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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Brasil Olímpico (18)

Do jornal O Estado de S. Paulo - edição de 13 de fevereiro de 2011

Potência olímpica? É tarde demais
Meta do COB para o Rio é levar o Brasil ao top 10 no quadro de medalhas. Mas não há tempo para formar campeões do zero

Valéria Zukeran



O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) tem buscado se informar com especialistas sobre o que fazer para tornar o Brasil uma potência olímpica até 2016. Na recente apresentação da mais tradicional equipe de atletismo do País, a BM&F, o diretor, Sérgio Coutinho Nogueira, contou que foi um dos procurados pela entidade. "Eles me perguntaram o que poderia ser feito captar talentos e a criar um campeão para 2016. Minha resposta foi: "É tarde demais". Basta pensar que a Maurren (Maggi) levou 13, 14 anos das primeiras competições até que chegasse ao ouro em Pequim (no salto em distância)."

Em setembro do ano passado, o COB divulgou sua meta para a Olimpíada do Rio: subir do atual 23.º lugar no quadro de medalhas, obtido em Pequim em 2008, para 10.º. É um objetivo ousado se considerado o fato de que o Brasil conquistou 15 medalhas na China (3 de ouro) contra 40 da França, que ficou em 10.º (7 de ouro). Nos bastidores esportivos há consenso de que um país costuma conquistar, em média, metade das medalhas de ouro nas modalidades em que se considera entre os favoritos. A conta do COB é que, dos atuais 8 ouros, o Brasil passe a lutar por 13 em 2016. Porém o plano pode dar errado se outros países progredirem mais.

O cruzamento de informações entre o quadro de medalhas e o programa olímpico de Pequim mostra que as principais conquistas das três maiores potências nos Jogos tiveram origem nas 10 modalidades que mais oferecem medalhas (veja abaixo). A China conquistou ouro em 8 dos 10 esportes mais "medalheiros", enquanto os Estados Unidos ficaram no mais alto do pódio em 7 e a Rússia em 5.

Não fica difícil concluir que, para um país se tornar potência olímpica, será necessário forte investimento nos esportes mais generosos na oferta de ouros. A China percebeu a relação, tanto que, no balanço dos Jogos de 2008, já anunciava o aumento dos investimentos em modalidades que proporcionam muitas medalhas - como, por exemplo, o ciclismo - com o objetivo de aumentar sua hegemonia.

No Brasil. Se tomarmos o exemplo dos campeões olímpicos nacionais, a constatação é de que a observação de Coutinho Nogueira extrapola os limites do atletismo. Em geral, a trajetória da iniciação de um talento até o ouro levou mais de uma década, casos de Robert Scheidt e Cesar Cielo, quando não duas, como com Maurren Maggi e Rogério Sampaio.

Nas confederações, os dirigentes são cautelosos na hora de opinar se é possível revelar e preparar um campeão olímpico em cinco anos. "Nunca podemos descartar a possibilidade do surgimento de um fora de série, mas sabemos que, pelo menos no caso do judô, a base da equipe que representará o Brasil em 2016 já se destaca em Mundiais das categorias de base e começa a disputar vagas nas seletivas para a seleção permanente olímpica principal", observa o coordenador técnico da Confederação Brasileira de Judô, Ney Wilson.

A natação usa estatísticas para fazer a projeção de seus campeões olímpicos em 2016 baseada em uma pesquisa organizada pelo supervisor Ricardo de Moura, que aponta os medalhistas em potencial. Boa parte já compete na categoria adulta.

Nem mesmo esportes no qual os talentos precisam nascer precocemente, como a ginástica, a perspectiva de um campeão em cinco anos é vista com otimismo porque, se é possível termos campeãs com 16 anos, foi por meio de crianças que competiam em média 8 anos antes.

Nas modalidades nas quais o Brasil não tem tradição, como a luta olímpica e o tiro (apesar de o esporte ter proporcionado a primeira medalha olímpica brasileira), isso é considerado impossível. Na luta, ainda há a esperança de captar talentos vindos de outras modalidades. "Talvez seja possível criar um campeão olímpico em cinco anos se ele tiver base de outro esporte de luta, principalmente o judô. Mas acredito que, hoje, 80% da nossa equipe olímpica de 2016 já esteja praticando luta", diz o superintendente da Confederação Brasileira de Lutas Associadas (CBLA), Roberto Leitão.

No tiro a tarefa é mais inglória. Esperanças olímpicas são obra do acaso, como o jovem Felipe Wu, prata nos Jogos Olímpicos da Juventude. Filho de chineses praticantes do tiro, o jovem foi iniciado cedo. "Mas isso é difícil de ocorrer no Brasil. Há preconceito em relação ao esporte. Muitos pais associam o tiro esportivo com violência, apesar de isso estar longe da realidade", garante o assessor da presidência da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo, Ronaldo Silva Freire.

A conclusão ao conversar com técnicos e dirigentes esportivos é preocupante: com exceção de algum talento excepcional, o investimento no esporte desde o anúncio do Brasil como sede olímpica servirá para 2020. A colheita do COB em 2016 será, fundamentalmente, resultado das sementes plantadas nas categorias de base entre 1996 e 2000.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Pan-Americano 2011: rugby brasileiro
em festa. Já o hóquei de grama...

