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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Novos tempos do esporte brasileiro fazem
os cartolas perderem a compostura

Magic Paula tem história no esporte brasileiro. Já outros...
Em outubro de 2010, o esporte olímpico brasileiro assistiu a uma espécie de ruptura no desgastado modelo de arrecadação de (parcos) recursos para a preparação de suas equipes e descobrimento de novos talentos. Num projeto inédito, a Petrobras decidiu investir R$ 265 milhões até 2014, atingindo a área de esporte de alto rendimento, social e memória esportiva. 

Os projetos de alto rendimento, que englobarão cinco modalidades (boxe, esgrima, remo, taekwondo e levantamento de peso) ficarão sob responsabilidade do Instituto Passe de Mágica, coordenado por Magic Paula. Já os projetos sociais estarão a cargo de Ana Moser, ex-capitã da seleção brasileira feminina de vôlei, vice-campeã mundial e medalhista olímpica.

A grande sacada deste projeto, além de ter a gerência de duas lendas do esporte do Brasil, é que o dinheiro da Petrobras não passará pelas mãos do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que desde o surgimento da lei dos recursos das loterias Agnelo/Piva, se transformou no grande mecenas do esporte brasileiro, gerando muitos críticas pelos critérios estabelecidos na distribuição destas verbas.

Só que este novo caminho parece que não anda agradando muita gente. Neste sábado, o presidente da Confederação Brasileria de Tênis (CBT), Jorge Lacerda, começou a disparar no Twitter críticas ao projeto da Petrobras e também à Paula e Ana Moser. "Como que uma estatal com a força da Petrobras pode passar uma verba de um esporte por um Instituto particular e não pela Confederação?", disse Lacerda, comentando reportagem da Folha de S. Paulo deste sábado, que tratava dos problemas de distribuição de verba e apoio do COB entre lutadores integrantes da seleção brasileira de taekwondo.

Ana Moser também foi alvo de criticas
Foi então que o cartola perdeu a mão nos pitacos. "É o Instituto Passe de Magica (que recebe a verba da Petrobras). Isso mesmo da sra. Magic Paula. Ela tem um grande conhecimento de Taekwondo. Brincadeira de muito mal gosto", escreveu, para completar em seguida. 

"A Paula como jogadora sem cometarios, foi otima. Mas como dirigente por onde passou não fez nada, pior fez muita besteira. Lembram no ME?", disparou Lacerda. Ele puxava pela memória o episódio em que o então ministro do esporte Agnelo Queiroz foi ao Pan-Americano de Santo Domingo, acompanhado de Paula, então secretária nacional de alto rendimento, com despesas pagas pelo COB. Quando soube do ocorrido, Paula devolveu os valores imediatamente aos cofres públicos e pediu demissão do cargo. Ao contrário de Agnelo.

Lacerda ainda criticou a presença de Ana Moser no projeto. "Pior de tudo que tem também um instituto de uma ex-jogadora de vôlei que tá na mesma situação dentro da Petrobras. Uma vergonha a atitude da PETROBRAS. Tem que apoiar as entidades oficiais. Como diriam "cada macaco no seu galho". O Ministério tá apoiando esta situação? Fica a pergunta."

 O que se extrai de verborragia do presidente da CBT - que ainda usou o Twitter para questionar as críticas deste blogueiro feitas na mesma rede social, perguntando se pertenço a algum instituto ou ONG - é que não passa de uma grande e notória choradeira. 

O problema é que bastou surgir algo ou alguém que quebre o círculo vicioso para que todo mundo caia de pau. Pior ainda foi Lacerda levantar suspeitas a respeito da postura ética e também da competência demonstradas por Paula e Ana Moser em suas carreiras como gestoras esportivas.


Por que ao invés de ficar chorando as mágoas e reclamando dos outros, Jorge Lacerda não trabalha para transformar o tênis em um esporte mais popular e não restrito ainda a uma minoria? 


E uma outra pergunta: quem fez mais pelo esporte do Brasil, Magic Paula e Ana Moser ou Jorge Lacerda?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Aberto da Austrália: Rod Laver dá
uma leve "cornetada" em Rafael Nadal

"Ele já conquistou três títulos, está jogando muito bem e poderá ser campeão mais uma vez. Mas com certeza isso não significa que ele completou o Grand Slam"

Rod Laver, ex-tenista e que duas vezes ganhou os quatro Grand Slams (Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e Aberto dos EUA) no mesmo ano, argumentando que se o espanhol Rafael Nadal ganhar o torneio australiano de 2011, não estará igualando a sua marca, que jamais foi alcançada por outro tenista.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Do blog do Alberto Murray


Volto ao tema devido à sua importância. Você, cidadão brasileiro, já experimentou ligar para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e pedir cópia dos estatutos? Eles não entregam, tampouco informam em que Cartório ele está registrado. Com a maior cara lavada, dizem que são entidade privada.

