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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Juvenal Juvêncio ataca de Mãe Dinah

Crédito: Vipcomm

“A Copa do Mundo vai ser no São Paulo. Porque [o estádio em] Itaquera não sai. Itaquera não tem projeto, não tem estudo do solo, não tem hospital, não tem estrutura”
Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo, ao repórter Levi Guimarães, do iG Esporte, ao comentar sobre as chances da sede paulista para a Copa de 2014 ser a futura arena do Corinthians

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Uruguai volta às Olimpíadas
para resgatar a própria história

Jogadores uruguaios comemoram a vaga olímpica, após a vitória sobre a Argentina/Crédito: El País
Em 1928, o arquiteto brasileiro Oscar Niemayer casou-se com Annita Baldo; o músico Glenn Miller mudou-se para Nova York, enquanto o escritor George Owell arrumava as malas em direção à França; Charles Chaplin lançava seu filme "O Circo"; a pintora brasileira Tarsila do Amaral concluia seu quadro "ABAPORU" , para presentear o marido Oswald de Andrade; Getúlio Vargas tomava posse do governo do Rio Grande do Sul; o futuro técnico Rinnus Mitchels nascia na Holanda; o futuro ditador Hosni Mubarak nascia no Egito; e o Uruguai vencia o torneio olímpico de futebol dos Jogos de Amsterdã, na Holanda.

Oitenta e quatro anos depois de tudo isso ter acontecido, o Uruguai estará de volta às Olimpíadas. Ao derrotar a Argentina por 1 a 0, durante o Sul-Americano sub-20 do Peru, nesta última quarta-feira, o futebol uruguaio deu mais um passo em seu renascimento e garantiu uma das duas vagas sul-americanas para o torneio olímpico de futebol dos Jogos de Londres, em 2012. Na verdade, o Uruguai estará  resgatando a própria história, pois foi após conquistar o bicampeonato dos Jogos, em 1924 (em Paris) e 28 (Amsterdã) que a seleção uruguaia ganhou o apelido de Celeste Olímpica.


É sensacional ver este renascimento do futebol uruguaio, que já havia começado em grande estilo com o quarto lugar na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010. O Uruguai é um gigante do futebol sul-americano, só que estava inerte, anestesiado, respirando por aparelhos. O continente sul-americano viveu nos últimos anos exclusivamente da rivalidade Brasil e Argentina. Houve, é claro, um brilhareco aqui e ali de uma Colômbia, de um Paraguai, até do Chile. Mas o futebol sul-americano sem um Uruguai forte não era a mesma coisa.


Que esta classificação para as Olimpíadas de Londres, no ano que vem inspire os bravos jogadores da Celeste Olímpica a tentarem repetir as glórias de seus antecessores. Como as imagens abaixo não deixam esquecer.





 Obs: fonte para os acontecimentos históricos de 1928 - site Ponteiro


domingo, 23 de janeiro de 2011

Rivaldo e o risco de se tornar um
novo Rivellino na vida do São Paulo

Rogério e Rivaldo juntos, no vestiário de Mogi Mirim: será que a proposta ocorreu neste dia? / Crédito: Divulgação

Com a confirmação, neste sábado, da contratação por empréstimo de Rivaldo pelo São Paulo, já começaram a pipocar aqui e ali, na internet, rádio e TV, posts e comentários a respeito da tradição do Tricolor em contratar jogadores veteranos e se dar bem com a estratégia. Casos de Leônidas da Silva, Sastre, Zizinho, Falcão (relativamente) e Toninho Cerezo.


Mas não será este o tema deste post. Embora o São Paulo tenha feito o anúncio oficial em seu site, a verdade é que não há certeza absoluta que Rivaldo possa mesmo vestir a camisa do clube. Antes, precisa resolver sua pendência com o Bunyodkor, do Uzbequistão, de onde saiu sem a liberação dos dirigentes, por conta de salários atrasados.

O caso está na Fifa, mas a verdade é que Rivaldo não pode jogar em clube algum antes de acertar esta pendência. E isso me trouxe a lembrança de um caso bem parecido: a frustrada tentativa de contratação de Roberto Rivellino pelo Tricolor, nos anos 80.

Após retornar da frustrante participação na Copa do Mundo de 1978, na Argentina, Rivellino transferiu-se para o El Helal, da Arábia Saudita, onde foi bicampeão nacional e campeão da Copa do Rei. Só que o contrato de Rivellino com os árabes era longo e em 1981 ele já estava desgastado por conta de várias brigas com o príncipe Kaled, dono da equipe. Resultado: Rivellino fez as malas e se mandou para o Brasil.

Crédito: SPFCpedia

Aos 35 anos, Rivellino ainda relutava em pendurar as chuteiras e mantinha a forma treinando no São Paulo. Até que os dirigentes tricolores, vendo que o craque campeão mundial de 1970 ainda tinha lenha para queimar, fizeram a proposta para contratá-lo. O jogador topou, mas o problema era convencer o príncipe saudita.

