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| Odile Ginaid, que disputa uma vaga na classe Laser feminina/Divulgação |
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Iatismo brasileiro faz seletiva
em dose dupla em Florianópolis
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Como o COB vai distribuir as
verbas da Lei Agnelo/Piva em 2011
Sei não. Todas as confederações tiveram um aumento na verba destinada. Até mesmo entidadses que nada receberam em 2010, ganharão um troquinho" em 2011, casos do golfe e rugby, duas modalidades que integram o programa olímpico dos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro.
A impressão que fica é que o COB decidiu abrir um pouco mais o cofre talvez com medo da concorrência de projetos alternativos de patrocínio, como o da Petrobrás - que destinará R$ 265 milhões para atletas do boxe, remo, esgrima, taekwondo e levantamento de peso -, cuja verba irá diretamente para as respectivas confederações, sem passar pelo COB.
Abaixo, os valores da verba da Lei Agnelo/Piva de cada confederação para 2011:
Atletismo - De R$ 2.825.000,00 em 2010 para R$ 3.000.000,00
Badminton - De R$ 904.000,00 para R$ 1.300.000,00
Basquete - De R$ 1.921.000,00 para R$ 2.100.000,00
Boxe - De R$ 1.582.000,00 para R$ 1.700.000,00
Canoagem - De R$ 1.808.000,00 para R$ 2.300.000,00
Ciclismo - De R$ 1.808.000,00 para R$ 2.300.000,00
Desportos Aquáticos - De R$ 2.825.000,00 para R$ 3.000.000,00
Desportos na Neve - De R$ 678.000,00 para R$ 800.000,00
Desportos no Gelo - De R$ 678.000,00 para R$ 800.000,00
Esgrima - De R$ 1.017.000,00 para R$ 1.100.000,00
Ginástica - De R$ 2.599.000,00 para R$ 2.800.000,00
Golfe - R$ 500.000,00
Handebol - De R$ 2.599.000,00 para R$ 3.000.000,00
Hipismo - De R$ 2.034.000,00 para R$ 2.900.000,00
Hóquei sobre a Grama - De R$ 904.000,00 para R$ 1.300.000,00
Judô - De R$ 2.825.000,00 para R$ 3.000.000,00
Levantamento de Peso - De R$ 904.000,00 para R$ 1.100.000,00
Lutas Associadas - De R$ 1.017.000,00 para R$ 1.500.000,00
Pentatlo Moderno - De R$ 904.000,00 para R$ 1.300.000,00
Remo - De R$ 1.808.000,00 para R$ 1.900.000,00
Rugby - R$ 500.000,00
Taekwondo - De R$ 1.130.000,00 para R$ 1.200.000,00
Tênis - De R$ 1.469.000,00 para R$ 1.800.000,00
Tênis de Mesa - De R$ 1.808.000,00 para R$ 2.300.000,00
Tiro com Arco - De R$ 904.000,00 para R$ 1.300.000,00
Tiro Esportivo - De R$ 1.469.000,00 para R$ 2.000.000,00
Triatlo - De R$ 1.356.000,00 para R$ 2.000.000,00
Vela e Motor - De R$ 2.825.000,00 para R$ 3.000.000,00
Vôlei - De R$ 2.825.000,00 para R$ 3.000.000,00
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Os eleitos pelo COB para concorrer
ao prêmio de Melhor Atleta de 2010
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| Murilo concorre ao prêmio de Melhor Atleta do Ano/Crédito: CBV |
As apostas do blogueiro é que Murilo, graça à conquista do tricampeonato mundial de vôlei com a seleção brasileira na Itália, será o escolhido no masculino, enquanto Fabiana, após a brilhante participação na vitória da Liga Diamante da Iaaf, irá faturar o troféu no feminino.
Os votos serão computados após uma escolha feita por um juri de jornalistas selecionados (entre os quais eu não me incluo, é bom que se diga) e através de votação popular, a partir do próximo dia 30/11, feita pela internet, através do site do COB.
