não nasceu, foi expulso do útero
- Aquiles uma vez dividiu uma bola com Felipe Mello, seu calcanhar nunca mais foi o mesmo
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Brasil x Holanda, a saga (3)
Para quem não sabe, o Lance! tem sua equipe de reportagem composta basicamente por jornalistas que acabaram de se formar e por estagiários. Alguns mais experientes, ocupando postos-chaves na hierarquia, completavam a equipe. E numa redação repleta de garotos, o clima é normalmente mais agitado, para dizer o mínimo. Não foi à toa, portanto, que durante o Mundial da França nos sentíamos numa verdadeira arquibancada lá pelos lados do bairro do Limão, em São Paulo, onde está a sede do jornal.
Não sei se pelo fato de o Brasil ter sido o último campeão mundial, pela forma exuberante de Ronaldo (com vários quilos a menos) ou se contagiados pela irritante histeria de Galvão Bueno, o fato é boa parte de meus jovens colegas vibravam ruidosamente a cada gol brasileiro naquela Copa. E com exceção dos brilhantes momentos de Ronaldo, a seleção estava longe de mostrar um futebol encantador.
Como o Lance! tem como dogma principal falar a linguaguem do torcedor, suas manchetes da época da Copa muitas vezes eram exemplos explícitos de pachequismo. Para o Lance! (e para a imprensa brasileira em geral, é bom que se diga), o Brasil era um time imbatível e não havia nenhum adversário que poderia derrota-lo.
Até que chegou a semifinal contra a Holanda. E os jovens pachecos do Lance! sofreram naquele que foi o mais emocionante jogo do Mundial de 1998. Gritos, palavrões e até cadeiras sendo chutadas (sim, isso aconteceu...). Teve um amigo que nem conseguiu assistir a decisão por pênaltis. Mas no final, todo mundo gritava com o Galvão: "Vai, vai, vai, vai que é sua, Taffarel!!!!"
quarta-feira, 30 de junho de 2010
O espírito esportivo de Cristiano Ronaldo
Brasil x Holanda, a saga (2)
E pelo caminho ainda tinha uma Copa do Mundo. O futebol colocaria à prova sua popularidade nos EUA, país sem nenhuma tradição no esporte e que até hoje o chama de soccer. Para quem esperava um Mundial com estádios vazios, qual não foi a surpresa em ver as arquibancadas sempre lotadas, com um público entusiasmado? Já dentro de campo não havia o mesmo nível de qualidade. As partidas tinham emoção, porém eram pobres em qualidade técnica. Muito por culpa dos horários dos jogos, disputados sob o forte calor do verão americano. No geral, somando prós e contras, foi uma grande Copa.
Pessoalmente, já não tinha a mesma paixão pela seleção brasileira. E sejamos justos: teria que ser muito pacheco para se apaixonar pelo time de Parreira na Copa de 94. Um futebol pragmático, que ia derrotando seus adversários, mas sem quase nenhum brilhantismo, exceção feita a Romário, o único craque da equipe.
Até que chegou as quartas de final. E mais uma vez a Holanda no caminho brasileiro. Ao contrário de 74, não fiquei xingando aquele time de camisas laranjas (que mais uma vez não jogou de laranja, mas sim de branco). Mas tenho que admitir que naquele dia, trabalhando na redação do então Diário Popular, me peguei torcendo muito pelo Brasil, que abriu 2 x 0, com Romário e Bebeto, e viu a Holanda empatar. Depois, o emocionante gol de falta de Branco, a nove minutos do final do jogo. E muita festa pela classificação às semifinais. Desde 1978 que o Brasil não estava entre os quatro melhores do mundo.
A festa, porém, ficou pra trás meia hora depois do jogo ter terminado. Foi quando recebi um telefonema de minha mulher e soube que a minha sogra havia acabado de falecer.
Não tenho boas lembranças daquele 9 de julho de 1994.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Paraguai faz história nas Copas.
Para delírio de Larissa Riquelme
Mas certamente quem ficou ainda mais feliz com a classificação paraguaia foi a modelo Larissa Riquelme, que vem "animando" os torcedores durante os jogos da seleção em um telão no centro de Assunção, como este blog já havia mostrado no último dia 24.
E, convenhamos, motivos para todos ficarem animados não faltam!
