Em conversa com alguns colegas, e inspirado numa sugestão dada em uma coletiva pelo técnico Paulo César Carpegiani, do São Paulo, surgiram algumas ideias para minimizar a balbúrdia ocorrida nas rodadas finais do torneio - que, na minha opinião, tem mais a ver com o caráter das pessoas do que com o sistema de disputa. Além da marcação de clássicos regionais nas últimas rodadas, para tentar evitar a marmelada, e se o Brasileirão adotasse o sistema de média de pontos, como existe na Argentina?
Bem, o blogueiro aqui resolveu encarar o desafio e fez algumas contas. Vamos a elas:
Para efeito de classificação, adotei o mesmo sistema usado pelos "hermanos", que pega as três últimas temporadas, soma os pontos das equipes e divide pelo número de jogos disputados em cada uma delas. E usei ainda os seguintes critérios:
- Em azul, os times classificados para a Libertadores, conforme o sistema atual (na Argentina, classificam-se os campeões do Clausura, Apertura e os três melhores na soma de pontos em uma temporada);
- Resolvi classificar o Grêmio para a Libertadores-11, por não achar que o Goiás não ganhará do Independiente na final da Sul-Americana e por entender que o Botafogo não conseguirá derrotar o Tricolor gaúcho no Olímpico, domingo que vem;
- Em amarelo, os oito clubes que estariam classificados para a Sul-Americana;
- Em bege, os times na zona de rebaixamento
- O Avaí não estaria brigando para fugir do rebaixamento e sim garantido na Sul-Americana do ano que vem;
- O Goiás não estaria rebaixado;
- Guarani e Grêmio Prudente, ambos com campanhas ridículas, já estariam rebaixados;
- Vasco e Atlético-GO, se fosse adotado o mesmo sistyema de playoff na Argentina, jogariam sua permanência na elite do futebol brasileiro com Bahia e América-MG, respetivamente 3º e 4º colocados da Série B;
- E por fim, o que achei mais interessante em toda esta numeralha, é perceber que o Vasco teria disputado as últimas rodadas do Brasileiro com muito mais vontade do que de fato disputou. Inclusive neste jogo contra o Corinthians