boo-box

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O logo das Olimpíadas do Rio-2016

Eis o logotipo oficial das Olimpíadas de 2016, que serão disputados no Rio de Janeiro, divulgado a pouco em uma festa na praia de Copacabana, com direito a um show da cantora baiana Daniela Mercury.



PS: quanto tempo vai demorar para começarem as primeiras piadas com este logo, hein?

A escolha de Ênio Vecchi para comandar a seleção feminina, segundo os técnicos da Liga Brasileira Feminina de Basquete

Apesar de alguns mentecaptos anônimos invadirem este espaço para me criticar, me acusar de derrotista e até de sugerirem que eu fizesse tratamento psiquiátrico para curar minhas frustrações, tudo por causa das críticas à indicação de Ênio Vecchi ao cargo de técnico da seleção feminina de basquete, eis que a internet mostra que não estou pregando no deserto.

Em um ótimo trabalho do companheiro Rodrigo Alves, que edita o excelente blog Rebote, podemos ver que a opinião unânime dos oito treinadores e treinadoras da Liga Nacional feminina de basquete é que mais uma vez a diretora Hortência Marcari errou na escolha do comandante. Recomendo a visita ao blog do Rodrigo para ver todas as opiniões. Peço apenas licença para reproduzir abaixo aquela que achei mais importante, a de Edson Ferreto, técnico do Catanduva:

"É uma desmoralização para o basquete feminino, e todos aceitam, então é chover no molhado. Como ela [Hortência] foi uma rainha no basquete, todo mundo dá voz. Já tinha sido injusto e errado com o técnico espanhol, e agora de novo. Sei que o Ênio fez um trabalho bom no masculino, mas a gente tinha a expectativa de que acontecesse alguma coisa. É sofrimento, chateação, desvalorização. Vamos continuar trabalhando, não vai alterar nada. Adoramos o basquete, e não é isso que vai fazer com que a gente perca a vontade.”

Feliz 2011 a todos vocês!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Sérgio Cabral e seu "senso de humor"

"Para o Paes, a Olimpíada será em 2014, tenho pena dos secretários dele"
Governador Sérgio Cabral, durante o lançamento da pedra fundamental da Vila Olímpica, dos Jogos de 2016, no Rio, "brincando" com a intenção do prefeito da cidade, Eduardo Paes, em cumprir os prazos das obras determinados pelo COI (Comitê Olímpico Internacional).

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Fala, Ênio Vecchi!

"É um trabalho que exige paciência, a gente sabe que não vem do dia para a noite. O Brasil é um celeiro de grandes jogadoras. Tem que ter paciência: às vezes, o resultado não é bom, mas o trabalho é excelente e vice-versa. Vamos plantar a semente mantendo o que está bom"
Ênio Vecchi, em reportagem publicada no iG Esporte, já preparando os fãs do basquete brasileiro para os novos (e duros) tempos que virão daqui para frente.

As dançarinas da NBA 2010/11 (13):
Eunitta, do Memphis Grizzlies



Eunitta, natural de Memphis (Tennessee), tem como maior ídolo Michael Jackson, orgulha-se de ser a primeira da família a conquistar um diploma universitário (e já sonha em fazer um mestrado), e que pagou o maior mico de sua vida ao ver as calças caírem por conta de um cinto quebrado em plena apresentação, integra pelo quarto ano o elenco das Grizz Girls, as dançarinas do Memphis Grizzlies.

Esta seção, que reúne as mais belas cheerleaders da NBA, é publicada às quartas-feiras

Rodrigão x Pinheiros: quando dá pra ter barraco, o vôlei brasileiro se supera

“O treinador alegou que eu não apresentava motivação suficiente para prosseguir meu trabalho com o grupo do Pinheiros/Sky e que ele, como 'não conseguia me motivar', achava melhor que eu não permanecesse defendendo a equipe. Apesar de respeitar a decisão do Pinheiros e da Sky, quero deixar claro que não concordo com os motivos alegados”
Rodrigão, meio-de-rede da seleção brasileira, que foi demitido semana passada do Pinheiros/Sky, juntamente com o levantador Marcelinho, sob alegação de falta de motição, em trecho de texto de nota oficial emitida por sua assessoria de imprensa. Pelo visto,ainda muita água irá rolar em mais esta polêmica no vôlei brasileiro.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Incrível: CBB e Hortência fecham
temporada de 2010 em grande estilo

Vecchi, o escolhido da CBB para a seleção feminina
O ano está quase terminando, mas ainda assim com direito a surpresas, nada agradáveis, no basquete feminino brasileiro. Isso porque não dá pra ficar otimista com a indicação de Ênio Vecchi para ocupar o cargo de técnico da seleção feminina adulta, notícia confirmada pelo site da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) neste último domingo.

A CBB, e por tabela a diretora de basquete feminino da entidade, Hortência Marcari, continuam metendo os pés pelas mãos. Depois do indecente processo de fritura que impuseram a Paulo Bassul; depois de fechar os olhos para a arrogância e indisciplina da ala Iziane Marques; e depois de colocarem um espanhol sem currículo no comando da seleção, chamado Carlos Colinas; eis que fecham a temporada de 2010 com a indicação de Vecchi para dirigir a seleção. Um técnico que, diga-se de passagem, jamais trabalhou com o basquete feminino ao longo de toda a sua carreira.

Mas este não é o maior problema desta escolha bizarra de Carlos Nunes, presidente da CBB, e de Hortência. Pessoalmente, não tenho nada contra Vecchi, mas como aprovar a escolha de um técnico que tem no seu currículo - mas que foi estranhamente ignorado no texto do site da CBB - uma das mais vexatórias campanhas do Brasil em Mundiais masculinos, o 11º lugar no Canadá, em 1994?

Um pouco de história

Estava cobrindo aquele Mundial e presenciei, in loco, a campanha ridícula protoganizada pela seleção brasileira. Logo na estreia, após uma incrível derrota para a China (que na época era um time que ninguém levava em consideração), Vecchi foi à entrevista coletiva. E alguns jornalistas americanos que estavam lá questionavam o treinador brasileiro pela ausência, para eles inexplicável, do ala Oscar Schmidt, que ainda brilhava no basquete europeu.

Aqui vale um parênteses: em 1993, o então presidente da CBB, Renato Brito Cunha, com seu estilo personalista e um pouco amalucado, resolveu implantar uma renovação forçada no masculino e feminino. Se entre as mulheres ele não poderia fazer muita coisa, pois não havia material humano disponível para uma renovação radical, o mesmo não aconteceu no masculino. Brito Cunha pôs dois treinadores completamente desconhecidos - Miguel Ângelo da Luz, no feminino, e Ênio Vecchi, no masculino - e saiu garganteando que estava fazendo uma revolução no basquete.

Mas enquanto no feminino era impossível se pensar numa seleção sem Hortência e Paula, no masculino Bruto Cunha impôs a Vecchi que fizesse uma equipe sem os medalhões. E assim, por decreto,estava decretada o fim da era de Oscar, Marcel, Maury, Israel (todos integrantes do time que havia sido 5º colocado nas Olimpíadas de Barcelona, em 92). Que técnico experiente e com o mínimo de juízo aceitaria sem questionar e se rebelar com as maluquices de Brito Cunha? Nenhum, é claro. Por isso, coube ao inexperiente Ênio Vecchi, com um bom currículo nas equipes de base de São Paulo, é verdade, a responsabilidade de dirigir a seleção masculina. Mas sem moral alguma para contestar as ordens de Brito Cunha.

E o Brasil foi ao Mundial de 94 com um time recheado de jovens e de jogadores sem experiência na seleção, como Rogério, Márcio, Rato, enquanto Oscar estava arrebentando no basquete italiano, com incríveis 35 pontos por jogo. De volta à coletiva de Hamilton (local do grupo do Brasil), após três perguntas dos americanos sobre a ausência de Oscar na seleção, Ênio Vecchi saiu-se com esta resposta.

"O tempo de Oscar Schimidt na seleção brasileira já acabou. Não há mais lugar para um jogador como ele dentro do novo espírito que a Confederação Brasileira de Basquete quer impor à seleção masculina". Após esta resposta, todos os jornalistas americanos (e boa parte dos estrangeiros) se levantaram e deixaram a sala, para perplexidade de Vecchi e dos jornalistas brasileiros que estava presentes. Com certeza ele perceberam que não estavam diante de uma pessoa séria.