Brasil x Holanda, a saga (1)
E dá-lhe torcida pela seleção brasileira. Na primeira fase, aquele sofrimento nos jogos contra Iugoslávia e Escócia, dois 0 x 0 horrorosos. Depois, escapando do vexame com um 3 x 0 no ridículo time do Zaire. A classificação para a fase seguinte colocou a seleção no mesmo grupo de Alemanha Oriental, Argentina e ...Holanda! E alguém lá sabia que havia futebol na Holanda?
Pois é, mas havia, e muito! É claro que um moleque de dez anos e sem acesso às informações que hoje em dia qualquer um encontra na internet e nos canais de tv especializados não saberia. Mas o técnico Zagallo e os demais integrantes da seleção brasileira tinham a obrigação de conhecer aquele timaço da Holanda, de Cruijff, Neskens, Rep, Resenbrink, que fez uma verdadeira revolução nos gramados da Alemanha.
Naquele 3 de julho de 74, quando a Holanda despachou o Brasil por 2 a 0, xinguei demais aquele time que não jogou de laranja, sua marca registrada (e eu não conseguia entender o motivo daquele inusitado laranja apesar da bandeira deles ser azul, vermelha e branco). Anos depois, percebi que xinguei a equipe errada.
domingo, 27 de junho de 2010
A Copa-2010 em números (após o Dia 16)
Estatísticas geraisEstátisticas por equipes
Maior número de faltas cometidas - Gana: 67 faltas (16,7 p/jogo)
Maior número de finalizações - Gana: 71 finalizações (17,7 p/jogo)
Maior número de impedimentos - Honduras: 18 impedimentos (6 p/jogo)
Maior número de cartões - Chile: 11 cartões (3,67 p/jogo)
sábado, 26 de junho de 2010
Valcke comemora exclusão do Morumbi
A Copa-2010 em números (após o Dia 15)
Estatísticas geraisEstátisticas por equipes
Maior número de faltas cometidas - Austrália: 62 faltas (20,6 p/jogo)
Maior número de finalizações - Espanha: 46 finalizações (23 p/jogo)
Maior número de impedimentos - Honduras: 18 impedimentos (6 p/jogo)
Maior número de cartões - Chile: 11 cartões (3,67 p/jogo)
Estatísticas individuais
Maior número de finalizações - Messi (Argentina): 20 (6,6 p/jogo)
Maior número de bolas perdidas - Kingson (Gana): 24 (8 p/jogo)
Maior número de impedimentos - Welcome e Alvarez (Honduras), Mphela (África do Sul), Novakovic (Eslovênia), Heskey (Inglaterra), Van Persie (Inglaterra) e Honda (Japão): 5 (1,66 p/jogo)
Maior número de desarmes - Bougherra (Argélia) e Grichting (Suíça): 8 (2,6 p/jogo)
Maior número de faltas cometidas - Fallon (Nova Zelândia): 15 (5 p/jogo)
Maior número de faltas sofridas - Honda (Japão): 17 (5,6 p/jogo)
Explicações para o fiasco
europeu na Copa do Mundo
Decadência europeia
A final da Liga dos Campeões entre Internazionale e Bayern de Munique, no último 22 de maio, reuniu 34 atletas de 16 países.
Destes, 10 eram alemães (5 titulares do time de Munique) e apenas eram 3 italianos, todos reservas. Haviam atletas do Brasil, da Argentina, Romênia, Camarões, Ucrânia, Croácia, Sérvia, Turquia, Romênia, Macedônia, Colômbia, Gana, Bélgica e Holanda.
Uma autêntica filial da ONU.
E qual é o resultado disso? Bem, basta olhar para a Copa. Das 13 seleções do continente - antes das partidas do Grupo H onde Espanha e Suíça têm chances - apenas 5 estarão nas oitavas.
Poderão ser, no máximo, 7. É provável que sejam 6. Um número baixo para um continente que quase sempre dominou as Copas e que, em 2006, teve todos os semifinalistas.
Qual é o motivo?
A verdade é simples: enquantos os times aproveitam a riqueza financeira para se fortalecerem com estrangeiros, as seleções sofrem com a falta de renovação e de interesse por parte dos times. É muito mais barato trazer promessas de todos os cantos do planeta. Por isso, Itália e França, finalistas de quatro anos atrás, estão fora.