O COB anunciou ainda a lista dos ganhadores do Prêmio Brasil Olímpico, com os melhores atletas de cada modalidade:
Atletismo – Fabiana Murer
Badminton – Daniel Paiola
Basquete – Tiago Spliter
Boliche – Roberta Rodrigues
Boxe – Roseli Feitosa
Canoagem Slalom – Silvia Gnadt
Canoagem Velocidade – Nivalter Santos
Ciclismo BMX – Mayara Perez
Ciclismo Estrada – Rafael de Matos Andriato
Ciclismo Moutain Bike – Rubens Donizete de Valeriano
Ciclismo Pista – Janildes Fernandes
Desportos na Neve – Mirlene Picin
Desportos no Gelo – Fabiana Alves dos Santos
Esgrima – Cleia Guilhon
Esqui Aquático – Marcelo Giardi
Futebol – Paulo Henrique Ganso
Futsal – Alessandro Rosa Vieira (Falcão)
Ginástica Artística – Jade Barbosa
Ginástica Trampolim – Daienne Lima
Ginástica Rítmica – Angélica Kvieczynski
Handebol – Alexandra Nascimento
Hipismo Adestramento – Luiza Almeida
Hipismo CCE – Ruy Fonseca
Hipismo Saltos – Rodrigo Pessoa
Hóquei sobre Grama – Daniel Tatara
Judô – Mayra Aguiar
Karatê – Douglas Brose
Levantamento de Peso – Fernando Reis
Luta – Joice Silva
Maratona Aquática – Ana Marcela Cunha
Natação – Cesar Cielo
Natação Sincronizada – Equipe de natação sincronizada
Patinação Artística – Juliana Almeida
Pentatlo Moderno – Yane Marques
Pólo Aquático – Luiza Carvalho
Remo – Fabiana Beltrame
Saltos Ornamentais – César Castro
Squash – Rafael Alarcon
Taekwondo – Marcio Wenceslau
Tênis – Thomaz Bellucci
Tênis de Mesa – Gustavo Tsuboi
Tiro com Arco – Bernardo Oliveira
Tiro Esportivo – Felipe Wu
Triatlo – Reinaldo Colucci
Vela – Bruno Prada e Robert Scheidt (Classe Star)
Vôlei de Praia – Juliana e Larissa
Vôlei – Seleção adulta masculina de vôlei
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Política ameaça futuro de Scheidt
e Grael nas Olimpíadas de 2016, no Rio
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| Scheidt (com Prada): ameaçado de não disputar a Rio-16 na class Star |
O movimento iniciado pelos países da Oceania e da Ásia já preocupa Scheidt, que tomou a iniciativa de mandar uma carta para a Federação Internacional de Vela (Isaf), mostrando os argumentos a favor da manutenção da prova.
Os delegados da Isaf que propuseram a exclusão da classe Star argumentam que o objetivo é diminuir o número de atletas nas Olimpíadas (tendência que vem sendo seguida em outras modalidades) e, por isso, nada melhor do que excluir uma classe inteira do programa da vela.
Mas o que pode estar por trás desta intenção é diminuir a força de outros países fora da Ásia e Oceania, que não tem iatistas de alto nível na Star. " Brasil tem cinco medalhas olímpicas conquistadas na Star, quatro com Torben e uma com a gente (Robert Scheidt e Bruno Prada ficaram com a prata em Pequim/2008). Seria um baque muito grande para a vela nacional e acho que também para os organizadores dos Jogos e o próprio COB. Nossa batalha tem de ser pela manutenção da 11ª classe, como em Londres", observou Scheidt.
Se tudo isso não bastasse para o COB mexer seus pauzinhos políticos, há um outro argumento importante: a Star tem presença no programa olímpico desde os Jogos de 1932, em Los Angeles. Não se atira uma história dessa no lixo.!
Ô Nuzman, dá um jeito de garantir a classe Star em 2016, pô!
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Um namoro tentador e perigoso
Coluna Diário Esportivo, publicada na edição de 22 de janeiro do Diário de S. Paulo Esporte olímpico no Brasil, com raríssimas exceções, é sinônimo de amadorismo. Comparado ao universo do futebol, acostumado às cifras milionárias, chega a ser covardia a diferença. Por isso, não surpreende que o nadador Cesar Cielo tenha ficado tentado com a proposta para trocar o Pinheiros, clube que defende desde 2003, pelo Corinthians. No embalo do centenário, o Timão enxergou no campeão mundial e olímpico dos 50m um ótimo instrumento de divulgação do clube e ofereceu um salário de R$ 60 mil, simplesmente o dobro do que ele recebe no Pinheiros. E Cielo ainda estaria recebendo convites de clubes grandes do Rio.
O namoro dos times de futebol com estrelas de outros esportes não é uma novidade, é bom que se diga. Assim como o resultado deste relacionamento não costuma ter um final feliz. Há pouco mais de dez anos, o Vasco da Gama montou uma verdadeira constelação de estrelas, nas mais variadas modalidades.
Envergavam a camisa cruzmaltina à época astros como Gustavo Borges (natação), Robert Scheidt (iatismo), Fernanda Venturini (vôlei), Janeth (basquete), Adriana Behar e Shelda (vôlei de praia). O sonho megalomaníaco do então presidente Eurico Miranda era que o Vasco conquistasse mais medalhas do que muitos países. Só que tão logo as Olimpíadas de Sydney-00 terminaram, o clube teve problemas com seu patrocinador (Bank of America) e os investimentos nos esportes olímpicos foram retirados, deixando os atletas com uma mão na frente e outra atrás. É bom Cielo ficar de olho aberto.
Foto: Adriana Behar e Shelda são homenageadas por Eurico Miranda, nos tempos áureos em que o Vasco patrocinava várias estrelças do esporte olímpico brasileiro. Mal sabiam eles que mais tarde ficariam na saudade.