Ah, então está bem! É a única pessoa jurídica de dinheiro privado que se sustenta com dinheiro público, advindo da Lei Piva e de repasses do Ministério do Esporte.

Sabem por que escondem tanto esses estatutos? Porque sabem que ele é leonino, ilegal e inconstitucional.

A gestão de Carlos Nuzman inseriu nos estatutos do COB o famigerado artigo 26, que diz que somente brasileiros natos, maiores de 35 anos e que estejam nos poderes da entidade há pelo menos cinco anos podem ser candidatos a presidente e vice presidente. Ou seja, somente quem tiver sido eleito na chapa de Carlos Nuzman e com ele estiver há pelo menos dois mandatos, poderá ser candidato.

Vocês acham que alguum dia, nessas circunstâncias, haveria chance de candidatura de oposição? Nuzman controla a Assembléia Geral com mãos de ferro. Em cinco anos, qualquer movimento oposicionista, por menor que fosse, seria fortemente sufocado pela presidência do COB.

Como se não bastasse a ignomínia jurídica do artigo 26, Nuzman Primeiro e Único, também colocou nos estatutos disposição que para que uma chapa tenha sua candidatura aceita, deve ser apresentada por pelo menos 10 Confederaçoes. Outro casuísmo para frear movimentos de oposição.

Isso tudo é muito ruim para o esporte. É péssimo para a democracia. Nuzman não faz bem ao esporte. E não gosta de democracia.

Sendo o COB um órgão que vive de dinheiro público, vocês que leem este texto, acham que é legal privar qualquer cidadão brasileiro de postular a presidência, ou a vice-presidência? Vocês, que com seus impostos sustentam a luxúria do COB, acham justo não ter acesso aos estatutos desta entidade?

Nuzman está fazendo com que o COB seja um organismo com fim em si próprio. O fato concreto é que Nuzman e seu Comitê, hoje, nadam em dinheiro público. E que o COB não se presta a outra atividade, desde que ele assumiu, que não organizar eventos. É um órgão organizador de eventos e distribuidor de uniformes. Rigorosamente nada além disso. Com tanto dinheiro, bem que poderia o COB estabelecer políticas de massificação do esporte. Há recursos, mas falta boa gestão e vontade política.

Nuzman muda o estatuto porque tem paúra de oposição. Assim, por meio de casuísmos, vai tentando perpetuar-se no poder, para absoluto desgosto de quem gosta de esportes.

Nuzman deveria ter a grandeza de democratizar os estatutos do COB, ampliar o Colégio Eleitoral. Mas ele não tem esse objetivo.

As piruetas estatutárias que Nuzman dá para manter-se a força no poder são ilegais e imorais.

E asseguro que os atletas, técnicos e pessoas que apreciam o esporte, não gostam de Carlos Nuzman. Ouço muitas críticas severas a ele. Até mais duras do que aquelas que costumo desferir.

Nuzman somente vai aprender quando, saturados, os atletas compreenderem a força que têm e decidirem fazer greve, recusando-se a competir enquanto não houver mudanças profundas no COB.

Lembremo-nos de que a reação do atletas foi essencial para defenestrar Nelson Natas da Confederação Brasileira de Tênis.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Como o COB vai distribuir as
verbas da Lei Agnelo/Piva em 2011

Nesta segunda-feira, o COmitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou, através de um comunicado à imprensa, como será a distribuição dos recursos da Lei Agnelo/Piva, com base na arrecadação das loterias, para as confederações olímpicas em 2011. Segundo o comunicado do COB, "a proposta é diminuir a diferença entre as confederações que já dispõem de patrocínios e as que ainda não contam com este tipo de recurso."

Sei não. Todas as confederações tiveram um aumento na verba destinada. Até mesmo entidadses que nada receberam em 2010, ganharão um troquinho" em 2011, casos do golfe e rugby, duas modalidades que integram o programa olímpico dos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro.

A impressão que fica é que o COB decidiu abrir um pouco mais o cofre talvez com medo da concorrência de projetos alternativos de patrocínio, como o da Petrobrás - que destinará R$ 265 milhões para atletas do boxe, remo, esgrima, taekwondo e levantamento de peso -, cuja verba irá diretamente para as respectivas confederações, sem passar pelo COB.