Vale lembrar que vivíamos a era pré-Lei Bosman, ou seja, se o El Helal não liberasse Rivellino, nada feito. Em 22 de setembro de 1981, o São Paulo organiza um amistoso internacional contra a seleção da Arábia Saudita. Rivellino entrou em campo pela primeira e única vez vestindo a camisa do São Paulo. O Tricolor ganhou por 5 a 1, gols de Éverton (2) e Paulo César (3), diante de somente 2.522 pessoas. Rivellino, então com quase 36 anos, jogou os 90 minutos.

Segundo reportagem da revista Placar da época, Roberto Rivellino disse que só voltaria a jogar se sentisse que ainda teria condições técnicas ideias. Mas na verdade, se ele quisesse ainda desfilar seu talento dentro de um campo de futebol, teria que torcer para que os dirigentes do São Paulo conseguissem convencer os sauditas a liberar seu passe, na época avaliado em US$ 200 mil. Só que a tentativa não deu certo e um ano depois, Rivellino anunciou que estava definitivamente abandonando a carreira.

A grande dúvida é se Rivaldo, quase três anos mais velho do que era Rivellino quando jogou sua única partida com a camisa do São Paulo, conseguirá manter-se competitivo enquanto não resolve suas diferenças com os dirigentes do Uzbequistão.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Copa do Mundo é nossa (12)

De O Globo - 11/01/2011

 

O projeto do novo Maracanã para a Copa 2014

Gasto com obras do Maracanã
pode chegar a R$ 1 bilhão


Luiz Ernesto Magalhães


Sinal amarelo se acendeu na reforma do Estádio do Maracanã para a Copa do Mundo-2014, que já está custando R$ 712 milhões. Equipes do Consórcio Maracanã Rio 2014, responsável pela obra, identificaram sinais de deterioração de parte da estrutura da cobertura original do estádio. Na avaliação de especialistas, em se confirmando que a cobertura está comprometida, as obras previstas para terminar em dezembro de 2012 podem atrasar em até seis meses e fazer com que o estado acabe gastando até R$ 1 bilhão para concluir toda a reforma.

A estimativa de gastos adicionais e comprometimento do cronograma, que segundo a secretaria estadual de Obras ainda não é possível confirmar que vai ocorrer, é do consultor em engenharia estrutural João Luiz Casagrande. João analisou o projeto proposto para o Maracanã. Ele observa que a nova cobertura do Maracanã, que será feito em estrutura metálica flexível para cobrir 100% das arquibancadas, será construída como uma extensão da cobertura existente.

- Não estou surpreso que encontraram sinais de deterioração. Estruturas metálicas e de concreto armado foram projetadas para durar 50 anos. O Maracanã já tem 60 anos. Se for necessário recuperar a cobertura é pouco provável que operários tenham condições de segurança para trabalhar em baixo na construção de novas arquibancadas. Claro que se forem construir uma nova cobertura a obra pode encarecer. Minha estimativa é que possa chegar a R$ 900 milhões ou até R$ 1 bilhão - avaliou João Luiz Casagrande.

Problemas com empréstimo

Em nota oficial, a Secretaria estadual de Obras informou que irá encomendar um estudo especializado para garantir, com rigor científico, se existe ou não comprometimento da estrutura. A nota, porém, não deixa claro se esses estudos poderão ou não comprometer o prazo das obras. "Não há comprovação de que a cobertura do Maracanã está tecnicamente comprometida. O que há é a constatação de que houve deterioração de partes dos materiais de estrutura", informa a nota.

O presidente do Crea, Agostinho Guerreiro, acredita que só com a realização de estudos mais aprofundados - inclusive ensaios em laboratório para avaliar o desgaste de materiais - será possível ter certeza sobre o caminho a seguir. Segundo ele, isso pode levar, no mínimo, de 20 a 40 dias para uma primeira avaliação.

- Se a avaliação encontrar em partes distintas da cobertura problemas diferentes, será necessário mais tempo para $um projeto para a recuperação. Nesse caso, o tempo vai depender do que for identificado no primeiro diagnóstico - disse.

Agostinho acrescentou:

- Se há sinais de deterioração existem duas hipóteses. Ou houve falha na manutenção preventiva, que é imprescindível numa cidade cuja maresia pode atingir estruturas que ficam a até sete quilômetros de distância, ou eventualmente uma falha no projeto original do estádio - disse.

Caso as obras atrasem, o Rio de Janeiro não cumprirá compromisso com a Fifa de acabar as obras até o fim de 2012 para preparar o estádio para a Copa das Confederações (junho de 2013).

Os custos da reforma já aumentaram. Em dezembro de 2009, quando o estado desistiu de executar as obras em parceria com a iniciativa privada, que assumiria os custos em troca da exploração comercial do complexo, o projeto era estimado em R$ 500 milhões.

Os problemas não se limitam às obras. O BNDES aprovou um financiamento de R$ 400 milhões para o governo do Estado tocar a reforma, mas o contrato ainda não foi assinado. Um dos motivos é que o banco espera sinal verde da Controladoria Geral da União (CGU), que, a pedido do Ministério Público Federal, pediu esclarecimentos ao estado sobre detalhes do projeto.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Da Rússia com amor

Blatter e o vice-primeiro ministro russo, Igor Shuvalov/Crédito: Fifa.com
O título do post é descaradamente inspirado no belíssimo filme da série James Bond, From Russia with Love, de 1963, estrelado por Sean Connery, e é uma pequena homenagem à escolha da Rússia para a sede da Copa do Mundo de 2018.