Crédito: divulgação
A coluna Diário Esportivo, assinada por este blogueiro, é publicada às sextas-feiras no Diário de S. Paulo
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Brasil Olímpico (11)
Lixo coloca em dúvida projeto no 1º Mundial do Rio olímpico
Bruno Doro
Em São Paulo
O Campeonato Mundial da classe Star começa neste sábado no Rio de Janeiro. Primeiro evento de uma modalidade olímpica desse porte realizado na cidade desde que os brasileiros ganharam a disputa pelas Olimpíadas de 2016, a competição de vela será realizada sob a aura de dúvida.
Com as fortes chuvas que atingiram o estado do Rio nas últimas semanas, a Baía de Guanabara está imunda. A quantidade de lixo flutuante, como sacos plásticos e garrafas pet, é grande nas águas que deveriam ser usadas na competição. E a perspectiva não é das melhores para os próximos anos.
Segundo o engenheiro ambiental Axel Grael, irmão dos medalhista olímpicos Torben e Lars, o plano de despoluição da Baía de Guanabara é ambicioso. Talvez ambicioso demais. “O que foi apresentado no dossiê para as Olimpíadas é o projeto que o Estado já tinha feito. A diferença é que eles espremeram tudo. O que devia ser feito em dez anos, terá de ser feito em seis. A meta é reduzir em 80% o esgoto despejado na Baía. E esse é um número muito alto”, explica.
Grael fala com conhecimento de causa. Ele foi presidente da Feema (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente) até 2008. No período, foi um dos responsáveis pela elaboração do PDGB, o plano de despoluição do local. Além disso, também coordenou a preparação da Baía para outro evento importante, as provas de vela do Pan-Americano de 2007.
“Para o Pan, o que fizemos foi usar aquelas bóias de contenção de óleo, para também conter o lixo flutuante. Deu certo. Mas para 2016, estamos falando de algo muito maior. Não podemos comparar Pan com Olimpíadas”, lembra.
De acordo com ele, o grande desafio para o Rio não é a melhora da qualidade da água, mas a conscientizarão das pessoas. “A redução do esgoto que é despejado na Baía é um problema do Estado e isso tem de ser resolvido. Agora, o lixo flutuante, é culpa da população, que joga de tudo na calha dos rios e os rios fazem com que tudo chegue à Baía”.
A solução, para Grael, é aumentar o nível de envolvimento da população. “Quando você fala em PDGB, as cifras chegam a R$ 1,3 bilhão. É um número que, para o cidadão comum, parece muito grande, longe da sua realidade. Tão grande que afasta as pessoas. Mas o processo de despoluição precisa chegar à escala do cidadão. Claro que não é uma substituição do dever do Estado. É o governo que tem de fazer estação de tratamento, rede de esgoto. Mas tem coisas que estão na escala do cidadão”.
Para ilustrar a sugestão, ele usa a enseada de São Francisco, em Niterói, como exemplo: “Em Niterói, nós conhecemos todos os pontos de chegada de poluentes e as causas. Nessa escala, podemos pensar em soluções. Como é no bairro, você pode falar com o fulano que jogou lixo no córrego, explicar que isso chegou à praia e causou o problema. Tudo fica mais pessoal. Aí, se você tem uma praia que está limpa, a vizinha se anima. É uma contaminação positiva que pode ajudar muito”.
O medo, porém, é que todo esse programa não surta o efeito necessário até 2016. “A cara do Rio vai estar exposta. E a gente corre grande risco de, se não mostrar resultados, alterar o projeto olímpico e tirarem a vela do Rio. Temos de perseguir as soluções, porque seria um vexame completo perder a oportunidade que essa motivação olímpica oferece”.
Enquanto a baía não melhora, os velejadores seguem lidando com o lixo. O Mundial de Star, por exemplo, terá apenas uma de suas seis regatas disputadas dentro da Guanabara. As demais serão em mar aberto.
A realização das provas no local foi alvo de discussão dos velejadores. Uma série de questões logísticas sugeria que fazer o campeonato em mar aberto era mais fácil. E o lixo tornou a decisão mais simples. Mas não evitou reclamações.
“Eu fui voto vencido nessas discussões. Na minha opinião, para a vela seria melhor que todas as regatas fossem dentro da baia. Fica mais perto do público, é mais fácil visualizar a competição. E, independentemente das condições da água, com lixo ou não, o melhor velejador vai sempre vencer”, disse Alan Adler, um dos brasileiros que já foi campeão mundial da classe.
Dono de dez títulos mundiais, nove na Laser e um na Star, Robert Scheidt acha que a decisão é a acertada. “O lixo incomoda, é obvio. A pior coisa que pode acontecer com um velejador é perceber que você está perdendo rendimento por um fator externo, seja um saco plástico, algas, redes de pesca. Você sempre procura dar o máximo e acaba frustrado por algum problema que não é seu”.
O Mundial de Star, realizado pelo Iate Clube do Rio de Janeiro, começa neste sábado, com a primeira regata que vale para a classificação, e termina na próxima sexta. Só uma regata será disputada por dia. No total, são 81 barcos inscritos.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Antes de pensar de organizar Olimpíadas, que tal o Brasil criar uma política esportiva?
