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sábado, 29 de janeiro de 2011

NBB troca coerência e tradição por dinheiro

Ginásio Pedrocão, em Franca, lotado no Jogo das Estrelas: TV ainda faz muito pouco pelo basquete

A Liga Nacional de Basquete (LNB) acaba de assumir que o que importa memso é o dinheiro. Sim, a grana, bufunfa, pois foi por causa dele que a próxima edição do Novo Basquete Brasil, o NBB (aliás, o campeonato vai pra quarta edição e os caras ainda querem chamar de "Novo") será decidido em um jogo único, atendendo a um pedido da TV Globo, que detém os direitos de transmissão do campeonato. A informação está aqui, no canal de basquete do iG Esporte.

De acordo com Kouros Monadjemi, presidente da LNB e diga-se de passagem, um homem sério e dedicado na função de comandar a Liga, a decisão é puramente financeira. “Os clubes estão com dificuldades financeiras, dependem das prefeituras e de patrocinadores. Se tivermos que comprometer um pouco a parte técnica para isso, nós iremos fazer isso”. O dirigente ainda disse que a Globo não aceitaria transmitir as finais em TV aberta se a decisão continuasse ocorrendo em melhor de cinco jogos.


O maior absurdo desta decisão é que se optou em dar um bico na tradição e coerência técnica, em troca de uma exposição que não resolverá os problemas do basquete brasileiro. esta modalidade, que já foi a segunda na preferência do torcedor do país, está pagando por anos de incompetência da CBB (Confederação Brasileira de Basquete). Não me parece que mudando a fórmula de disputa a situação irá mudar, nem mesmo a médio prazo.

E cá entre nós: este dinheiro tão comemorado por Monadjemi para os falidos clubes brasileiros ainda é muito pouco. A Globo, que passa competições esdrúxulas na sua programação dominical pela manhã, teria a a obrigação de passar ao menos um jogo por semana. Mas como hoje o basquete brasileiro é um produto de segunda categoria e que nem mesmo consegue se classificar para as Olimpíadas, paga e oferece o que tem. Falido,o basquete aceita sem pestanejar.


E para provar a burrice e estupidez desta decisão da LNB, lembro aqui que as principais ligas de basquete do mundo fazem suas decisões em playoffs com cinco jogos ou mais. A ACB, da Espanha, é em melhor de cinco; a Lega Basket, da Itália, em melhor de sete; a Liga Nacional de Basquet, da Argentina, em melhor de sete; e a NBA, nos EUA define seu campeão em melhor de sete partidas.


Será que todo mundo está errado e só o basquete brasileiro, com seus cofres vazios, está certo? Eu acho que não.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A escolha de Ênio Vecchi para comandar a seleção feminina, segundo os técnicos da Liga Brasileira Feminina de Basquete

Apesar de alguns mentecaptos anônimos invadirem este espaço para me criticar, me acusar de derrotista e até de sugerirem que eu fizesse tratamento psiquiátrico para curar minhas frustrações, tudo por causa das críticas à indicação de Ênio Vecchi ao cargo de técnico da seleção feminina de basquete, eis que a internet mostra que não estou pregando no deserto.

Em um ótimo trabalho do companheiro Rodrigo Alves, que edita o excelente blog Rebote, podemos ver que a opinião unânime dos oito treinadores e treinadoras da Liga Nacional feminina de basquete é que mais uma vez a diretora Hortência Marcari errou na escolha do comandante. Recomendo a visita ao blog do Rodrigo para ver todas as opiniões. Peço apenas licença para reproduzir abaixo aquela que achei mais importante, a de Edson Ferreto, técnico do Catanduva:

"É uma desmoralização para o basquete feminino, e todos aceitam, então é chover no molhado. Como ela [Hortência] foi uma rainha no basquete, todo mundo dá voz. Já tinha sido injusto e errado com o técnico espanhol, e agora de novo. Sei que o Ênio fez um trabalho bom no masculino, mas a gente tinha a expectativa de que acontecesse alguma coisa. É sofrimento, chateação, desvalorização. Vamos continuar trabalhando, não vai alterar nada. Adoramos o basquete, e não é isso que vai fazer com que a gente perca a vontade.”