O 11º lugar naquele Mundial mostrou quem estava com a razão. E será este treinador - que diga-se de passagem dirige o penúltimo colocado no NBB 2010/11 - que comandará a seleção feminina brasileira até as Olimpíadas de Londres, em 2012.

Está mal das pernas o basquete feminino, hein?

domingo, 26 de dezembro de 2010

As dançarinas da NFL 2010/11 (18):
Nicole, do Seattle Seahawks



Nicole, natural de Sammamish (Washington), estudante de administração de empresas, trabalha com bronzeamento artificial numa clínica de estética, é ligada à dança há 21 anos e que adora ir a shows de música e velejar, integra há cinco temporadas o elenco das Sea Gals, as dançarinas do Seattle Seahwaks.

Esta seção, que reúne as mais belas cheerleaders da NFL, é publicada aos domingos

sábado, 25 de dezembro de 2010

A história da unificação dos títulos brasileiros ainda vai dar o que falar

Luís Álvaro, presidente do Santos, e Salvador Palaia, vice do Palmeiras, cheios de taças e faixas/Crédito: CBF

Depois de tudo que já li e ouvi a respeito da unificação dos títulos da Taça Brasil e do Robertão como títulos brasileiro,s continuo cada vez mais convicto de que a CBF fez uma grande lambança e que só deveria ter unificado os do Robertão, enquanto que os da Taça Brasil deveriam ser equiparados com a Copa do Brasil. Mas o fato é que o assunto ainda dará muita discussão. Abaixo, post do blog do colega e amigo Paulo Vinícius Coelho, tratando com muitas propriedade sobre o tema.

Sem paixões clubísticas ou argumentos defendidos de forma cega e messiânica.

Por que fui contra a unificação dos títulos brasileiros
por Paulo Vinicius Coelho

As pessoas me encontram e perguntam: a unificação foi justa? Nos últimos anos, debatemos o assunto no Loucos por Futebol, no Bate Bola e Linha de Passe. Minha opinião foi repetida algumas vezes. Daí, no meio da discussão das últimas duas semanas, eu ter corrido o risco de debater o tema sem detalhar por que razão minha opinião foi contrária à unificação. Me parecia redundante repetir o que já disse. O risco foi não explicar corretamente o caso.
Se você acha que isso aconteceu, tento corrigir o problema abaixo.
Se já se encheu desse assunto, desculpe. Você tem todo o direito de parar sua leitura aqui.

1. Havia quatro possibilidades de lidar com a unificação: a) unificar tudo, Taça Brasil e Robertão, desde 1959; b) não unificar nada e manter o Brasileiro com início em 1971; c) unificar só o Robertão, a partir de 1967, e equiparar a Taça Brasil à Copa do Brasil; d) unificar desde 1959, mas estudar os anos de 1967 e 1968 à parte, para evitar a confusão dos dois campeões no mesmo ano, agora estabelecida. Em 1967 e 1968, era como se o Robertão fosse equivalente ao Brasileiro e a Taça Brasil à Copa do Brasil.

Todas essas possibilidades eram legítimas. Para estabelecer consenso sobre qual das quatro alternativas escolher, seria preciso estabelecer um debate com historiadores do futebol brasileiro, como Celso Unzelte, Roberto Assaf e Odir Cunha, entre outros.

2. As semelhanças e diferenças da Taça Brasil: A Taça Brasil foi o primeiro torneio nacional de clubes com continuidade. É possível dizer que o Torneio dos Campeões, promovido pela Federação Brasileira de Futebol e vencido pelo Atlético Mineiro em 1937 (há referência no hino do Galo à taça, com o verso "Nós somos campeões dos campeões") foi o primeiro torneio nacional, ainda que só tenha envolvido quatro estados. Mas o Torneio dos Campeões não teve sequência.

Apesar disso, a Taça Brasil tinha formato de Copa, com as primeiras fases disputadas regionalmente. Isso dá legitimidade a quem entende que o torneio deveria ser equiparado ao Brasileiro, como também dá argumento a quem defende a equiparação com a Copa do Brasil. Lembre-se que, como a Taça Brasil, a Copa do Brasil dá vaga na Libertadores desde sua primeira edição, em 1989. Diferente da Taça Brasil, a Copa do Brasil nunca foi o torneio nacional mais importante de sua época. Mas mesmo em 1959, para grande parte dos torcedores, era mais importante ser campeão paulista ou carioca do que vencer o torneio nacional.

3. As semelhanças e diferenças do Robertão: O Robertão ganhou esse apelido por uma razão objetiva. Torneio Roberto Gomes Pedrosa era o nome oficial do Torneio Rio-São Paulo. Quando o Cruzeiro ganhou a Taça Brasil de 1966 e evidenciou que o futebol brasileiro não era mais dominado apenas pelo eixo Rio-Sã Paulo, decidiu-se ampliar o Rio-São Paulo. No primeiro ano, 1967, entraram clubes de MG, RS e PR. Pernambuco e Bahia ingressaram na segunda edição, em 1968. O Rio-São Paulo ampliado, ou o Roberto Gomes Pedrosa grande, virou o Robertão.

O torneio teve representatividade de Campeonato Brasileiro. Mas há uma diferença, ainda que sutil, na transformação do Robertão em Campeonato Nacional, a partir de 1971.
Ao anunciar a CRIAÇÃO do Campeonato Nacional, em fevereiro de 1971 (veja, a criação foi anunciada em fevereiro pelo presidente João Havelange e o Nacional começou em agosto), a CBD estabeleceu três divisões, com acesso e descenso. É fato que o acesso e o descenso jamais se cumpriram, por causa do uso político do futebol, representado pela frase "Onde a Arena vai mal, um clube no Nacional." Mas com oito estados representados na Primeira Divisão (o Ceará entrou) e todos os demais estados onde se praticava futebol profissional representados nas divisões de acesso, o Campeonato Nacional era, a partir de 1971, Nacional mesmo. Um clube da Paraíba poderia ser campeão de 1973, em teoria.
O Robertão era um torneio inter-estadual, com apenas sete estados representados.
A Taça Brasil era um torneio nacional, sem dúvida. Disputado em formato de Copa.

4. Manter o critério do Brasileiro com início em 1971: Essa possibilidade também era legítima e era a minha. Sem negar a importância das edições de Taça Brasil e Robertão, não seria preciso mudar a nomenclatura para valorizá-los. Não é preciso chamar Dom Pedro I de Presidente da República para entender que o Imperador era o homem mais importante do Império. Não era preciso chamar o campeão da Taça Brasil e do Robertão de Campeão Brasileiro, para entender que ganhou o título nacional mais relevante de sua época.

O título nacional mais importante. Ressalte-se mais uma vez: para muitos torcedores, os estaduais tinham mais importância do que o Nacional, naquela época.

A história do futebol brasileiro não começou em 1971.

A história do futebol brasileiro também não começou em 1959.

A história do futebol brasileiro começa em 1894 e estabelece campeonatos importantes a partir de 1902, com os Estaduais. Mais tarde, a partir de 1923, com o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais.

Essa história não está esquecida. Nem precisa ser equiparada aos títulos nacionais de clubes do presente.

5. A obrigatoriedade do debate: A discussão para a unificação se deu com base no dossiê elaborado pelo jornalista Odir Cunha, remunerado pelos clubes interessados na unificação. Durante muito tempo, usou-se a palavra "reconhecimento". Estava errado. Os títulos de Taça Brasil e Robertão sempre foram reconhecidos. Sempre se disse que o Santos foi cinco vezes campeão da Taça Brasil, uma vez do Robertão e duas do Campeonato Brasileiro.

Mas nunca se debateu as quatro hipóteses formatadas no primeiro tópico: unificar tudo, não unificar nada, unificar só o Robertão ou unificar desde 1959 discutindo à parte os anos de 1967 e 1968.

Desse ponto de vista, é que a discussão sempre me pareceu clubística.

O anúncio da unificação, na quarta-feira, não fez as pessoas conhecerem uma história perdida. Fez apenas com que torcidas se orgulhassem de um número maior do que possuíam até a véspera. O santista comemora oito títulos brasileiros, mas poucos sabem detalhar a história desses títulos. O palmeirense, idem. Na prática, a unificação representa apenas a mudança do número de títulos brasileiros, sem nenhuma consequência na cultura do torcedor de futebol sobre a história de seu país.