Alguns poderão dizer que foi a vitória de um dos países onde a corrupção corre à solta. Mas é só lá? Acabamos de ver as denúncias contra Ricardo Teixeira a respeito de recebimento de propina, ainda na época do escândalo da ISL, no começo da década. E sem falar na verdadeira farra do boi que foi o superfaturamento de obras no Pan do Rio, em 2007.

O fato é que a Rússia tem tudo para fazer uma Copa muito legal. Falar em falta de tradição é bobagem, porque qual tradição tinha os EUA em 1994 ou a África do Sul este ano? E a se basear pelo vídeo de apresentação da candidatura, o Mundial russo promete.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

No Campeonato Brasileiro das polêmicas,
a culpa só não é dos pontos corridos

Fred chuta para fazer um dos gols do Fluminense contra o São Paulo/Crédito: site oficial do Fluminense

O amigo e eterno provocador Fábio Salgueiro tentava, desde o último domingo, tirar de mim algumas palavras em relação a mais uma polêmica rodada do Campeonato Brasileiro. Desta vez, em razão da goleada sofrida pelo São Paulo para o Fluminense por 4 a1, que somado ao empate em 1 a 1 entre Vitória e Corinthians, deu ao Tricolor carioca a liderança da competição, com um ponto de vantagem sobre o Timão. Para a maioria absoluta dos torcedores, o São Paulo, se não entregou deliberadamente o jogo para o Fluminense, não fez o menor esforço em plena Arena Barueri.


Fábio, companheiro de tantos anos no Diário de S. Paulo e um crítico feroz do sistema de pontos corridos, me perguntava no domingo, pelo Twitter o que eu tinha achado da "marmelada" em Barueri. Como eu tinha algo mais importante para fazer - assistir ao inesquecível show de Paul McCartney -, disse que só iria escrever sobre o assunto no dia seguinte. E após ver os gols, ouvir programas esportivos, ler jornais etc,  tenho uma convicção: se existe algo que não pode ser atacado ou criticado na polêmica reta decisiva do Brasileiro é o seu sistema de disputa.

Explico: já cansei de dizer neste blog que considero o sistema de pontos corridos o mais justo para um torneio no formato de liga, campeonato. O velho e bom mata-mata pode, e deve, ficar restrito aos torneios eliminatórios, como Copa do Brasil. Até considero que uma forma de atenuar as possíveis "entregadas" de jogo seria colocar clássicos estaduais nas rodadas decisivas. Mas até isso é questionável, como o leitor e amigo Rubens Leme da Costa disse outro dia, lembrando o dia em que o Palmeiras colocou os reservas para enfrentar o Corinthians na final do Paulistão de 1999.


A marmelada entre Alemanha x Áustria, na Copa de 82

Eu acho, no final das costas, que não existe sistema imune a marmeladas. Um time amolecer para prejudicar um rival estadual pode acontecer em mata-mata também, cara-pálida! Se alguém me provar o contrário, rasgo o meu diploma na hora.

E já tivemos marmaledas até em jogos de Copa do Mundo, como a derrota da Alemanha Ocidental para a sua irmã Oriental, em 1974, com o objetivo de escapar de um confronto com Holanda e Brasil na segunda fase, e em 1982, quando a mesma Alemanha Ocidental fez 1 a 0 na Áustria, logo no começo do jogo, e depois ficou tocando a bola de lado, evitando marcar mais gols nos austríacos, acabando com as chances de classificação da Argélia, que terminou com o mesmo número de pontos dos dois rivais, mas levava desvantagem no saldo de gols.

O problema, caros inimigos dos pontos corridos, está no caráter do ser humano. Quanto a isso, infelizmente, não inventaram nenhum sistema de disputa perfeito, seja no futebol, seja na vida. Teve até um barbudo, quase dois mil anos atrás, que tentou mudar as coisas, mas que também não teve muito sucesso na empreitada.

Os sempre competentes amigos do blog Esporte Fino fizeram um ótimo post que também trata deste assunto. Clique aqui para ler.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Conmebol faz lambaça ao tentar transformar a Copa Sul-Americana em algo aproveitável




Junte uma entidade anacrônica, parada no tempo; some-se a ela uma outra que só esta preocupada em faturar, seja com sua seleção principal, seja organizando uma Copa do Mundo; por fim, coloque ao lado de tudo isso um torneio meia-boca, que reúne equipes do terceiro escalão do continente com outras que só escalam reservas nas partidas que disputam.

O resultado deste prato pra lá de indigesto chama-se Copa Sul-Americana, um torneio que existe desde a temporada de 2002 e que conta com a presença de equipes do Brasil desde 2003. O problema é que a competição não carregava atrativo algum - a não ser, é óbvio, a cota da TV - e por isso as equipes nacionais escalavam somente equipes mistas, de olho no Brasileirão. Eis que a realidade mudou este ano, com a Conmebol garantindo que a Sul-Americana daria a seu campeão uma vaga na Taça Libertadores de 2011.