Feliz 2011 a todos vocês!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

NBB se inspira no vôlei. Para pior

Ainda não tive oportunidade de comentar no blog as recentes resoluções da Liga Nacional de basquete, entidade que organiza o NBB (Novo Basquete Brasil). Alías, antes de prosseguir, uma perguntinha vem bem a calhar: até quando o campeonato será chamado de Novo Basquete Brasil?

A primeira decisão que saiu da reunião dos dirigentes dos clubes integrantes da Liga foi inchar o torneio. O NBB 3 poderá contar com 18 times, quatro a mais em relação à última temporada: Uberlândia (MG), Limeira (SP), Rio Claro (SP) e Nova Iguaçu (SP). A confirmação da participação destas equipes ainda depende de uma aprovação, após análise se estas equipes têm condições de disputar o torneio.

Agora, cá entre nós, será que o basquete brasileiro - mesmo o masculino, que conta com uma estrutura melhor do que o feminino - tem condições de organizar um campeonato com nível técnico ao menos razoável? Eu acho que não.

A outra decisão tem a ver com o formato de disputa. Inspirados no vôlei (e com intenção de agradar à televisão), os dirigentes do NBB querem que a decisão do torneio seja realizado em jogo único, com transmissão para TV aberta. A Superliga de vôlei tem adotado este sistema nos últimos dois anos.

Atender aos interesses da TV (ainda mais quando é ela quem banca o torneio) é uma atitude natural. O problema é que o NBB terá uma verdadeira salada de regulamentos até chegar à decisão, deixando confuso qualquer torcedor. E é exatamente este o ponto de maior problema na Superliga de vôlei, a ponto dos próprios treinadores e jogadores reclamarem (em off) desta fórmula.

No caso do NBB, o torneio teria quatro "fórmulas" na mesma edição: turno e returno (fase de classificação); mata-mata entre o 5º e o 12º e pelas quartas de final; quadrangular em turno e returno com os quatro classificados; e finalmente decisão em jogo único!

É muita mudança de regulamento num mesmo campeonato. Se isso for mesmo aprovado, será uma bela pisada na bola dos cartolas do NBB.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A revolta de Marcelinho Machado

"Que p... é essa?! Vai jogar no Rio e é bem tratado. Isso é sacanagem! Jogou melhor e mereceu ganhar. A gente tomou spray da polícia. Polícia do c...! Olha o estado que o cara ficou! Agora eu quero ver a Liga trabalhar. Eu quero ver!"
Ala Marcelinho Machado, do Flamengo, mostrando toda sua revolta para a repórter Danielle Rocha, do Globoesporte.com, após a confusão ao final da partida contra o Brasília, na final do NBB 2009/10.

Baixaria na final do NBB 2009/10
não pode passar sem punição

As imagens do Sportv, reproduzidas abaixo, são impressionantes. A briga generalizada envolvendo torcedores do Universo/BRB e jogadores do Flamengo, ao final do terceiro jogo da série (o time de Brasília lidera por 2 a 1) é algo que não pode ser admitida, ainda mais em uma competição que tem como seu DNA mudar o basquete brasileiro. Mas o que se viu neste último domingo foram cenas que remetem a tempos nada saudosos da modalidade no Brasil. Não importa quem começou a bagunça. Foi uma vergonha.

