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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Novos tempos do esporte brasileiro fazem
os cartolas perderem a compostura

Magic Paula tem história no esporte brasileiro. Já outros...
Em outubro de 2010, o esporte olímpico brasileiro assistiu a uma espécie de ruptura no desgastado modelo de arrecadação de (parcos) recursos para a preparação de suas equipes e descobrimento de novos talentos. Num projeto inédito, a Petrobras decidiu investir R$ 265 milhões até 2014, atingindo a área de esporte de alto rendimento, social e memória esportiva. 

Os projetos de alto rendimento, que englobarão cinco modalidades (boxe, esgrima, remo, taekwondo e levantamento de peso) ficarão sob responsabilidade do Instituto Passe de Mágica, coordenado por Magic Paula. Já os projetos sociais estarão a cargo de Ana Moser, ex-capitã da seleção brasileira feminina de vôlei, vice-campeã mundial e medalhista olímpica.

A grande sacada deste projeto, além de ter a gerência de duas lendas do esporte do Brasil, é que o dinheiro da Petrobras não passará pelas mãos do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que desde o surgimento da lei dos recursos das loterias Agnelo/Piva, se transformou no grande mecenas do esporte brasileiro, gerando muitos críticas pelos critérios estabelecidos na distribuição destas verbas.

Só que este novo caminho parece que não anda agradando muita gente. Neste sábado, o presidente da Confederação Brasileria de Tênis (CBT), Jorge Lacerda, começou a disparar no Twitter críticas ao projeto da Petrobras e também à Paula e Ana Moser. "Como que uma estatal com a força da Petrobras pode passar uma verba de um esporte por um Instituto particular e não pela Confederação?", disse Lacerda, comentando reportagem da Folha de S. Paulo deste sábado, que tratava dos problemas de distribuição de verba e apoio do COB entre lutadores integrantes da seleção brasileira de taekwondo.

Ana Moser também foi alvo de criticas
Foi então que o cartola perdeu a mão nos pitacos. "É o Instituto Passe de Magica (que recebe a verba da Petrobras). Isso mesmo da sra. Magic Paula. Ela tem um grande conhecimento de Taekwondo. Brincadeira de muito mal gosto", escreveu, para completar em seguida. 

"A Paula como jogadora sem cometarios, foi otima. Mas como dirigente por onde passou não fez nada, pior fez muita besteira. Lembram no ME?", disparou Lacerda. Ele puxava pela memória o episódio em que o então ministro do esporte Agnelo Queiroz foi ao Pan-Americano de Santo Domingo, acompanhado de Paula, então secretária nacional de alto rendimento, com despesas pagas pelo COB. Quando soube do ocorrido, Paula devolveu os valores imediatamente aos cofres públicos e pediu demissão do cargo. Ao contrário de Agnelo.

Lacerda ainda criticou a presença de Ana Moser no projeto. "Pior de tudo que tem também um instituto de uma ex-jogadora de vôlei que tá na mesma situação dentro da Petrobras. Uma vergonha a atitude da PETROBRAS. Tem que apoiar as entidades oficiais. Como diriam "cada macaco no seu galho". O Ministério tá apoiando esta situação? Fica a pergunta."

 O que se extrai de verborragia do presidente da CBT - que ainda usou o Twitter para questionar as críticas deste blogueiro feitas na mesma rede social, perguntando se pertenço a algum instituto ou ONG - é que não passa de uma grande e notória choradeira. 

O problema é que bastou surgir algo ou alguém que quebre o círculo vicioso para que todo mundo caia de pau. Pior ainda foi Lacerda levantar suspeitas a respeito da postura ética e também da competência demonstradas por Paula e Ana Moser em suas carreiras como gestoras esportivas.


Por que ao invés de ficar chorando as mágoas e reclamando dos outros, Jorge Lacerda não trabalha para transformar o tênis em um esporte mais popular e não restrito ainda a uma minoria? 


E uma outra pergunta: quem fez mais pelo esporte do Brasil, Magic Paula e Ana Moser ou Jorge Lacerda?

Nem milagre coloca seleção brasileira
de hóquei no Pan de Guadalajara

Jogadores da seleção brasileira tentam se consolar após a surra cubana

Como já era previsto, a seleção brasileira masculina de hóquei na grama entrou no playoff com Cuba para uma vaga nos Jogos Pan-Americanos de Guaradalajara apenas para fazer figuração. Mas bem que esta figuração poderia ser menos vexatória. Nesta sábado, a partir das 10h, no Complexo Desportivo de Deodoro, na Vila Militar, o Brasil enfrenta Cuba na segunda partida do playoff. O problema para os brasileiros será tirar a diferença do primeiro jogo: 7 a 1 a favor dos cubanos.

