Rodrigão, meio-de-rede da seleção brasileira, que foi demitido semana passada do Pinheiros/Sky, juntamente com o levantador Marcelinho, sob alegação de falta de motição, em trecho de texto de nota oficial emitida por sua assessoria de imprensa. Pelo visto,ainda muita água irá rolar em mais esta polêmica no vôlei brasileiro.“O treinador alegou que eu não apresentava motivação suficiente para prosseguir meu trabalho com o grupo do Pinheiros/Sky e que ele, como 'não conseguia me motivar', achava melhor que eu não permanecesse defendendo a equipe. Apesar de respeitar a decisão do Pinheiros e da Sky, quero deixar claro que não concordo com os motivos alegados”
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Rodrigão x Pinheiros: quando dá pra ter barraco, o vôlei brasileiro se supera
sábado, 6 de novembro de 2010
Ricardinho e Bernardinho: uma
polêmica sem data para terminar
"Foi o Bernardinho que me cortou e até hoje ele não me falou o que foi e o que não foi. Por isso que fica no ar. Não sei o que passou na cabeça dele para ter me cortado naquele momento. É até estranho"Levantador Ricardinho, do Vôlei Futuro, de Araçatuba, em entrevista ao portal UOL, mostrando que se depender dele, a polêmica de seu corte da seleção masculina de vôlei, comandada por Bernardo Rezende, o Bernardinho, irá durar ainda um bom tempo
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Ary Graça não quer largar o osso
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| Ary Graça, presidente da CBV: em defesa da cadeita cativa dos cartolas |
"Coincidentemente, as confederações que têm presidentes há mais tempo no poder são as dos esportes mais conhecidos. Então, não há polêmica." A declaração do presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça, à reporter Mariana Bastos, da Folha de S. Paulo, publicada nesta quarta-feira, mostra de forma clara como funciona a cabeça dos cartolas brasileiros.
Ninguém aqui vai discutir a competência de Graça no comando da CBV, especialmente nos últimos dez anos, período em que a seleção masculiona adulta tornou-se a melhor equipe do mundo, além da feminina ter conquistado a medalha de ouro olímpico em Pequim-08. Sem contar as inúmeras vitórias em competições internacionais nas categorias de base. O vôlei é um case de sucesso no universo esportivo brasileiro.
Isso não significa que o vôlei é imune a erros. Muito pelo contrário. A própria Superliga, lançada com pompa nesta última terça-feira, em São Paulo, é cheia de problemas, com algumas equipes muito fortes, com astros campeões olímpicos e mundias, e outras que sofrem para pagar as contas. Os campeonatos regionais, especialmente em São Paulo, são bizarros.
A questão do continuísmo, tão defendida por Ary Graça, é algo que não combina com o sucesso do vôlei dentro das quadras. O cartola argumenta, dentro de uma lógica totalmente discutível, que a CBV é como uma empresa que dá lucros, e que ninguém manda embora o presidente quando a empresa ganha dinheiro.
O que talvez Ary Graça desconheça é uma palavrinha conhecida, muito em moda atualmente, mas cuja prática é difícil de se implementar: democracia. Não há sucesso completo quando não há troca no poder.
E o pior foram os exemplos citados pelo presidente da CBV à Folha como casos que justifiquem a longevidade no comando de suas confederações, como Coaracy Nunes (natação), Roberto Gesta de Mello (atletismo), Ricardo Teixeira (futebol) e Alaor Azevedo (tênis de mesa). Exemplos nos quais, com exceção do tênis de mesa, os resultados esportivos até apareceram, mas cujas gestões estão repletas de problemas e, em alguns casos, até denúncias.
Meu caro Ary Graça, por mais que você não queria aceitar, no esporte, assim como na vida, quando não há democracia, alguma coisa está errada.
sábado, 2 de outubro de 2010
O vôlei e seus regulamentos estúpidos
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| Jogadores da Espanha comemoram a inesperada vitória sobre a Rússia/Crédito:FIVB |
Não é de hoje a minha implicância com os regulamentos dos campeonatos de vôlei. Inclusive os do Brasil, mais precisamente da Superliga, conforme este blog mesmo tratou de criticar em outros tempos. Até o Mundial de Clubes foi alvo de polêmica no ano passado, despertando até reclamações do levantador brasileiro Bruninho.