O presidente da Liga Nacional de Basquete (LNB), Kouros Monadjeni, prometeu providências. Tomara que não fique apenas nas palavras. E se por acaso o Flamengo ganhar o quarto jogo do playoff final e levar a decisão para o quinto jogo, que ele não aconteça em Brasília. Ou que seja realizado com portões fechados, sei lá. O que não pode é toda esta baixaria ocorrida no Ginásio Nilson Nelson passar em branco.



sexta-feira, 28 de maio de 2010

NBB 2009/10: o dia de fúria de Mineiro

O fato ocorreu já última quarta-feira, mas ainda vale o registro. Simplesmente inacreditável o acesso de fúria que o pivô Mineiro teve durante um treino do Universo/BRB, ameaçando inclusive agredir o técnico Lula. O sujeito saiu de quadra xingando todos os companheiros, chamando-os de "amarelões" e ainda discutiu com o diretor do clube, Jorge Bastos. Resultado: o jogador teve seu contrato rescindido imediatamente. Tudo isso às vésperas do segundo jogo da decisão do NBB 2009/10, diante do Flamengo, nesta sexta-feira.

“Aqui todo mundo é machão. Lá no Rio todo mundo apanhou calado”, disse Mineiro, que depois disparou contra Lula. "Você já me f... na semifinal e vai me f... de novo”. Para Jorge Bastos, ele disse o seguinte: “Larga de ser duas caras. Você é um cara-dura. Você sabe quem é o câncer deste time. Não sou eu. Você fez uma reunião e disse que ele é o problema”, gritou Mineiro, acusando o dirigente de conspirar contra o técnico Lula.

Mineiro sempre foi um verdadeiro "fio desencapado", tendo uma coleção de problemas dentro de quadra, com brigas contra adversários, policiais e desentendimentos com integrantes da comissão técnica. Ou seja, o cara é desequilibrado.

Mas sabe-se também que a convivência dentro do grupo do Universo não é das mais tranquilas, especialmente com o ala e capitão Alex, que também possuí um temperamento complicado.

Tudo isso somado faz com que o Flamengo caminhe firme rumo à conquista de mais um título nacional.

Foto: Mineiro (no centro) discute com o técnico Lula

Crédito: Correio Braziliense

domingo, 7 de março de 2010

De que vale o recorde brasileiro de
pontos de Marcelinho Machado?


Os sites esportivos destacam neste início de tarde de domingo uma marca histórica alcançada pelo ala Marcelinho Machado, do Flamengo, que anotou incríveis 63 pontos na vitória do Flamengo sobre o São José, atual campeão paulista, por 101 a 89, pela edição 2009/10 do NBB (Novo Basquete Brasil).

Não se trata de uma pontuação qualquer. Com estes 63 pontos, Marcelinho tornou-se o jogador com maior número de pontos marcados numa partida de campeonatos nacionais. Superou simplesmente Oscar Schmidt, maior cestinha da história do Brasil (e talvez do mundo), que havia marcado 59 pontos em 4 de abril de 199, num jogo do Mackenzie/Barueri sobre o Santo André.

Por si só, trata-se de uma marca considerável. Já não é de hoje que Marcelinho assumiu o posto de principal cestinha do país e teve participação fundamental nos dois títulos brasileiros conquistados pelo Flamengo recentemente. Mas...

O recorde de Marcelinho Machado também nos traz uma triste constatação: mesmo com a crescente participação de jogadores brasileiros na NBA e nas principais ligas da Europa, o que ainda prevalece por aqui é este estilo "fominha" de se praticar basquete. Um único jogador torna-se o "salvador da pátria" e de suas mãos saem 70, 80% dos arremessos do time. Quando o sujeito está inspirado, cai tudo na cesta. Mas em compensação, tem dias que o infeliz só amassa o aro.

O mais triste é que muita gente na imprensa, por comodismo ou mesmo ignorância, enaltece este estilo, que tem em Marcelinho seu grande expoente. As transmissões dos jogos estão aí para comprovar esta minha tese. Ele é um ótimo jogador, repito, mas tem seus defeitos. A compulsão por arremessar, especialmente bolas de três, é uma delas.

A própria seleção brasileira há anos sofre com o "estilo Marcelinho". Na última Copa América, quando o Brasil garantiu a vaga para o Mundial da Turquia, o ala terminou com um aproveitamento de apenas 33% dos chutes de dois pontos e 44,2% dos tiros de três. Muito pouco para quem arremessa tanto.