Abaixo, os valores da verba da Lei Agnelo/Piva de cada confederação para 2011:

Atletismo - De R$ 2.825.000,00 em 2010 para R$ 3.000.000,00
Badminton - De R$ 904.000,00 para R$ 1.300.000,00
Basquete - De R$ 1.921.000,00 para R$ 2.100.000,00
Boxe - De R$ 1.582.000,00 para R$ 1.700.000,00
Canoagem - De R$ 1.808.000,00 para R$ 2.300.000,00
Ciclismo - De R$ 1.808.000,00 para R$ 2.300.000,00
Desportos Aquáticos - De R$ 2.825.000,00 para R$ 3.000.000,00
Desportos na Neve - De R$ 678.000,00 para R$ 800.000,00
Desportos no Gelo - De R$ 678.000,00 para R$ 800.000,00
Esgrima - De R$ 1.017.000,00 para R$ 1.100.000,00
Ginástica - De R$ 2.599.000,00 para R$ 2.800.000,00
Golfe - R$ 500.000,00
Handebol - De R$ 2.599.000,00 para R$ 3.000.000,00
Hipismo - De R$ 2.034.000,00 para R$ 2.900.000,00
Hóquei sobre a Grama - De R$ 904.000,00 para R$ 1.300.000,00
Judô - De R$ 2.825.000,00 para R$ 3.000.000,00
Levantamento de Peso - De R$ 904.000,00 para R$ 1.100.000,00
Lutas Associadas - De R$ 1.017.000,00 para R$ 1.500.000,00
Pentatlo Moderno - De R$ 904.000,00 para R$ 1.300.000,00
Remo - De R$ 1.808.000,00 para R$ 1.900.000,00
Rugby - R$ 500.000,00
Taekwondo - De R$ 1.130.000,00 para R$ 1.200.000,00
Tênis - De R$ 1.469.000,00 para R$ 1.800.000,00
Tênis de Mesa - De R$ 1.808.000,00 para R$ 2.300.000,00
Tiro com Arco - De R$ 904.000,00 para R$ 1.300.000,00
Tiro Esportivo - De R$ 1.469.000,00 para R$ 2.000.000,00
Triatlo - De R$ 1.356.000,00 para R$ 2.000.000,00
Vela e Motor - De R$ 2.825.000,00 para R$ 3.000.000,00
Vôlei - De R$ 2.825.000,00 para R$ 3.000.000,00

sábado, 11 de dezembro de 2010

Guga e o carisma que nunca acaba



"Eu me sinto bastante agraciado não só pelo que conquistei há dez anos, mas por viver tudo novamente ao lado desta torcida, que sempre me deu tanta força"

Gustavo Kuerten, agradecendo emocionado aos torcedores que lotaram o Maracanãzinho neste sábado, após derrotar o americano Andre Agassi num jogo-exibição por 7/5 e 7/6

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Os eleitos pelo COB para concorrer
ao prêmio de Melhor Atleta de 2010


Murilo concorre ao prêmio de Melhor Atleta do Ano/Crédito: CBV
 O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou nesta sexta-feira quem são os atletas que concorrem ao prêmio de Melhor do Ano no Esporte em 2010. A festa acontecerá no dia 20 de dezembro, no Teatro do MAM, no Rio. No masculino, estão concorrendo Cesar Cielo (natação), Leandro Guilheiro (judô) e Murilo (vôlei), enquanto no feminino a escolha está entre Ana Marcela Cunha (maratonas aquáticas), Fabiana Murer (atletismo) e a dupla Juliana e Larissa (vôlei de praia).

As apostas do blogueiro é que Murilo, graça à conquista do tricampeonato mundial de vôlei com a seleção brasileira na Itália, será o escolhido no masculino, enquanto Fabiana, após a brilhante participação na vitória da Liga Diamante da Iaaf, irá faturar o troféu no feminino.

Os votos serão computados após uma escolha feita por um juri de jornalistas selecionados (entre os quais eu não me incluo, é bom que se diga) e através de votação popular, a partir do próximo dia 30/11, feita pela internet, através do site do COB. 