Comparado com o basquete, por exemplo, o vôlei perde de goleada em termos de regulamento de campeonatos. E quando a falta de transparência chega ao torneio mais importante da modalidade, no caso o Campeonato Mundial masculino, que está sendo realizado na Itália, o problema é ainda mais grave.
Uma série de resultados "surpreendentes" ocorridos na segunda fase do torneio revoltou os integrantes da seleção brasileira. Algumas equipes, como Rússia e EUA, perderam de forma inacreditável suas partidas, o que na teoria as colocaria em chaves mais "fáceis" na próxima etapa da competição.
Antes de mais nada, uma breve observação: os cartolas da FIVB têm uma enorme parcela de culpa nisso, pois ao invés de copiar o que o basquete fez (24 seleções divididas em quatros grupos de seis, classificando-se as quatro melhores de cada um para os mata-matas), preferiu realizar um emaranhado de fases, com chaves de três equipes, nas quais ois dois melhores avançam! Está aberto o caminho para as mutretas.
Confira abaixo algumas frases que jogadores e ex-jogadores da seleção brasileira sobre os "estranhos resultados" do Mundial masculino de vôlei:
- "Vergonha o que tá acontecendo no Mundial. Por causa da combinação de chaves, nem sempre vencer é o melhor resultado. Absurdo" - Rodrigão
- "Espanha ganhou da Rússia. Me parece que todos estão querendo fugir do Brasil! Uma hora não vai ter jeito...haha, fórmula do Mundial vergonhosa" - Nalbert
- "Vamos dormir com a pulga atrás da orelha" - Leandro Vissotto
- "A fórmula é ridícula e beneficia a Itália em todas as hipóteses - Bruninho
- "O regulamento foi tão mal-construído que chega a ser vergonhoso (...) Fizeram uma fórmula que faz o perdedor cair em uma chave mais fácil" - Bernardinho
quarta-feira, 21 de julho de 2010
NBB se inspira no vôlei. Para pior
Agora, cá entre nós, será que o basquete brasileiro - mesmo o masculino, que conta com uma estrutura melhor do que o feminino - tem condições de organizar um campeonato com nível técnico ao menos razoável? Eu acho que não.
A outra decisão tem a ver com o formato de disputa. Inspirados no vôlei (e com intenção de agradar à televisão), os dirigentes do NBB querem que a decisão do torneio seja realizado em jogo único, com transmissão para TV aberta. A Superliga de vôlei tem adotado este sistema nos últimos dois anos.
Atender aos interesses da TV (ainda mais quando é ela quem banca o torneio) é uma atitude natural. O problema é que o NBB terá uma verdadeira salada de regulamentos até chegar à decisão, deixando confuso qualquer torcedor. E é exatamente este o ponto de maior problema na Superliga de vôlei, a ponto dos próprios treinadores e jogadores reclamarem (em off) desta fórmula.
No caso do NBB, o torneio teria quatro "fórmulas" na mesma edição: turno e returno (fase de classificação); mata-mata entre o 5º e o 12º e pelas quartas de final; quadrangular em turno e returno com os quatro classificados; e finalmente decisão em jogo único!