Sem contar a absoluta falta de consenso sobre a decisão.

Se a CBF criasse uma comissão para estabelecer, em três meses digamos, qual o critério a ser usado para a unificação e estudar as quatro hipóteses apresentadas acima, se essa comissão tivesse legitimidade, certamente o anúncio teria melhor repercussão. O Brasil sairia com uma solução de consenso e espalharia a história de seu futebol para as gerações mais jovens.

6. O único ponto positivo: A quem gosta de história, vale se debruçar sobre os detalhes da Taça Brasil e Robertão. Isso vale. Mas pouca gente vai fazer isso. Em 2003, encomendei uma pesquisa sobre todas as fichas técnicas de todos os jogos de todas as Taças Brasil e todos os Robertões. Paguei do meu bolso uma pesquisa que levantou 80% das informações.

Em meu arquivo, tenho todas as fichas de todos os jogos do Robertão, entre 1967 e 1970.
E todas as fichas de todos os jogos de Taça Brasil, mas aqui com alguns buracos, nas partidas disputadas por clubes do eixo Norte-Nordeste. As fichas de jogos do Bahia estão bem cobertas. O Ceará, o ABC, a Tuna Luso, não estão. Mas o arquivo possui todas as fichas de todos os jogos de Grêmio, Inter, Atlético Mineiro, Cruzeiro, Palmeiras, Santos (São Paulo e Corinthians não disputaram nenhuma edição da Taça Brasil), Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo e Coritiba. Essa pesquisa é o que permite dizer que Pelé é o nono artilheiro do Brasileirão unificado, com 99 gols, como exposto abaixo, neste mesmo blog.

Com o perdão de parecer prepotente, é absurdo que a CBF anuncie a unificação e, no momento seguinte, admita que não possui tal pesquisa, ainda que incompleta, como é o caso da minha.

Fazer com que mais gente conheça a história do Robertão e da Taça Brasil é o ponto positivo da unificação dos títulos brasileiros. Mas qualquer decisão deveria ter sido tomada com base num debate que levasse em conta o que está aqui exposto.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

As dançarinas da NBA 2010/11 (12):
Leah, do Los Angeles Lakers



Leah, nascida em Spencer (Massachusetts), formada em marketing pela University of Massachusetts Dartmouth, e que adora praticar motocross, wakeboard e malhar, integra pelo primeiro ano o elenco das Laker Girls, o time de dançarinas do Los Angeles Lakers.

Esta seção, que reúne as mais belas cheerleaders da NBA, é publicada às quartas-feiras

A tabela da Taça Libertadores-2011



Taça Libertadores 2011

Primeira fase - 26/01/11 a 3/02/11

Chave 1 - Corinthians (Bra) x Deportes Tolima (Col) - 0 x 0 e 0 x 2
Chave 2 - Jaguares Chiapa (Mex) x Alianza Lima (Per) -  2 x 0 e 2 x 0
Chave 3 - Cerro Porteño (Par) x Deportivo Petare (Ven) -1 x 0 e 1 x 1
Chave 4 - Unión Española (Chi) x Bolívar (Bol) - 1 x 0 e 0 x 0
Chave 5 - Independiente (Arg) x Deportivo Quito (Equ) - 2 x 0 e 0 x 1
Chave 6 - Gremio (Bra) x Liverpool (Uru) - 2 x 2 e 3 x 1

Segunda fase - 8/02/11 a 21/04/11

Grupo 1 - U. San Martin (Per), Libertad (Par), Once Caldas (Col) e San Luís (Mex)

15/2

San Luis 1 x 2 Libertad
17/2
Once Caldas x San Martin
22/02
San Martin x San Luis
Once Caldas x Libertad
3/03
San Luis x Once Caldas
8/03
Libertad x San Martin
15/03
San Martin x Libertad
Once Caldas x San Luis
22/03
Libertad x Once Caldas
San Luis x San Martin
19/04
Libertad x San Luis
San Martin x Once Caldas



Grupo 2 - Junior Barranquilla (Col), Oriente Petrolero (Bol), León de Huánuco (Per) e Grêmio (Bra)

17/02
León de Huánuco x Junior Barranquilla
Grêmio x Oriente Petrolero
23/02
León de Huánuco x Oriente Petrolero
24/02
Junior Barranquilla x Grêmio
3/03
Grêmio x León de Huánuco
8/03
Oriente Petrolero x Junior Barranquilla
15/03
León de Huánuco x Grêmio
17/03
Junior Barranquilla x Oriente Petrolero
24/03
Oriente Petrolero x León de Huánuco
5/04
Grêmio x Junior Barranquilla
14/04
Oriente Petrolero x Grêmio
Junior Barranquila x León de Huánuco



Grupo 3 - Argentino Juniors (Arg), Nacional (Uru), Fluminense (Bra) e América (Mex)

9/02
Fluminense 2 x 2 Argentinos Juniors

16/02
América x Nacional
23/02
Fluminense x Nacional
24/02
Argentinos Juniors x América
2/03
Nacional x Argentinos Juniors
América x Fluminense
15/03
Argentinos Juniors x Nacional
23/03
Fluminense x América
6/04
Nacional x Fluminense
América x Argentinos Juniors
20/04
Nacional x América
Argentinos Juniors x Fluminense



Grupo 4 - Caracas (Ven), Universidad Catolica (Chi), Vélez Sarsfield (Arg) e Unión Española (Chi)


15/2
Vélez Sarsfield 3 x 0 Caracas
16/2
U. Española x U. Católica
3/03
Vélez Sarsfield x U.Catolica
Caracas x U. Española
9/03
U. Catolica x Caracas
10/03
U. Española x Vélez Sarsfield
22/03
Caracas x U. Catolica
24/03
Vélez Sarsfield x U. Española
7/04
U. Española x Caracas
U. Catolica x Vélez Sarsfield
14/04
U. Catolica x U. Española
Caracas x Vélez Sarsfield



Grupo 5 - Santos (Bra), Colo Colo (Chi), Deportivo Táchira (Ven) e Cerro Porteño (Par)


15/02
D. Táchira 0 x 0 Santos
17/2
Cerro Porteño x Colo-Colo
1º/03
D. Táchira x Colo-Colo
2/03
Santos x Cerro Porteño
10/03
Cerro Porteño x D. Táchira
16/03
Colo-Colo x Santos
5/04
D. Táchira x Cerro Porteño
6/04
Santos x Colo-Colo
12/04
Colo-Colo x D. Táchira
13/04
Cerro Porteño x Santos
20/04
Colo-Colo x Cerro Porteño
Santos x D. Táchira

Grupo 6 - Internacional (Bra), Jorge Wilsterman (Bol), Emelec (Equ) e Jaguares (Mex)


16/02
Emelec x Internacional
17/2
Jaguares x J. Wilsterman
22/02
Emelec x J. Wilsterman
23/02
Internacional x Jaguares
8/03
Jaguares x Emelec
16/03
J. Wilsterman x Internacional
Emelec x Jaguares
30/03
Internacional x J. Wilsterman
6/04
Jaguares x Internacional
7/04
J. Wilsterman x Emelec
19/04
J. Wilsterman x Jaguares
Internacional x Emelec



Grupo 7 - Estudiantes (Arg), Guarani (Par), Cruzeiro (Bra) e Deportes Tolima (Col)


15/02
D. Tolima 1 x 0 Guarani
16/02
Cruzeiro x Estudiantes
22/02
Cruzeiro x Guarani
23/02
Estudiantes x D. Tolima
2/03
D. Tolima x Cruzeiro
9/03
Guarani x Estudiantes
16/03
Cruzeiro x D. Tolima
17/03 
Estudiantes x Guarani
30/03

D. Tolima x Estudiantes
31/03
Guarani x Cruzeiro
13/04
Guarani x D. Tolima
Estudiantes x Cruzeiro
 
Grupo 8 - LDU (Equ), Peñarol (Uru), Godoy Cruz (Arg) e Independiente (Arg)

17/02
Godoy Cruz x LDU
24/02
Independiente x Peñarol
1º/03
Godoy Cruz x Peñarol
3/03
LDU x Independiente
9/03
Peñarol x LDU
10/03
Independiente x Godoy Cruz
17/03
LDU x Peñarol
23/03
Godoy Cruz x Independiente
31/03
Peñarol x Godoy Cruz
5/04
Independiente x LDU
12/04
Peñarol x Independiente
LDU x Godoy Cruz

Hortência está precisando de uma bússola

Hortência ainda não acertou a mão como cartola da CBB/Crédito: Divulgação

A correria anda grande nos últimos dias, por causa da implantação do novo site do iG Esporte (que por sinal, será show de bola, posso garantir). Por isso, andei meio sumido daqui. Mesmo assim, não dá pra não comentar a mais recente patacoada protagonizada pela diretora de basquete feminino da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Hortência Marcari.