O COB anunciou ainda a lista dos ganhadores do Prêmio Brasil Olímpico, com os melhores atletas de cada modalidade:

Atletismo – Fabiana Murer

Badminton – Daniel Paiola

Basquete – Tiago Spliter

Boliche – Roberta Rodrigues

Boxe – Roseli Feitosa

Canoagem Slalom – Silvia Gnadt

Canoagem Velocidade – Nivalter Santos

Ciclismo BMX – Mayara Perez

Ciclismo Estrada – Rafael de Matos Andriato

Ciclismo Moutain Bike – Rubens Donizete de Valeriano

Ciclismo Pista – Janildes Fernandes

Desportos na Neve – Mirlene Picin

Desportos no Gelo – Fabiana Alves dos Santos

Esgrima – Cleia Guilhon

Esqui Aquático – Marcelo Giardi

Futebol – Paulo Henrique Ganso

Futsal – Alessandro Rosa Vieira (Falcão)

Ginástica Artística – Jade Barbosa

Ginástica Trampolim – Daienne Lima

Ginástica Rítmica – Angélica Kvieczynski

Handebol – Alexandra Nascimento

Hipismo Adestramento – Luiza Almeida

Hipismo CCE – Ruy Fonseca

Hipismo Saltos – Rodrigo Pessoa

Hóquei sobre Grama – Daniel Tatara

Judô – Mayra Aguiar

Karatê – Douglas Brose

Levantamento de Peso – Fernando Reis

Luta – Joice Silva

Maratona Aquática – Ana Marcela Cunha

Natação – Cesar Cielo

Natação Sincronizada – Equipe de natação sincronizada

Patinação Artística – Juliana Almeida

Pentatlo Moderno – Yane Marques

Pólo Aquático – Luiza Carvalho

Remo – Fabiana Beltrame

Saltos Ornamentais – César Castro

Squash – Rafael Alarcon

Taekwondo – Marcio Wenceslau

Tênis – Thomaz Bellucci

Tênis de Mesa – Gustavo Tsuboi

Tiro com Arco – Bernardo Oliveira

Tiro Esportivo – Felipe Wu

Triatlo – Reinaldo Colucci

Vela –  Bruno Prada e Robert Scheidt (Classe Star)

Vôlei de Praia – Juliana e Larissa

Vôlei – Seleção adulta masculina de vôlei

domingo, 19 de setembro de 2010

O tênis brasileiro merece ficar
na segundona da Copa Davis

Jogadores indianos comemoram a vitória no confronto contra o Brasil/Crédito: Marcelo Ruschel

A imagem de Thomaz Bellucci entregando o jogo para o indiano Somdev Devvarmann por porblemas físicos, na madrugada deste domingo, pelo confronto da respecagem para o Grupo Mundial da Copa Davis, simboliza de forma bastante significativa o atual estágio do tênis brasileiro no atual cenário internacional: um país sem forças para voltar a integrar a elite da modalidade e reviver os tempos gloriosos e não tão distantes de Gustavo Kuerten, quando, acredite se quiser, o tênis era motivo de discussão em bares e merecia manchetes do Jornal Nacional.

A desistência de Bellucci, que em caso de vitória teria colocado o Brasil de volta ao Grupo Mundial da Davis, acabou jogando a responsabilidade nas costas de Ricardo Mello, o número dois do país, que acabou perdendo por 3 sets a 0 para Rohan Bopanna, sacramento a vitória da Índia e a consequente classificação para a primeira divisão da Davis. Já o Brasil, que está distante da elite desde 2003, tentará novamente no ano que vem.

Desta vez, chegou muito perto, especialmente por ter feito 2 a 0 logo na sexta-feira, após suas vitórias de Bellucci e Mello. Mas a derrota esperada no jogo de duplas no sábado colocou a Índia de volta ao jogo. e neste domingo, deu no que deu.

Mas que ninguém lamente demais mais este resultado negativo. Embora tenha colecionado alguns bons resultados recentemente,o tênis brasileiro está pagando um preço bem alto pela sua incompetência. Ou alguém acha que pode passar impune o fato de contar com um dos maiores tenistas do mundo, como era Gustavo Kuerten, e nada fazer para massificar o esporte e assim descobrir novos talentos?

Sem contar que boa parte da crise do tênis veio ainda quando Guga jogava, mas no auge da briga política com o ex-presidente da CBT, Nélson Nastás, destituído da entidade por problemas em sua administração, marcada pelo boicote dos principais tenistas do pais numa disputa da Zona Americana da Copa Davis em 2004.

A derrota para a Índia neste domingo, por mais dolorida que tenha sido, só demonstra que o tênis do Brasil ainda pagará muito tempo por seus erros. Ah, antes que alguém me chame de corneteiro injusto: os brasileiros, Bellucci e Mello, ocupam respectivamente o 27º e o 75º lugares no ranking mundial. E foram superados por Devvarman e Bopanna, que estão em 113º e 479º lugares da lista da ATP.