"No ciclo olímpico passado, eu conseguia pagar todo mundo, mas não sobrava nada para mim. Hoje, a situação continua a mesma. Montei uma palestra e estou fazendo alguns eventos, mas tudo isso é para bancar o projeto. Continuo sem ganhar nada"Velejadora Fernanda Oliveira, que conquistou a primeira medalha feminina brasielria na vela nos Jogos Olímpicos de Pequim-08, ao lado de Isabel Swan, na classe 470, em entrevista a Bruno Doro, do UOL
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Está chegando a hora da verdade para a candidatura do Rio às Olimpíadas de 2016
“Em determinado momento da regata, ficamos com lixo preso no barco, uma situação muito chata. Se não fosse uma prova curta como essa, o certo seria andar para trás para que o lixo se soltasse, mas no meio de uma regata de porto é claro que isso era inviável. Para uma cidade que quer receber os Jogos Olímpicos, a água da Baía de Guanabara não é uma coisa bonita de se mostrar”. Estas palavras, que por si só possuem um peso negativo considerável para o Rio de Janeiro, que disputa o direito de ser sede dos Jogos Olímpicos de 2016, têm uma importância ainda maior quando se conhece o autor: Torben Grael, bicampeão olímpico na classe Star do iatismo, nas Olimpíadas de Atlanta-96 e Atenas-04.
As críticas de Torben, feitas logo após uma regata da etapa do Rio na Volvo Ocean Race, no último final de semana, devem servir, acima de tudo, como um alerta às ondas de ufanismo que começarão a surgir nos próximos meses e que terminarão no dia 2 de outubro, data da escolha da sede dos Jogos de 2016, em Copenhague, na Dinamarca. Com o início das visitas da comissão inspetora do Comitê Olímpico Internacional (COI) pelas quatro candidatas, começarão a pipocar aqui e acolá conhecidas “estratégias de campanha”, procurando enaltecer ao máximo o que é bonito e esconder a todo custo o que não presta.
Na última terça-feira, por exemplo, ao encerrar a visita a Chicago, a comissão do COI não poupou adjetivos, classificando a candidatura como “forte e impressionante”. Coincidentemente, os reflexos da crise mundial nos EUA nem foram citados. Os coordenadores da candidatura de Tóquio divulgaram que a capital japonesa é quem está mais qualificada para receber os Jogos devido a razões históricas, econômicas e ambientais. Madri tem o apoio declarado do ex-presidente do COI, Juan Antonio Samaranch. E a campanha do Rio, que em seu dossiê de apresentação apostou forte no conceito “Cidade Maravilhosa”, com certeza não poderá se orgulhar da Baía de Guanabara, após as duras palavras de Torben Grael. Ao contrário do que disse certa vez o ex-prefeito César Maia, nem sempre beleza é fundamental.
Recordar é viver
A despoluição da Baía de Guanabara fazia parte do chamado “legado do Pan”. Nem é preciso dizer que nada foi feito. Aliás, por que é que o TCU ainda não divulgou o relatório sobre a prestação de contas do Pan 2007?
Dinheiro desperdiçado
Cada um faz o que quiser com seu dinheiro. Mas não teria sido melhor o empresário Eike Batista investir os R$ 10 milhões doados à candidatura dos Jogos de 2016 para ajudar atletas que sofram com a falta de patrocínio, como a judoca medalhista olímpica Ketleyn Quadros, ou então contribuir para o tratamento da ginasta Jade Barbosa, que tem uma grave lesão no pulso direito?
Líder em gastos
Os Jogos de 2016 podem custar ao governo do Brasil R$ 29,5 bilhões. Mais do que o orçamento de Tóquio e Chicago somados.
Foto: um flagrante da poluída Baía da Guanabara, no Rio
A coluna Diário Esportivo, assinda por este blogueiro, é publicada às sextas-feiras no Diário de S. Paulo
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Segue a coluna Diário Esportivo de hoje...
Qual é o real valor de uma medalha de ouro olímpica? Embora pareça óbvia, a pergunta é perfeitamente compreensível quando se analisa com um pouco mais de cuidado o esporte olímpico brasileiro. Seria estupidez achar que qualquer ouro conquistado pela equipe americana de natação (com exceção dos oito de Michael Phelps, é claro) tenha o mesmo grau de importância da vitória de César Cielo, nos 50m livre, por exemplo. Como comparar um país que já ganhou 214 medalhas de ouro na natação ao longo da história dos Jogos com o Brasil, que só agora emplacou o seu primeiro campeão olímpico?
Da mesma forma que o feito de Maureen Maggi no salto em distância jamais poderá ser equiparado a uma conquista de uma saltadora russa, país com mais tradição nesta prova. Até mesmo diante de tudo o que Maurren passou depois do episódio do doping.
A própria vitória das garotas da seleção brasileira feminina de vôlei teve um peso especial, a despeito da recente tradição vencedora que a modalidade passou a ter por aqui nos últimos 25 anos. Sim, porque se o vôlei masculino consolidou esta imagem com títulos, o feminino precisou superar até mesmo a desconfiança interna, fruto da histórica derrota para a Rússia, na semifinal dos Jogos de Atenas-04. Por isso, se alguém me perguntar o valor de uma medalha de ouro olímpica, direi que para o esporte brasileiro, ela tem um valor incalculável.