Depois de anunciar, na última sexta-feira, a demissão do espanhol Carlos Colinas - que por sinal nunca deveria ter sido contratado, tendo em vista a campanha pífia da seleção no Mundial da República Tcheca - e negar que iria convidar a assistente técnica Janeth Arcain para assumir o cargo, eis que Hortência mostrou que coerência não é o seu forte. No último domingo, conforme foi publicado no iG Esporte que chegou a ligar para Hortência e lhe ofereceu o cargo. "Mas ela disse não. Disse que queria cumprir todo o processo que estamos preparando para que ela se torne treinadora da seleção nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016", afirmou Hortência.

O pior, ainda estava por vir. Após dizer que também não acharia correto que Janeth assumisse  a seleção adulta, disse que se a ex-companheira dissesse sim, o cargo seria dela!

Sem contar a invertida que levou ao convidar Luiz Zanon, técnico da Americana, que preferiu continuar no comanda de sua equipe na Liga Nacional a assinar um contrato de dez meses.

Hortência, como dirigente, não consegue mostrar nem 10% do talento que tinha dentro de quadra. É uma bobagem atrás da outra. Mas sobre isso, a melhor análise que li foi do excelente Painel do Basquete Feminino, em post assinado por Bert. Um texto direto e uma análise perfeita.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Corinthians nunca perdeu para times colombianos na Taça Libertadores



O Corinthians conheceu neste último domingo seu adversário na primeira fase da Taça Libertadores 2011, popularmente chamada de "pré-Libertadores": será o Deportivo Tolima, da Colômbia, que perdeu para o Once Caldas o título do Torneio Finalização por 2 a 1.

Embora tenha tradição em complicra a vida de times brasileiros, o futebol da Colômbia jamais conseguiu derrotar o Corinthians: em quatro confrontos, foram, três vitórias alvinegras e somente um empate.

Confira abaixo todos os duelos do Corinthians contra equipes colombianas na Libertadores:

15/2/2006 - Deportivo Cali 0 x 1 Corinthians
18/4/2006 - Corinthians 3 x 0 Deportivo Cali
10/3/2010 - Independiente de Medellin 1 x 1 Corinthians
22/4/2010 - Corinthians 1 x 0 Independiente de Medellin

domingo, 19 de dezembro de 2010

As dançarinas da NFL 2010/11 (17):
Erica, do San Francisco 49ers



Erica, nascida na Carolina do norte, estudante de ciências da computação, com especialização em tecnologia, também adora dançar nas horas de folga e que sonha em falar mais do que um idioma, integra pela segunda temporada o elenco das Gold Rush, o time de dançarinas do San Francisco 49ers.

Esta seção, que reúne as mais belas cheerleaders da NFL, é publicada aos domingos

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Cielo e o Mundial de piscina curta

Cesar Cielo comemora o ouro nos 50m livre em Dubai/Crédito: CBDA

Sim, Cesar Cielo mostrou nesta sexta-feira que é o maior velocista da natação na atualidade. Sim, Cesar Cielo superou mais uma o francês
Frédérick Bousquet, seu maior rival nas piscinas. E sim, Cesar Cielo ganhou a medalha de ouro no Mundial de piscina curta, em Dubai, nos Emirados Árabes, quebrando o recorde sul-americano dos 50m livre.

Mas sem desmerecer ou tentar desqualificar o feito de Cielo, é bom que o pessoal mantenha os pés no chão. Cesar Cielo tornou-se nesta sexta-feira campeão mundial dos 50m livre em piscina curta! O equivalente seria querer comparar os feitos da seleção brasileira de futebol com os títulos conquistados pela seleção de futebol de areia. Não dá, né?

Cesar Cielo é um fenômeno, tem tudo para ser o maior nadador brasileiro em todos os tempos. Só não podemos cair no oba-oba das emissoras de TV e também da CBDA, que têm o maior interesse em bombar esta coisa esquisita e mala chamada Mundial de piscina curta e tentar transformar um grande feito em algo maior do que é.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A bronca comovente de Wlamir Marques



"Estamos morrendo. Não esperem 50 anos para se fazer homenagem. Tem de ser de dez em dez anos, no máximo!"
Wlamir Marques, um dos maiores ídolos da história do basquete brasileiro, ao dar uma "bronca" na Confederação Brasileira de Basquete (CBB), durante a cerimônia que homenageou os 50 anos da conquista da medalha de bronze nas Olimpíadas de Roma

Os caminhos de Flamengo, Palmeiras
e São Paulo na Copa do Brasil 2011


Não é segredo para ninguém que para três times, o ano de 2010 deveria ser riscado da história. Para Flamengo, Palmeiras e São Paulo, a temporada futebolística que está próxima de se encerrar só trouxe dor de cabeça. Todos os três começaram o ano cheios de planos ambiciosos e no final, acumularam prejuízos, derrotas doloridas e o maior de todos os micos: ficaram de foram da Copa Libertadores, que traz consigo prestígio nacional e internacional, além de um belo reforço financeiro.

No final, o que sobrou foi a disputa da Copa do Brasil, torneio pra lá de charmoso, mas que perde muito de sua força graças à estúpida determinação da CBF em não deixar que os times que participam da Libertadores também disputem o mata-mata nacional .

Justiça seja feita, parte desta culpa cabe à Conmebol, que também por burrice não coloca a Sul-Americana sendo disputada ao mesmo tempo que a Libertadores, o que liberaria datas para todos disputarem a Copa do Brasil. Enfim, veja abaixo quem Flamengo, Palmeiras e São Paulo encaram na primeira fase da Copa do Brasil.

Confira aqui a tabela da primeira fase da Copa do Brasil 2011:

16/2
Bangu (RJ) x Portuguesa (SP)
Fast (AM) x Fortaleza (CE)
União Rondonópolis (MT) x Guarani (SP)

Horizonte (CE) x ASA (AL)
Iraty (PR) x Grêmio Prudente (SP)
Botafogo (PB) x Vitória (BA)
Ceilândia (DF) x Caxias (RS)

Santa Helena (GO) x Uberaba (MG)
Naviraiense (MS) x Santo André (SP)
Gurupi (TO) x Paraná (PR)
Vitória (ES) x Goiás (GO)
São Domingos (SE) x Bahia (BA)
Murici (AL) x Flamengo (RJ)

Treze (PB) x São Paulo (SP)

17/2

Ypiranga (RS) x Coritiba (PR)

23/2
River Plate (SE) x Botafogo (RJ)
Guarani (SP) x União Rondonópolis (MT)*
Cuiabá (MT) x Ceará (CE)
Águia de Marabá (PA) x Brasiliense (DF)
Brusque (SC) x Atlético-GO (GO)
Rio Branco (AC) x Atlético-PR (PR)
Barras (PI) x ABC (RN)
Trem (AP) x Náutico (PE)
São José (RS) x Paulista (SP)
Peñarol (AM) x Paysandu (PA)
Vilhena (RO) x Avaí (SC)
Rio Branco (ES) x Ipatinga (MG)
Baré (RR) x Ponte Preta (SP)
Corintians (RN) x Santa Cruz (PE)
IAPE (MA) x Atlético-MG
Comercial (PI) x Palmeiras (SP)

Comercial (MS) x Vasco (RJ)
Fortaleza (CE) x Fast (AM)*
ASA (AL) x Horizonte (CE)*
Grêmio Prudente (SP) x Iraty (PR)*
Vitória (BA) x Botafogo (PB)*
Caxias (RS) x Ceilândia (DF)*
Uberaba (MG) x Santa Helena (GO)*
Santo André (SP) x Naviraiense (MS)*
Portuguesa (SP) x Bangu (RJ)*
Bahia (BA) x São Domingos (SE)*
Paraná (PR) x Gurupi (TO)*
Goiás (GO) x Vitória (ES)*