É muita mudança de regulamento num mesmo campeonato. Se isso for mesmo aprovado, será uma bela pisada na bola dos cartolas do NBB.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Liga Mundial de Vôlei 2010 - Fase Final
21ª Liga Mundial Masculina de VôleiGrupo E
21/7
22/7
sábado, 1 de maio de 2010
Todos os clubes campeões da
Superliga masculina de vôlei
1994/95 - Frangosul/Ginástica (RS)1995/96 - Olympikus/Telesp (SP)
1996/97 - Report/Suzano (SP)
1997/98 - Ulbra Diadora (RS)
1998/99 - Pepsi/Ulbra (RS)
1999/2000 - Telemig Celular/Minas (MG)
2000/01 - Telemig Celular/Minas (MG)
2002/03 - Ulbra (RS)
2003/04 - Unisul (SC)
2004/05 - Banespa Mastercad (SP)
2005/06 - Cimed/Florianópolis (SC)
2006/07 - Telemig Celular/Minas (MG)
2007/08 - Cimed/Florianópolis (SC)
2009/10 - Cimed/Florianópolis (SC)
Foto: Levantador Bruninho ergue o troféu de campeão da Superliga 2009/10
Crédito: Vipcomm
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Falta de respeito na versão 2.0
No ótimo filme “Amor sem Escalas”, que concorreu em cinco categorias no último Oscar e saiu de mãos abanando, o personagem interpretado por George Clooney trabalha para uma empresa terceirizada e viaja pelo país inteiro com a tarefa de demitir pessoas. Até que uma nova funcionária cria um método de demissões on-line à distância que atrapalha consideravelmente a vida de Clooney.Antes que o leitor chame o colunista de maluco e pense que está no caderno errado, a lembrança do filme tem a ver com o inacreditável episódio do fim do patrocínio da Blausigel ao time feminino de vôlei do São Caetano. Em uma demonstração rara de falta de respeito, a direção da empresa comunicou às atletas, por um simples e frio e-mail, a decisão de não patrocinar mais a equipe na próxima temporada. Somente dois anos depois de ter iniciado o investimento.
O que se tira deste lamentável episódio é que nem mesmo um esporte tão organizado como o vôlei consegue escapar da bagunça. Por mais que a prefeitura de São Caetano garanta a manutenção da equipe, sabe-se que a menos que apareça um mecenas disposto a abrir os cofres, será impossível manter o time no nível do atual, que ficou em terceiro na última Superliga. Ou seja, desemprego à vista.
Na verdade, existe um claro problema na forma de se administrar o esporte olímpico brasileiro, tanto por parte de quem patrocina como de quem é patrocinado. Paternalismo e falta de comprometimento são pecados comuns. Uma realidade que pelo jeito não irá mudar tão cedo.
A coluna Diário Esportivo, assinada por este blogueiro, é publicada às sextas-feiras no Diário de S. Paulo
sexta-feira, 23 de abril de 2010
A incrível máquina de fazer pontos
Coluna Diário Esportivo, publicada na edição de 23 de abril do Diário de S. Paulo Quem viu o set decisivo da final da Superliga feminina de vôlei, no último domingo, certamente se lembra de uma cena impressionante: a cada ponto que marcava pelo Sollys/Osasco diante do Unilever/Rio, a atacante Natália saia para comemorar furiosamente com suas companheiras. Parecia até que estava transtornada. De fato, Natália jogou com raiva, graças a um cartão amarelo recebido no terceiro set e que rendeu um ponto ao time carioca. O resultado de tanta indignação: 28 pontos marcados pela jovem catarinense, de 21 anos, quase 30% do total marcado pelo Osasco.
A fantástica atuação de Natália foi o ponto alto de um jogo para entrar na história do vôlei feminino brasileiro, e que culminou com a vitória do time paulista, quebrando um jejum de quatro vice-campeonatos seguidos na Superliga. Mas se já seria natural esperar um duelo emocionante, até pelo histórico de rivalidade entre Sollys e Unilever, a marcante atuação de Natália (segunda maior pontuadora do torneio) mostrou que estamos diante de uma feroz máquina de fazer pontos.
Mas é bom avisar: não se trata de uma nova Ana Moser. Embora o poder de ataque das duas seja semelhante, Ana Moser tinha um ótimo passe, além de jogar demais. Natália tem um enorme potencial, mas ainda precisa evoluir muito nas quadras.
O único ponto negativo da decisão da Superliga foi seu próprio regulamento. É de uma burrice inaceitável que um torneio cuja fase de mata-mata foi toda em melhor de três jogos tenha sido decidido numa só partida.
A coluna Diário Esportivo, assinada por este blogueiro, é publicada às sextas-feiras no Diário de S. Paulo
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Triste fim da escola de campeões

Coluna Diário Esportivo, publicada na edição de 16 de abril do Diário de S. Paulo
Pode ter terminado de forma melancólica, na última terça-feira, uma parte significativa da história recente do esporte brasileiro. O Brasil Vôlei Clube, que traz em seu DNA toda a tradição do antigo Banespa — e que após a venda do banco foi rebatizado de Santander —, ainda respira por aparelhos, mas deverá mesmo acabar por falta de patrocínio. Se o motivo do fechamento não chega a ser novidade, é de se lamentar profundamente que o encerramento das atividades do clube termine, por tabela, com a maior escola formadora de talentos do vôlei brasileiro.