Os jogadores Portugal e Rosa comemoram a vitória sobre a Argentina/Crédito: ZDL
O final de semana trouxe duas cenas bem contrastantes para dois esportes considerados "do baixo clero" do universo esportivo brasileiro. Primeiro, vamos à cena alegre, retratada pela foto acima: a seleção brasileira masculina de rugby derrotou a Argentina pela primeira vez na história da modalidade neste domingo, por 7 a 0, durante o Campeonato Sul-Americano da modalidade, que está sendo disputado em Bento Gonçaves (RS). Melhor ainda é que no dia anterior o Brasil havia garantido sua vaga aos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (Mex), que serão realizados em outubro, após derrotar Paraguai (19 a 10) e Peru (36 a 7).

O feito já pode ser considerado o primeiro resultado efetivo obtido pelo rugby brasileiro desde que passou a contar com o patrocínio do Bradesco, em um projeto de seis anos com a CBRu (Confederação Brasileira de Rugby), visando os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, e que inspirou alguns comerciais de TV bem sacados da Topper, como este abaixo:



A cena triste do final de semana era uma grande bola cantada. No último sábado, a seleção brasileira de hóquei na grama levou uma nova sova de Cuba, desta vez por 8 a 1, no playoff que decidia uma vaga no Pan de Guadalajara e que foi disputado no Complexo Desportivo de Deodoro, na Vila Militar, no Rio. E olha que o Brasil chegou a fazer 1 a 0. Como havia perdido o primeiro jogo por 7 a 1, os brasileiros acabaram eliminados.

Agora a Confederação Brasileira de Hóquei terá mais alguns anos para tentar montar uma equipe minimamente decente e assim procurar não dar vexame nas Olimpíadas de 2016.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Brasil Olímpico (17)

Da Folha de S. Paulo - edição de 21 de janeiro de 2011

São Caetano demite 720 atletas sem aviso

Prefeitura atribui o fim do incentivo a 24 modalidades a um corte de R$ 1 milhão no orçamento

DE SÃO PAULO

A Prefeitura de São Caetano do Sul (SP) decidiu repaginar seu modelo esportivo e dispensou 720 dos 986 atletas que defendiam a cidade.

"Em algum momento você teria que fazer isso por causa do custo-benefício", afirmou Mauro Chekin, secretário de Esporte e Turismo. "O esporte está ficando inviável."
A cidade foi campeã de 13 das 14 últimas edições dos Jogos Abertos do Interior e investia em 28 modalidades.

Com a decisão, sobreviveram quatro modalidades, que contam com patrocínios próprios. Mas a intenção da prefeitura é recontratar parte dos dispensados após estudo de viabilidade dos esportes.

A previsão inicial era ter um documento em um prazo de 30 a 45 dias, mas, após a repercussão da medida, a prefeitura quer fechar o estudo em no máximo um mês.
Chekin disse que preferiu dispensar e recontratar os atletas para permitir que quem não estiver nos planos da cidade tenha oportunidade de procurar outra equipe.
Questionado se não seria ideal já ter feito o estudo no final de 2010 para dispensar somente o necessário agora, Chekin reconheceu que não houve esse planejamento.

"Infelizmente não somos americanos ou orientais para ter essa visão macro lá atrás e planejar com essa tendência", disse ele. "Somos latinos. Então foi: "Vamos fazer? Legal, vamos fazer". E uma hora tinha que fazer."

Chekin afirmou que a mudança aconteceu por um corte de R$ 1 milhão no orçamento do esporte. Ele não quis declarar qual era o valor investido anteriormente.
Entre as equipes fechadas temporariamente estão as de judô e taekwondo, que têm medalhistas olímpicos.

O judoca Carlos Honorato, que defende a cidade há 14 anos e conquistou a prata em Sydney-2000, disse estar treinando no interior e que não poderia falar nada.
"Infelizmente, o judô entrou no arrastão", disse o coordenador Mario Tsutsui.
Segundo ele, a equipe tinha orçamento mensal de R$ 35 mil mensais e, no auge, dispunha de R$ 60 mil. A cidade abrigou medalhistas olímpicos como Henrique Guimarães e Tiago Camilo.

Tsutsui disse ter esperança de que a equipe possa ser remontada, ainda que mais modesta. "Muitos atletas estão esperando pela recontratação após essa quarentena."
O time adulto feminino de basquete, último colocado na Liga de Basquete Feminino, será extinto ao final da competição, em fevereiro.

sábado, 1 de janeiro de 2011

A polêmica na logomarca do Rio-2016

Atualizado em 2/01/11

Demorou menos do que eu esperava. Um dia depois do lançamento oficial do logotipo dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, já pipocavam neste sábado pela internet, em blogs e sites esportivos, textos dizendo que o desenho da logomarca (que particularmente eu não gostei) seria um plágio de uma ONG.