O recorde deste domingo de Marcelinho Machado precisa ser festejado, Mas com moderação e sem perder de vista o senso crítico.

Foto: Divulgação/LNB

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

NBB 2009/10: Manuil, do Cetaf/Vila Velha,
pega dez jogos de suspensão

Saiu barato para o pivô Manuil, do Cetaf/Vila Velha, a pena imposta nesta terça-feira pela comissão disciplinar da Liga Nacional de Basquete (LNB), em razão da covarde agressão ao armador Duda, do Flamengo, no dia 5 de fevereiro, pelo NBB 2009/10. Os representantes da comissão disciplinar decidiram por dez partidas de suspensão ao jogador da equipe capixaba, sendo que uma delas foi cumprida automaticamente.

Embora tenha ficado arrependido da agressão, Manuil e o clube pretendem recorrer ao efeito suspensivo. "Fico triste pela quantidade de jogos que recebi. Agora o que vou tentar fazer é continuar minha carreira como sempre fiz e nunca mais cometer um erro como esse", disse o jogador.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Agressão de Manuil em Duda pelo NBB será julgada na próxima terça-feira

Uma das atitudes mais covardes já vistas nas quadras brasilerias de basquete nos últimos tempos, a agressão do pivôi Manuil, do Cetaf/Vilha Velha, ao armador Duda, do Flamengo, ocorrida no dia 5 de fevereiro, pelo NBB, terá finalmente seu julgamento na próxima terça-feira (23/2).

Em rápida conversa com este blogueiro na tarde desta quarta-feira, o presidente da comissão disciplinar da Liga Nacional de Basquete, José Luiz Mattos, não quis fazer nenhum comentário a respeito de uma possível punição a Manuil, pois segundo ele isso poderia prejudicar o processo.

De acordo com o site Justiça Desportiva, Manuil foi enquadrado no artigo 254-A, inciso I do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), que prevê infração por "praticar agressão física durante a partida". Manuil pode pegar de quatro a 12 jogos de suspensão.

Reveja aqui o lance da covarde agressão de Manuil a Duda e, como ponto máximo, sua inacreditável justificativa: "Ele me agrediu antes"

sábado, 6 de fevereiro de 2010

A covarde agressão de Manuil, do Cetaf,
ao armador Duda, do Flamengo

No vídeo abaixo, a imagem impressionante, e ao mesmo tempo lamentável, da agressão do pivô Manuil, do Cetaf/Vila Velha, ao armador Duda, do Flamengo, na última sexta-feira, em jogo válido pelo Novo Basquete Brasil (NBB). Não há nada que justifique a atitude selvagem e irresponsável do jogador capixaba, que inclusive é o capitão da equipe. Um verdadeiro imbecil, que ainda justificou dizendo esta bobagem: "Ele me agrediu antes". Ah, agora sim, está tudo justificado...

Duda, que ficou desacordado após levar a cotovelada, teve uma leve concussão e terá que passar por uma tomografia, só por precaução. A direção da LNB (Liga Nacional de Basquete) tem a obrigação de dar uma punição pesada a este sujeito. Pelo jeito, o negócio dele é vale-tudo e não basquete.



sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Confira a relação de todos os campeões brasileiros do basquete feminino

Abaixo, confira a relação de todos os campeões da história do basquete feminino brasileiro:

Taça Brasil
1984 -
Prudentina (SP)
1985 - Unimep/Piracicaba (SP)
1986 - Unimep/Piracicaba (SP)
1987 - Minercal/Sorocaba (SP)
1988 - BCN/Piracicaba (SP)
1989 - Perdigão/Divino/Jundiaí (SP)
1990/91 - BCN/Piracicaba (SP)
1991/92 - Constecca/Sedox/Sorocaba (SP)
1992 - Leite Moça/Sorocaba (SP)
1994 - Nossa Caixa/Ponte Preta (SP)
1995 - Nossa Caixa/Ponte Preta (SP)
1996 - Unimep/Piracicaba (SP)
1997 - Data Control/Americana (SP)