Mas eis que as coisas começaram a se complicar para o Brasil, após a Conmebol dizer que o Brasil perderia uma das vagas para o ano que vem. Como o Internacional garantiu o título e a vaga antecipada, o Brasil teria que abrir mão de uma destas vagas para o campeão da Sul-Americana, transformando o G-4 da classificação do Brasileiro em G-3.

Muita conversa, muita articulação, até que nesta segunda, a CBF anunciou com toda a pompa que graças à força política de seu presidnete, Ricardo Teixeira, o Brasil havia recuperado a quarta vaga do Brasileiro para a próxima Libertadores. Mas...desde que o campeão da Sul-Americana não seja um time brasileiro! Se isso ocorrer, tudo volta a ser como antes. Que lambança!


Mais fácil seria se a Conmebol deixasse o Brasil (ou a Argentina, se um de seus clubes ganhar a Liubertadores) com uma vaga a mais e tirasse um destes times bizarros da Bolívia, Venezuela, México etc, que em nada acrescentam tecnicamente à competição.

Querer lógica e bom senso da Conmebol ou da CBF, contudo, é ser muito exigente.

Confira aqui a tabela completa e atualizada da Copa Sul-Americana

sábado, 9 de outubro de 2010

A Copa do Mundo é nossa (11)

Da Folha de S. Paulo - 9/10/2010


STJ suspende obras do estádio Castelão, sede da
Copa-2014 em Fortaleza


FILIPE MOTTA
DE SÃO PAULO


Uma decisão tomada ontem pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) suspende as obras da reforma do estádio Castelão, em Fortaleza, sede dos jogos da Copa-2014 no Ceará.

O contrato para a reforma é uma PPP (Parceria Público Privada) e inclui ampliação, operação e manutenção do estádio. Orçado em cerca de R$ 450 milhões, ele tem se arrastado na Justiça desde maio.

O consórcio vencedor da concorrência pública é o Arena Multiuso, formado por Galvão Engenharia, Serveng-Civilsan e BWA. Inicialmente ele havia sido excluído do processo por não atender às exigências técnicas de execução da obra --não comprovou a capacidade de execução de estrutura metálica para cobertura de estádio ou arena multiuso.

O grupo da Galvão recorreu e a comissão responsável pela escolha das empreiteiras aceitou seu pedido. Ela entendeu que o que constava no edital da obra como capacidade das construtoras em fazer "arena multiuso" poderia ser interpretado como a de construir "equipamento multiuso".

Com base nessa interpretação, um dos consórcios perdedores, o Novo Castelão --formado por Carioca Christiani Nielsen, Somague, Queiroz Galvão e Fujita--, entrou com mandado de segurança na Justiça estadual contra o governo cearense e a comissão de licitação.

Em maio, uma juíza do TJ (Tribunal de Justiça) do Ceará suspendeu a concorrência, mas sua decisão foi revogada por outro magistrado. Hoje, o STJ avaliou que o TJ "usurpou" a competência de julgar o caso, que seria dele, e voltou a suspender as obras.

Por meio de sua assessoria, o governo do Estado do Ceará disse que ainda não foi notificado da decisão pelo STJ. A assessoria da Galvão Engenharia foi procurada no final da tarde, mas não foi encontrada.

domingo, 3 de outubro de 2010

Uma lição de esportividade

Seleção dos EUA comemora o título do Mundil feminino/Crédito: Fiba

Foi um verdadeiro massacre a vitória da seleção dos EUA sobre a República Tcheca na final do Campeonato Mundial feminino de basquete. O placar de 89 a 69 na decisão deste domingo demonstra bem a diferença técnica entre as americanas e os demais adversários. E este abismo técnico se refletiu dentro de quadra, porque em nenhum momento as americanas tiveram sua vitória ameaçada.

Pois esta surra aplicada pelas novas campeãs mundiais não diminuiu o sentimento de dever cumprido das meninas da República Tcheca. No último minuto de partida, já com o resultado definido, o púlico no ginásio de Karlovy Vary ficou de pé, aplaudindo sua seleção, que pela segunda vez na história conquistou o vice-campeonato mundial. E na mesma toada, as jogadoras tchecas e a comissão técnica também aplaudiram.

Uma tocante lição de esportividade e que me permite fazer a seguinte indagação: será que veremos cenas semelhantes aqui no Brasil, durante a disputa da Copa do Mundo de 2014 ou das Olimpíadas do Rio, em 2016, caso os brasileiros estejam envolvidos num jogo decisivo e estejam sendo derrotados pelo adversário?

Como contraste, o ar meio blasé com que as americanas comemoraram o título. Apesar da festa brochante das campeãs, o Brasil se deu bem com a vitória dos EUA, que já estão classificados para as Olimpíadas de Londres-12. Desta forma, a missão das brasileiras para garantir uma vaga no Pré-Olímpico das Américas no ano que vem ficou um pouco mais fácil. Mesmo para o medíocre time comandado por Carlos Colinas.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A Copa do Mundo é nossa (10)

Do portal Copa 2014

Brasil é país-sede mais atrasado
na Copa das Confederações


A 33 meses do torneio-teste, preparação brasileira já é mais lenta que Japão/Coreia e Alemanha


Diego Salgado - São Paulo

Desde que a Fifa utiliza a Copa das Confederações como evento-teste para o Mundial, a organização brasileira para a edição de 2013 já é a mais atrasada. A 33 meses do torneio, nenhum dos 12 estádios tem obras em estágio avançado.