Apoio, só da família
Se alguém ainda duvidar da diferença de um campeão olímpico no Brasil e nas grandes potências olímpicas, basta ver o caso de César Cielo. O nadador envolveu-se em uma polêmica nesta semana, quando declarou que não queria associar sua conquista à imagem da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), alegando que não teve respaldo da entidade, inclusive financeiro, durante sua preparação.
Na verdade, se não fosse o apoio dos pais, que ajudaram a bancar sua estadia em uma universidade americana, provavelmente seria muito mais complicado para Cielo conseguir subir ao pódio do Cubo D'Água e ouvir o Hino Nacional. Será que Michael Phelps passou pelo mesmo sufoco?
Recuo estratégico
A CBDA reagiu imediatamente às críticas de Cielo. Após uma reunião com os dirigentes, o nadador voltou atrás e reconheceu que errou ao falar que não teve apoio financeiro. Afinal, o dinheiro estava em sua conta bancária mas ele nem tinha conferido. Porém, ninguém pode esquecer que foi a esta mesma CBDA quem retirou o patrocínio dos Correios quando Cielo decidiu treinar nos EUA — e que só voltou a bancá-lo às vésperas do do Pan do Rio-07.
A entidade também não queria que o técnico australiano de Cielo (Brett Hawke) acompanhasse o pupilo em Pequim, integrando a delegação brasileira. Definitivamente, a CBDA tem muito pouco (ou quase nada) a ver com o histórico feito de César Cielo.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
A volta da coluna Diário Esportivo
Pitacos olímpicos (parte 1)
Podem falar qualquer coisa dos recém-encerrados Jogos Olímpicos de Pequim, menos que eles não foram marcantes. Estes Jogos serão lembrados para sempre como aqueles em que China encantou o planeta com uma cerimônia de abertura inesquecível, porém manchada para sempre pela vergonhosa história da dublagem da linda garotinha Lin Miaoke, que fingiu cantar “Ode à Pátria”, e que foi escolhida por ser mais bonita (para os padrões chineses) do que a cantora de verdade, Yang Peiyi, de apenas sete anos.
Os Jogos de Pequim foram aqueles em que o mundo viu marcas consideradas insuperáveis serem simplesmente pulverizadas por verdadeiros fenômenos do esporte, como o nadador americano Michael Phelps, que ganhou oito medalhas de ouro, sepultando o feito do compatriota Mark Spitz, sete vezes campeão olímpico em Munique-1972; o velocista jamaicano Usain Bolt, a figura mais carismática das Olimpíadas, que ganhou os 100m rasos quase brincando e ainda cravou o impressionante tempo de 9s69; e a saltadora russa Yelena Isinbayeva, que mais uma vez superou seu próprio recorde no salto com vara, com 5m05.
Foi ainda em Pequim que duas atletas de países em conflito armado (Natalia Paderina, da Rússia, e Nino Salukvadze, da Geórgia) se abraçaram no pódio em uma prova do tiro, mostrando que o espírito olímpico ainda sobrevive.
Meninas brilhantes
Para o Brasil, Pequim-2008 também será inesquecível, para o bem e para o mal. Na China, as mulheres brasileiras conseguiram brilhar como nunca, com Maurren Maggi (a primeira campeã olímpica individual, no salto em distância); as garotas da seleção de vôlei (primeiro título olímpico feminino); Natália Falavigna (bronze no taekwondo, a primeira medalha da história da modalidade no Brasil); a dupla Fernanda Oliveira e Isabel Swan (bronze na classe 470, a primeira medalha feminina do iatismo); e Ketleyn Quadros, que por ordem cronológica na programação dos Jogos, tornou-se a primeira brasileira a faturar uma medalha individual em Olimpíadas, com o bronze na categoria até 57kg.
Chororô nacional
O Brasil que fez festa também chorou bastante, com o fim da hegemonia do vôlei masculino; o fiasco (mais um) de Jadel Gregório no salto triplo; o incrível tombo do favorito ginasta Diego Hypólito; e o sumiço da vara de Fabiana Murer. Para piorar, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que recebeu fortunas de verbas públicas para a preparação olímpica, teve que fazer um malabarismo para dizer que o desempenho nacional foi excelente, apesar de ter obtido o mesmo número de ouros (3) e total de medalhas (15) do que em Atlanta-1996. Enfim, os Jogos de Pequim foram tão marcantes que uma coluna só é muito pouco para falar sobre tudo o que se passou nestes incríveis dias de agosto. E assim, os pitacos olímpicos prosseguirão pelas próximas duas colunas.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Nuzman reinventa a matemática para inflar a participação do Brasil em Pequim
Incrível o trabalho que o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, teve para tentar explicar a participação brasileira nos Jogos Olímpicos de Pequim, encerrados domingo e que tiveram uma modesta coleta de medalhas por parte do Brasil: 15 no total (igualando Atlanta-96), sendo três de ouro, quatro de prata e oito de bronze. Segundo o dirigente, numa coletiva em que fez um balanço do Brasil nos Jogos, houve uma inquestionável evolução."O crescimento esportivo de um país não deve ser medido apenas por medalhas. A presença de um maior número de atletas e de modalidades em finais olímpicas indicam a evolução qualitativa do esporte brasileiro nas últimas quatro edições dos Jogos Olímpicos", enalteceu Nuzman, lembrando que o país chegou a 38 finais (contra 30 de Atenas-04), além deter conquistado três medalhas de ouro inéditas (César Cielo/natação, Maurren Maggi/atletismo e vôlei feminino).