24/2
Coritiba (PR) x Ypiranga (RS)*
Sampaio Correa (MA) x Sport (PE)
Flamengo (RJ) x Murici (AL)*
São Paulo (SP) x Treze (PB)*

2/3
Ponte Preta (SP) x Baré (RR)*
Atlético-PR (PR) x Rio Branco (AC)*
Brasiliense (DF) x Águia do Marabá (PA)*
Atlético-GO (GO) x Brusque (SC)*
Sport (PE) x Sampaio Corrêa (MA)*
ABC (RN) x Barras (PI)*
Náutico (PE) x Trem (AP)*
Paulista (SP) x São José (RS)*
Paysandu (PA) x Peñarol (AM)*
Ceará (CE) x Cuiabá (MT)*
Ipatinga (MG) x Rio Branco (ES)*
Santa Cruz (PE) x Corintians (RN)*
Atlético-MG (MG) x IAPE (MA)*
Palmeiras (SP) x Comercial (PI)*

3/3

Vasco (RJ) x Comercial (MS)*
Avaí (SC) x Vilhena (RO)*
Botafogo (RJ) x River Plate (SE)*

*Obs: segundo jogo só será disputado se o time visitante ganhar por dois ou mais gols de diferença

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

As dançarinas da NBA 2010/11 (11):
Rhea, do Los Angeles Clippers



Rhea, nascida em Yorba Linda (Califórnia), estudante de Ciências da Saúde pela California State University, adora ir à praia, assistir aos episódios da série Grey's Anatomy, fã dos atores Hugh Grant e Owen Wilson, integra pela segunda temporada o Spirit Dance Team, a equipe de dançarinas do Los Angeles Clippers.

Esta seção, que reúne as mais belas cheerleaders da NBA, é publicada às quartas-feiras

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Distribuição dos recursos da Lei Agnelo/Piva ainda está bem distante do ideal

A convite do blog, o advogado Alberto Murray, que edita o blog Alberto Murray Olímpico, é integrante do TAS (Corte Arbitral do Esporte), diretor da ONG Sylvio de Magalhães Padilha e opositor declarado da atual gestão que comanda o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), fez uma análise da distribuição das verbas das loterias (Lei Agnelo/Piva) para as confederações olímpicas do Brasil, anunciada na última segunda-feira:

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

"Caro Marcelo,

Vi os números. A nova divisão corrige um pouco as distorções em que os mais ricos ganhavam muito mais do que os mais pobres. Mas ainda assim não satisfaz. Não concordo que as modalidades com patrocínios próprios continuem ganhando os maiores repasses do COB, em detrimento àquelas que não têm nada. E isso não foi corrigido.

Também acho que a parcela que o COB retém para a sua estrutura é muito alta. Como o COB não forma atletas, segundo o próprio Nuzman, porque reter tanto com sua burocracia interna? O COB tem um volume de funcionários muito alto, alguns com salários acima de R$ 50.000,00. Se fosse eu, enxugaria a estrutura do COB para repassar mais dinheiro às Confederações.

E muito importante é ter a certeza de que esse dinheiro chegará aos atletas e que não será consumido pela burocracia de cada cada Confederação. Também gostaria de saber como o COB vê, no que se refere aos critérios de divisão da Lei Piva, as Confederações que terão apoio direto do projeto da Petrobrás.

Reitero, ainda, que não concordo que a destinação de tanto dinheiro público seja definida por uma única entidade, por um único homem. Como já propus, as fórmulas de divisão de verbas públicas deveriam ser feitas com base em uma comissão ampla, com outros representantes da sociedade.

Alberto Murray Neto"

Acabou o encanto de Celso Roth



“Nós criamos mais oportunidades. Foram, no mínimo, seis claras de gol. O time tem que converter essas oportunidades. Foi o que o Mazembe fez nas duas que teve. Tivemos várias e eles só tiveram duas. Jogamos melhor em todos os sentidos”

Celso Roth, técnico do Internacional, tentando justifica a vexatória derrota de sua equipe para o apenas esforçado Mazembe, na semifinal do Mundial de Clubes da Fifa. Pela primeira vez na história, o campeão sul-americano não decidirá o título mundial com o campeão europeu

Como o COB vai distribuir as
verbas da Lei Agnelo/Piva em 2011

Nesta segunda-feira, o COmitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou, através de um comunicado à imprensa, como será a distribuição dos recursos da Lei Agnelo/Piva, com base na arrecadação das loterias, para as confederações olímpicas em 2011. Segundo o comunicado do COB, "a proposta é diminuir a diferença entre as confederações que já dispõem de patrocínios e as que ainda não contam com este tipo de recurso."

Sei não. Todas as confederações tiveram um aumento na verba destinada. Até mesmo entidadses que nada receberam em 2010, ganharão um troquinho" em 2011, casos do golfe e rugby, duas modalidades que integram o programa olímpico dos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro.

A impressão que fica é que o COB decidiu abrir um pouco mais o cofre talvez com medo da concorrência de projetos alternativos de patrocínio, como o da Petrobrás - que destinará R$ 265 milhões para atletas do boxe, remo, esgrima, taekwondo e levantamento de peso -, cuja verba irá diretamente para as respectivas confederações, sem passar pelo COB.

Abaixo, os valores da verba da Lei Agnelo/Piva de cada confederação para 2011:

Atletismo - De R$ 2.825.000,00 em 2010 para R$ 3.000.000,00
Badminton - De R$ 904.000,00 para R$ 1.300.000,00
Basquete - De R$ 1.921.000,00 para R$ 2.100.000,00
Boxe - De R$ 1.582.000,00 para R$ 1.700.000,00
Canoagem - De R$ 1.808.000,00 para R$ 2.300.000,00
Ciclismo - De R$ 1.808.000,00 para R$ 2.300.000,00
Desportos Aquáticos - De R$ 2.825.000,00 para R$ 3.000.000,00
Desportos na Neve - De R$ 678.000,00 para R$ 800.000,00
Desportos no Gelo - De R$ 678.000,00 para R$ 800.000,00
Esgrima - De R$ 1.017.000,00 para R$ 1.100.000,00
Ginástica - De R$ 2.599.000,00 para R$ 2.800.000,00
Golfe - R$ 500.000,00
Handebol - De R$ 2.599.000,00 para R$ 3.000.000,00
Hipismo - De R$ 2.034.000,00 para R$ 2.900.000,00
Hóquei sobre a Grama - De R$ 904.000,00 para R$ 1.300.000,00
Judô - De R$ 2.825.000,00 para R$ 3.000.000,00
Levantamento de Peso - De R$ 904.000,00 para R$ 1.100.000,00
Lutas Associadas - De R$ 1.017.000,00 para R$ 1.500.000,00
Pentatlo Moderno - De R$ 904.000,00 para R$ 1.300.000,00
Remo - De R$ 1.808.000,00 para R$ 1.900.000,00
Rugby - R$ 500.000,00
Taekwondo - De R$ 1.130.000,00 para R$ 1.200.000,00
Tênis - De R$ 1.469.000,00 para R$ 1.800.000,00
Tênis de Mesa - De R$ 1.808.000,00 para R$ 2.300.000,00
Tiro com Arco - De R$ 904.000,00 para R$ 1.300.000,00
Tiro Esportivo - De R$ 1.469.000,00 para R$ 2.000.000,00
Triatlo - De R$ 1.356.000,00 para R$ 2.000.000,00
Vela e Motor - De R$ 2.825.000,00 para R$ 3.000.000,00
Vôlei - De R$ 2.825.000,00 para R$ 3.000.000,00

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Da série "Recordar é viver"

Post publicado originalmente em 24/03/2009

Equipe do Bahia, campeão da primeira Taça Brasil, disputada em 1959/Crédito: Museu dos Esportes


Clubes querem reescrever a história do futebol brasileiro. Mas será que é justo?

Reunião ocorrida nesta terça-feira no salão nobre do Estádio Palestra Itália lançou um dossiê que reivindica o reconhecimento, por parte da CBF, como campeões nacionais. Seriam computados, caso o dossiê seja aprovado, os títulos obtidos por Santos, Palmeiras, Cruzeiro, Botafogo, Bahia e Fluminense pela Taça Brasil e Torneio Roberto Gomes Pedrosa (Robertão) como títulos nacionais. Isso transformaria Santos e Palmeiras nos maiores campeões brasileiros, com oito conquistas cada um.