A situação é inversa à Alemanha (2005) e Japão/Coreia (2001), que tinham ao menos duas arenas prontas a pouco mais de três anos da competição. O atraso brasileiro só se compara ao da África do Sul, cujas quatro arenas do torneio preparatório foram concluídas a poucos meses do pontapé inicial.


No Brasil, Cuiabá é a sede mais avançada. Mesmo assim, o Verdão ainda está na fase de fundações, um estágio inicial da construção. Fortaleza, Natal e Recife, sem obras, são as capitais mais atrasadas. Já Curitiba e São Paulo ainda não confirmaram seus estádios.


A demora no início da reforma ou construção dos estádios de 2014 preocupa. O próprio COL (Comitê Organizador da Copa) estima em 30 meses o prazo mínimo para erguer uma arena. O Engenhão, construído para o Pan-2007, levou três anos e meio para ficar pronto.


Alemanha e Ásia
A edição alemã era a mais avançada quando faltavam 33 meses para a Copa das Confederações. Em setembro de 2002, quatro dos 12 estádios do Mundial estavam adequados ao padrão da Fifa.


Na Ásia, em 2001, seis estádios abrigaram as partidas. Em meados de 98, Yokohama já tinha seu estádio pronto. Os demais foram inaugurados às vésperas da estreia entre França e Coreia do Sul. Mesmo assim, as arenas japonesas de Osaka e Miyagi, preteridas pela organização, foram concluídas em maio de 96 e março de 2000, deixando à Fifa duas cartas na manga.


Critério
A análise das últimas três edições da Copa das Confederações mostra que a Fifa possui um padrão para a escolha dos estádios do torneio. Das 15 arenas usadas desde 2001, 11 receberam jogos até as oitavas de final da Copa do Mundo.


Dois abrigaram partidas de quartas de final: o Ellis Park, em Johanesburgo, e o Waldstadion, em Frankfurt. Na Ásia, o estádio da decisão do terceiro lugar, de Daegu, e o da final da Copa (Yokohama), também participaram da Copa das Confederações.


Nunca um estádio que ficou fora Mundial abrigou jogos da competição preparatória. Isso praticamente inviabiliza a participação da Arena Palestra, da Grêmio Arena e do próprio Engenhão no torneio que testa o Brasil para o Mundial.

domingo, 19 de setembro de 2010

Reformas do Maracanã para a Copa de 2014 ainda não têm licença da prefeitura

De "O Globo" - edição de 18/09/2010
Por Luiz Ernesto Magalhães



Iniciadas oficialmente há quase um mês, as reformas necessárias para preparar o estádio do Maracanã para a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014 ainda não têm licença da prefeitura. Esse é um dos motivos para desde agosto as intervenções ficarem restritas a demolições de estruturas, como das arquibancadas do anel inferior, que podem ser executadas sem o documento.

A Empresa de Obras Públicas (Emop), responsável pelos serviços, por sua vez, alega que não há motivos para preocupação e que irá cumprir os cronogramas. A Fifa fixou a data de 31 de dezembro de 2012 como prazo-limite para todas as obras dos estádios estarem concluídas.

O pedido de autorização só foi protocolado na Secretaria municipal de Urbanismo (SMU) no dia 27 de agosto, duas semanas depois de a Secretaria Estadual de Obras assinar o contrato com o Consórcio Maracanã, vencedor da licitação, que pediu R$ 712 milhões para realizar os serviços. O processo, porém, caiu em exigência na Coordenadoria de Licenciamento de Projetos Especiais da SMU. Na edição de hoje do Diário Oficial do Município, foram listados 16 itens a serem cumpridos.
Um dos itens que faltam é o aval do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) O órgão, na verdade, já foi consultado, mas os engenheiros ainda negociam com o Iphan um acordo em relação ao projeto para a cobertura, um dos itens mais caros do projeto. A estrutura tem um custo estimado em R$ 100 milhões.
"Não há qualquer problema em relação às reformas internas. Mais ainda estamos discutindo qual a altura ideal dos pilares que vão sustentar a cobertura do estádio. O Iphan deseja que eles sejam mais baixos", disse o superintendente do órgão, Carlos Fernando de Andrade.


No despacho publicado no DO, a SMU pede que sejam anexados ao processo documentos para atender “exigências preliminares”. Entre outras exigências estão: indicar o que será demolido e construído; juntar plantas arquitetônicas que identifiquem todos os compartimentos, escadas, portas e janelas. A prefeitura também requisitou os projetos das novas rampas e de um reservatório para o reaproveitamento das águas das chuvas, a ser construídos.
O presidente da Emop, Ícaro Moreno Júnior, considerou rotineiro o fato de o projeto ainda não ter sido licenciado. "Nós licitamos as obras com base nas informações que constavam em um projeto básico, o que é permitido pela legislação. Uma das responsabilidades do consórcio vencedor é desenvolver o projeto executivo (que detalha o que será feito), que serve de base para a concessão da licença", explicou Ícaro Moreno.


