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terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Como o COB vai distribuir as
verbas da Lei Agnelo/Piva em 2011
Sei não. Todas as confederações tiveram um aumento na verba destinada. Até mesmo entidadses que nada receberam em 2010, ganharão um troquinho" em 2011, casos do golfe e rugby, duas modalidades que integram o programa olímpico dos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro.
A impressão que fica é que o COB decidiu abrir um pouco mais o cofre talvez com medo da concorrência de projetos alternativos de patrocínio, como o da Petrobrás - que destinará R$ 265 milhões para atletas do boxe, remo, esgrima, taekwondo e levantamento de peso -, cuja verba irá diretamente para as respectivas confederações, sem passar pelo COB.
Abaixo, os valores da verba da Lei Agnelo/Piva de cada confederação para 2011:
Atletismo - De R$ 2.825.000,00 em 2010 para R$ 3.000.000,00
Badminton - De R$ 904.000,00 para R$ 1.300.000,00
Basquete - De R$ 1.921.000,00 para R$ 2.100.000,00
Boxe - De R$ 1.582.000,00 para R$ 1.700.000,00
Canoagem - De R$ 1.808.000,00 para R$ 2.300.000,00
Ciclismo - De R$ 1.808.000,00 para R$ 2.300.000,00
Desportos Aquáticos - De R$ 2.825.000,00 para R$ 3.000.000,00
Desportos na Neve - De R$ 678.000,00 para R$ 800.000,00
Desportos no Gelo - De R$ 678.000,00 para R$ 800.000,00
Esgrima - De R$ 1.017.000,00 para R$ 1.100.000,00
Ginástica - De R$ 2.599.000,00 para R$ 2.800.000,00
Golfe - R$ 500.000,00
Handebol - De R$ 2.599.000,00 para R$ 3.000.000,00
Hipismo - De R$ 2.034.000,00 para R$ 2.900.000,00
Hóquei sobre a Grama - De R$ 904.000,00 para R$ 1.300.000,00
Judô - De R$ 2.825.000,00 para R$ 3.000.000,00
Levantamento de Peso - De R$ 904.000,00 para R$ 1.100.000,00
Lutas Associadas - De R$ 1.017.000,00 para R$ 1.500.000,00
Pentatlo Moderno - De R$ 904.000,00 para R$ 1.300.000,00
Remo - De R$ 1.808.000,00 para R$ 1.900.000,00
Rugby - R$ 500.000,00
Taekwondo - De R$ 1.130.000,00 para R$ 1.200.000,00
Tênis - De R$ 1.469.000,00 para R$ 1.800.000,00
Tênis de Mesa - De R$ 1.808.000,00 para R$ 2.300.000,00
Tiro com Arco - De R$ 904.000,00 para R$ 1.300.000,00
Tiro Esportivo - De R$ 1.469.000,00 para R$ 2.000.000,00
Triatlo - De R$ 1.356.000,00 para R$ 2.000.000,00
Vela e Motor - De R$ 2.825.000,00 para R$ 3.000.000,00
Vôlei - De R$ 2.825.000,00 para R$ 3.000.000,00
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Os eleitos pelo COB para concorrer
ao prêmio de Melhor Atleta de 2010
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| Murilo concorre ao prêmio de Melhor Atleta do Ano/Crédito: CBV |
As apostas do blogueiro é que Murilo, graça à conquista do tricampeonato mundial de vôlei com a seleção brasileira na Itália, será o escolhido no masculino, enquanto Fabiana, após a brilhante participação na vitória da Liga Diamante da Iaaf, irá faturar o troféu no feminino.
Os votos serão computados após uma escolha feita por um juri de jornalistas selecionados (entre os quais eu não me incluo, é bom que se diga) e através de votação popular, a partir do próximo dia 30/11, feita pela internet, através do site do COB.