Como eu disse aqui alguns posts atrás, não adianta nada o Brasil quewrer bancar de potência olímpica para dar vexames como esse. O time brasileiro não tem qualquer tradição na modalidade, vide o desempenho sofrível no Pan do Rio, em 2007.

Pior, talvez, seja o texto nonsense que está no site da Confederação Brasileira de Hóquei sobre Grama: "A vaga para o Pan 2011 ainda não está garantida por nenhuma equipe, portanto, venha torcer pelo Brasil no sábado às 10h. Participe com sua torcida e ajude o Brasil a conquistar essa oportunidade".

Olha, tem que ter muita torcida mesmo, hein?

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Tite tucaniza a crise corintiana


“O que houve foi um encaminhamento do trabalho. A dor que o torcedor sente eu sinto e os atletas também”
Técnico Tite, do Corinthians, tentando justificar a barra dele e de seus jogadores junto ao torcedor corintiano após a eliminação na Taça Libertadores.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Todas as eliminações do
Corinthians na Libertadores

Atualizado em 3/02/2011

Reprodução do site do jornal "El Nuevo Dia", de Ibagué

Para quem achava que a eliminação na Taça Libertadores de 2010 em pleno Pacaembu, no ano do cenetário do clube e ainda por cima tendo vencido o jogo já seria demais, o desastre de Ibagué na noite desta quarta-feira, quando o Tolima venceu o Corinthians por 2 a 0, superou todos os fiascos do clube no torneio continental. Ser eliminado sem marcar um golzinho por uma equipe sem qualquier tradição no torneio, ainda na fase eliminatória e se tornando o primeiro clube brasileiro a cair nesta etapa da Libertadores é, sem dúvida, o maior vexame da história do Corinthians.

Confira abaixo como terminaram as nove participações do Corinthians na Libertadores:

1977 - eliminado na primeira fase, no grupo onde estava Internacional (Bra), El Nacional e Deportivo Cuenca (Equ)
1991 - eliminado nas oitavas de final para o Boca Juniors (Arg): 1 x 3 (F) e 1 x 1 (C)
1996 - eliminado nas quartas de final para o Grêmio: 0 x 3 (C) e 1 x 0 (F)
1999 - eliminado nas quartas de final para o Palmeiras: 0 x 2 (N) e 2 x 0 (N) - Palmeiras 4 x 2 nos pênaltis
2000 - eliminado nas semifinais para o Palmeiras: 4 x 3 (N) e 2 x 3 (N) - Palmeiras 5 x 4 nos pênaltis
2003 - eliminado nas oitavas de final para o River Plate (Arg): 1 x 2 (F) e 1 x 2 (C)
2006 - eliminado nas oitavas de final para o River Plate (Arg): 2 x 3 (F) e 1 x 3 (C)
2010 - eliminado nas oitavas de final para o Flamengo: 0 x 1 (F) e 2 x 1 (C)

2011 - eliminado na fase eliminatória para o Tolima (Col): 0 x 0 (C) e 0 x 2 (F)




terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Hóquei brasileiro começa briga para ir ao Pan de Guadalajara. Mas será que deveria?

Lance do amistoso preparatória da seleção contra a equipe do Hurling
A partir desta quinta-feira, mais uma equipe brasileiro tenta garantir sua vaga nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (Mex), marcados para o mês de outubro, de 13 a 30 de outubro. Será a seleção brasileira masculina de hóquei na grama, que disputara um playoff contra Cuba, em melhor de três jogos, por uma vaga no Pan. As disputas acontecerão no Complexo Desportivo de Deodoro, na Vila Militar. Os jogos começarão a partir das 10h e a segunda partida será no sábado (5). Se houver necessidade de um terceiro jogo, ele ocorrerá no domingo (6).


O time brasileiro fez intensa preparação para este playoff, treinando há mais de um mês pelo menos oito horas por dia. Desde a semana passada, a equipe vem disputando amistosos contra o Hurling, time da primeira divisão argentina. 


Mas será que tudo isso vai valer a pena?


Se existe um esporte que realmente não tem tradição alguma no Brasil, este é hoquei na grama. Por mais esforçados e dedicados que sejam os jogadores da seleção, a condição técnica do time brasileira em relação aos rivais é muito inferior.

Para aqueles que têm pouca memória, vale lembrar a ridícula campanha da seleção masculina no Pan do Rio, em 2007, com cinco derrotas em cinco partidas disputadas, um golzinho marcado e 57 gols sofridos. A campanha foi tão bizarra que o Brasil conseguiu perder por 8 a 0 para Antilhas Holandesas.

Por isso, repito a pergunta: será que tanto esforço vale mesmo a pena? Não seria melhor criar uma cultura de hóquei na grama no Brasil e só então tentar vôos mais altos?

Ah, detalhe importante: o Brasil nunca conseguiu derrotar a seleção de Cuba na história.

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