O presidente da Emop explica que nesta fase a licença não seria necessária, já que pelo seu cronograma as reformas só devem começar em 30 dias. O presidente do CREA, Agostinho Guerreiro, no entanto, criticou a Emop. "Iniciar serviços sem licença não deveria jamais acontecer, até para evitar imprevistos que possam elevar os custos. Isso indica, mais uma vez, falta de planejamento de curto, médio e de longo prazo", disse Guerreiro.

sábado, 18 de setembro de 2010

Thierry Henry, o trapalhão

A fase não anda mesmo das melhores para o atacante francês Thierry Henry. Primeiro, foi a famosa ajeitadinha com a mão que ajudou no gol que classificou a França para a Copa do Mundo da África do Sul e transformou Henry numa espécie de vilão do planeta, tal a quantidade de críticas que recebeu, pela falta de espírito esportivo.

Depois, a própria campanha ridícula dos franceses no Mundial, que culminou com a eliminação ainda na primeira fase da competição sem nenhum vitória e somente um ponto conquistado.

 Por fim, a transferência para o New York Red Bulls no início da temporada - que se por um lado encheu os bolsos do atacante, também significa claramente o início do fim de sua carreira, porque jogar na MLS é o fim da picada!

Mas não é que o francês conseguiu aprontar mais uma? Na partida diante do Dallas FC, ao comemorar um gol de sua equipe, Henry foi chutar a bola de novo para as redes, mas acabou acertando o pé do goleiro adversário, Kevin Hartman. Com o impacto, Hatman sofreu uma lesão no ligamento do joelho direito e foi substituído.

"Foi estúpido tudo isso", disse Henry, todo sem graça. Ah, jura que foi? Veja o vídeo abaixo e tire suas próprias conclusões.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Dez razões para não perder a edição
2010/11 da Liga dos Campeões da Europa

Finale, a bola da Adidas que será utilizada na Liga dos Campeões 2010/11

  1. Saber se a Inter de Milão conseguirá repetir o mesmo desempenho da vitoriosa campanha da temporada passada, desta vez sem o comando do português José Mourinho, mas sim sob a batuta de Rafa Benitez.
  2. Três times de Londres disputarão a Liga dos Campeões deste ano: Arsenal, Chelsea e Tottenham. Curiosamente, nenhum time londrino jamais foi campeão da Liga dos Campeões. E a final da edição 2010/11 será...em Londres!
  3. Para quem gosta do futebol inglês, curtir a participação do Tottenham Hotspur, que não disputa a competição mais badalada de clubes do futebol mundial desde a temporada 1961/62.
  4. Ver alguma comemoração da dança-robô do atacante inglês Peter Crouch, caso marque um gol pelo Tottenham.
  5. Descobrir algumas equipes completamente desconhecidas do torcedor brasileiro, como Bursaspor (Turquia), Kobenhavn (Dinamarca), CFR 1907 Cluj (Romênia) e MSK Zilina (Eslováquia). Os estreantes na fase de grupos são o Bursaspor, Zilina, Braga (Portugal), Hapoel Tel-Aviv (Israel) e FC Twente (Holanda).
  6. O torcedor corintiano terá um motivo a mais para ver as partidas: torcer ou secar o goleiro Felipe, do Braga, campeão paulista e da Copa do Brasil de 2009 e que saiu brigado do clube.
  7. Acompanhar na fase de grupos um duelo de campeões pelo Grupo G: Real Madri x Milan, dias 19/10 (em Madri, no Santiago Bernabéu) e 3/11 (em Milão, no Giuseppe Meazza).
  8. Rever, mesmo que no banco de resevas atuando como treinador, o belga Michel Preud'homme, ex-goleiro da Bélgica que marcou época na Copa do Mundo de 1994. Preud'homme é técnico do Twente, da Holanda.
  9. Ver uma espécie de "mini liga brasileira" no Grupo H, que reunirá um total de 25 brasucas divididos entre as equipes do Partizan Belgrado, Shakhtar Donetsk, Braga e Arsenal.
  10. Conferir se José Mourinho, o marrento mas competente treinador português do Real Madrid, conseguirá se tornar o primeiro treinador três vezes campeão do torneio.

sábado, 11 de setembro de 2010

O prefeito bobo e o bairrismo idiota


"É uma chinelada na paulistada"

Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, esbanjando imaturidade e contando vantagem sobre a capital carioca provavelmente ser escolhida pela Fifa para abrigar o centro de mídia e o sorteio para as eliminatórias da Copa do Mundo de 2014

sábado, 28 de agosto de 2010

Perguntar não ofende

Alguém por acaso acredita que o estádio do Corinthians (será que agora vai mesmo?), já definido pelos políticos de São Paulo como a arena do estado para a Copa do Mundo de 2014, não utilizará um único centavo de dinheiro público em sua construção?

Eu, sinceramente, não creio nisso. 

Os nosso bolsos podem se preparar, isso sim, para uma bela tungada, em razão de uma simples e estúpida briga política entre a CBF e o São Paulo FC, no qual o Corinthians acabou levando a melhor duplamente: ganhará um belo estádio sem ter que desembolsar nada de seu patrimônio e ainda ganhou mais um round em sua briga particular com o Tricolor. O placar atual do clássico está 4 x 0 para o Timão, fora o baile!