O COB anunciou ainda a lista dos ganhadores do Prêmio Brasil Olímpico, com os melhores atletas de cada modalidade:
Atletismo – Fabiana Murer
Badminton – Daniel Paiola
Basquete – Tiago Spliter
Boliche – Roberta Rodrigues
Boxe – Roseli Feitosa
Canoagem Slalom – Silvia Gnadt
Canoagem Velocidade – Nivalter Santos
Ciclismo BMX – Mayara Perez
Ciclismo Estrada – Rafael de Matos Andriato
Ciclismo Moutain Bike – Rubens Donizete de Valeriano
Ciclismo Pista – Janildes Fernandes
Desportos na Neve – Mirlene Picin
Desportos no Gelo – Fabiana Alves dos Santos
Esgrima – Cleia Guilhon
Esqui Aquático – Marcelo Giardi
Futebol – Paulo Henrique Ganso
Futsal – Alessandro Rosa Vieira (Falcão)
Ginástica Artística – Jade Barbosa
Ginástica Trampolim – Daienne Lima
Ginástica Rítmica – Angélica Kvieczynski
Handebol – Alexandra Nascimento
Hipismo Adestramento – Luiza Almeida
Hipismo CCE – Ruy Fonseca
Hipismo Saltos – Rodrigo Pessoa
Hóquei sobre Grama – Daniel Tatara
Judô – Mayra Aguiar
Karatê – Douglas Brose
Levantamento de Peso – Fernando Reis
Luta – Joice Silva
Maratona Aquática – Ana Marcela Cunha
Natação – Cesar Cielo
Natação Sincronizada – Equipe de natação sincronizada
Patinação Artística – Juliana Almeida
Pentatlo Moderno – Yane Marques
Pólo Aquático – Luiza Carvalho
Remo – Fabiana Beltrame
Saltos Ornamentais – César Castro
Squash – Rafael Alarcon
Taekwondo – Marcio Wenceslau
Tênis – Thomaz Bellucci
Tênis de Mesa – Gustavo Tsuboi
Tiro com Arco – Bernardo Oliveira
Tiro Esportivo – Felipe Wu
Triatlo – Reinaldo Colucci
Vela – Bruno Prada e Robert Scheidt (Classe Star)
Vôlei de Praia – Juliana e Larissa
Vôlei – Seleção adulta masculina de vôlei
terça-feira, 7 de abril de 2009
Começou mal a Comissão de Atletas do COB
Antes de mais nada, é bom que se ressalte a importância do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) em ter criado a Comissão de Atletas, apresentada com toda a pompa nesta terça-feira, no Rio. O próprio Comitê Olímpico Internacional (COI) possuí sua comissão e a lista do COB seguirá os mesmos parâmetros.
O que é duro de aceitar é o nome colocado para presidir a comissão brasileira: Bernard Rajzman, que se como atleta brilhou em quadra, ao integrar a seleção brasileira masculina de vôlei que foi medalha de prata nas Olimpíadas de Los Angeles, fora de quadra sempre teve um postura para lá de questionável. Só para recordar os que têm memória curta, Bernard foi deputado estadual pelo PFL durante seis anos (1997-2002), além de ter sido Secretário Nacional de esportes do governo de Fernando Collor, de tão triste memória para os brasileiros.
Eis os demais integrantes da Comissão de Atletas do COB:
Hortência Marcari (basquete - vice-presidente)
César Cielo (natação)
Daiane dos Santos (ginástica artística)
Giovane Gávio (vôlei)
Gustavo Borges (natação)
Gustavo Kuerten (tênis)
Hugo Hoyama (tênis de mesa)
Isabel Clark (snowboard)
Janeth Arcain (basquete)
Marcelo Ferreira (iatismo)
Marta Vieira (futebol)
Natália Falavigna (taekwondo)
Robert Scheidt (iatismo)
Robson Caetano (atletismo)
Rogério Sampaio (judô)
Sandra Pires (vôlei de praia)
Vanderlei Cordeiro de Lima (atletismo)
Álvaro Affonso de Miranda - Doda (hipismo)
Cá entre nós, com exceção de César Cielo, que ainda não confirmou se aceitará o convite para integrar a Comissão, nenhum dos integrantes acima tem o perfil de quem irá "incomodar" o COB com um posicionamento mais crítico ou contestador.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Os estranhos critérios do COB para distribuir o dinheiro da Lei Piva
O anúncio feito nesta quarta-feira pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) dos valores da Lei Piva que serão repassados às confederações de esportes olímpicos e para o comitê paraolímpico em 2009 confirmou, em boa parte, a proposta inicial feita pelo próprio COB, quando chegou a despertar a irritação de alguns dirigentes, como Alaor Azevedo, presidente da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (relembre aqui).Se não houve surpresa para as entidades que receberão a maior fatia do bolo - Atletismo, Desportos Aquáticos, Judô, Vela e Vôlei, com R$ 2,5 milhões para cada uma -, chega a estranhar a distribuição no terceiro grupo de modalidades, aquelas que, segundo o comunicado do COB, são "em desenvolvimento com resultado sul-americano, pan-americano e mundial".
De acordo com estes critérios (a tal "meritocracia"), a Canoagem, o Ciclismo, o Remo e o Tênis de Mesa levarão R$ 1,6 milhão; o Triatlo, outra modalidade integrante deste grupo, receberá R$ 1,2 milhão; e o Taekwondo, R$ 1 milhão.