Ao ser eliminado terça-feira pelo Montes Claros nas quartas de final da Superliga masculina, o time de São Bernardo também acabou com um ciclo de sofrimento que já durava desde agosto do passado, quando o Santander anunciou a retirada do investimento. O pior de toda esta história, para mim, é saber que o maior fornecedor de mão de obra do vôlei do Brasil irá fechar as portas.
Um número apresentado em uma reportagem do DIÁRIO da última quarta-feira, de autoria de Marta Teixeira, mostra a importância do Banespa (não consigo me acostumar a chamar este time por outro nome): em seus 26 anos de atividade ininterruptos, nada menos do que 23 jogadores formados pelo clube chegaram à seleção brasileira adulta. Nomes da importância de Marcelo Negrão, Tande, Giovane, Ricardinho, Murilo, Gustavo, Rodrigão. Todos craques, todos campeões. O fechamento do Banespa é, também, o fim de uma parte do vôlei do Brasil.
Foto: Um dos históricos times do Banespa, com Marcelo Negrão (nº 1), Giovane (3), Amauri (15), Montanaro (4) e Maurício (na fila de baixo, o terceiro da direita para a esquerda)
Crédito: reprodução
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segunda-feira, 12 de abril de 2010
Osasco tenta quebrar tabu contra
o Rio na Superliga feminina de vôlei
A decisão acontecerá em uma única partida, na repetição do estúpido regulamento criado pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), que atende a um pedido da emissora de tv que detém os direitos de transmissão. Regulamento estúpido simplesmente porque distorce tecnicamente o campeonato, que até agora teve os mata-matas disputados em melhor de três partidas.
Abaixo, os resultados das últimas decisões entre Osasco e Rio:
2004/05: Finasa/Osasco 3 x 0 Rexona (série melhor de cinco)
2005/06: Rexona 3 x 2 Finasa/Osasco (série melhor de cinco)
2006/07: Rexona 3 x 2 Finasa/Osasco (série melhor de cinco)
2007/08: Rexona 3 x 1 Finasa/Osasco (jogo único)
2008/09: Rexona 3 x 2 Finasa/Osasco (jogo único)
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Brasil Olímpico (14)
Maracanãzinho alaga, e 2ª semi entre
Unilever e São Caetano é adiada
Bruno Doro e Paula Almeida
Em São Paulo
A tão aguardada partida entre Unilever e Blausiegel/São Caetano pela segunda rodada das semifinais da Superliga feminina de acaba de ser adiada. O jogo, agendado para esta terça-feira, às 21h, mudará de data - e talvez até mesmo de local - por problemas no Maracanãzinho. Ao que tudo indica, o novo duelo será na quarta-feira.
Em razão das fortes chuvas sobre o Rio de Janeiro neste início de semana, o rio Maracanã, que fica nos arredores do ginásio, transbordou nesta segunda-feira e inundou parte do Maracanãzinho. Neste início de noite, o estádio do Maracanã está inacessível, com água impedindo a passagem em todos os portões. Há 15 dias, o local sofreu com o mesmo problema, mas foi recuperado a tempo para um evento no dia seguinte.
Uma vistoria seria realizada nesta terça pela manhã no Maracanãzinho, para verificar a situação do ginásio, mas foi cancelada. Agora, representantes da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) e das duas equipes vão se reunir para definir data, horário e local da nova partida. Entretanto, antes mesmo de a entidade confirmar o adiamento, os dois times já trabalhavam com a hipótese de o jogo não acontecer amanhã. O São Caetano, por sinal, sequer pôde treinar nesta segunda, já que não tinha ginásio a sua disposição. O time apenas fez musculação em uma academia da cidade.
Na opinião do técnico Mauro Grasso, dificilmente o jogo poderá ser realizado no Maracanãzinho, mesmo na quarta-feira. "Acho muito pouco provável que aconteça lá. Hoje, o taraflex (espécie de tapete que reveste a quadra) estava boiando, tinha onda embaixo dele", comentou o treinador.