A abertura da Copa no
estádio do Corinthians

*Por José Antonio Lima
Do blog Esporte Fino

A nota oficial que Ricardo Teixeira (CBF), Alberto Goldman (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) publicaram na noite de ontem extrapola os limites da desfaçatez. Nos cinco parágrafos do texto, fica claro como o presidente da CBF, o governador e o prefeito de São Paulo consideram o torcedor/cidadão um completo palhaço.

O texto afirma que, após descartar o Morumbi, Teixeira “consultou” Goldman e Kassab sobre a possibilidade de a abertura ser no futuro estádio do Corinthians. A “consulta” é o grande prêmio que Andrés Sanchez ganhou por se aliar a Teixeira.

Como Andrés, Teixeira odeia o São Paulo, e nos bastidores é consenso que o presidente da CBF usou seu bom trânsito na Fifa para impulsionar a má vontade da entidade com o Morumbi. Enquanto o Morumbi foi submetido a um intenso escrutínio, o “Itaquerão”, que ficará próximo ao metrô mas cujo único acesso de carro é pela horrenda Radial Leste, ganhou a abertura mesmo sem existir.

A história fica ainda mais estranha levando em conta a capacidade projetada do estádio – 48 mil pessoas, insuficiente para a abertura. A nota de Teixeira, Goldman e Kassab – o que escancara a falta de compromisso público dos três – ignora esse ponto e, apesar de excluir a entrada de dinheiro público no projeto, não diz quem vai bancar a ampliação da arena. Segundo o Estadão, a Fifa vai bancar a ampliação do estádio, o que tornaria tudo um “freak show”.

Quando se fala em Copa no Brasil, a última palavra é de Teixeira. Ele é tão poderoso que se torna capaz de fazer dois políticos experientes assinarem uma nota que – estivesse fora do âmbito esportivo – seria considerada absurda. A reação da Fifa ao presente que o Corinthians ganhará é aguardada.

Se for favorável, revelará que a escolha do estádio paulista sempre foi um jogo de cartas marcadas, com direito a um bode expiatório (o Morumbi), a uma cortina de fumaça (Piritubão), inocentes sem culpa (Pacaembu, Palestra Itália e Canindé) e um vencedor que nem precisou entrar em campo – o estádio do Corinthians.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A Copa do Mundo é nossa (9)

Do portal Copa 2014

Arena da Baixada pode ser
trocada pela Vila Capanema


Curitiba ainda negocia acordo com Atlético, mas prepara "Plano B" para Copa de 2014

Julio Cesar Lima - Curitiba

Causou mal estar na reunião da Comissão da Copa 2014 da Câmara de Vereadores, realizada na tarde de terça (17/8), em Curitiba, a ideia da Prefeitura de Curitiba de começar a trabalhar com um Plano B para a Copa de 2014, caso haja a necessidade de substituir a Arena da Baixada, de propriedade do Atlético Paranaense por conta dos imbróglios jurídicos e financeiros que tem acontecido nos últimos meses e podem atrapalhar as negociações futuras.

O Plano B, que segundo o representante da Prefeitura, Luiz Haiakawa, teria utilização nas Olimpíadas seria o uso da Vila Capanema, como é conhecido o estádio Durival Britto e Silva (do Paraná Clube) que abrigou jogos da Copa de 1950 e cujo entorno pertence à antiga Rede Ferroviária Federal e ao governo federal.

A menção a outro estádio irritou o presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, Gláucio Geara, que se disse surpreso com a proposta. “Eu assino uma coisa com o prefeito lá (na Prefeitura) e me mostram outra coisa aqui na reunião. Precisamos conversar sobre o que está acontecendo”, disse Geara.

Uma das vantagens apresentadas a favor da Vila Capanema, seria o fato de que o governo federal não teria problemas em realizar obras na região, haja vista que detém grande parte do terreno. “Já que estamos trabalhando na Rodoferroviária, na avenida das Torres (que liga o Aeroporto Afonso Pena ao centro da cidade) não haveria problemas com a Vila Capanema”, disse Haiakawa.

“Devemos lembrar que o Atlético não será beneficiário, ao contrário, terá prejuízo de R$ 40 milhões, pois deverá deixar a Arena, onde temos 22 mil sócios pagantes, para pagar aluguel em outros estádios. O Atlético não pode assumir uma dívida para um evento do qual todo o estado do Paraná vai usufruir”, disse Geara.

Potencial construtivo
Um dos motivos da reunião seria acertar o discurso em relação ao potencial construtivo. A solução, porém, deve encontrar oposição na Câmara. “Não há uma definição sobre o uso do potencial construtivo e sobre a aplicação de dinheiro público. Isso deve ser debatido em uma reunião sobre o tema”, disse Mario Celso Cunha, líder do prefeito na Câmara.

Segundo o acordado na última reunião entre Prefeitura, Atlético e governo do estado, a Prefeitura avalizaria o montante de R$ 90 milhões na forma de potencial construtivo para uma empreiteira apontada pelo clube. A empreiteira faria as obras necessárias em troca desses papeis, o Atlético arcaria com R$ 40 milhões, e o governo do estado repassaria R$ 45 milhões para Curitiba em forma de obras nos próximos anos.