Não é preciso dizer mais nada.

domingo, 8 de agosto de 2010

O voleio furado de Lula

Sem querer entrar na seara política e demonstrar preferência política por "A" ou "B", só mesmo sendo um idiota completo, como tantos pseudo-analistas da imprensa brasileira, para não reconhecer a importância dos dois governos de Luiz Ignácio Lula da Silva para a história recente do Brasil. O controle da inflação, o crescimento a olhos vistos para as camadas mais pobres da população e os ostensivos índices de aprovação popular são tão claros que só sendo muito burro para não dar os devidos méritos.

Mas quando o assunto é esporte, o presidente Lula vez por outra pisa na bola. Seja por conta de ligações pouco recomendadas, como o apoio incondicional (e fundamental para a eleição no COI) às Olimpíadas Rio-2016 ou até quando bate boca pela imprensa com Ricardo Teixeira sobre os problemas referentes à Copa do Mundo de 2014.

A boca nervosa de Lula acabou agora por fazer mais um estrago. Ao se encontrar com um garoto numa comunidade do Rio de Janeiro, o presidente perguntou ao menino porque ele não treina. Ao dizer que não havia uma quadra de tênis no complexo esportivo, Lula disparou: “Mas tênis é esporte da burguesia, porra. Porque você não treina natação?”

Veja o vídeo abaixo:



A declaração, além de preconceituosa com o tênis, demonstra o total desconhecimento de Lula em relação à realidade esportiva brasileira. Ou será que o presidente acha que a natação é muito popular e pode-se encontrar uma piscina pública semi-olímpica (que seja), em cada esquina?

Como disse o ex-tenista Fernando Meligeni, no Twitter: "Uma pergunta simples. Eu quero fazer natação. Onde faço aqui em São Paulo sem pagar? No Rio Tiete? Rio Pinheiro? Ah, no parque Ibirapuera...”

terça-feira, 13 de julho de 2010

Copa Davis 2010: definidas as datas
do confronto entre Brasil e Índia


A ITF (Federação Internacional de Tênis) divulgou nesta terça-feira o calendário das semifinais e dos playoffs da edição 2010 da Copa Davis. E o Brasil já sabe que se quiser voltar à elite do tênis mundial, precisará superar a Índia no SDAT Tennis Stadium, em Chennai, com capacidade para 5.800 espectadores, entre os dias 17 e 19 de setembro. O piso escolhido pelos indianos foi a quadra dura, ao ar livre.

Confira abaixo os confrontos das semifinais e dos playoffs da Copa Davis:

Semifinais do Grupo Mundial - 17 a 19/09

França x Argentina
Sérvia x Rep. Tcheca

Playoffs do Grupo Mundial - 17 a 19/09

Israel x Áustria (o confronto começará no dia 16/09)
Colômbia x EUA
Alemanha x África do Sul
Suécia x Itália
Índia x Brasil
Austrália x Bélgica
Cazaquistão x Suíça
Romênia x Equador

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Copa Davis 2010: Brasil terá pedreira
para retornar ao Grupo Mundial

Do UOL Esportes - 10/5/10

ITF confirma cabeças de chave e Brasil encara um favorito na repescagem

Do UOL Esporte
Em São Paulo

A Federação Internacional de Tênis (ITF) anunciou na manhã desta segunda-feira em seu site oficial os cabeças de chave para o sorteio dos confrontos pela repescagem para o Grupo Mundial da Copa Davis, confirmando quem podem ser os possíveis adversários do Brasil.

Pelo novo ranking, a equipe brasileira ficou a duas posições de ser cabeça de chave, fechando na 18ª colocação a lista. Entre os não-favoritos, o Brasil aparece atrás apenas da Bélgica, 17ª colocada, que disputou o Grupo Mundial neste ano e acabou eliminada pela República Tcheca.

Os cabeças de chave anunciados que podem enfrentar o Brasil são: Estados Unidos (4), Israel (6), Alemanha (8), Suécia (9), Índia (13), Austrália (14), Suíça (15) e Equador (16).

Desta forma há apenas duas chances de a equipe brasileira disputar a repescagem em casa entre os dias 17 e 19 de setembro. Se enfrentar a Suíça, o Brasil será mandante do confronto por ter jogado em Genebra (SUI) no último duelo, em 1992. A outra alternativa seria enfrentar Israel e aguardar pelo sorteio da sede, já que o único confronto entre as equipes ocorreu em 1957 em território neutro.