O que eu não consigo entender (e aceitar) é que o taekwondo brasileiro, que ganhou sua primeira medalha olímpica da história com o bronze de Natalia Falavigna em Pequim, receba uma verba menor do que esportes que só estão conseguindo resultados em torneios de menor importância. Uma grande injustiça, em minha opinião.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
O desigual mundo do esporte brasileiro
Muito para poucos. Eis a lógica do COB
Em 1974, o economista brasileiro Edmar Bacha criou uma expressão para definir a distribuição de renda do Brasil. Segundo ele, a maior parte da riqueza do país estaria concentrada numa pequena Bélgica, enquanto a pobreza ficaria reservada para a grande Índia, resultando na “Belíndia”. Na semana passada, a definição do professor Bacha voltou a ser usada. Revoltado com a proposta do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) de distribuição de verbas da Lei Piva para o ciclo olímpico visando os Jogos de Londres-2012, o presidente da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa, Alaor Azevedo, não se preocupou em escolher as palavras e bateu pesado na entidade que comanda o esporte olímpico brasileiro.
“Nesse esquema do COB, seis Confederações ficam com tudo e as outras com nada. Você distribui a pobreza e cria uma 'Belíndia'. Alguns esportes moram na Bélgica, outros na Índia", disparou Azevedo. Mesmo no comando de uma modalidade que vem colecionado raros bons resultados internacionais (os fracos Jogos Pan-Americanos, onde o interminável Hugo Hoyama consegue brilhar, são a exceção), Azevedo tem razão em suas críticas. Pelo novo modelo proposto, o COB irá premiar a meritocracia (palavrinha horrorosa, hein?), cujo objetivo é premiar as modalidades que conseguirem alcançar os melhores resultados em competições internacionais.
No papel, tudo muito bonito. O problema é que entidades que já recebem gordas verbas estatais, como atletismo, vôlei, desportos aquáticos e judô, poderão ser brindadas com a maior fatia do bolo: R$ 2,5 milhões cada uma, em 2009. O tênis de mesa, de Alaor Azevedo, levaria pela proposta R$ 1,6 milhão, mas alguns esportes podem ficar com menos dinheiro ainda, como badminton, esgrima, levantamento de peso e lutas (R$ 700 mil cada um). A definição da distribuição da verba da Lei Piva será em 3 de dezembro, mas pelo jeito, a Belíndia do esporte brasileiro está longe de acabar.
Incompetência punida
Talvez a única coisa justa da proposta do COB tenha sido o repasse à Confederação Brasileira de Basquete. Para 2009, a verba seria de R$ 1,5 milhão, bem menos do que os R$ 2.278.000 recebidos em 2008. Mas está bom demais para a CBB, que só coleciona vexames internacionais (como a ausência da seleção masculina em Olimpíadas desde 1996) e tem até um patrocínio estatal.
Estranho esquecimento
Pegou muito mal a nota publicada no site da Confederação Brasileira de Ginástica, tentando desmentir reportagem publicada pelo DIÁRIO, do repórter José Eduardo Martins, sobre a ameaçada entidade em processar as atletas que criticaram os métodos de treinamento. Será que além de omissos os dirigentes da CBG também sofrem de amnésia?
A coluna Diário Esportivo, assinada por este blogueiro, é publicada às sextas-feiras no Diário de S. Paulo
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
COB anuncia divisão do bolo da Lei Piva e revolta dirigente do tênis de mesa
"O Brasil é um país grande, mas a riqueza está nas mãos de poucos. Nesse esquema do COB, seis Confederações ficam com tudo e as outras com nada. Você distribui a pobreza e cria uma 'Belíndia'. Alguns esportes moram na Bélgica, outros na Índia"
Alaor Azevedo, presidente da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa, ao comentar a proposta do Comitê Olímpico Brasileiro de distribuição das verbas da Lei Piva para o ciclo olímpico 2009-12, ao site UOL.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Pequim-08: atenção, Hugo Hoyama ameaça reconsiderar sua aposentadoria
A notícia está no site especial do COB para os Jogos de Pequim, com o seguinte título: "Tênis de mesa - Hugo Hoyama já começa a reconsiderar despedida olímpica"No texto, que fala sobre a eliminação da equipe brasileira nas Olimpíadas, com três derrotas em três jogos, Hoyama deixa no ar a possibilidade de voltar atrás em sua decisão de pendurar a raquete. "Pode ser, pode não ser."