A minha opinião escreverei mais abaixo. Mas o companheiro Paulo Vinícius Coelho, da ESPN Brasil e da Folha de São Paulo colocou um post bem
coerente e lúcido a respeito do tema em seu blog. Registro aqui o trecho que considero o mais esclarecedor sobre esta polêmica: "Bahia, Santos, Palmeiras, Cruzeiro, Botafogo e Fluminense ganharam títulos extremamente relevantes entre 1959 e 1970. Ganharam a Taça Brasil, irmã mais velha da Copa do Brasil, e o Robertão, irmão mais velho do Brasileiro. Mas não se deve incluir esses títulos na galeria dos campeões brasileiros.
Quem conhece a história, sabe a importância de cada um deles.
Para quem desconhece, equiparar ou não não faz a menor diferença."


Particularmente, sou contra a ideia destes seis clubes. Não faz o menor sentido comparar estes títulos, mesmo sob o argumento de que eram competições que classificavam seus campeões para a Taça Libertadores.


Só abriria uma exceção: o Robertão, cuja fórmula de disputa se assemelha demais ao Brasileirão da era pré-pontos corridos. Já a Taça Brasil segue o modelo da atual Copa do Brasil (aí sim poderia ser feito o reconhecimento dos títulos).

Acho que Rebeca Gusmão não vai muito com a cara do médico Eduardo De Rose




"De Rose é igual a Judas. Na última vez que nos vimos, ele me me deu um beijo como se nada tivesse acontecido"

Rebeca Gusmão, ex-nadadora, em entrevista à Folha de S. Paulo desta segunda-feira, ao comentar sobre o médico brasileiro Eduardo De Rose, que segundo ela foi um dos responsáveis por sua condenação - e consequente eliminação do esporte - por doping, após ter sido flagrada no exame do Pan do Rio, em 2007.

domingo, 12 de dezembro de 2010

As dançarinas da NFL 2010/11 (16):
Melissa, do San Diego Chargers



Melissa, nascida em Nova York, descendente de italianos, é formada em Mídias Interativas Digitais pela James Madison University, possuí uma empresa de design gráfico e desenvolvimento de sites em San Diego. Quando não está dançando, se diverte correndo em provas de meia maratonas. Nesta temporada, integra pela primeira temporada o elenco das Charger Girls, as dançarinas do San Diego Chargers.

Esta seção, que reúne as mais belas cheerleaders da NFL, é publicada aos domingos

sábado, 11 de dezembro de 2010

Guga e o carisma que nunca acaba



"Eu me sinto bastante agraciado não só pelo que conquistei há dez anos, mas por viver tudo novamente ao lado desta torcida, que sempre me deu tanta força"

Gustavo Kuerten, agradecendo emocionado aos torcedores que lotaram o Maracanãzinho neste sábado, após derrotar o americano Andre Agassi num jogo-exibição por 7/5 e 7/6

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

E Bernardinho continua se explicando...

Eis que recebo um release da assessoria de imprensa da TV Record, para divulgar a reportagem deste sábado do programa Esporte Fantástico, com o técnico Bernardinho, da seleção brasileira masculina de vôlei.


Bernardinho orienta a seleção, durante o Mundial da Itália/Crédito: Divulgação



Esporte Fantástico exibe entrevista
exclusiva com Bernardinho

Técnico da seleção brasileira masculina de vôlei revela se o Brasil entregou o jogo para a Bulgária, no Campeonato Mundial da modalidade

"Na tarde do próximo sábado, dia 11/12, às 13h, o programa esportivo da Record exibe uma entrevista exclusiva com Bernardinho, um dos principais treinadores brasileiros de todos os tempos.

A apresentadora do Esporte Fantástico, Mylena Ciribelli, foi ao encontro do técnico da seleção brasileira masculina de vôlei para um bate-papo descontraído. Entre o balanço do ano e algumas brincadeiras, Bernardinho também falou sobre uma polêmica derrota. Na primeira fase do Campeonato Mundial, o Brasil enfrentou a Bulgária com um time desfigurado, perdeu o jogo e acabou caindo em um grupo mais fácil na fase seguinte. Os italianos, que recebiam o torneio, ficaram indignados e protestaram dando as costas para a quadra. A seleção brasileira foi duramente criticada por torcedores e jornalistas.

Bernardinho contou sobre todo o episódio. 'Realmente aconteceu uma votação; a votação era se nós jogaríamos com a força máxima ou não. Eu fui voto vencido', esclareceu. Ainda assim, ele garante que o time não jogou para perder. 'Ninguém disse ‘não, nós vamos entregar o jogo’, nada disso! Eu disse: nós vamos jogar com o time desfigurado! Eu desafio qualquer pessoa a provar que eu disse a qualquer jogador ‘entrega o jogo, erra!’ Eu duvido! Eu nunca fiz isso, não aconteceu!'”.
 Sei não...já se vão quase dois meses da conquista do tricampeonato mundial masculino pela seleção brasileira, mesmo período do polêmico jogo contra a Bulgária. E Bernardinho continua se explicando. Até apelou para Houaiss, ao falar em "autofagia", pela forma com a qual o assunto não se esgota na imprensa brasileira.

O problema é que Bernardinho está mal acostumado em ser bajulado em razão de seu sucesso à frente do vôlei masculino brasileiro. E precisa ficar se explicando, explicando...Ele jamais vai admitir, mas mesmo que não tenha dado a ordem, o Brasil entregou SIM o jogo para a Bulgária.

Assumam logo este troço e parem de ficar batendo na mesma tecla, caramba!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O atletismo e o doping, no Brasil
e na Espanha. Quanta diferença!


Jayme Netto, banido do atletismo após o escândalo do doping de 2009
Já escrevi aqui no blog que o atletismo brasileiro perde de goleada para o doping, especialmente após o escândalo dos dopados na equipe Rede, às vésperas do Mundial de Berlim, em 2009. Sâo casos e casos que acabam divulgados, mas a prevenção, que é o mais importante, é apenas objeto de ficção científica. Punição, então, só em casos extremos, como foi a eliminação do ex-técnico Jayme Netto, até prova em contrário o grande responsável pelo caso da equipe Rede.

Eis então que mais um episódio de doping atinge o atletismo brasileiro. O atleta José Alessandro Bernardo Bagio, especialista em marcha atlética de 20km, teve nesta quinta feira divulgado o resultado positivo de seu teste, para a substância "19-norandrosterona". Ele testou positivo para esta droga em duas ocasiões: num teste fora de competição, na cidade de Timbó (SC) e durante o Troféu Brasil, em São Paulo, ambos em setembro.

A CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) fez o que sempre faz: após ouvir as explicações do atleta, o suspendeu provisoriamente desde a última terça-feira. O atleta ainda tem um prazo de duas semanas para dar entrada ao pedido de julgamento no STJD da entidade.

O engraçado é ver como as coisas mudam em outros países. Também nesta quinta, a campeã mundial dos 3.000m com obstáculo, Marta Dominguez, foi detida ao lado de outras 13 pessoas, graças a uma ação da polícia espanhola chamada "Operação Galgo". Marta, que está grávida, ficou detida durante oito horas, quando prestou depoimento, e depois acabou liberada. Existe a suspeita que ela seja responsável por ministrar substâncias ilegais a outros atletas.

Só por este exemplo acima dá pra ver a diferença na forma com que o doping é encarado no Brasil e na Espanha...

Fabiana Murer no calendário da IAAF

A temporada de 2010 foi praticamente perfeita para Fabiana Murer. Sem contar com a concorrência desleal da supercampeã Yelena Isinbayeva, que tirou um ano sabático após uma série de péssimos resultados, Fabiana colecionou vitórias na temporada, conquistou o título da Liga Diamante da IAAF, foi apontada como uma das dez melhores atletas do ano da entidade e concorre ao Prêmio Brasil Olímpico como melhor atleta brasileira de 2010.

E para mostrar que Fabiana está na moda, a IAAF escolheu a recordista sul-amercana do salto com vara como um dos destaques do calendário da entidade para 2011, ilustrando com uma belíssima foto o mês de novembro.