O projeto do logo dos Jogos do Rio, criado pela agência carioca Tátil, busca, segundo seus criadores, transmitir a ideia de transformação. Nas cores verde, amarelo e azul,  o desenho mostra três pessoas de mãos dadas e remete ao formato do Pão de Açúcar, ponto turístico carioca conhecido mundialmente. A marca recebeu muitos elogios do presidente do COI, Jacques Rogge. "É possível ver várias coisas nesta marca. O Rio, a praia de Copacabana e as montanhas, por exemplo. É um projeto muito leve", concluiu.


O problema é que descobriram as semelhanças do logotipo dos Jogos de 2016 com o do símbolo da Telluride Foundation, uma ONG que arrecada fundos para a promoção da cidade do mesmo nome, no estado do Colorado, nos EUA. No desenho, quatro pessoas dançam de mãos dadas. 

Obs: como observou Alberto Murray Neto, o logo dos Jogos Rio-2016 também trazem semelhança com o quadro do pintor francês Henri Matisse, fato que havia sido lembrado pelo jornalista José Cruz, em seu blog.
 
O fato é um só: as semelhanças são "impressionantes". Com a palavra, os criadores do logo das Olimpíadas de 2016.
 
Confira abaixo as semelhanças:
 

Montagem publicada pelo site Lancent!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O logo das Olimpíadas do Rio-2016

Eis o logotipo oficial das Olimpíadas de 2016, que serão disputados no Rio de Janeiro, divulgado a pouco em uma festa na praia de Copacabana, com direito a um show da cantora baiana Daniela Mercury.



PS: quanto tempo vai demorar para começarem as primeiras piadas com este logo, hein?

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Sérgio Cabral e seu "senso de humor"

"Para o Paes, a Olimpíada será em 2014, tenho pena dos secretários dele"
Governador Sérgio Cabral, durante o lançamento da pedra fundamental da Vila Olímpica, dos Jogos de 2016, no Rio, "brincando" com a intenção do prefeito da cidade, Eduardo Paes, em cumprir os prazos das obras determinados pelo COI (Comitê Olímpico Internacional).

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Como o COB vai distribuir as
verbas da Lei Agnelo/Piva em 2011

Nesta segunda-feira, o COmitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou, através de um comunicado à imprensa, como será a distribuição dos recursos da Lei Agnelo/Piva, com base na arrecadação das loterias, para as confederações olímpicas em 2011. Segundo o comunicado do COB, "a proposta é diminuir a diferença entre as confederações que já dispõem de patrocínios e as que ainda não contam com este tipo de recurso."

Sei não. Todas as confederações tiveram um aumento na verba destinada. Até mesmo entidadses que nada receberam em 2010, ganharão um troquinho" em 2011, casos do golfe e rugby, duas modalidades que integram o programa olímpico dos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro.

A impressão que fica é que o COB decidiu abrir um pouco mais o cofre talvez com medo da concorrência de projetos alternativos de patrocínio, como o da Petrobrás - que destinará R$ 265 milhões para atletas do boxe, remo, esgrima, taekwondo e levantamento de peso -, cuja verba irá diretamente para as respectivas confederações, sem passar pelo COB.

Abaixo, os valores da verba da Lei Agnelo/Piva de cada confederação para 2011:

Atletismo - De R$ 2.825.000,00 em 2010 para R$ 3.000.000,00
Badminton - De R$ 904.000,00 para R$ 1.300.000,00
Basquete - De R$ 1.921.000,00 para R$ 2.100.000,00
Boxe - De R$ 1.582.000,00 para R$ 1.700.000,00
Canoagem - De R$ 1.808.000,00 para R$ 2.300.000,00
Ciclismo - De R$ 1.808.000,00 para R$ 2.300.000,00
Desportos Aquáticos - De R$ 2.825.000,00 para R$ 3.000.000,00
Desportos na Neve - De R$ 678.000,00 para R$ 800.000,00
Desportos no Gelo - De R$ 678.000,00 para R$ 800.000,00
Esgrima - De R$ 1.017.000,00 para R$ 1.100.000,00
Ginástica - De R$ 2.599.000,00 para R$ 2.800.000,00
Golfe - R$ 500.000,00
Handebol - De R$ 2.599.000,00 para R$ 3.000.000,00
Hipismo - De R$ 2.034.000,00 para R$ 2.900.000,00
Hóquei sobre a Grama - De R$ 904.000,00 para R$ 1.300.000,00
Judô - De R$ 2.825.000,00 para R$ 3.000.000,00
Levantamento de Peso - De R$ 904.000,00 para R$ 1.100.000,00
Lutas Associadas - De R$ 1.017.000,00 para R$ 1.500.000,00
Pentatlo Moderno - De R$ 904.000,00 para R$ 1.300.000,00
Remo - De R$ 1.808.000,00 para R$ 1.900.000,00
Rugby - R$ 500.000,00
Taekwondo - De R$ 1.130.000,00 para R$ 1.200.000,00
Tênis - De R$ 1.469.000,00 para R$ 1.800.000,00
Tênis de Mesa - De R$ 1.808.000,00 para R$ 2.300.000,00
Tiro com Arco - De R$ 904.000,00 para R$ 1.300.000,00
Tiro Esportivo - De R$ 1.469.000,00 para R$ 2.000.000,00
Triatlo - De R$ 1.356.000,00 para R$ 2.000.000,00
Vela e Motor - De R$ 2.825.000,00 para R$ 3.000.000,00
Vôlei - De R$ 2.825.000,00 para R$ 3.000.000,00