E o mesa-tenista prossegue: "Estou tranqüilo, consciente de que até hoje dei o meu melhor. Desde que comecei a jogar, sempre quis representar o Brasil. Foram cinco Jogos Olímpicos. Se não ganhei medalha, tudo bem. Sempre com os pés no chão, sabia que era difícil. Sei que tenho chance de ajudar o Brasil", afirmou, que ficou impressionado com o exemplo do sueco Jogen Persson, que havia acabado de derrotá-lo.
"Ele está em sua sexta edição de Jogos Olímpicos, com 43 anos. Eu estou com 39, por que não pensar nisso também?"
Me tirem o tubo, por favor...
Foto: Washington Alves/Divulgação COB
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Diário Esportivo: eis a coluna desta sexta
Para todo atleta, talvez o momento mais difícil de uma carreira seja aquele em que o sujeito se depara com uma situação sem volta e que, no fundo, sempre procurou adiar o máximo possível: a hora da aposentadoria. Seja por causa de contusões freqüentes, decadência técnica ou mesmo desmotivação, qualquer um que conviva no universo esportivo sabe que a hora de sair de cena irá chegar, inevitavelmente.
Alguns conseguem trabalhar esta situação com resignada tranqüilidade, graças ao peso da idade. Outros bem que gostariam de prorrogar mais um pouco sua carreira, porém passam mais tempo no departamento médico do que competindo. E tem um outro grupo, composto por poucos heróis da resistência, que prefere desafiar os limites do tempo e continua por aí, nas quadras, pistas e piscinas da vida. Que o diga Fernanda Venturini, a maior levantadora da história do vôlei feminino brasileiro, que dois anos depois de sua aposentadoria oficial das quadras, ainda pede uma chance para defender o Brasil na briga por uma medalha nos Jogos Olímpicos de Pequim.Desejo e reparação

O problema é que entre o sonho de Fernanda e a realidade, há uma estrada imensa a ser percorrida. E esta estrada chama-se José Roberto Guimarães, o técnico da seleção feminina. Embora Fernanda tenha mandado um e-mail falando de sua vontade em defender o time brasileiro (aliás, um parênteses aqui: esquisito este negócio de mandar e-mail pedindo convocação, hein? Antigamente, estas coisas se resolviam numa boa conversa olho-no-olho), o treinador ainda não engoliu os sérios problemas de relacionamento ocorridos com Fernanda Venturini nas Olimpíadas de Atenas, quatro anos atrás.
Recordar é viver
Para quem não se lembra, em 2006, dois anos após o fiasco da seleção em Atenas — que foi derrotada de forma incrível pela Rússia na semifinal e depois por Cuba na disputa do bronze — Zé Roberto deixou no ar que Fernanda seguia ordens de Bernardinho e não as suas. No contra-ataque, a levantadora chegou a dizer que “nem por um milhão de dólares” voltaria a trabalhar com Zé Roberto. Se Fernanda Venturini está em forma ou não, é difícil saber. Mas acho que será quase impossível que os dois acertem os ponteiros até Pequim.
Samurai envelhecido
Outro que vem desafiando o tempo é o mesa-tenista Hugo Hoyama. Perto de completar 39 anos e com quatro Olimpíadas no currículo, Hoyama foi eliminado no Campeonato Latino-Americano na República Dominicana. Agora, só irá a Pequim se for convocado para o torneio de equipes. Mas será que vale a pena tanto esforço?
terça-feira, 1 de abril de 2008
Pequim-08: Thiago Monteiro garante vaga individual e do Brasil por equipes
O Brasil garantiu mais um atleta do tênis de mesa nos Jogos Olímpicos de Pequim. Nesta segunda-feira, Thiago Monteiro carimbou seu passaporte durante o Campeonato Latino-Americano que está sendo realizado em Santo Domingo, na República Dominicana. Ele venceu os quatro jogos de sue grupo e assegurou sua classificação.Thiago, desta forma, também garantiu a presença do Brasil na competição por equipes, em virtude da classificação de Gustavo Tsuboi no domingo. O veteramo Hugo Hoyama tentará nesta terça-feira, na repescagem, garantir vaga em sua quarta edição de Jogos Olímpicos. Se não conseguir, poderá atuar apenas por equipes.
segunda-feira, 31 de março de 2008
Pequim-08: tênis de mesa do Brasil garante uma vaga nas Olimpíadas

O Brasil ainda tenta garantir vagas individuais com Thiago Monteiro e Hugo Hoyama. No feminino, ainda brigam por vagas Karin Sako, Mariany Nonaka e Cláudia Ikeizumi. O Latino-Americano, que terminará no próximo domingo, ainda classificará cinco atletas no masculino, seis no feminino e uma seleção nacional.