O problema é que todo este exercício matemático cai por terra quando confrontamos o desempenho olímpico brasileiro ao investimento federal na delegação. Nunca antes na história deste país (como diria o presidente Lula) se colocou tanto dinheiro em uma delegação esportiva. Neste ciclo olímpico (2005-08), o esporte de alto rendimento recebeu cerca de R$ 1,2 bilhão, incluídos aí verba da Lei Piva, lei de incentivo fiscal, patrocínios estatais e programa Bolsa Atleta, segundo reportagem desta segunda-feira, na Folha de S. Paulo.
Com tanto dinheiro assim, seria natural esperar uma participação melhor e em uma quantidade maior de modalidades. Mas o que se viu foram os mesmos esportes sendo premiados (vôlei, vôlei de praia, natação, iatismo, judô, atletismo, futebol), com o taekwondo sendo a exceção.
Para Londres-2012, que se faça um controle mais rígido do destino das verbas públicas no investimento olímpico, com a instalção de um programa de metas. Ou do contrário, daqui a quatro anos estaremos festejando os poucos heróis olímpicos de sempre e chorando as medalhas perdidas.
domingo, 24 de agosto de 2008
As mulheres brasileiras jamais irão se esquecer dos Jogos de Pequim
Seleção feminina de vôlei, Maurren Maggi, Ketleyn Quadros, Fernanda Oliveira e Isabel Swan, Natália Falavigna...Não dá para negar que os Jogos Olímpicos de Pequim ficarão marcados na história olímpica do Brasil como o ponto alto da participação da mulher brasileira.Até Pequim-08, nunca uma mulher brasileira havia conquistado uma medalha individual. Foi então que Ketleyn Quadros quebrou este jejum, com seu bronze no judô, categoria até 57kg.
Até Pequim-08, as mulheres brasileiras jamais tinham obtido uma medalha no iatismo, esporte que mais rendeu metais ao país em Olimpíadas. Foi então que Fernanda Oliveira e Isabel Swan, na classe 470, faturaram o bronze.
Até Pequim-08, o atletismo brasileiro nunca tinha conquistado qualquer medalha. E a primeira que veio foi logo de ouro, com Maurren Maggi tendo a honra de se tornar a primeira mulher campeã olímpica do Brasil, com sua incrível vitória no salto em distância.
Até Pequim-08, o taekwondo, esporte pouco difundido no Brasil, jamais chegou perto de trazer uma medalha olímpica. E a primeira coube a uma mulher, Natália Falavigna e seu bronze na categoria acima de 67kg.
Por fim, até Pequim-08, o vôlei feminino brasileiro finalmente conseguiu chegar à final olímpica, depois de bater na trave quatro vezes. Mas era pouco e elas trouxeram nada menos do que uma medalha de ouro.
Para as mulheres do Brasil, que fizeram bonito em Pequim e não pipocaram, todas as homenagens.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Iatismo volta a ser o esporte brasileiro que mais medalhas olímpicas ganhou
Com a medalha de prata conquistada nesta quinta-feira pela dupla Robert Scheidt e Bruno Prada, na classe Star (além do bronze que Fernanda Oliveira e Isabel Swan ganharam na 470), o iatismo volta a ser a modalidade que mais medalhas rendeu ao esporte brasileiro na história das Olimpíadas, 16 no total.Confira abaixo todas as medalhas olímpicas do iatismo:
Alex Welter e Lars Björkströn (Tornado - Moscou/80)
Eduardo Penido e Marcos Soares (470 - Moscou/80)
Robert Scheidt (Laser - Atlanta/96)
Torben Grael e Marcelo Ferreira (Star - Atlanta/96)
Robert Scheidt (Laser - Atenas/04)
Torben Grael e Marcelo Ferreira (Star - Atenas/04)
Prata
Torben Grael, Daniel Adler e Ronaldo Senfit (Soling - Los Angeles/84)
Robert Scheidt (Laser - Sydney/00)
Robert Scheidt e Bruno Prada (Star - Pequim/08)
Bronze
Bunkhard Cordes e Reinaldo Conrad (Flying Dutchman - México/68)
Peter Ficker e Reinaldo Conrad (Flying Dutchman - Montreal/76)
Lars Grael e Clinio Freitas (Tornado - Seul/88)
Torben Grael e Nelson Falcão (Star - Seul/88)
Lars Grael e Kiko Pelicano (Tornado - Atlanta/96)
Torben Grael e Marcelo Ferreira (Star - Sydney/00)
Fernanda Oliveira e Isabel Swan (470 - Pequim/08)
Foto: Divulgação/COB
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Pequim-08: Brasil, o país do futebol. E do quimono e da vela...