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Brasil Olímpico (16)

Nada mais significativo do que marcar 2.500 posts deste blog do que escancarar a situação vexatória pela qual passa a sede dos Jogos Olímpicos de 2016

Do iG Esporte - 25/11/2010

Terror no Rio de Janeiro suspende
final do Carioca de vôlei feminino



Desde domingo, o cidade vive uma onda de violência, com arrastões, veículos queimados e ataques a bases policiais


Nesta quinta-feira, o esporte acabou sentindo o clima de terror no Rio de Janeiro. Após criminosos incendiarem um ônibus nas mediações do Ginásio do Tijuca Tênis Clube, local da partida, a federação estadual decidiu adiar o jogo, ainda com data indefinida.


Desde domingo, o Rio de Janeiro vive uma onda de violência, com arrastões, veículos queimados e ataques a bases policiais. De acordo com o governo carioca, os ataques partem das facções criminosas e são uma reação contra as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadoras, instaladas, sobretudo, dentro de inúmeras favelas dominadas pelo tráfico de drogas.

A partida marcaria a estreia da atacante Sheilla na Unilever/Rio de Janeiro. Após derrotar o Universo, de São Gonçalo, a equipe comandada pelo técnico Bernardinho enfrentará o Macaé Sports na decisão.


As próprias jogadoras comentaram a iniciativa no Twitter. A meio de rede Carol Gattaz foi uma das primeiras a relatar o episódio em seu microblog. "Cancelado o jogo de hoje no Tijuca. A Sheilinha acabou de me avisar que cancelaram", avisou.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Política ameaça futuro de Scheidt
e Grael nas Olimpíadas de 2016, no Rio


Scheidt (com Prada): ameaçado de não disputar a Rio-16 na class Star
 O Comitê Olímpico Brasileiro, que tem PhD em fazer lobby - a conquista para a sede das Olimpíadas de 2016 é a maior prova disso - precisa abrir bem o olho se não quiser levar uma rasteira e ver o Brasil ficar sem uma medalha quase certa nos Jogos Olímpicos do Rio. Um movimento, encabeçado pelos países da Oceania (sobretudo Austrália e Nova Zelândia) e da Ásia, tenta tirar do programa olímpico das Olimpíadas brasileiras a classe Star no iatismo. Por interesse político, os cartolas querem simplesmente alijar a prova onde competem Robert Scheidt e Torben Grael, ambos campões olímpicos (Scheidt, no caso, na Laser).

O movimento iniciado pelos países da Oceania e da Ásia já preocupa Scheidt, que tomou a iniciativa de mandar uma carta para a Federação Internacional de Vela (Isaf), mostrando os argumentos a favor da manutenção da prova.

Os delegados da Isaf que propuseram a exclusão da classe Star argumentam que o objetivo é diminuir o número de atletas nas Olimpíadas (tendência que vem sendo seguida em outras modalidades) e, por isso,  nada melhor do que excluir uma classe inteira do programa da vela.

Mas o que pode estar por trás desta intenção é diminuir a força de outros países fora da Ásia e Oceania, que não tem iatistas de alto nível na Star. " Brasil tem cinco medalhas olímpicas conquistadas na Star, quatro com Torben e uma com a gente (Robert Scheidt e Bruno Prada ficaram com a prata em Pequim/2008). Seria um baque muito grande para a vela nacional e acho que também para os organizadores dos Jogos e o próprio COB. Nossa batalha tem de ser pela manutenção da 11ª classe, como em Londres", observou Scheidt.


Se tudo isso não bastasse para o COB mexer seus pauzinhos políticos, há um outro argumento importante: a Star tem presença no programa olímpico desde os Jogos de 1932, em Los Angeles. Não se atira uma história dessa no lixo.!

Ô Nuzman, dá um jeito de garantir a classe Star em 2016, pô!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Cartão de visitas preocupante

A reportagem abaixo foi publicada pela Folha de S. Paulo desta sexta-feira (12/11). Se isso já acontece nos Jogos Militares, o que se esperar da Copa de 2014 ou das Olimpíadas de 2016? O que haverá de notícia falando de irregularidades em obras destas duas competições será uma grandeza.

E depois tem ua turma que acha que a imprensa que fiscaliza e cobra transparência é chata e só preocupada em destacar o lado negativo das coisas...


TCU vê falha de R$ 23,2 mi em Jogos

Mundiais Militares-2011
FLÁVIA FOREQUE
DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA

O Tribunal de Contas da União apontou irregularidades graves em obras das vilas olímpicas dos Jogos Mundiais Militares-2011, sediados no Rio. O prejuízo estimado, devido a "valores de aditivos [contratuais] injustificados", chega aos R$ 23,2 milhões.

As vilas da Marinha, Exército e Aeronáutica terão capacidade para abrigar cerca de 8.000 pessoas, entre atletas, árbitros e dirigentes de 110 países, e serão destinadas depois a famílias de militares. Na Olimpíada de 2016, a vila do Exército abrigará os árbitros da competição.