Uma segunda opção de local seria o ginásio da Tijuca, onde a Unilever realiza seus treinamentos regularmente e disputa a maior parte de seus jogos como mandante.
"Se for no Tijuca, o ruim é que a torcida fica mais perto, o que atrapalha um pouco a gente, mas ao mesmo tempo é bom porque ele é parecido com o nosso ginásio (Lauro Gomes), tem as mesmas proporções, então a gente não sofreria tanto com o tamanho", completou Mauro Grasso.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Até mesmo o vôlei fica em crise
Coluna Diário Esportivo, publicada na edição de 4 de dezembro do Diário de S. Paulo
Existe um esporte no Brasil que sempre se mostrou imune às chuvas e trovoadas: o vôlei. Três vezes campeão olímpico (duas no masculino e uma no feminino) e duas vezes campeão mundial (entre os homens), o vôlei brasileiro ficou conhecido por ser um modelo de gestão para os pré-históricos dirigentes das demais modalidades olímpicas do país. Mas, pelo visto, as coisas estão mudando. E para pior.
Por mais que mostrem uma verdadeira aversão à palavra crise, os dirigentes são obrigados a reconhecer que a coisa está feia. Ontem, um comunicado do Brasil Vôlei, de São Bernardo (ex-Banespa e Santander) anunciou o adiamento por tempo indeterminado da famosa peneira que o clube organiza há 25 anos. O motivo: falta de patrocínio para realizá-la.
E não se trata de uma simples “peneira”. Graças a ela, desde 1983 alguns dos maiores jogadores do Brasil foram descobertos, como por exemplo Marcelo Negrão, Giovane, Ricardinho, Gustavo, Murilo e Rodrigão, apenas para falar dos jogadores de seleção brasileira.
A postura marqueteira dos cartolas os impede também de aceitar que a Superliga de vôlei passa por um momento delicado. A edição 2009/10, que começou ontem em sua versão masculina, nunca teve tantos inscritos (30 times nos dois torneios). Em compensação, por causa da saída da empresa que bancava as passagens aéreas, a CBV pagará pelo transporte dos clubes, mas de apenas 13 atletas. Se isso não é crise, tenho até medo de quando ela chegar de verdade.
A coluna Diário Esportivo, assinada por este blogueiro, é publicada às sextas-feiras no Diário de S. Paulo
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Finalmente a Superliga de vôlei volta a ter uma fórmula de disputa decente
Este ano, ao contrário desta fórmula imbecil, voltará o antigo sistema de turno e returno, com os oito melhores colocados avançando aos mata-matas.
Mas como nada é perfeito, há apenas um probleminha, na minha opinião, neste novo regulamento da Superliga: a final será realizada somente em uma única partida. Creio que o correto seria fazer a disputa também numa melhor de cinco jogos, como ocorrerá nas fases anteriores do playoff.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Saída do Santander é um duro golpe para o vôlei masculino brasileiro
Nesta quinta-feira, um ciclo de 25 anos se encerra no vôlei masculino do Brasil. Uma coletiva, marcada para começar a partir das 10h, irá explicar os motivos pelos quais o Santander, dono do antigo Banespa, irá retirar os investimentos em sua equipe masculina de vôlei, uma das mais tradicionais do país, celeiro de muitas gerações de craques.Chega a soar como ironia o anúncio da desistência do banco, ainda mais num momento em que o Campeonato Paulista, vitaminado pela presença de vários craques da seleção brasileira, promete atrair todas as atenções.
Na verdade, o primeiro golpe já havia sido dado pelo próprio Santander, quando retirou o clube de sua tradicional sede, em Santo Amaro, transferindo-o para São Bernardo do Campo. Agora, veio o golpe fatal.
Desconfio que por trás desta triste decisão esteja mais um a vez a queda de braço dos clubes com a Globo, que detém os direitos de transmissão dos jogos da Superliga (principal competição de clubes do país). A emissora - e seu braço esportivo, o Sportv - recusa-se a chamar as equipes pelo nome dos patrocinadores. Ao invés disso, são chamadas pelos nomes de suas cidades.