O Brasil não tem chances de enfrentar Bélgica, Áustria, Itália, Romênia, Cazaquistão, África do Sul e Colômbia, que também não conseguiram aparecer entre os oito melhores no ranking e também enfrentam um cabeça de chave.
O sorteio dos confrontos da repescagem para o Grupo Mundial da Copa Davis ocorre nesta terça-feira, às 11h locais (6h de Brasília), na cidade de Londres, na Inglaterra. O Brasil tenta retornar à elite da principal competição por equipes do tênis após sete anos de ausência.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Tênis do Brasil volta a brilhar

Coluna Diário Esportivo, publicada na edição de 12 de fevereiro do Diário de S. Paulo



Para quem se acostumou com as glórias conquistadas por Gustavo Kuerten ao longo de sua brilhante carreira, como os três títulos de Roland Garros (1997/2000/01) e o Masters de 2000, o feito obtido pelo paulista Thomaz Bellucci no último domingo, ao faturar o ATP de Santiago, pode parecer pouca coisa. Mas a vitória em quadras chilenas teve uma grande importância tanto para a promissora carreira de Bellucci como para o tênis brasileiro. Afinal, contar com um jogador ranqueado entre os 30 melhores do mundo é algo que precisa sempre ser exaltado
.

O 28º lugar alcançado por Bellucci no ranking mundial o transformou no quarto melhor brasileiro na história da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais). À frente do garoto nascido há 22 anos em Tietê, interior de São Paulo, estão Guga, Thomaz Koch e Fernando Meligeni. Além disso, o título em Santiago foi o 37º do Brasil em torneios de primeira linha do circuito profissional, de acordo com levantamento feito pelo jornalista José Nilton Dalcin, diretor do site “Tenisbrasil”. Foram 20 conquistas de Guga, sete de Mattar, três de Meligeni, duas de Bellucci, Koch e Jaime Oncins, enquanto Ricardo Mello venceu um ATP.

Engana-se, porém, quem imaginar que as esperanças para o tênis brasuca se concentram somente nas mãos de Bellucci. Uma prova disso foi o recém-conquistado título da chave juvenil do Aberto da Austrália pelo garoto alagoano Tiago Fernandes — cuja equipe de treinamento é coordenada por Larri Passos, ex-técnico de Guga. O futuro, pelo visto, é bem promissor.

A coluna Diário Esportivo, assinada por este blogueiro, é publicada às sextas-feiras no Diário de S. Paulo


Foto: Bellucci treina na Costa do Sauípe, durante o Aberto do Brasil
Crédito: Divulgação

domingo, 31 de janeiro de 2010

Todos os títulos de Grand Slam conquistados por Roger Federer

2003 - Wimbledon - 3 x 0 Mark Philippoussis (Aus)
2004 - Australian Open - 3 x 0 Marat Safin (Rus)
2004 - Wimbledon - 3 x 1 Andy Roddick (EUA)
2004 - US Open - 3 x 0 Lleyton Hewitt (Aus)
2005 - Wimbledon - 3 x 0 Andy Roddick (EUA)
2005 - US Open - 3 x 1 Andre Agassi (EUA)
2006 - Australian Open - 3 x 1 Marcos Baghdatis (Chp)
2006 - Wimbledon - 3 x 1 Rafael Nadal (Esp)
2006 - US Open - 3 x 1 Andy Roddick (EUA)
2007 - Australian Open - 3 x 0 Fernando González (Chi)
2007 - Wimbledon - 3 x 2 Rafael Nadal (Esp)
2007 - US Open - 3 x 0 Novak Djokovic (Ser)
2008 - US Open - 3 x 0 Andy Murray (GBR)
2009 - Roland Garros - 3 x 0 Robin Soderling (Sue)
2009 - Wimbledon - 3 x 2 Andy Roddick (EUA)
2010 - Australian Open - 3 x 0 Andy Murray (GBR)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Estrelas do tênis entram no esforço humanitário para o Haiti; veja o vídeo

Devastado por um terrível terremoto na semana passada, o Haiti, que é um dos mais pobres países do mundo, tenta aos poucos se reconstruir. Para isso, conta com a ajuda de praticamente o mundo inteiro. Nações, entidades, estrelas de cinema, todos vem dando inúmeras doações à ilha caribenha.

Os astros do tênis intenacional também decidiram fazer a sua parte. Um dia antes do início do Aberto da Austrália, o primeiro Grand Slam da temporada, o suíço Roger Federer tomou a iniciativa e convocou alguns dos principais astros do tênis internacional, como Rafael Nadal, Serena Williams, Novak Djokovic, Kim Clijsters e Andy Roddick, para uma partida beneficente. Maria Sharapova não jogou, mas contribuiu com US$ 20 mil. A quadra central ficou lotada e a ação humanitária arrecadou um total de US$159 mil, cerca de R$ 280 mil.