Segundo o TCU, a vila sob responsabilidade da Marinha foi licitada sem licença ambiental prévia, item obrigatório para a elaboração do projeto básico dos edifícios.

"A ausência da licença ambiental quando da licitação ocasionou uma série de problemas, como a necessidade de alteração do projeto de locação da obra, alteração nas fundações dos prédios e atraso no início das obras" diz o relatório da auditoria.

Para cumprir o prazo de entrega dos 22 prédios mesmo com essas alterações, a Marinha argumentou ser necessário trocar o tipo de concreto utilizado na obra. No total, a despesa extra é estimada em R$ 16,5 milhões.

A Aeronáutica também trocou o material utilizado, com a mesma justificativa. Assim, foram pagos à construtora mais R$ 6,7 milhões. A alteração, feita logo após a assinatura do contrato, não tem respaldo na lei das licitações, pois as empresas já sabiam dos prazos, diz o TCU.

A auditoria fiscalizou um montante de R$ 209,8 milhões, reservados para a construção das vilas olímpicas, e apontou outras irregularidades, como o pagamento adiantado de serviços e sobrepreço devido a itens considerados em duplicidade, que não implicam prejuízos à administração pública.

Os responsáveis pelas obras terão 15 dias para apresentar as justificativas.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Defesa não se manifestou.

domingo, 31 de outubro de 2010

Dilma chega lá. E Nuzman
não perde tempo...

Nota distribuída pela assessoria de imprensa do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) neste domingo, às 21h45



Dilma Rousseff, em seu primeiro discurso como presidenta do Brasil/Crédito: Divulgação

COB E RIO 20616 PARABENIZAM DILMA ROUSSEFF


O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e o Comitê Organizador Rio 2016 parabenizam a presidenta eleita do Brasil, Dilma Rousseff (PT), pela vitória obtida nas urnas. O COB e o Rio 2016 estão certos de que o futuro Governo cumprirá as garantias dadas ao Comitê Olímpico Internacional (COI) quanto à organização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016, bem como o apoio à preparação dos atletas brasileiros para este evento, conforme declarou a presidenta eleita na visita realizada à sede do COB durante a campanha eleitoral.

Esta certeza se reforça no fato de Dilma Rousseff ter participado ativamente, como Ministra Chefe da Casa Civil do atual Governo, da campanha da Cidade do Rio de Janeiro na candidatura aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, não tendo medido esforços para viabilizar o projeto de candidatura do Rio e oferecer todas as condições para que o Brasil saísse vitorioso naquela acirrada disputa. A Ministra, inclusive, participou das apresentações à Comissão de Avaliação do COI durante a visita ao Rio de Janeiro, em abril de 2009.

O COB e o Comitê Organizador Rio 2016 desde já se colocam à disposição do novo Governo para auxiliar nos projetos que visem ao desenvolvimento do esporte brasileiro e de todo o país e desejam sucesso à presidenta.

Carlos Arthur Nuzman

Presidente do COB
Presidente do Rio 2016

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Brasil vai organizar as Olimpíadas, mas se complica para fazer um Mundial de Handebol

Se já causa preocupação os desafios que o Brasil terá que superar para poder organizar as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, o que você diria se soubesse que o país já encontra problemas para organizar o Mundial de Handebol feminino de 2011?  Joinville, que seria uma das subsedes do torneio, que acontecerá no ano que vem, entre 3 e 18 de dezembro, comunicou para a Confederação Brasileira de Handebol (CBHd) que abriu mão de receber um dos grupos do torneio. O motivo alegado é de não ter recebido ainda o caderno de encargos da Federação Internacional de Handebol (FIH).

Segundo Jorge Luís do Nascimento, presidente da Fundação de Esportes, Lazer e Eventos de Joinville (Felej), a cidade ficou preocupada com a falta de informações e para evitar maiores problemas, resolveu abrir mão de ser uma das sedes do Mundial. "Temos praticamente fechado o orçamento para o ano que vem. Receberíamos R$ 1 milhão para receber o Mundial, mas, sem ter clareza do caderno de encargos, achamos por bem desistir”, afirmou.

Por mais que a Federação Internacional tenha pisado na bola – e pisou mesmo –, me parece absurdo que a CBHd não tenha conseguido forçar que a entidade máxima do esporte mandasse as instruções necessárias para se organizar uma competição do porte de um Mundial. Ou, por outro lado, será que a Confederação não poderia ter encontrado uma outra forma do que expor o Brasil a um vexame destes? Vale lembrar que a CBHd todas as exigências foram entregues às cidades desde que a candidatura brasileira foi aprovada.

As sedes escolhidas para o Mundial de 2011 são, por enquanto, Balneário Camboriú, Brusque, Florianópolis e São José.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Rugby brasileiro lucra com a Rio-16

O rugby brasileiro já está lucrando com as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Lucrando literalmente. A modalidade passará a contar com o patrocínio do Bradesco por seis anos, culminando justamente com a disputa dos Jogos Olímpicos na capital carioca, quando o rugby irá estrear no programa olímpico.

O acordo entre a CBRu (Confederação Brasileira de Rugby) e o banco irá englobar tanto as seleções masculinas quanto as femininas.