Fabiana merece tudo isso. É uma pessoa batalhadora, vive uma fase exuberante e tem tudo para brilhar ainda mais em 2011.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Se Ronaldo falou, tá falado!




"O Paulista com 20 clubes é
desnecessário e exagerado"
Ronaldo Fenômeno, durante o Footecon, no Rio de Janeiro, que em poucas palavras mostrou que o campeonato estadual mais badalado do Brasil não passa na verdade de um torneio antiquado e inútil

As dançarinas da NBA 2010/11 (10):
Jessica P., do Indiana Pacers



Jessica P., nascida em Marion (Indiana), formada em matemática e finanças pela Indiana State University e que tem sempre tocando em seu iPod músicas do Oasis e do Coldplay, integra há dois anos as Pacemates, o elenco de dançarinas do Indiana Pacers

Esta seção, que reúne as mais belas cheerleaders da NBA, é publicada às quartas-feiras

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O polêmico (e inadequado) discurso
de Andrés Sanchez na festa da CBF

"Você ser primeiro [campeão] depois de ser rebaixado, como meu time já foi, é doloroso, mas é um orgulho voltar pela porta da frente"

Antes de mais nada, é necessário se fazer uma observação: Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, não disse nenhuma mentira em seu discurso nesta segunda-feira, no final da entrega dos prêmios Craque do Brasileirão. O Fluminense retornou à elite do futebol brasileiro SIM pela portas dos fundos, quando saltou de uma vitoriosa campanha na Série C em 1999 para a Copa JH em 2000, aquela que reuniu quase100 clubes divididos em quatro módulos e que foi decidida entre Vasco e São Caetano.

O Fluminense, o mesmo clube cujos dirigentes abriram vergonhosamente uma champanhe em 1996, quando uma mudança no regulamento do Brasileiro salvou o time do primeiro rebaixamento, que finalmente veio a ocorrer em 97.

Isto posto, Andrés Sanchez mostrou mais uma vez que apesar de posar de moderno, mostrou que não passa de um cartola comum. Além de extremamente mal educado (se bem que isso não deveria ser novidade para ninguém), teve sensibilidade de um elefante numa loja de cristais ao querer "brincar", para dizer o mínimo, com o time que acabara de superar o dele e festejava a conquista do Brasileirão.

Andrés Sanchez poderia ter passado sem este mico...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Vem aí a história da vitoriosa saga
do Fluminense no Brasileirão 2010

Após garantir, de maneira emocionante (ué, mas os pontos corridos não são um porre???) o bicampeonato brasileiro no último domingo, ao vencer o Guarani por 1 a 0, o Fluminense dará um novo presenta à sua torcida nesta quarta-feira. Será lançado pela Adidas (fornecedora de material esportivo do clube) na internet um filme que mostrará toda a trajetória do Tricolor no Brasileirão, incluindo imagens dos jogadores em hotéis, ônibus e vestiários, além dos principais gols que levaram o Flu a vencer o nacional depois de 26 anos.

Uma prévia do que a torcida tricolor poderá ver está no vídeo abaixo:


domingo, 5 de dezembro de 2010

As dançarinas da NFL (15):
Devan, do Philadelphia Eagles



Devan, que sonha em passar férias na Alemanha para assim poder finalmente praticar o idioma que estuda há seis anos, tem como filme favorito Dirty Dancing,  adora todas as músicas de Michael Jackson e que se fosse jogadora gostaria de atuar como linebacker, integra há três anos o elenco de dançarinas do Philadelphia Eagles.

Esta seção, que reúne as mais belas cheerleaders da NFL, é publicada aso domingos.

Os Jogos Pan-Americanos e seu
verdadeiro lugar na história do esporte



O ano de 2011 promete doses cavalares de pachequismo explícito aqui no Brasil. E o motivo disso atende pelo nome de Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. O problema é que o Pan deixou de ter importância faz tempo...Os EUA e o Canadá, as principais potências poliesportivas do continente, há muito deixaram de se lixar com a versão mal-acabada dos Jogos Olímpicos. No Brasil, costuma-se fazer um carnaval exagerado em torno das conquistas pan-americanas, e invariavelmente, no ano seguinte, com a disputa das Olimpíadas, a decepção é enorme, pela falta de resultados expressivos.

Mas análise técnica à parte, o Pan costuma ser uma competição muito bacana. Eu estive em dois deles (Mar Del Plata-1995 e Winnipeg-1999) e você não tem como se encantar com o esforço de cidades, entre as quais algumas delas contam com orçamento apertado para se preparar e receber com dignidade atletas e jornalistas de todo o canto das Américas. O clima entre atletas, imprensa e população local costuma ser sensacional, mesmo nestes tempos de insanidade geral. E nem precisa ser nada vultuoso e exagerado (e superfaturado) como foi no Rio, em 2007, para se organizar um Pan bacana.

Os Jogos Pan-Americanos tiveram seus momentos gloriosos. Um dos recordes mundiais de Adhemar Ferreira da SIlva, no salto triplo, foi obtido no Pan do México, em 1955. Vinte anos depois, João Carlos de Oliveira ganhou o apelido de João do Pulo após cravar o recorde mundial do triplo, novamente no Pan da Cidade do México.

A última grande glória do basquete masculino brasileiro ocorreu num Pan-Americano, em 1987, na cidade de Indianapolis (EUA), quando a seleção de Oscar, Marcel e cia arrasou os EUA - que tinham na época o futuro astro da NBA David Robinson na equipe -, impondo a primeira grande derrota de uma seleção americana de basquete em sua própria casa.


Em resumo, o Pan-Americano não é a oitava maravilha do universo, como o COB ou parte da mídia possam querer mostrar, mas teve seu valor na história do esporte. Trata-se, hoje em dia, de uma competição preparatória para eventos mais importantes, como os Jogos Olímpicos. Os EUA, por exemplo, costumam mandar atletas que pretende aproveitar em competições futuras ao Pan, para ganhar experiência.

Por isso, prepare-se, é claro, para comemorar os feitos dos atletas brasileiros no Pan-Americano de Guadalajara. Mas sem perder a noção real do que está festejando.

sábado, 4 de dezembro de 2010

E começa a temporada mais "gostosa" do futebol brasileiro: a das especulações

"Falo quase diariamente com Adriano e ele sempre me diz que quer permanecer no clube. Não acho que tenha mudado alguma coisa"

Gilmar Rinaldi, procurador do atacante Adriano, da Roma, dando uma nova versão (que não será a última) sobre sua possível intenção de retornar, mais uma vez, ao futebol brasileiro, após o amigo Ronaldo, do Corinthians, dizer que ele estava infeliz no futebol italiano e o Palmeiras de Luiz Felipe Scolari oficializar o interesse em contratá-lo.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Da Rússia com amor

Blatter e o vice-primeiro ministro russo, Igor Shuvalov/Crédito: Fifa.com
O título do post é descaradamente inspirado no belíssimo filme da série James Bond, From Russia with Love, de 1963, estrelado por Sean Connery, e é uma pequena homenagem à escolha da Rússia para a sede da Copa do Mundo de 2018.

Alguns poderão dizer que foi a vitória de um dos países onde a corrupção corre à solta. Mas é só lá? Acabamos de ver as denúncias contra Ricardo Teixeira a respeito de recebimento de propina, ainda na época do escândalo da ISL, no começo da década. E sem falar na verdadeira farra do boi que foi o superfaturamento de obras no Pan do Rio, em 2007.

O fato é que a Rússia tem tudo para fazer uma Copa muito legal. Falar em falta de tradição é bobagem, porque qual tradição tinha os EUA em 1994 ou a África do Sul este ano? E a se basear pelo vídeo de apresentação da candidatura, o Mundial russo promete.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

As dançarinas da NBA 2010/11 (9):
Alysse, do Houston Rockets



Alysse nasceu em Humble (Texas), trabalha em uma loja de cosméticos mas é estudante de administração de empresas, aponta as pernas como a parte de seu corpo que mais gosta, adora visitar o site da Victoria's Secret e que dorme usando um short e uma camiseta, integra há uma temporada o elenco das Rockets Powers Dancers, as dançarinas do Houston Rockets.