Abaixo, alguns momentos deste jogo beneficente:



sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Não é hora de cobrar medalhas

Coluna Diário Esportivo, publicada na edição de 30 de outubro do Diário de S. Paulo

Meu amigo Rodrigo Borges defende uma tese interessante: brasileiro não gosta de esporte, mas sim de ganhar. Para este meu amigo, se Gustavo Kuerten tivesse perdido as três finais de Roland Garros que disputou, carregaria a fama de eterno vice. Ou seja, Guga só é enaltecido porque foi campeão. Mas o motivo pelo qual eu lembrei da polêmica tese foi uma declaração dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta última quarta-feira, no Rio, durante a inauguração de um complexo esportivo na favela da Mangueira. “O Brasil não vai fazer os Jogos Olímpicos para que os estrangeiros venham aqui e levem nossas medalhas.”

Deve-se dar um desconto ao aspecto político da declaração de Lula. Ainda assim, é necessário que se faça uma ponderação. Justamente quando o Brasil tem pela frente uma oportunidade de ouro, graças aos Jogos de 2016, para deixar de ser apenas o país do futebol e se transformar em uma nação poliesportiva, a declaração de Lula, por mais que tenha sido uma força de expressão, soa como cobrança fora de hora.

Um país não se torna olímpico do dia para noite ou pela força de uma canetada, senhor presidente. Não será em apenas sete anos que o COB conseguirá formar uma delegação capaz de competir igualmente com Estados Unidos ou China, apenas para ficar em dois exemplos de gigantes do esporte. A própria mentalidade do brasileiro em relação aos Jogos Olímpicos precisa mudar. Ou seja, tem muito trabalho pela frente, e não me refiro apenas à construção de arenas esportivas.

A coluna Diário Esportivo, assinada por este blogueiro, é publicada às sextas-feiras no Diário de S. Paulo

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Federer x Nadal, um duelo imperdível na Copa Davis de 2010

O fim de semana de 5 a 7 de março de 2010 promete ser inesquecível para os fãs do tênis. Nesta data, que marca a disputa da primeira rodada do Grupo Mundial da Copa Davis de tênis, terá o encontro de dois gigantes do esporte, o suíço Roger Federer e o espanhol Rafael Nadal. O sorteio realizado nesta quarta-feira colocou frente a frente as duas equipes, logo na rodada inaugural.

A Espanha, que em dezembro disputará o título da edição deste ano da Davis diante da República Tcheca, será a cabeça-de-chave número 1 da competição do próximo ano. Já a Suíça garantiu sua presença na elite do tênis mundial, após a vitória sobre a Itália, fora de casa.

Confira abaixo os confrontos da primeira rodada do Grupo Mundial em 2010:

Espanha x Suíça
França x Alemanha
Rússia x Índia
Suécia x Argentina
Croácia x Equador
Sérvia x EUA
Chile x Israel
Bélgica x Rep. Tcheca

domingo, 20 de setembro de 2009

E o Brasil vai amargar mais um ano na segundona da Copa Davis


A princípio, o cenário era todo favorável. Jogar em casa, com apoio de uma torcida animada, num piso com o qual seus jogadores estavam mais adaptados e diante de um rivais cujos jogadores possuíam um ranking inferior. Ou seja, estava tudo armado para o Brasil comemorar neste final de semana seu retorno à divisão de elite da Copa Davis de tênis, no confronto diante do Equador, pelos playoffs do Grupo Mundial.

Quer dizer, estava...

Apesar de contar com Marcos Daniel (56º na lista da ATP) e Thomaz Bellucci (65º), além de dois duplistas que estão entre os melhores do mundo (André Sá e Marcelo Melo), a equipe do Brasil sucumbiu para um Equador que, na prática, tem apenas dois jogadores, os irmãos Nicolas e Giovanni Lapentti.

E coube ao mais famoso deles, Nicolas, que foi foi sexto melhor tenista do mundo, mas que hoje ocupa a 144ª posição, fazer o ponto que levou o Equador de volta ao Grupo Mundial, a primeira divisão da Copa Davis, pela primeira vez desde 2001. Já o Brasil terá que disputar mais uma vez o Zona Americana em 2010.

Aliás, uma perguntinha que me veio à cabeça: por que raios marcaram os jogos do confronto entre Brasil x Equador para começar tão tarde? O duelo decisivo entre Marcos Daniel e Nicolas Lapentti começou depois das 17h. O último jogo, um simples amistoso entre Bellucci e Julio-Cesar Campozano, terminou quase 23h30 (vitória do brasileiro por 6/2 e 6/4).