Será que o ótimo anúncio da Topper, em que um jogador de rugby precisa apelar para a própria mulher para dar um autógrafo, na esperança que um dia a modalidade tivesse mais apelo no Brasil, foi profético?

sábado, 2 de outubro de 2010

Feliz aniversário do quê, cara-pálida?



Do blog do Alberto Murray

Um Ano de Nada

Há um ano atrás eu escrevi um artigo na Folha de São Paulo entitulado “Uma Grande Hipocrisia”. Expus a minha opinião sobre a escolha de bela Cidade do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2.016, que celebra o seu primeirto aniversário. Em um ano, nada de novo ocorreu no mundo do esporte. Se Vocês virem novamente os vídeos do dia da votação, a cartolagem olímpica e a politicalha afirmaram que “vamos começar a trabalhar assim que desembarcarmos no Brasil.” Não fizeram rigorosamente nada. Nem em obras de infra estrutura, nem na área esportiva. O País continua carente de uma política de esportes de base, de longo prazo. Os pobres do esporte estão cada vez mais pobres, enquanto os ricos mantém sua vida faustosa.

Os triunfos do Brasil, neste ano, continuam sendo em modalidades que já somos relativamente bons há pelo menos quatro décadas. Os esportes de menor expressão continuam de pires na mão. Vejam os resultados inexpressivos que o País obteve nos Jogos Olímpicos da Juventude, havidos no mês passado em Singapura. Essa é a geração que deverá representar o Brasil em 2.016. Alguém acha que em seis anos esses Atletas vão virar grandes campeões? Talvez um, ou dois. Não como decorrência de uma política de esportes. Mas por que serão valores esporádicos, talentos naturais, que serão lapidados, preferencialmente fora do Brasil.

Nuzman continua com sua entendiante catilinária de “vou transformar o Brasil em potência olímpica”. Vai transformar nada. Não tem projeto para isso. Se os tivesse já teria posto em prática.

O Ministério do Esporte segue aparelhado, outro “elefante branco” da burocracia nacional que mais atrapalha do que ajuda.

Para construir-se todas instalações farônicas que o Co-Rio mostrou aos membros do Comitê Internacional Olímpico, teriam que ter começado a trabalhar nisso há um anos atrás. Não vai dar tempo de fazer tudo aquilo. Neste ano, tudo o que ocorreu foi o cancelamento de uma licitação de edital maroto, para a contratação de um escritório de arquitetura. Belo avanço em um ano, para quem prometeu que iria começar a trabalhar “no dia seguinte”. Claro que tem aquele velho truque, que já foi utilizado no Pan Americano. Atrasam as obras o quanto podem, depois vira assunto emergencial e aí dispensam licitações. E a olimpíada acaba saindo ”no tapa”, de afogadilho, como foi o próprio Pan Americano. Brasil, o País da imprevidência.


Legado para o Rio de Janeiro? Ora pinhões! Não haverá nada. Eles não estão preocupados com isso.


Os mesmo personagens ainda continuam enrolados com os intermináveis processos no Tribunal de Contas da União, para que se tente desvendar onde foram parar os milhões super faturados do Pan Americano do Rio 2.007. É capaz de se chegar em 2.016 e ainda estarmos discutindo a farra do Pan 2.007. Cadê o dinheiro do povo?


Um ano depois da escolha do Rio como sede olímpica, não temos absolutamente nada a comemorar. O Rio e o Brasil merecem gente melhor no comando do esporte brasileiro. Que se preocupe menos com obras mirabolantes e mais com as pessoas, com os Atletas.


Não é por falta de aviso e de sugestões que essa gente do esporte não faz as coisas. Muita gente boa passou este ano inteiro gritando, apontando rumos, buscando soluções. Este Blog, modestamente, tem contribuido com isso. O que não faltam neste espaço são propostas de novos caminhos, sempre lastreados no esporte social, no trabalho de longo prazo. Mas a arrogância e a prepotência da nossa pajelança olímpica é enorme, que eles são incapazes de mudar de rumo.


É a primeira vez em que uma Cidade que sediará Jogos Olímpicos não faz absolutamente nada no ano subsequente à sua escolha. Até parece que aqui temos de tudo, que quase nada precisa ser feito.

Vitamina de sapo preto para a cartolagem do esporte e para os próceres do Ministério do Esporte.

Essa gente não vive pela melhoria do Brasil. São comprometidos com as entidades internacionais a que pertencem. Preferem que o Brasil e o Rio de Janeiro se danem, a correrem o risco de perder uma boquinha em algum órgão internacional qualquer.


Eu já escrevi aqui. É muito mais fácil ceder aos encantos e acenos dos tutancamons olímpicos. Difícil é resistir bravamente. Quem acredita neles, ou é ingênuo, ou está de má fé.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Do blog do José Cruz: Autoridade Pública Olímpica cria 484 cargos. Salários
variam de R$ 1.000 a R$ 22.000

Do blog do José Cruz - 27/09/2010


Com a edição irregular da Medida Provisória 503, criando a Autoridade Pública Olímpica, o governo não interrompe os trabalhos que já vinham sendo realizados.