Esta seção, que reúne as mais belas cheerleaders da NBA, é publicada às quartas-feiras

terça-feira, 30 de novembro de 2010

As "pérolas" que os treinadores
brasileiros disparam a cada dia

Reportagem assinada pelo blogueiro e publicada originalmente no portal iG Esporte nesta terça-feira, 30 de novembro

Com frases confusas e bom humor, técnicos transformam entrevistas numa atração à parte
As coletivas dos “professores” reúnem desde declarações enigmáticas até um inusitado protesto contra programas de milhagem das companhias aéreas

Marcelo Laguna, iG São Paulo


Oswaldo de Oliveira: "futebol é contest"/Crédito: site oficial do Kashima Antlers
 Que as entrevistas coletivas dos treinadores, após os treinos ou jogos, costumam muitas vezes ficar no lugar comum, não é nenhuma novidade. Mas se analisarmos com um pouco mais de atenção as palavras dos técnicos que comandam as equipes neste Campeonato Brasileiro, poderemos encontrar declarações cheias de humor, outras um tanto misteriosas e até aquelas em que só com muito esforço é possível descobrir o que o “professor” quis dizer.

Entre os técnicos mais badalados do futebol brasileiro, Emerson Leão já ficou famoso por suas entrevistas. Ex-treinador do rebaixado Goiás, Leão adora colocar adjetivos e pronomes onde normalmente eles são dispensáveis, tornando as frases confusas. Já quem gosta de dar entrevistas "diferentes" é Oswaldo de Oliveira, há anos trabalhando com sucesso no futebol japonês.

Quando era comandante do São Paulo, entre 2002 e 2003, surpreendeu os repórteres que estavam no CT da Barra Funda, ao disparar numa coletiva que “futebol é contest”, em uma tentativa pouco comum para definir que está na competição, na disputa, a essência do futebol.

Hoje em dia, o maior representante das entrevistas despojadas do “estilo boleiro” é Tite, treinador do Corinthians. Professor de educação física, inteligente e com um vocabulário muito rico, Tite acaba deixando seu lado prolixo prevalecer, tornando as entrevistas um verdadeiro labirinto de ideias.

Não foi à toa que na internet já surgiu uma brincadeira com o estilo das entrevistas do técnico gaúcho: “O Fabuloso Gerador de Entrevistas Coletivas do técnico Tite”, citado em um post do Blog da Redação do iG, ironiza o que já se tornou conhecido entre os jornalistas como “titês.

Em uma de suas recentes coletivas, Tite disparou esta tese: "Não acredito que só a defesa que defende. Entendo que uma equipe se defende. Eu tenho ‘N’ exemplos. O Zico participava muito do jogo sem bola. O Maradona, no livro dele, diz que ele e o Valdano dificultavam a saída de bola dos adversários da Argentina, na Copa de 86. Em 2002, vocês se lembram? A jogada que deu origem ao primeiro gol da final nasceu de uma roubada de bola do Ronaldo, que tocou para o Rivaldo chutar, o Kahn dar o rebote, e o Ronaldo marcar. Eu acredito que é a equipe que se defende e é a equipe que ataca", disse o treinador, divagando um pouco, quando perguntado sobre a importância da defesa corintiana.

Logo em sua chegada ao Corinthians, antes do clássico contra o Palmeiras, Tite se enrolou para falar de seu papel no dérbi. “A minha contribuição para a equipe é de dar esta harmonia, neste curto espaço de tempo, nestes oito jogos decisivos. Neste primeiro jogo contra o Palmeiras, eu sei da grandeza do clássico, de retomar, de dar mais um passo na retomada daquele mesmo padrão que o Corinthians tinha tempos atrás.”

Resposta padrão
O antecessor de Tite, Adilson Batista, já tinha na ponta da língua uma resposta sempre que os jornalistas pensavam em questioná-lo sobre a dificuldade de alguma partida. “Não existe jogo fácil. Na verdade, a única partida fácil vai ser contra vocês (jornalistas) no final do ano. Nesse eu sei que a gente ganha fácil. Tem uns são-paulinos pra chegar junto. Esse jogo vai ser fácil. Esse eu garanto.”, disse Adilson quando ainda era técnico do Corinthians em pelo menos três entrevistas coletivas pré-jogo. Era com essa resposta que ele lidava com perguntas sobre a possível facilidade que o clube enfrentaria contra adversários como Grêmio Prudente, Ceará e Atlético-GO, todos adversários que enfrentou no Pacaembu.

Como é tradição nos grandes clubes, sempre ao fim das temporadas, há uma “pelada” entre membros da comissão técnica e os jornalistas que cobrem o dia a dia do clube. Adilson só não resistiu no cargo para colocar sua teoria em campo.

Outro que às vezes se perde na tentativa de explicar demais seu raciocínio é Paulo César Carpegiani, treinador do São Paulo. Ao comentar o motivo de ter trocado Casemiro por Marlos, na vitória de 2 a 1 sobre o Atlético-PR, no returno, Carpegiani saiu-se desta maneira: "Não sei se vocês estão pegando. Na minha cabeça é um tabuleiro e fica fácil de explicar para vocês. O Casemiro saiu porque existia a necessidade de eu colocar um atacante. O Marlos confundiu a marcação, havia a necessidade de trazer mais o Jean para o meio, trazendo o Carlinhos e o Fernandão”, explicou o treinador. “Gostei porque tivemos bastante posse, dominamos o adversário. Sempre foi um jogo perigoso, o Atlético-PR vendeu caro a derrota, mas nós impusemos o ritmo, era para ser mais dilatado o escore. O 2 a 1 podia redundar no escore, causar algum transtorno. Casemiro não saiu porque errou a bola, não faço esse castigo". Será que alguém está perguntando onde esta a tecla SAP para entender Carpegiani?

Bom humor

Mas o campeão das entrevistas divertidas deste Campeonato Brasileiro é o treinador do Botafogo, Joel Santana. Em parte por causa da boa campanha da equipe carioca na competição, Joel é dono de um humor contagiante. E faz questão de mostrar isso nas entrevistas. "Quando você vai numa festa de criança, você prefere pastel ou empadinha? Eu prefiro os dois, rapaz, é difícil demais escolher. Eu gosto dos dois", comentou Joel Santana, sobre jogar com bola aérea ou bola rasteira.

Antes do duelo contra o Palmeiras, no dia 10 de outubro, pelo returno do Brasileirão, Joel resolveu brincar com Luiz Felipe Scolari. "Nenhum dos dois jogou nada. Fomos muito ruins, demais. Deve ser por isso que somos bons técnicos hoje. E eu convivo com muitos profissionais que vivem falando que jogaram muito bem. Jogaram nada, gente, é tudo balela. Por isso é bacana, o Felipão também admite que foi grosso de doer", afirmou Joel, sobre a carreira dele e de Felipão como jogadores.

A mais estranha entrevista do treinador botafoguense, contudo, foi quando ele resolveu protestar contra as companhias aéreas que não liberava as milhas de suas viagens. "Passei o dia irritado desde ontem. Tenho muitas milhas para trocar e vou perdê-las. Quero trocar, mas não consigo falar com a companhia aérea de jeito nenhum. Vocês têm que colocar ai no jornal, isso é sério. Eles fazem a gente de gato e sapato”, reclamou.

Até entre os treinadores mais consagrados as entrevistas são inusitadas. Ninguém superou em 2010, neste quesito, Luiz Felipe Scolari, que muitas vezes confundiu sarcasmo e ironia com falta de educação em suas respostas. “Que saco vocês, hein tchê? E daí? Jogou bem. Dezoito minutos para mim está ótimo. Se amanhã jogar dez, está melhor ainda. Vocês estão de palhaçada. Entrevistem o médico. P..., todos vocês estão de palhaçada. E tu é um dos mais palhaços”, atacando os repórteres que insistiam em saber o motivo do meia Valdivia ter jogado apenas 18 minutos contra o Atlético-MG, pela Copa Sul-Americana.

Já Vanderlei Luxemburgo, técnico do Flamengo, apelou para uma metáfora meio sem graça quando ainda dirigia o Atlético-MG e foi tentar justificar a derrota para o Cruzeiro. “A manteiga está caindo do lado contrário, está caindo virada de cabeça para baixo, daqui a pouco vai virar para a gente não perder a manteiga. Isso é futebol”, disse Luxemburgo, após derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro em 1º de agosto.

*Colaboraram Bruno Winckler, Levi Guimarães, Danilo Lavieri, Renan Rodrigues e Vicente Seda

Related Posts with Thumbnails