Campeonato Nacional

1998 – Fluminense (RJ) – Técnico: Antonio Carlos Vendramini
1999 – Arcor/Santo André (SP) – Técnica: Laís Elena Aranha
2000 – Paraná Basquete (PR) – Técnico: Antonio Carlos Vendramini
2001 – Vasco da Gama (RJ) – Técnica: Maria Helena Cardoso
2002 – São Paulo/Guaru (SP) – Técnico: Alexandre Cato
2003 – Unimed/Americana (SP) – Técnico: Paulo Bassul
2004 – FIO/Pão de Açúcar/Unimed/Ourinhos (SP) – Técnico: Antonio Carlos Vendramini
2005 – FIO//Pão de Açúcar/Unimed/Ourinhos (SP) – Técnico: Antonio Carlos Vendramini
2006 – FIO//Pão de Açúcar/Unimed/Ourinhos (SP) – Técnico: Paulo Bassul
2007 – Colchões Castor/FIO/Pão de Açúcar/Unimed/Ourinhos (SP) – Técnico: Paulo Bassul
2008 – Colchões Castor/FIO/Pão de Açúcar/Unimed/Ourinhos (SP) – Técnico: Urubatan
2009* – Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva (SP) - Técnico Edson Ferreto

*encerrado em 2010

Título de Catanduva confirma a força de São Paulo no basquete feminino

A conquista de Catanduva do título do Nacional feminino de basquete, na noite desta última quinta-feira, só comprava uma triste realidade: não existem equipes de nível competitivo fora do estado de São Paulo. Só na mais recente versão da competição, que existe desde 1998, foram nove (em 12 possíveis) títulos, sendo que as três equipes forasteiras (Fluminense/98, Paraná/2000 e Vasco/2001) eram na verdade times paulistas que por conta de interesses dos patrocinadores se transferiram para outras cidades. Jamais houve um trabalho de alto nível no basquete feminino fora de São Paulo.

Se formos levar em consideração então a antiga Taça Brasil, embrião do atual Nacional, a hegemonia será ainda maior: somente equipes paulistas foram campeãs nas 13 edições disputadas ao longo da história.

A Confederação Brasileira de Basquete (CBB), que tem como diretora do departamento feminino simplesmente aquela que foi uma das maiores jogadoras de todos os tempos, deveria se preocupar mais em solucionar esta falta de perspectiva do cenário nacional do que em promover este lamentável episódio, digno de comédia pastelão, em que se transformou a nomeação do treinador da seleção feminina.

Foto: A equipe de Catanduva comemora seu primeiro título do Nacional feminino
Crédito: Divulgação/CBB

sábado, 31 de outubro de 2009

As coisas boas e ruins da 2ª edição do NBB, que começa neste domingo

Neste domingo, com a realização de sete partidas, começa a 2ª edição do Novo Basquete Brasil (NBB), temporada 2009-10, o campeonato brasileiro organizado pelos clubes. Em breves pitacos, o que o torcedor pode esperar de bom e ruim desta competição:
  • Extremamente positivo que a iniciativa dos clubes em organizarem sua própria liga alcance sua segunda edição. Isso só prova que a Confederação Brasileira de Basquete (CBNB) deve se preocupar somente em gerenciar suas seleções e criar condições para que a modalidade se popularize cada vez mais;

  • A edição 2009-10 do NBB terá um total de 14 clubes, ao contrário dos 15 que disputaram a edição anterior. É muito melhor um torneio com número par de competidores, facilitando a elaboração da tabela de jogos e mostrando a classificação das equipes sem aquela incômoda diferença no número de partidas;

  • O sistema de estatística do NBB promete estar mais elaborado, dinâmico e interativo. A conferir;

  • A presença do Palmeiras, como co-patrocinador do Araraquara/Lupo, é extremamente importante. A presença de equipes tradicionais pode ser fundamental para fazer o torneio decolar de vez no gosto do torcedor;

  • O apoio da Globo, graças às transmissões do Sportv;

  • Vamos torcer para que a televisão não "esconda" os jogos em sua grade de programação, colocando-os no ar em horários esdrúxulos;

  • Particularmente, não gosto do novo regulamento proposto. Afinal, a fase de classificação irá eliminar de fato apenas dois dos 14 participantes. Os quatro primeiros colocados avançam diretamente para às quartas de final, enquanto os times que ficarem do 5º ao 12º lugar disputarão um classificatório.