Isso porque uma MP começa a vigorar assim que o presidente assina e o Congresso tem 120 dias para votar.


Logo, a APO volta a existir de fato. Irregular, ilegal, inconstitucional, mas existe.


E por quê?


Para que os dirigentes do Ministério do Esporte de hoje possam garantir espaço no governo de amanhã.


Aprenderam com os cartolas, que não desgrudam o traseiro da cadeira. Não querem dar chance à novas idéias, novas mentalidades. Nada! Querem ser os mesmos. Sempre. Perpétuos.


Mais: assim agindo, garantem os 484 cabides de empregos criados pela MP, com salários que variam de R$ 1 mil a R$ 22 mil.



CARGO/VALOR R$ (entre parentesis, o número de vagas para cada cargo)

Cargo Direção Executiva (1) -
22.100,00

Cargo Direção Executiva (1) - 21.000,00
Cargo de Direção Técnica (6) - 20.000,00
Cargo de Superintendência (29) - 18.000,00
Cargo de Supervisão (92) - 15.000,00
Cargo de Assessoria I (35) - 15.000,00
Cargo de Assessoria II (20) - 18.000,00
Função Téc. Gratificada I (100) - 1.000,00
Função Téc.Gratificada II (100) - 3.000,00
Função Téc. Gratificada III (100) - 5.000,00

domingo, 8 de agosto de 2010

O voleio furado de Lula

Sem querer entrar na seara política e demonstrar preferência política por "A" ou "B", só mesmo sendo um idiota completo, como tantos pseudo-analistas da imprensa brasileira, para não reconhecer a importância dos dois governos de Luiz Ignácio Lula da Silva para a história recente do Brasil. O controle da inflação, o crescimento a olhos vistos para as camadas mais pobres da população e os ostensivos índices de aprovação popular são tão claros que só sendo muito burro para não dar os devidos méritos.

Mas quando o assunto é esporte, o presidente Lula vez por outra pisa na bola. Seja por conta de ligações pouco recomendadas, como o apoio incondicional (e fundamental para a eleição no COI) às Olimpíadas Rio-2016 ou até quando bate boca pela imprensa com Ricardo Teixeira sobre os problemas referentes à Copa do Mundo de 2014.

A boca nervosa de Lula acabou agora por fazer mais um estrago. Ao se encontrar com um garoto numa comunidade do Rio de Janeiro, o presidente perguntou ao menino porque ele não treina. Ao dizer que não havia uma quadra de tênis no complexo esportivo, Lula disparou: “Mas tênis é esporte da burguesia, porra. Porque você não treina natação?”

Veja o vídeo abaixo:



A declaração, além de preconceituosa com o tênis, demonstra o total desconhecimento de Lula em relação à realidade esportiva brasileira. Ou será que o presidente acha que a natação é muito popular e pode-se encontrar uma piscina pública semi-olímpica (que seja), em cada esquina?

Como disse o ex-tenista Fernando Meligeni, no Twitter: "Uma pergunta simples. Eu quero fazer natação. Onde faço aqui em São Paulo sem pagar? No Rio Tiete? Rio Pinheiro? Ah, no parque Ibirapuera...”

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

CBB lança candidatura do Brasil para o Mundial de 2014. Novo vexame à vista?

As jogadoras da Austrália fazem a festa pelo título do Mundial de 2006. Crédito: CBB

Eis que sou surpreendido em minha caixa de e-mail com um comunicado oficial da Fiba (Federação Internacional de Basquete), informando que o Brasil está entre os três países que lançaram a candidatura para ser a sede do Campeonato Mundial feminino adulto de 2014. Além dele, Austrália e Turquia também lançaram sua candidatura.

A definição da sede acontecerá durante um congresso do Comitê Central da Fiba, em 2011. Não faço a menor ideia sobre quem poderá levar a melhor nesta disputa. Os cartolas da Fiba não têm pelo basquete feminino o mesmo zelo que mostram pelo masculino. Durante muito tempo, o Mundial feminino era realizado às vésperas da Copa do Mundo de futebol - ou seja, repercussão zero!

Por isso, se escolhem com extremo cuidado as sedes dos Mundiais masculinos, claramente relaxam quando se trata do torneio das mulheres. Mas na base do puro palpite, acho que a Austrália sai na frente nesta corrida.

Além de ter sido a última campeã mundial, a Austrália conta com uma estrutura esportiva invejável, organizou os Jogos Olímpicos não faz tanto tempo assim (em 2000) e fez com sucesso o Mundial de 1994. Já a Turquia dificilmente será eleita, até pelo fato de organizar o próximo Mundial masculino, com início em 28 de agosto.

E o Brasil nesta história? Bom, a não ser que usem o mesmo looby utilizado para o Brasil ganhar a sede das Olimpíadas de 2016, acho quase impossível que o pleito da CBB tenha sucesso. Ainda devem estar vivas na mente dos dirigentes da Fiba as imagens do vexame protagonizado por Grego e sua turma, à época no comando da entidade brasileira.