Com as medalhas obtidas nesta segunda-feira por Leandro Guilheiro (foto) e Ketleyn Quadros, o judô alcançou o iatismo como o esporte que mais medalhas deu ao Brasil em Jogos Olímpicos.As duas modalidades somam atpe agora 14 medalhas, mas o iatismo leva vantagem em número de medalhas de ouro (6 a 2). O atletismo ainda leva vantagem pelo fato de ter uma medalha de ouro a mais (3 a 2).
Confira as medalhas divididas por modalidade em Olimpíadas:
Iatismo: 6 ouro/ 2 prata/ 6 bronze = 14
Atletismo: 3 ouro/ 3 prata/ 7 bronze = 13
Judô: 2 ouro/ 3 prata/ 7 bronze = 14
Vôlei de praia: 2 ouro/ 4 prata/ 1 bronze = 7
Vôlei: 2 ouro/ 1 prata/ 2 bronze = 5
Tiro esportivo: 1 ouro/ 1 prata/ 1 bronze = 3
Hipismo: 1 ouro/ 2 bronze = 3
Natação: 3 prata/ 6 bronze = 9
Futebol: 3 prata/ 1 bronze = 4
Basquete: 1 prata/ 4 bronze = 5
Boxe: 1 bronze = 1
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Diário esportivo: eis a coluna desta sexta...
No início desta semana, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) emitiu um comunicado em seu site oficial, enaltecendo o fato de o país ter superado o número de modalidades classificadas para uma edição de Jogos Olímpicos. Até o momento, já estão garantidos em Pequim atletas representando 28 modalidades, duas a mais do que o COB enviou quatro anos atrás, para as Olimpíadas de Atenas. Mas antes de sairmos às ruas batendo bumbo e festejando nossa condição de "potência esportiva emergente", convém refletirmos um pouco sobre o tema: será que apenas o aumento no número de participantes reflete uma evolução na qualidade da delegação olímpica brasileira?
Se o critério a ser levado em consideração for o de resultados obtidos, dá para cravar que sim. Em Atenas, por exemplo, participaram 247 atletas, que trouxeram de volta para o Brasil 10 medalhas, sendo cinco de ouro, feito nunca antes alcançado pelo país na história olímpica. A título de comparação, nos Jogos de Sydney, em 2000, com 205 atletas presentes em 20 modalidades, os brasileiros conquistaram 12 medalhas — nenhuma de ouro, seis de prata e seis de bronze.
Se é verdade que a realidade olímpica brasileira (turbinada pela dinheiro da Lei Agnelo-Piva) mudou radicalmente para melhor nos últimos oito anos, não dá para negar que os bons resultados obtidos estão concentrados em uma espécie de "elite" esportiva, formada pelo vôlei, iatismo, hipismo e judô. A maioria esmagadora dos atletas brasileiros, na prática, vai às Olimpíadas mesmo é para ganhar experiência, quando o correto seria que estivessem presentes nos Jogos apenas os melhores, aqueles em condição real de brigar por medalha.
Vale quanto pesa
Os Estados Unidos, maior potência olímpica do planeta, exibem bem o abismo que ainda terá que ser percorrido pelo Brasil no futuro. Nos Jogos de Atenas-04, os americanos compareceram com uma delegação formada por 531 atletas e voltaram para casa com 103 medalhas (35 delas de ouro). Para Pequim, a delegação americana deverá ficar em torno de 600 atletas (ainda não está fechada), que de acordo com as previsões dos dirigentes, poderão trazer 180 medalhas (42 de ouro).
Turma de calouros
A luta livre feminina e a canoagem de velocidade em canoa, que garantiram vaga para a China no último final de semana, podem também se orgulhar de um feito nada desprezível: nunca atletas destas modalidades estiveram antes em uma edição de Jogos Olímpicos. Nivalter Santos, na canoagem, e Rosângela Conceição, na luta feminina, sabem que entraram para a história. No caso de Rosângela, em dose dupla: ela já havia participado das Olimpíadas de Atlanta, em 1996, só que como reserva na equipe feminina de judô.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Diário Esportivo: a coluna de hoje do Diário de S. Paulo já está no ar
Escolha seu favorito para brilhar em PequimAtire a primeira pedra quem nunca na vida se arriscou a escolher um vencedor num evento esportivo. Vale tudo, de uma aposta na velha Loteria Esportiva até aquele bolão no escritório em época de Copa do Mundo. A vontade de dar um pitaco é tanta que ninguém resiste. Nas Olimpíadas, isto também acontece, mas de uma forma um pouco mais elaborada. O "bolão" olímpico mais famoso que existe é produzido pela conceituada revista esportiva americana "Sports Illustrated", que a cada quatro anos, sempre antes dos Jogos Olímpicos, produz uma edição especial na qual faz uma análise detalhada dos candidatos a ganhar as futuras medalhas olímpicas.