Como consolo, a assessoria do Santander informou que o banco irá manter a equipe até o final da temporada 2009/10, Superliga incluída. Menos mal.
sábado, 8 de agosto de 2009
Mudanças no regulamento da segunda edição do NBB: prós e contras
Foram divulgadas na última sexta-feira as mudanças no regulamento para a segunda edição do Novo Basquete Brasil (NBB), cujo início está marcado para a primeira semana de novembro. Pela nova programação, o encerramento ocorrerá no máximo, em 31 de maio, antes do início da Copa do Mundo de futebol da África do Sul.Se por acaso uma equipe com um ginásio mais modesto chegar à final, provavelmente não poderá mandar um jogo decisivo em casa. Isso é um absurdo!
terça-feira, 2 de junho de 2009
Rexona confirma mudança de nome para a próxima temporada
A equipe comandada pelo técnico Bernardinho passará a ser chamada de Unilever, que é a detentora das duas marcas que batizavam o maior vencedor do vôlei feminino brasileiro.
O investimento anual da empresa no vôlei é de cerca de R$ 8 milhões.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Pitacos sobre o fechamento de mais um time no "organizado" vôlei brasileiro
O que chegou a surpreender foi uma das justificativas dos dirigentes da equipe catarinense, para justificar o fechamento da equipe: a Rede Globo, que segundo a Unisul, omitia o nome do patrocinador na identificação da equipe, além de exibir apenas um dos cinco jogos prometidos na TV aberta em 2008. Em seu comunicado oficial, fez críticas à estrutura da Superliga e pediu que a CBV reveja a forma com que a Globo trate as transmissões e a identificação das equipes.
Bem, acho que existe meia-verdade nos motivos apontados pela Unisul. Não é de hoje que a Globo (e o canal pago Sportv, que transmite a maioria absoluta dos jogos da Superliga) deixa de citar o nome dos patrocinadores das equipes. Faz tempo! E nem por isso escutou-se anteriormente críticas ou justificativas semelhantes, pelo menos para explicar o motivo do fechamento de um time.
Creio que a principal razão esteja na própria organização da Superliga (leia-se CBV), que nos últimos dois anos perdeu-se por completo ao criar uma fórmula esdrúxula de disputa, com excesso de decisões de turnos que muitas vezes não valem absolutamente nada.
Aliás, é de se estranhar que depois de anos de parceria com o vôlei, a Globo tenha optado por investir pesado no basquete - um esporte que vem acumulando fracassos com as diversas seleções brasileiras -, através do patrocínio do NBB (Novo Basquete Brasil), enquanto a Superliga parece ter sido deixada num segundo plano.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Nem o organizado vôlei consegue se salvar na crise do esporte olímpico brasileiro
No arcaico modelo do esporte olímpico brasileiro, o vôlei tem sido, há anos, um oásis de competência. Desde o surgimento da chamada “Geração de Prata”, a equipe masculina que foi vice-campeã mundial de 1982 e medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 84, o vôlei assumiu, com talento e organização, a condição de segundo esporte na preferência do brasileiro, perdendo apenas para o futebol.
E os números comprovam esta condição: foi o vôlei que conquistou para o Brasil, pela primeira vez, medalhas de ouro olímpicas em esportes coletivos (Barcelona/92, no masculino, e Pequim/08, no feminino); ganhou dois títulos mundiais (2002 e 2006, ambos com a seleção masculina), além de sete edições da Liga Mundial masculina e outras sete do Grand Prix feminino. Foi ainda a primeira modalidade a abrir espaço para o patrocínio nas camisas e também o primeiro a organizar uma Liga Nacional de clubes. Toda esta competência acabou resultando em um milionário contrato de patrocínio do Banco do Brasil, cujo valor é de R$ 25 milhões até 2012, feito que nenhuma outra modalidade esportiva consegue alcançar no país.