  • Playoff de torneio de basquete tem que ser com os oito primeiros da fase de classificação e ponto final. Assim ocorre nas principais ligas do mundo. Fora isso é inventar moda

Confira a tabela completa do NBB 2009-10

sábado, 8 de agosto de 2009

Mudanças no regulamento da segunda edição do NBB: prós e contras

Foram divulgadas na última sexta-feira as mudanças no regulamento para a segunda edição do Novo Basquete Brasil (NBB), cujo início está marcado para a primeira semana de novembro. Pela nova programação, o encerramento ocorrerá no máximo, em 31 de maio, antes do início da Copa do Mundo de futebol da África do Sul.

As principais mudanças estão na fase dos playoffs. Foi confirmado um novo sistema classificatório, sempre em séries melhor-de-cinco. Agora, apenas os quatro primeiros colocados da fase de classificação terão vaga direta na fase dos mata-matas. As equipes que ficarem entre a 5ª e 12ª colocações disputarão uma série melhor-de-cinco jogos pelas quatro vagas restantes, com os seguintes cruzamentos: 5º x 12º, 6º x 11º, 7º x 10º e 8º x 9º.

O que eu não gostei foi em relação ao playoff final. Nesta fase, o mando será da LNB (Liga Nacional de Basquete). Se o terceiro jogo da série puder definir o campeão, o mando será da LNB e a capacidade mínima do ginásio deve ser de 4 mil torcedores.

Isso é péssimo, pois abre a possibilidade para que ocorra verdadeiras aberrações, como na Superliga de vôlei, quando a TV Globo, que detém os direitos de transmissão, escolhe o ginásio que melhor atende às suas necessidades técnicas. Uma escolha que pode interferir tecnicamente na disputa.

Se por acaso uma equipe com um ginásio mais modesto chegar à final, provavelmente não poderá mandar um jogo decisivo em casa. Isso é um absurdo!

domingo, 28 de junho de 2009

Confira todos os campeões da história do Nacional masculino de basquete

Obs: incluindo os títulos da Taça Brasil

1965 - Corinthians (SP)
1966 - Corinthians (SP)

1967 - Botafogo (RJ)
1968 - Sírio (SP)

1969 - Corinthians (SP)
1970 - Sírio (SP)
1971 - Clube dos Bagres de Franca (SP)
1972 - Sírio (SP)
1973 - Vila Nova (GO)

1974 - Emanuel Franca (SP)
1975 - Amazonas Franca (SP)

1976 - não disputado
1977 - Palmeiras (SP)
1978 - Sírio (SP)
1979 - Sírio (SP)
1980 - Francana (SP)
1981 - Tênis Clube (SP)
1982 - Monte Líbano (SP)

1983 - Sírio (SP)
1984 - Monte Líbano (SP)
1985 - Monte Líbano (SP)
1986 - Monte Líbano (SP)
1987 - Monte Líbano (SP)
1988/89 - Sírio (SP)
1990 - Franca/Ravelli (SP)
1991 - Franca/Ravelli (SP)
1992 - Rio Claro (SP)
1993 - Franca/Sabesp (SP)
1994 - Corinthians/Pitt (RS)
1995 - Rio Claro (SP)
1996 - Corinthians/Amway (SP)
1997 - Franca/Cougar (SP)

1998 - Franca/Marathon (SP)
1999 - Franca/Marathon (SP)
2000 - Vasco da Gama (RJ)
2001 - Vasco da Gama (RJ)
2002 - Bauru/Tilibra (SP)
2003 - Ribeirão Preto/COC (SP)
2004 - Uberlândia/Unitri (MG)
2005 - Telemar (RJ)
2006 - decisão na Justiça
2007 - Universon/BRB (DF)