Conforme a vereadora Professora Josete (PT), a lei que rege a negociação do potencial construtivo diz respeito a desapropriações e outras obras, mas nenhuma que se encaixe no perfil do que está ser executado. “Temos que discutir muito isso, pois não podemos passar por cima de uma lei”, afirmou.

Para dirimir essas dúvidas, um grupo da Prefeitura tenta adequar as necessidades existentes à Constituição, para que seja encaminhado um termo de cooperação para a Câmara. “Vamos nos reunir com o prefeito e ver o melhor encaminhamento para isso. Se for necessário, colocamos para votação nos próximos dias, pois não há muito tempo para nossa definição”, disse. O tempo a que se refere Cunha é o dia 2 de setembro, data limite para a cidade encaminhar seus projetos e ser incluído no PAC da Copa.

Para o presidente do Senge, Jaime Sunye, não se pode descartar totalmente a possibilidade de alterações no plano principal, que era a utilização da Arena. “É preciso ver toda a legalidade do processo, o impacto disso para a cidade, e ver como o mercado reage a uma possível alteração de seu plano. Temo que questionar se o potencial construtivo não chega a ser, no final, uma transferência de recursos públicos”, concluiu.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Coerência não é o forte de Pelé


"Se eu fosse o técnico da seleção, o levaria. Ele (Neymar) tem mostrado que pode estar entre os 23. Não é desculpa ele estar muito novo. Eu, aos 16 anos, já estava na seleção"
Pelé, defendendo a convocação de Neymar para a Copa do Mundo da África do Sul, em 2/03/2010


"Se eu fosse o Dunga, ao invés do Neymar levaria o Ronaldinho, que já tem experiência e estava bem"
 
Pelé, cinco meses depois, em 17/08/2010, defendendo a decisão de Dunga em não levar Neymar para o Mundial e mostrando que a coerência não é o seu ponto forte

domingo, 15 de agosto de 2010

Depois do "Cala Boca, Galvão",
que tal um "Cala Boca, Blatter"?

"Se em 90 minutos não houver vencedor, a decisão será nos pênaltis. Também poderemos reintroduzir o gol de ouro, abolido em 2002. O primeiro gol na prorrogação decide o vencedor, o que obriga as duas seleções a irem para o ataque"

Presidente da Fifa, Joseph Blatter, propondo acabar (!) coim os empates na primeira fase da Copa do Mundo

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

CBB lança candidatura do Brasil para o Mundial de 2014. Novo vexame à vista?

As jogadoras da Austrália fazem a festa pelo título do Mundial de 2006. Crédito: CBB

Eis que sou surpreendido em minha caixa de e-mail com um comunicado oficial da Fiba (Federação Internacional de Basquete), informando que o Brasil está entre os três países que lançaram a candidatura para ser a sede do Campeonato Mundial feminino adulto de 2014. Além dele, Austrália e Turquia também lançaram sua candidatura.

A definição da sede acontecerá durante um congresso do Comitê Central da Fiba, em 2011. Não faço a menor ideia sobre quem poderá levar a melhor nesta disputa. Os cartolas da Fiba não têm pelo basquete feminino o mesmo zelo que mostram pelo masculino. Durante muito tempo, o Mundial feminino era realizado às vésperas da Copa do Mundo de futebol - ou seja, repercussão zero!

Por isso, se escolhem com extremo cuidado as sedes dos Mundiais masculinos, claramente relaxam quando se trata do torneio das mulheres. Mas na base do puro palpite, acho que a Austrália sai na frente nesta corrida.

Além de ter sido a última campeã mundial, a Austrália conta com uma estrutura esportiva invejável, organizou os Jogos Olímpicos não faz tanto tempo assim (em 2000) e fez com sucesso o Mundial de 1994. Já a Turquia dificilmente será eleita, até pelo fato de organizar o próximo Mundial masculino, com início em 28 de agosto.

E o Brasil nesta história? Bom, a não ser que usem o mesmo looby utilizado para o Brasil ganhar a sede das Olimpíadas de 2016, acho quase impossível que o pleito da CBB tenha sucesso. Ainda devem estar vivas na mente dos dirigentes da Fiba as imagens do vexame protagonizado por Grego e sua turma, à época no comando da entidade brasileira.

Como esquecer que o Maracanãzinho, em obras para o Pan no ano seguinte, não ficou pronto a tempo, e com isso o Rio ficou fora do torneio? Ou a transferência de uma das sedes para Barueri, que não recebeu os jogos do Brasil? As goteiras no Ibirapuera também são inesquecíveis, bem como a queda de uma jogadora russa na quadra, após ter levado um escorregão no piso molhado.

Também deve estar muito fresco na memória dos cartolas da Fiba os jogos do Brasil com um público ridículo, pois foram marcados em pleno horário comercial durante a semana, para atender as exigências da TV que transmitia os jogos. Sem falar que aos finais de semana, as brasileiras jogaram às 9h30 da manhã, também por causa da TV, e com o público chegando no meio da partida, por causa das enormes filas nas bilheterias para comprar um ingresso.

Só a título de curiosidade: o Brasil já organizou quatro vezes o Mundial feminino de basquete: 1957, 1971, 1983 e 2006.

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