A fome em contratar jogadores de todo o planeta e atrair garotos estrangeiros de até 12 ou 13 anos está matando o futebol, no continente. Isso vem ajudando a crescer movimentos nacionalistas e de extremistas que lotam as arquibancadas para xingar estrangeiros, principalmente os negros. O futebol é um fértil e perigoso campo para a volta do fascismo e do nazismo.
Sem renovação, as seleções padecem de bons jogadores e até treinadores. É por essa razão que vemos o baixo nível dos goleiros ingleses. Pudera, os nove times principais só utilizam estrangeiros. E boa parte dos arqueiros reservas também são de outros países.
E o que acontece? Escalam o horroroso David James, arqueiro do rebaixado Portsmouth e Robert Green, do quase rebaixado West Ham como titulares. Seria como termos guarda-metas do Atlético Goianiense e do Santo André, na Seleção Brasileira. Vale também dizer que o English Team é treinador pelo italiano Fabio Capello.
Desesperadas, seleções como Alemanha e Portugal naturalizam atletas de segunda linha de outros países para tentar ter uma sobrevida maior. Imagine você dizer para um alemão, 30 anos atrás, que uma dupla de poloneses seriam os atacantes titulares do selecionado nacional. Seria internado, no mínimo.
Quando não naturalizam alguém, se arrastam em campo com vários veteranos longe de seus melhores dias, como a Itália, exemplificada pelo capitão Fabio Cannavaro.
Confesso que, nesse caso, fiquei feliz: a Itália precisa ficar fora de uns três mundiais consecutivos, para ver se ajudam a enterrar o absurdo esquema de jogo dos quais são mestres, o famoso futebol de resultado, o famoso anti-jogo.
O que mais assusta a UEFA é o caminho sem volta tomado. Os clubes tornaram-se tão grandes ou até maiores que suas seleções e não se interessam mais em ajudar a seleção. Para piorar, a convivência entre a entidade e a FIFA é péssima há décadas.
A Copa vem mostrando jogadores milionários, mimados, enfastiados e felizes com a eliminação de suas seleções, porque o Mundial ocorre bem no meio de suas férias. Isso significa que alguns terão férias apenas em 2011, após uma extenuante temporada encerrada.
O inverso ocorre na América do Sul. Nossos clubes estão cada vez mais pobres e alijados de bons jogadores, mas as seleções vibram com o aprendizado dos jogadores na Europa e com a eterna renovação e valorização financeira de seus atletas.
Os dois caminhos são ruins: enfraquecer seleções ou os times está longe de ser saudável. Mas, pense em termos de Copa do Mundo: um torneio curto, de apenas sete jogos onde você precisa de jogadores em boas condições físicas e técnicas.
Quase todas os times europeus chegaram baleados em termos físicos e psicológicos. Alguns escalam jogadores sem as mínimas condições. Por essa razão temos dois times da Concaf nas oitavas (EUA e México), dois asiáticos (Japão e Coréia do Sul) e poderemos ter os cinco sul-americanos, fato inédito em Copas.
A mácula vem do continente africano, tendo apenas Gana na fase final. As seleções africanas ainda não aprenderam a encontrar um equilíbrio entre o talento natural e a disciplina européia de treinadores preocupados apenas em encher os bolsos.
Além disso, há o eterno problema de arrogância dos principais craques do continente - Samuel Eto'o e Didier Drogba são os melhores exemplos.
O resultado é que temos boas chances de termos duas, três ou até quatro seleções sul-americanas nas semifinais, ou, pelo menos, ausência de algum time europeu entre os quatro primeiros, algo inédito.
O que a Europa pode fazer para reverter isso? Quase nada. É um problema insolúvel e que pode piorar muito nos próximos 10, 20 anos.
E, dessa maneira, técnicos arrogantes, como José Mourinho, dirão que dirigem times mais fortes que as seleções nacionais e que o torneio entre clubes é o ponto máximo da carreira de qualquer treinador ou jogador. É verdade: ele vence a Liga dos Campeões e deixa a Copa para Brasil, Argentina e os outros países do terceiro mundo.
Deve ser por isso que a Inter - pentacampeã italiana - não cedeu jogador algum para a Squadra Azzurra no Mundial. Zero.
Valeu portuga. Adoramos a troca. Se bem que se não fossem Júlio César, Maicon, Lúcio, Cambiasso, Zanetti e Milito sua vida teria sido um inferno, não?