2008 - Flamengo/Petrobras (RJ)
2009 - Flamengo (RJ)

atualizado em 28/06/2009

NBB 2009: vitória do Flamengo foi da superação e não da organização

Vi apenas alguns momentos da quinta e última partida decisiva do NBB (Novo Basquete Brasil), entre Flamengo e Universo/Brasília, que teve o Rubro-Negro carioca como o grande campeão, ao vencer por 76 a 68. Foi o bicampeonato do Flamengo na história dos nacionais e ainda por cima o time carioca tornou-se o primeiro vencedor do NBB, torneio que foi organizado totalmente pelos clubes.

A festa foi bacana, a Arena Multiuso - que finalmente voltou a abrigar uma competição esportiva, depois de ficar um bom tempo recebendo apenas shows musicais - estava lotada, com mais de 15 mil pessoas...em resumo, foi um título totalmente merecido.


O que não se pode é querer mascarar a realidade. O triunfo do Flamengo neste domingo foi, por uma lado, a vitórioa da incompetência administrativa. É bom que ninguém se esqueça que o Rubreo-Negro quase desistiu de participar do NBB, por causa dos salários atrasados.

E mesm com os dirigentes tendo acertado alguns meses, a turma da Gávea ainda tem muito a receber. Sem falar que haverá um prêmio pela conquista do título.

O título do Flamengo foi merecido, o NBB surgiu como uma esperança de reerguimento do basquete, mas vamos com calma. Ainda há muito o que fazer para tirar a modalidade do buraco em que se meteu nos últimos anos.


E para quem chegou a ironizar o trabalho do técnico Paulo Chupeta, como este incauto blogueiro há pouco mais de um ano, só resta reconhecer que falou demais antes da hora e dar os parabéns ao treinador carioca.

Foto: divulgação NBB

domingo, 21 de junho de 2009

NBB-09: Marcelinho reclama da arbitragem na derrota do Flamengo

"A equipe do Brasília é de muito contato físico. Cabe a arbitragem permitir ou não. E hoje [domingo] eles permitiram. Espero que no Rio a arbitragem também posso pesar para o lado do time da casa"

Marcelinho Machado, ala do Flamengo, chorando as mágoas após a derrota de seu time para o Universo/Brasília por 82 a 78, no jogo que empatou em 2 a 2 a série final do NBB (Novo Basquete Brasil)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Veja a tabela das quartas de final do NBB-09

Sábado, 16/05
18 horas Pinheiros/Mackenzie x Flamengo
21h30
Winner/Limeira x Ciser/Araldite/Univille/Joinville - SporTV

Domingo, 17/05
11 horas GRSA/Itabom/Bauru x Pitágoras/Minas
12 horas
Vivo/Franca x Universo/BRB/Financeira Brasília - SporTV

Segunda-feira, 18/05
19 horas Flamengo x Pinheiros/Mackenzie
20 horas
Ciser/Araldite/Univille/Joinville x Winner/Limeira

Terça-feira, 19/05
19 horas Flamengo x Pinheiros/Mackenzie- SporTV
20 horas
Universo/BRB/Financeira Brasília x Vivo/Franca
20 horas
Pitágoras/Minas x GRSA/Itabom/Bauru
20 horas
Ciser/Araldite/Univille/Joinville x Winner/Limeira

Quarta-feira, 20/05
19 horas Pitágoras/Minas x GRSA/Itabom/Bauru- SporTV
20 horas - Universo/BRB/Financeira Brasília x Vivo/Franca

Quinta-feira, 21/05
20 horas Winner/Limeira x Ciser/Araldite/Univille/Joinville (se necessário)
21h30
Pinheiros/Mackenzie x Flamengo (se necessário) - SporTV

Sexta-feira, 22/05
20 horas Vivo/Franca x Universo/BRB/Financeira Brasília (se necessário)
20 horas
GRSA/Itabom/Bauru x Pitágoras/Minas (se necessário)