Diante deste cenário, seria um absurdo falar em crise no vôlei. Mas ela chegou com força total nesta semana, com o anúncio da retirada do patrocínio do Finasa para a equipe feminina do Osasco, simplesmente uma das melhores do Brasil, com quatro jogadoras que foram campeãs olímpicas e atual vice-campeã da Superliga. Nem mesmo a possibilidade da prefeitura de Osasco de manter a equipe (ou pelo menos parte dela) serve para atenuar o susto. É bom ninguém se esquecer que outros três times fecharam as portas ao final desta temporada (Brasil Telecom/Brusque e Banespa/Medley, no feminino, e Ulbra/Suzano, no masculino).
É claro que esta não foi a primeira grande crise do vôlei nacional. No início dos anos 90, o feminino viu de uma só vez Sadia e Colgate/São Caetano, os melhores do país, saírem de cena. Em 96, quando a seleção feminina estava ganhando a medalha de bronze nas Olimpíadas de Atlanta, metade do time estava desempregado. Em todas estas situações, o vôlei brasileiro soube dar a volta por cima. Será que conseguirá fazer isso desta vez?
Superliga seria a vilã
Um dos motivos que teria levado o Finasa a desistir de manter o patrocínio no vôlei feminino seria o formato atual da Superliga, com um jogo final único, no Rio de Janeiro. Além disso, a dificuldade de exposição da marca (concorrente com o patrocinador oficial da CBV) também seria uma das causas da retirada do Finasa.
Data especial
A comissão de inspeção do COI, que está avaliando as cidades candidatas a ser sede das Olimpíadas de 2016, chega ao Rio na próxima segunda-feira. E a data escolhida para a inspeção das instalações esportivas foi escolhida a dedo: dia 1 de maio, feriado, quando o acesso pela falta de trânsito será bem mais fácil.
A coluna Diário Esportivo, assinada por este blogueiro, é publicada às sextas-feiras no Diário de S. Paulo
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Fim do time de vôlei do Osasco expõe a fragilidade do esporte brasileiro
De volta à labuta blogueira (e não sei quando dará para voltar por aqui novamente), dou de cara com a crise que baixou de vez no vôlei brasileiro, com a extinção da equipe do Finasa/Osasco, vice-campeã da última Superliga. O simples fechamento de uma equipe, não importa a modalidade, já é por si só lamentável, mas quando isso ocorre com uma das referências do vôlei feminino do Brasil, é caso de parar e analisar com calma a situação.O vôlei gosta de alardear a todos os momentos que se trata do esporte mais organizado do Brasil, mais vitorioso e que consegue atrair os melhores patrocionadores. Boa parte disso é verdade. A maior prova são os resultados obtidos pelas seleções masculina e feminina nos últimos anos. Tem também o valioso apoio do Banco do Brasil, que segundo números extra-oficiais, despeja R$ 60 milhões anuais nos cofres da CBV, para bancar todas as categorias do vôlei de quadra, além do Circuito Brasileiro de vôlei de praia. Além disso, é a modalidade esportiva que mais recebe verbas da Lei Agnelo/Piva (cerca de R$ 2,5 milhões).
Internamente, contudo, o cenário do vôlei do Brasil é triste. As arquibancadas, quando não estão ocupadas pelos torcedores-claques contratados pelos patrocinadores, estão às moscas. Várias equipes fecham as portas porque não conseguem bancar a cara estrutura criada em torno do vôlei, cujos salários das principais estrelas olímpicas alcançam até R$ 100 mil mensais.
E não foi apenas o Osasco que fechou as portas. Este é o caso mais grave e de maior repercussão na mídia. É bom lembrar que o Brusque/Brasil Telecom e o Banespa/Medley, no feminino, além do Ulbra/Suzano, do masculino, também encerraram as atividades. Será que não tem nada de errado no vôlei nacional?
Soma-se a tudo isso uma Superliga cujo formato estúpido foi enfiado goela abaixo da CBV pela TV - e o presidente da entidade, Ary Graça, já disse ser um "pau-mandado" da TV -, temos um quadro que preocupa seriamente o técnico da seleção brasileira feminina, José Roberto Guimarães, preocupado com o futuro da modalidade.
O vôlei brasileiro é o mais organizado esporte brasileiro, os números provam isso. Mas está longe de ser a ilha de tranquilidade e perfeição que seus dirigentes gostam de apregoar.
Foto: as jogadores do Osasco/Finasa em uma cena que não se repetirá mais