E para quem acha que se trata de um mero “chutômetro”, os resultados das previsões são até bem razoáveis: 48% de acerto em relação aos medalhistas e 22% na classificação do pódio. E os americanos nem se utilizam de métodos científicos nesta análise. Eles tomam como base os últimos resultados dos favoritos, além de entrevistas com dois especialistas na modalidade. Longe da pretensão de querer imitar a "Sports Illustrated", mas motivado pela irresistível tentação de também dar os meus pitacos, segue uma relação de alguns brasileiros e o que poderão fazer em Pequim. Quer apostar?
Ouro garantido
A principal esperança de medalha de ouro para o Brasil em Pequim será a seleção brasileira masculina de vôlei (foto). A equipe comandada por Bernardinho manteve a base campeã em Atenas e tem tudo para repetir o feito. Outro ouro quase certo é no vôlei de praia masculino, com a dupla Ricardo e Emanuel, atuais campeões olímpicos. Na ginástica artística, Diego Hypólito chega embalado pelo bicampeonato mundial no solo e, se tiver feito uma boa recuperação da cirurgia no joelho, pode brilhar. E tomando como base em resultados dos últimos mundiais — quando se sagraram campeões —, são considerados favoritos também Robert Scheidt e Bruno Prada, no iatismo (classe Star), além de Thiago Camilo e João Derly, no judô.
Prata à vista
O futebol brasileiro dificilmente deixará escapar um lugar no pódio. Mas será complicado ocupar o lugar mais alto em Pequim. No masculino, a seleção terá problemas para superar, por exemplo, a Argentina, de Messi e Riquelme. E no feminino, será que a genial Marta conseguirá superar a forte Alemanha?
Vem medalha aí
Eis a turma que dificilmente deixará Pequim de mãos abanando, não importa a cor do metal: vôlei feminino, vôlei de praia feminino (Juliana e Larissa), Jadel Gregório e Maurren Maggi (atletismo), César Cielo e Tiago Pereira (natação) e Luciano Corrêa (judô).
Crédito da foto: FIVB/Divulgação
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Diário Esportivo: eis a coluna desta sexta
Neste final de semana, o judoca Flávio Canto, inglês de nascimento e carioca de coração, tentará em terras francesas alcançar o sonho de ir aos Jogos Olímpicos de Pequim. A Super Copa do Mundo de Paris — torneio que só perde em tradição na modalidade para as próprias Olimpíadas e para o Campeonato Mundial — é uma das últimas oportunidades para Canto, de 32 anos, conseguir carimbar seu passaporte olímpico pela terceira vez, na categoria meio-médio (até 81 kg). Bronze nos Jogos de Atenas-04, Flávio Canto também esteve presente em Atlanta-96, quando terminou em sétimo lugar, com apenas 21 anos.
Curiosamente, o maior obstáculo de Canto para realizar seu sonho não estará exatamente em Paris e sim aqui mesmo no Brasil. Por um destes caprichos que só o esporte proporciona, Canto terá que superar o seu compatriota Tiago Camilo, que simplesmente é o atual campeão mundial na categoria.
Novidades na seletiva
Ao contrário de anos anteriores, quando ocorreram brigas históricas entre o campeão olímpico Aurélio Miguel e o ex-ditador da CBJ, Joaquim Mamede, os critérios para a seletiva olímpica de Pequim estão bem definidos: serão os resultados individuais no tatame que decidirão a parada. E justamente por isso o desafio de Canto é ainda mais complicado.
Corrida desigual
Além de ser obrigado a ter atuações excepcionais no torneio de Paris e na Copa do Mundo de Viena, na semana que vem (de preferência com duas vitórias), Canto terá que “secar” Tiago Camilo na Super Copa do Mundo de Hamburgo e na Copa do Mundo de Praga, ambos marcados para o final do mês. E se Camilo confirmar o favoritismo e igualar a campanha, Canto levará a pior no critério de desempate. E adivinhem qual é este critério? Justamente o ouro obtido por Camilo no último Mundial.
Ano novo, vida nova
Não é só Flávio Canto que busca neste giro europeu sua última chance de ir a Pequim. Aos 34 anos, Vânia Ishii quer usar toda a sua experiência para carimbar o passaporte. Graças a uma péssima temporada em 2007 (quando ficou fora dos Jogos Pan-Americanos), ela está em desvantagem com Danielli Yuri, prata pan-americana. Apenas João Derly (meio-leve) e Érika Miranda (meio-leve), pelos resultados de 2007, estão garantidos nas Olimpíadas.
Quase lá
Só mesmo uma surpresa do tamanho de um tsunami impedirá que a dupla Robert Scheidt e Bruno Prada ratifique, na classe Star, a vaga olímpica para Pequim, a partir de hoje, na Baía da Guanabara, durante a disputa da Seletiva Brasil de Vela. Também estarão competindo barcos das classes Finn, 470 (feminino) e RS:X (masculino).