Como esquecer que o Maracanãzinho, em obras para o Pan no ano seguinte, não ficou pronto a tempo, e com isso o Rio ficou fora do torneio? Ou a transferência de uma das sedes para Barueri, que não recebeu os jogos do Brasil? As goteiras no Ibirapuera também são inesquecíveis, bem como a queda de uma jogadora russa na quadra, após ter levado um escorregão no piso molhado.

Também deve estar muito fresco na memória dos cartolas da Fiba os jogos do Brasil com um público ridículo, pois foram marcados em pleno horário comercial durante a semana, para atender as exigências da TV que transmitia os jogos. Sem falar que aos finais de semana, as brasileiras jogaram às 9h30 da manhã, também por causa da TV, e com o público chegando no meio da partida, por causa das enormes filas nas bilheterias para comprar um ingresso.

Só a título de curiosidade: o Brasil já organizou quatro vezes o Mundial feminino de basquete: 1957, 1971, 1983 e 2006.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Londres-2012 está quase pronta.
E como será na Rio-2016?

Nesta terça-feira, faltarão exatamente dois anos para a abertura dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Para ser mais exato, 731 dias. E os organizadores divulgaram, orgulhosos, que cerca de 70% das obras e instalações para a competição já estão prontas. Além disso, os dirigentes britânicos garantiram que estão gastando menos dinheiro do que estava previsto no início das obras.

Agora, uma perguntinha básica: qual a chance da mesma coisa ocorrer nas Olimpíadas do Rio, em 2016?


domingo, 23 de maio de 2010

Basquete brasileiro perde
mais uma para a Argentina

De pouco adiantou o Rio de Janeiro conquistar o direito de ser a sede dos Jogos Olímpicos de 2016, pelo menos na opinião da Fiba (Federação Internacional de Basquete). No sábado à noite, a Fiba Américas, responsável pela organização da modalidade no continente, anunciou que Mar del Plata será a sede do Pré-Olímpico das Américas, torneio que qualificará as equipes para as Olimpíadas de Londres, em 2012.

Algumas razões explicam o sucesso dos argentinos e o consequente fracasso dos brasileiros: o maior prestígio da Argentina no cenário internacional (o país foi campeão olímpico em 2004 e medalha de bronze em 2008) e a falta de maior apoio financeiro na proposta brasileira. "Os três países (obs: o Canadá também se candidatou e foi eliminado na primeira votação) vieram preparados para vencer, fizeram apresentações excelentes e estavam prontos para sediar o evento. A Argentina fez uma boa proposta econômica e estou feliz com o resultado”, disse o secretário geral da Fiba Américas, Alberto García.

O resultado final da votação mostra bem a vantagem dos argentinos na disputa: 13 a 3 para os hermanos.

O Brasil não sabe o que é se classificar para o torneio olímpico masculino de basquete desde as Olimpíadas de Atlanta, em 1996.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Brasil Olímpico (15)

Do UOL Esportes - 20/04/2010

Senadores criticam Rio 2016 por tentar
"proibir" palavras como "Jogos" e "Rio"


O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do Rio 2016 tentou, mas não deve conseguir adicionar novas palavras à lista “protegida” do Ato Olímpico. Nesta terça-feira, em assembleia pública, a proposta assinada pelo presidente da entidade, Carlos Arthur Nuzman, foi duramente criticada por senadores da Comissão de Educação, Cultura e Esporte.

Em carta datada de dezembro de 2009, enviada para o presidente do Senado, José Sarney, Nuzman diz que o Comitê Organizador está sofrendo para evitar o “marketing de emboscada” relacionado aos Jogos. Por isso, pede a inclusão de novos termos na lista de marcas protegidas pelo Ato Olímpico.

A polêmica começa justamente aí. A lei criada para garantir que os Jogos Olímpicos seriam realizados no Rio em 2016 já tem uma lista de termos que se enquadram na proteção á marca olímpica. Já estão sob a tutela do Rio 2016 palavras como “Olimpíadas”, “olímpicos”, “Jogos Olímpicos” e “Rio 2016”, por exemplo. A nova lista, porém, “proibiria” também termos e expressões mais comuns, como Rio e 2016 isolados, além das palavras medalhas (isolada ou acompanhada de ouro, prata e bronze) e patrocinador.

“A sugestão do COB (na verdade, do CO Rio 2016) é exagerada e demonstra que a vontade dos patrocinadores está sobrepujando os direitos consagrados pela Constituição, além de ferir a propriedade do vocabulário”, disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Marisa Serrano (PSDB-MS) se disse favorável à manutenção da atual legislação. Ela lembrou que, caso a inclusão dos termos na lista de proteção à marca olímpica fosse aceita, até o termo "olimpíadas da matemática" seria proibido.

O UOL Esporte entrou em contato com o Comitê Rio 2016, que prometeu resposta. Em entrevista ao site “Congresso em Foco”, Nuzman disse que o pedido feito atendia a uma demanda do Comitê Olímpico Internacional. “Faz parte da Carta Olímpica. É um compromisso assumido pelas autoridades brasileiras. Da mesma forma que Pequim fez nos seus Jogos Olímpicos, que Atenas fez, que Sydney, que Barcelona... Isso é igual é para todas as cidades. Iguais à Copa do Mundo, que tem as suas exigências especiais”, afirmou o dirigente.

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