Sempre me lembro de jogos da Copa Davis sendo disputados sob sol a pino, com a torcida berrando na orelha do adversário. Desta vez, preferiram marcar para um ginásio (Gigantinho, em Porto Alegre), confortável, sem calor e com vários lugares em branco nas arquibancadas. Será que não houve uma bela bobeada dos dirigentes brasileiros neste detalhe nada insignificante?
Foto: Marcelo Ruschel/Divulgação

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Confira todos os confrontos entre Brasil e Equador pela Copa Davis de tênis

O tênis brasileiro vive um momento decisivo neste final de semana, quando decidirá contra o Equador uma vaga no Grupo Mundial da Copa Davis de 2010. O confronto está marcado para o Ginásio Gigantinho, em Porto Alegre e o Brasil leva larga vantagem sobre os rivais. Em seis confrontos anteriores, foram quatro vitórias brasileiras.

Confira abaixo como foram os duelos anteriores:


16 a 18/4/1971 - Brasil 4 x 1 Equador (Porto Alegre) - Zona Sul-Americana, semifinal (saibro)
27 a 29/10/1980 - Equador 2 x 3 Brasil (Guayaquil) - Zona Sul-Americana, semifinal (saibro)
22 a 24/1/1982 - Brasil 0 x 5 Equador (Fortaleza) - Zona Sul-Americana, semifinal (saibro)
30/9 a 2/10/1983 - Equador 5 x 0 Brasil (Guayaquill) - Zona Américas, final (saibro)
2 a 4/10/1987 - Brasil 4 x 1 Equador (São Paulo) - Zona Américas, final (saibro)
7 a 9/4/2006 - Equador 0 x 4 Brasil (Cuenca) - Zona Américas, Grupo 1, semifinal (saibro)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Todos os títulos de Grand Slam conquistados pelos tenistas da Argentina

Ao conquistar de forma espetacular o título do US Open nesta segunda-feira, ao derrotar o superfavorito suíço Roger Federer na decisão por 3 sets a 2, Juan Martin del Potro acabou com um jejum de cinco anos do tênis da Argentina sem conseguir conquistar um título de Grande Slam.

Até a vitória histórica de Del Potro, a última conquista de um tenista argentino havia sido obtida por Gastón Gaudio, em Roland Garros, na temporada de 2004. Ao todo, são seis conquistas nos torneios que compõe os torneios mais importantes do circuito profissional de tênis. Guillermo Vilas é o maior vencedor de Grand Slams argentinos, com quatro conquistas ao todo.

Só como comparação, enquanto os argentinos festejaram sua sexta conquista, o Brasil, sempre é bom lembrar, tem somente três. E todas com Gustavo Kuerten.

Confira abaixo os Grannd Slams conquistados ao longo da história pelos tenistas argentinos:


1977 - Guillermo Villas - Ronald Garros
1977 - Guillermo Villas - US Open
1978 - Guillermo Villas - Aberto da Austrália
1979 - Guillermo Villas - Aberto da Austrália
2004 - Gastón Gaudio - Roland Garros
2009 - Juan Martin del Potro - US Open

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Confira como foram os 15 títulos de Grand Slam de Roger Federer

2003 - Wimbledon - 3 x 0 Mark Philippoussis (Aus)
2004 - Australian Open - 3 x 0 Marat Safin (Rus)
2004 - Wimbledon - 3 x 1 Andy Roddick (EUA)
2004 - US Open - 3 x 0 Lleyton Hewitt (Aus)
2005 - Wimbledon - 3 x 0 Andy Roddick (EUA)
2005 - US Open - 3 x 1 Andre Agassi (EUA)
2006 - Australian Open - 3 x 1 Marcos Baghdatis (Chp)
2006 - Wimbledon - 3 x 1 Rafael Nadal (Esp)
2006 - US Open - 3 x 1 Andy Roddick (EUA)
2007 - Australian Open - 3 x 0 Fernando González (Chi)
2007 - Wimbledon - 3 x 2 Rafael Nadal (Esp)
2007 - US Open - 3 x 0 Novak Djokovic (Ser)
2008 - US Open - 3 x 0 Andy Murray (GBR)
2009 - Roland Garros - 3 x 0 Robin Soderling (Sue)
2009 - Wimbledon - 3 x 2 Andy Roddick (EUA)

domingo, 5 de julho de 2009

Roger Federer entra para a história do tênis em seu palco favorito


"Estou muito feliz por ter quebrado o recorde aqui, pois este sempre foi o torneio que mais significou para mim. Meus heróis tiveram muito sucesso aqui"

Tenista suíço Roger Federer, após derrotar o americano Andy Roddick por 3 sets a 2, na final de Wimbledon, e conquistar o 15º Grand Slam de sua carreira, recorde absoluto na história do tênis.

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