Sábado, 23/05
12 horas Flamengo x Pinheiros/Mackenzie (se necessário) - SporTV
18 horas
Ciser/Araldite/Univille/Joinville x Winner/Limeira (se necessário)

Domingo, 24/05
11 horas Pitágora/Minas x GRSA/Itabom/Bauru (se necessário)
13 horas
Universo/BRB/Financeira Brasília x Vivo/Franca (se necessário) - SporTV

terça-feira, 12 de maio de 2009

Pitacos sobre o fechamento de mais um time no "organizado" vôlei brasileiro

Não deve (ou deveria) surpreender a ninguém o fechamento da equipe masculina de vôlei da Unisul, ocorrida nesta segunda-feira. Foi apenas mais um capítulo da grave crise que atinge uma modalidade que há anos é considerada como modelo para o mal-organizado esporte olímpico brasileiro.

O que chegou a surpreender foi uma das justificativas dos dirigentes da equipe catarinense, para justificar o fechamento da equipe: a Rede Globo, que segundo a Unisul, omitia o nome do patrocinador na identificação da equipe, além de exibir apenas um dos cinco jogos prometidos na TV aberta em 2008. Em seu comunicado oficial, fez críticas à estrutura da Superliga e pediu que a CBV reveja a forma com que a Globo trate as transmissões e a identificação das equipes.

Bem, acho que existe meia-verdade nos motivos apontados pela Unisul. Não é de hoje que a Globo (e o canal pago Sportv, que transmite a maioria absoluta dos jogos da Superliga) deixa de citar o nome dos patrocinadores das equipes. Faz tempo! E nem por isso escutou-se anteriormente críticas ou justificativas semelhantes, pelo menos para explicar o motivo do fechamento de um time.

Creio que a principal razão esteja na própria organização da Superliga (leia-se CBV), que nos últimos dois anos perdeu-se por completo ao criar uma fórmula esdrúxula de disputa, com excesso de decisões de turnos que muitas vezes não valem absolutamente nada.

Aliás, é de se estranhar que depois de anos de parceria com o vôlei, a Globo tenha optado por investir pesado no basquete - um esporte que vem acumulando fracassos com as diversas seleções brasileiras -, através do patrocínio do NBB (Novo Basquete Brasil), enquanto a Superliga parece ter sido deixada num segundo plano.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Uma campanha para acabar com os nomes ridículos dos times brasileiros de basquete

Já comentei sobre o tema aqui no blog, quando do início do NBB (Novo Basquete Brasil). Eis que nesta segunda-feira recebo um e-mail da assessoria da Federação Paulista de Basquete, feita com competência pelo bravo Frederico Batalha, anunciando a divulgação da tabela do Campeonato Paulista de 2009, cujo início será no próximo dia 7 de abril.

O problema é que resolvi verificar no site oficial da entidade para tentar desvendar um mistério: que time seria este o Vivo Sabor/Unimed/Folhamatic, que fará justamente a partida de abertura, diante do São Caetano/Unip. Só então, clicando no nome da estranha equipe, que consegui perceber que se tratava simplesmente do Americana, atual vice-campeão paulista e brasileiro, comandado pelo técnica Branca e que tem algumas estrelas do basquete nacional, como a veterana armadora Adriana Santos e a ala Micaela, da seleção brasileira.

É o fim da picada! Por mais que me expliquem a necessidade marqueteira, em razão das dificuldades em se encontrar um patrocinador no restrito universo do basquete brasileiro, não dá para aceitar nomes tão esdrúxulos como este do Americana (os caras simplesmente não colocaram o nome da cidade no time!) ou como o já famoso Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos.

Desafio qualquer um a achar que a torcida cantará, de livre e espontânea vontade, estes nomes de patrocinadores no meio de uma partida. Jamais!

Ah, e antes que eu me esqueça: o Campeonato Paulista, teoricamente o mais forte do basquete feminino do Brasil, terá a participação somente de sete equipes. Uma vergonha.

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